Lado a Lado
1 Blusa Roxa
Notas iniciais
Essa é uma historia triste, então espere lagrimas muitas lágrimas e dor... Mas também espere amor, muito amor em quantidade que fará chorar, mas também te fará sorrir, porque é isso que vem depois do felizes para sempre, sorrisos e lagrimas. E o amor cura tudo até mesmo a falta de alguém querido. Então preparados? Meu nome é Ben Swan Mills, mas antes de ser Swan Mills era Benjamin Mills Jones, mas para contar como mudei de sobrenome preciso contar minha historia, mas para contar sobre ela, preciso contar a historia da minha família.
O ano era 1998, tocava Under Pressere no rádio, era uma manhã de outono e eu morava em Nova Iorque, a cidade mais agitada do mundo, diziam as pessoas da época, não que Ben entendesse muito bem as coisas, afinal ele só tinha sete anos e para um garoto de sete anos tudo era agitado, quando não estava em casa com sua mãe, toda farra era permitida.
Ele e a irmã Anna adoravam infernizar a nova namorada do pai, ela sempre tentava fazer as coisas certas, mas Emma não tinha o menor jeito com crianças, o que para eles era ótimo porque seria um sinal de ótimas travessuras com ela. Eram 07h44min da manhã, Emma sempre acordava atrasada para levar as crianças para escola quando eles iam passar o fim de semana com Killian. Ela vinha gritando pela casa como uma maluca, o que para Ben era a parte mais divertida porque era hora de procurar um novo lugar para se esconder.
– Ben... Bem, acorda... Acorda. Já esta tarde. Ben, acorda querido, estamos atrasados. – Emma vinha gritando, subindo as escadas do pequeno apartamento enquanto caminhava para quarto do garoto. Ela entrou no quarto apressada, acendeu a luz e foi sacudir o garoto para acorda-lo, mas acabou tomando um tremendo susto com dinossauro inflável que estava sobre a cama e saltou sobre ela quando puxou a coberta. Emma deu um grito, claramente com raiva.
– Você achou muito engraçado, mas não é nada... – A loira dizia enquanto voltava a caminhar pelo quarto a procura do garotinho e logo um novo susto e um novo grito quando o coelho pulou nos seus pés.
– Aparece Ben, aparece agora, anda logo. – Emma continuou falando e checou o closet sem sucesso porque não encontrou o menino lá.
– Aparece Bem, cadê você? Ben... – Ela bufou pela ultima vez e saiu do quarto ainda a procura do menino, gritando pela casa em total desespero com o atraso para escola.
– Ben aparece, está na hora.
Quando chegou ao andar de baixo foi tentar acorda a irmã de Ben, Anna, mas para sua sorte a menina já estava de pé fazendo muitas reclamações. Emma entrou com sorriso, mas não foi bem recebida.
– Anna que bom que você já levantou.
– Esqueceu de lavar minha blusa, eu já te disse mil vezes que hoje é dia de blusa roxa na escola.
– Eu não esqueci não, alias eu fiquei acordada a noite pensando nisso.
– Acredito. – A menina disse em tom de deboche.
– Conclui que você é muito especial para se vestir como todo mundo, então vai de laranja, é a sua cor e combina muito com você. – Emma completou pegando uma blusa laranja que estava em pilha de roupas próxima a ela e jogou para a menina. – Agora me ajuda achar o seu irmão, tá.
– Perdeu o Ben? – Anna acusou. Emma entrou em pânico já deixando o quarto e não querendo levar sermão de uma menina de doze anos.
– Não eu não perdi o Ben.
Enquanto preparava as torradas e sanduiches, Emma continuava gritando por Ben pela cozinha enquanto Anna estava sentando sobre o balcão com cara de poucos amigos.
– Ok Ben, é só explicar a professora o motivo do atraso. Seu pai disse que tem um caso importante hoje, ele saiu mais cedo e nos deixou aqui para sermos responsáveis...
Quando Emma foi ate o armário mais próximo em busca da manteiga de amendoim, ainda falando para que menino ouvisse onde quer que estivesse, ela levou o maior susto porque antes de abrir a porta o armário se abriu sozinho e o garotinho gritou dando uma gargalhada e lhe estendo o vidro de manteiga de amendoim em seguida.
– Droga! Olha, não tem graça não hein... Não tem graça nenhuma. E você também está atrasado, vai botar uma roupa agora! – Emma exclamou furiosa, tirando o menino de dentro do armário e colocando no chão. Enquanto Anna ria de toda travessura do irmão, logo o menino começou a correr pela casa e Emma iniciou uma perseguição, tentando pega-lo enquanto ela caia na gargalhada enquanto fugia dela.
– Olha, espera aí Ben... Volta... Ben não tem graça. Vem aqui colocar uma roupa estamos atrasados garoto. Não complica mais a minha vida. – Emma finalmente conseguiu pegar o garoto que se debatia no chão. Batidas na porta interromperam a bagunça, mas Emma ainda não tinha desistido de colocar uma roupa em Ben.
– Bota logo essa roupa anda... Anda. Ajuda Ben.
– Eu não quero ir à escola. – O menino resmungava enquanto Emma tentava passar sua cabeça pelo buraco da blusa. Ouviram batidas na porta, mas ninguém foi atender. De repente a porta se abriu e morena sorridente apareceu para alegria de Ben e Anna que disseram em coro.
– Mamãeee! – Anna se levantou de onde estava e correu para mãe abraçando a morena em seguida.
– Queridos! – A mulher disse abraçando a filha e lhe beijando a testa em seguida.
– Oi mãe. – Anna respondeu cumprimentando a mãe.
– Parece que está se divertindo muito Ben, mas estamos atrasados. – A mulher se dirigiu falando com filho que estava tentando se livrar da loira para correr ate a mãe. Emma ainda lutava com o garotinho no chão tentando lhe colocar a blusa enquanto Anna e a mãe conversam na porta.
– Querida pensei que fosse de roxo hoje.
– Ben! – Emma exclamou frustrada, finalmente soltando o menino que correu feliz para braços da mãe e a agarrou no abraço saudoso.
– Ela se esqueceu de lavar. – Anna culpou Emma, respondendo a pergunta da mãe.
– Ei... Que abraço. – A morena disse ao filho o segurando firme nos braços.
Enquanto Emma olhava para cena descabela e com blusa de Ben nas mãos, sentindo uma idiota por não conseguir vestir um menino de sete anos. A morena olhou para Emma sorrindo como se quisesse mostrar vitoria naquele momento.
– Agora deixa comigo, Emma. — Se direcionou a loira com certo sarcasmo na voz.
– Com certeza, Regina. – Emma respondeu e deixou a sala.
Não era novidade entre todos que Regina, a ex-mulher Kilian Jones e nova namorada do homem, Emma Swan, não se davam bem quando assunto era Emma cuidar das crianças nos fins de semana que eles ficavam com o pai, tudo se tornava uma verdadeira bagunça e Regina, a mãe e mulher perfeita que sempre aparecia do nada e salvava a pátria. Para alegria dos filhos e frustração de Emma Swan, a loira sabia lidar com uma máquina fotográfica, modelos enfurecidas, mas era péssima com crianças.
(...)
Depois das crianças vestidas e devidamente prontas, Regina seguia pelas ruas de Manhattan para levar os filhos à escola.
– Eu não acredito ela fez este almoço! — Regina dizia enquanto analisava os sacos que Emma tinha dado aos filhos com que deveria ser o lanche das crianças. Depois de olhar dentro e ver que eram coisas nada saudáveis, jogou na lixeira mais próxima e destravou o alarme do carro, pedindo que filhos entrassem em seguida.
– Muito bem vamos.
– Oh mãe, por que temos que ouvir essa droga de musica clássica? — Anna reclamava enquanto a mãe estava ao volante.
– Porque eu gosto e o carro é meu, quando você tiver o seu carro poderá escolher a musica.
– Por que a Emma usa as cuecas do papai? E por que não tem cuecas? – Ben perguntou do banco de trás do carro.
– Bom, eu vi uma pilha de roupas perto da maquina de lavar e talvez as cuecas da Emma estejam lá. — Regina disse entregando ao filho um saquinho com seu lanche.
– É, junto com minha blusa roxa. Nunca mais falo com ela.
– Nunca diga nunca. Toma sua vitamina. – A menina pegou o remédio da mão da mãe e tomou em seguida.
– Ela sempre bagunça minha vida.
– Não é justo dizer sempre.
– A detesto. Ela é uma bruxa.
– Não xingue, use palavras suas. – A mulher repreendeu a filha e passou o vidro de vitaminas para o filho depois.
– Odeio quando diz isso.
– É, já um começo. Odeio é uma palavra é uma palavra totalmente aceitável, só tem que ter cuidado quando usar e use somente quando detestar alguma coisa.
Enquanto a mãe dizia a Anna sobre como usar a palavra odeio. Ben fazia careta com remédio no banco de trás e achando o gosto para lá de horrível, retirou da boca e jogou embaixo do banco do motorista, rezando que mãe não visse.
– Tipo o que? — O menino perguntou se intrometendo a conversa.
– Bom tipo... O planeta Urano, eu odeio, é nome horrível para um planeta. – Ben começou a rir levantando os pés e repetindo as palavras da mãe.
– Urano... HAHAHAHA...
– E o tchã-tchã.
– Tchã-tchã? — Ben repetiu mais uma vez o que mãe dizia.
– É tchã-tchã, eu odeio o tchã-tchã. Boto o pé para frente e para trás é horrível.
Logo todos foram pegos de surpresa pelo barulho alto que veio do banco de trás, Regina e Anna reclamaram juntas.
– Ah Ben! – E o menino apenas riu pelo arroto que tinha acabado de soltar.
– Eu odeio quando faz isso, eu sinto cheiro do café da manhã. — Anna protestou com o irmão.
Ela tem toda razão. — Regina completou.
É aquele era só mais um dia na vida dos Mills.
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