Notas iniciais
Voltei! Desculpa a demorinha. Feliz 2017 a todos! ♥

— Regina ­–

O que determina a mudança em nossas vidas? E quanto tempo leva para que uma vida mude por completo? Ou mesmo de que forma isso acontece? Em um ato? Com uma palavra? Um sorriso? Um gesto?
Não sei como isso ocorre e quando ocorre, ou mesmos e ocorre de forma geral, mas comigo foi isso. Primeiro um gesto de carinho. Depois um lindo e tímido sorriso, seguida de palavras, e enfim veio o ato. Ato de heroímos? Altruísmo? Proteção? Redenção? Não sei dizer. Mas com todos esses momentos determinantes, Emma Swan tornou-se a mudança que eu ganhei da vida, aquela mudança tão essencial, mas que se torna invisível aos nossos olhos.

Quando finalmente saímos daquele lugar e Emma me pediu para correr, assim eu fiz. E nem sei dizer o alívio que senti ao ver os policiais virem ao nosso encontro. Assim que sou amparada por um deles, só pensava em comemorar por estarmos bem, eu e Emma. Viro-me e o que vejo faz meu mundo desabar. Vejo Neal apontando a arma em direção a Emma e quando penso em gritar ela já esta caindo no chão. Tiro forças não sei de onde e corre ao seu encontro.

Seguro seu corpo e quando penso em dizer algo, sou surpreendida por Emma me perguntando com sua voz falhando se eu e meu bebê estávamos bem. Como assim Emma Swan, você esta baleada e mesmo assim esta pensando em nós? Ela diz pra eu cuidar dele e isso faz meu coração quebrar e milhares de pedacinhos. Eu não posso perdê-la, de forma alguma! Ainda mais agora sabendo um de sua história, de seu sofrimento.

Vejo-a fechar os olhos e me bate o desespero e só consigo gritar por ajuda de forma desesperada. Logo vieram socorrê-la levando-a para uma ambulância e obviamente não sai de seu lado por nenhum segundo. Meus olhos ardiam de tanto que as lágrimas rolavam de meus olhos. Quando finalmente chegamos ao hospital, a muito contra gosto fomos separadas. Levaram Emma para a ala cirúrgica e me encaminharam para a ala de gestantes. E mal eu sabia que minha angustia estava apenas começando.

— Lado A Lado –

– Régis – Escuto Killian dizendo ao adentrar a sala de espera e imediatamente corro e me jogo em seus braços. Meu irmão me aperta em um abraço que só ele tem e mais uma vez me desmancho em lágrimas. Ele pacientemente espera eu me acalmar um pouco, busca uma água para mim e senta-se ao meu lado – Você já passou com o médico? – Ele me pergunta e confirmo com a cabeça – E como você está? E o bebê?
— Estamos bem – Digo a ele e logo me lembrando de Emma pedindo para eu cuidar bem do meu filho e meus olhos ardem de novo.
— Ufa! – Ele diz soltando o ar dos pulmões. Acho que quando ele me viu chorando pensou que algo de ruim tivesse acontecido com meu bebê – Então vamos. Aposto que o médico lhe recomendou repouso – ele vai dizendo, me levantando ao mesmo tempo e eu me esquivo dele de imediato, deixando-o confuso.
— Eu não vou. Emma precisa de mim... Ela foi baleada, esta correndo risco de... – Não consigo dizer, e as lágrimas me invadem novamente. Ele não me questiona nada e volta a me abraçar. E isso que amo meu irmão, sabe sempre o que fazer.

Depois de ficarmos mais longos horas esperando por noticias de Emma. Eu andar de um lado para o outro e pedir informações por não sei quantas vezes. Kill me convence a me sentar, mais uma vez ao seu lado. Me abraçou fazendo eu repousar minha cabeça em seu peito. Sou despertada por vozes e me coloco em pé em um pulo ao notar que era um médico e que falava de Emma.

— Como ela está? Tiraram a bala? Ela já acordou? Posso vê-la? – Fui perguntando e o médico não dizia nada e o que me irritava mais.
— Ei, calminha ai – Killian diz com seu sorriso torto – Uma pergunta por vez, se não o doutor não consegue responder – Fala ele, olho para o doutor e percebo que ele também está sorrindo de lado e acabo ficando um pouco com vergonha de meu desespero, mas logo volto a perguntar, pois quero muito ver Emma.
— E então doutor, como ela está? – Pergunto e ele começa a me explicar sobre o quadro clínico de Emma.

— Lado A Lado –

O doutor me explicou minuciosamente o quadro de Emma, logo me liberando para ir ver ela em seu quarto. Como já era noite, só poderia entrar uma pessoa, que seria a que passaria a noite com ela. Kill, insistiu para ele ficar em meu lugar, pois eu precisaria descansar. Protestei, mas ele lembrou-me de que não sou apenas eu. Que dentro de mim tinha uma vida que precisa de todo o cuidado desse mundo. Mesmo não querendo eu sabia que ele tinha razão. Depois de fazer ele jurar inúmeras vezes, que qualquer alteração com Swan ele me ligaria, independente do horário. Aceitei ir para casa descansar um pouco, prometendo voltar logo pela manhã. Então ele fez questão de chamar um táxi e me colocar dentro e depois ir ao quarto de Emma passar a noite com ela.

Mesmo eu sabendo que ela estava coma pessoa mais segura e que eu confio nesse mundo, meu coração ficava apertado por estar longe dela. Eu queria estar lá quando ela acordasse e segurar suas mãos e dizer que tudo ficará bem e que ela não estará jamais sozinha.

Cheguei em casa e fui diretamente tomar um banho. Em minhas roupas ainda continha o sangue de Emma. Eu já conseguia lutar com a vontade constante de chorar. Mas, me apegava as palavras do doutor dizendo que a cirurgia foi um sucesso e que em breve ela acordaria. E se ela respondesse bem, logo poderia ir para casa cuidar de sua recuperação.

Fiquei mais de vinte minutos deixando a água quente cair sobre mim, massageando meu corpo. Lavei meus cabelos e enfim sai do banho. Coloquei apenas a lingerie e o roupão por cima. Fui para cozinha preparei uns sanduiches para mim, com muita mostarda tomei um suco, comi umas frutas. Olhei o relógio e já passava das 11 da noite, fui me deitar.

Quando finalmente sentir meu corpo repousar, me veio todo o cansaço e estresse do dia. Assim também as imagens do mesmo, quando fechava meus olhos lembrava-me de Emma caída no chão sangrando, depois Neal sendo baleado. Lembrava-me dele dizendo que espancou Emma até ela parar no hospital. Aquilo me feria. Como pode alguém maltratar um ser humano tão maravilhoso como Emma Swan? E como pode alguém de sua própria família entregar um bebezinho tão indefeso por troca de drogas? Penso isso e involuntariamente levo minhas mãos à barriga.

— Oh meu amor, mamãe já te ama. Vou cuidar de você com todo meu ser – digo Emocionada – Vou cuidar de você e de Emma. – Digo isso como uma promessa – Vai ficar tudo bem – Fecho meus olhos novamente e sem perceber pego no sono.

— Lado A Lado –

Acordo sobressaltada com barulho. Olho pela janela vejo que já clareou o dia. Escuto mais barulhos vindos da cozinha. Visto o roupão, vou em direção ao barulho. Nem preciso dizer o quão apavorada estou. Chegando lá flagro killian assaltando a geladeira.
– Killian! – dou um berro. Ele se assusta e bate a cabeça na geladeira.
— Cruzes Regina, quer me matar? – Ele diz levando as mãos ao peito lado do coração.
— O que faz aqui? Por que deixou Emma sozinha? – digo o fulminando com meu olhos – Eu sabia eu devia ter ficado lá. Ela deve estar sozinha e se ela acordar e... – Ia dizendo e sou parada bruscamente por Killian.

— Ei se acalme mulher – Ele diz segurando o riso e claro que eu não estava achando graça alguma – Ela está bem. E ela não esta sozinha.
— Quem está lá com ela? – Pergunto me irritando de imediato e tirando as mãos de Killian de mim.
— Ora, o médico e as enfermeiras.
— Killian, como pode? Se ela acordar e não tiver ninguém lá ela vai ficar assustada e sentindo sozinha – Digo com o coração apertado.
— Eu sei maninha. Não se preocupe que isso não vai acontecer eu garanto.
— E como pode ter tanta certeza disso?
— Como? – Ele pergunta terminando de tirar as coisas da geladeira – Digamos, que antes de eu sair de lá, uma certa pessoa de olhos esverdeados perguntou por você e eu garanti que você não a deixou sozinha.
— Como? – Pergunto para ter certeza do que ele estava falando – Emma esta acordada? – Ele concorda com a cabeça enquanto mordia seu sanduiche – Ela perguntou por mim? – Digo não conseguindo conter uma lágrima de felicidade – Eu preciso vê-la – Digo e saio correndo para me trocar e ir ver minha loira.

— Eu estou indo Kill, qualquer coisa me liga.
— Eu quem deveria estar dizendo isso, não? – Ele pergunta com a sobrancelha levantada e eu sorrio. Ele me abraça, beija minha bochecha. Pego minha chaves, bolsa e vou a encontro de Emma. – Régis? – Kill me chama assim que abro a porta – Você gosta muito dessa moça né? – Paro pra pensar por um segundo no lindo sorriso de Emma o quanto amo sua companhia, abro um sorriso para Killian e respondo – Mais do que sabia que gostava – Respondo e logo saio.

— Lado A Lado –

Vou caminho ansiosa para ver se Emma realmente esta bem. Vou ouvindo uma música suave e pensando em tudo. Desde nosso primeiro encontro, até agora. Esses últimos meses tem sido tão intenso para mim. Tem tanta coisa que quero dizer a Emma, tantas outras que quero perguntar. Mas, sei que terei que respeitar seu tempo. Não consigo me por em seu lugar nem um segundo, afinal, eu tive uma família, uma família maravilhosa. Um irmão que é meu melhor amigo, uma supermãe protetora que esteve presente em tudo em minha vida e um pai tão carinhoso, bondoso que infelizmente a vida o levou tão cede de nossas vidas.

Enfim chego ao hospital. Logo me identifico, sendo liberada para ir ao quarto de Emma. Meu coração dispara dentro de meu peito. Chego a porta respiro fundo duas vezes e enfim abro a porta do quarto. E lá esta ela. Linda do jeito que me lembro. Serena, calma. Nem parece que passou por tanta coisa na vida. Fecho a porta, dou alguns passos em sua direção e já não seguro as lágrimas. Pego em sua mão e começo um carinho suave. Subo com delicadeza minha mão para seu rosto e abro um enorme sorriso assim que verdes olhos me encaram com intensidade.

— Oi – diz ela de forma tímida
— Oi – Respondo com a voz falhando. Ela sorri e não resito e me jogo em cima de Emma, me arrepio ao sentir ela me apertar em sues braços.

Notas finais
Desculpa terminar ai. Quero fazer o próximo só delas. Comentem ai o que acharam e tals, essas coisas. Logo eu volto, beijos moçada. ♥