Lado a Lado
16 A certeza que ela é minha
Notas iniciais
As semanas seguintes foram mais calmas, mesmo Emma ainda não tendo feito nenhum pedido formal, Regina sabia que elas tinham algo, só não tinham nomeado ainda aquela relação. A insegurança de Regina ainda estava lá, mesmo Emma demonstrando a cada segundo que estava ao seu lado e que entedia que a doença era realmente séria e a situação extremamente delicada. Porém Emma estava preparada para tudo que viria junto com tratamento e a saúde frágil de Regina.
– Não vamos discutir isso de novo, não é? – Emma disse se levantando da cama.
— Não estamos discutindo Swan, eu só quero ter certeza que você quer mesmo isso.
— Isso o que Regina?
— Tudo o que trago Emma, dois filhos, um ex-marido e uma doença que pode destruir tudo. – A morena argumentou sentindo o peso daquelas palavras.
– Não. – Emma respondeu de forma calma e deixou a morena atônita com sua resposta.
Por um segundo Regina achou estar certa de seus medos e teve certeza que Emma iria desistir de tudo.
— Eu quero nós, Regina, e para ter o nós eu preciso de você. Preciso que confie em mim e acredito que o que sinto por você é verdadeiro. Eu não vou cair fora se você estiver de cama ou não puder andar mais, porque se estiver de cama eu vou estar ao seu lado cuidando de você e se não puder andar vou te carregar nos meus braços. Vou segurar sua mão em cada momento, se precisar tomar alguma medicação eu vou te lembrar dos horários dos seus remédios e vou cuidar da sua alimentação e tudo mais que lhe fizer bem. Porque seremos eu e você, juntas. Por isso eu quero nós.
— Você sempre vai me desarmar dessa forma com seus argumentos, não é Swan?
— Se for para manter você perto de mim, vai ser sempre morena. Quero que você entenda que eu também tenho medo, mas não vou deixar que isso me impeça de estar com a mulher que eu amo e por isso preciso que confie em mim. Ganhei seus filhos, Mills, então estou pronta para qualquer coisa, porque aqueles pestinhas são osso duro de roer.
— Emma, não fale assim dos meus filhos. – Regina a repreendeu.
Não deixou de sorrir, porque sabia como as crianças eram terríveis, mas sabia que se eles tinham deixado Emma entrar em suas vidas sem protestos, era porque gostavam da loira de verdade. E para a morena aquilo era algo extremamente importante.
– Você gosta mesmo dos meus filhos Emma. – Regina mais afirmou do que questionou e se deitou na cama junto à loira. Swan a recebeu em seus braços e fez algo que já era um costume, abraçou Regina de modo protetor.
— Eu amo seus filhos Regina, eles me são crianças maravilhosas. E eu espero fazer jus a confiança que eles me deram ao me permitir fazer parte da vida deles. Você precisa baixar a guarda e me deixar entrar de uma vez, já te disse que não vou a lugar nenhum. Eu vou estar onde você estiver, porque desde que te conheci o meu lar não é mais um lugar. O meu lar é onde você está, o meu lar agora é você Regina Mills.
Lágrimas, era isso que Emma despertava em Regina todas as vezes que dizia coisas daquele tipo. Emma passou os dedos suavemente pelo rosto de Regina e sentiu as lágrimas silenciosas e as secou da forma mais suave possível. Beijou o topo da cabeça de Mills sem dizer mais nada, porque mais nada precisava ser dito. Regina apenas queria sentir Emma e buscou seus lábios involuntariamente. Iniciariam um beijo cheio de afeto e carinho, não havia malícia, só havia amor.
– Eu amo você Emma. – Regina disse entre um beijo e outro.
– Eu também amo você Regina.
Emma sabia que aquela discussão poderia voltar à tona em outros momentos e a fotógrafa queria que Regina tivesse certeza que ela tinha noção de sua doença e tudo que elas iriam e poderiam enfrentar, tanto no presente quanto no futuro que teriam juntas. Só assim Regina iria parar de usar a doença que tinha como motivo para afastar Emma, com argumento que não queria que ela sofresse. Emma sabia que seu maior sofrimento não seria ver Regina lutar contra o câncer, mas sim não esta com ela e ajuda-la nessa luta dia a dia.
(...)
Emma estava disposta a provar para Regina que ela entendia o que a mesma tinha e sabia tudo o que câncer podia acarretar na vida da morena e em todos a sua volta, mas também queria reforçar que ela não estava sozinha e não precisava enfrentar aquilo tudo sem ninguém por perto. Emma seria sua força, seu apoio, sua cura se preciso e, acima de tudo, o seu amor.
— Lily, não sei mais o que fazer para que ela acredite em mim. Regina sempre vem com o mesmo argumento todos os dias que chegará a hora que irei desistir por não saber o que estou enfrentando. – Emma dizia desabafando com a melhor amiga.
—Swan, então mostre a ela o contrário.
– Ok, mas como? Eu já disse que a amo umas mil vezes, terminei com Killian, sou paciente com todas as crises dela. As crianças e eu estamos nos dando super bem, até a Anna nos aceita. Mas a cabeça dura da Mills fica procurando motivos para me afastar.
— Emma você sabe mesmo o que está enfrentando ficando com Regina? Quero dizer, vocês já conversaram sobre a doença, esse tipo de coisa? – Lily questionou Swan.
— Não diretamente, ela não me da brecha para isso e foge do assunto. Ela nem me deixa estar com ela durante as sessões de quimioterapia ou ir às consultas. E sim eu sei sobre o maldito câncer, eu queria saber por que todos sempre acham que sou burra com relação a isso.
— Não é questão de te achar burra Swan, para de drama.
— Eu fui ao hospital que ela se trata sem que aquela teimosa soubesse, bom à oncologista dela não quis me dar nenhuma informação, argumentando que prontuários são coisas pessoais e somente os familiares podem ter acesso.
– Então você não sabe bem o que ela tem?
— É claro que sei, subornei uma enfermeira para que me conseguisse uma copia do prontuário de Regina, sei tudo sobre tipo de câncer que ela tem. Os tratamentos, horário da medicação, efeitos colaterais. Sei que é a segunda vez que ela passa por isso e que na primeira vez também foi um câncer de mama, mas como foi descoberto rápido e tratado, ela ficou bem. Fiz algumas pesquisas na internet e conversei com um amigo que esta cursando medicina, li livros.
– Eu estou impressionada Swan, você fez o dever de casa, mas já disse isso tudo a Regina?
— Como eu vou dizer se ela mal toca no assunto? E quando tento, ela me julga como se eu não soubesse o que ela tem.
— Eu acho que posso te ajudar nessa parte. Pega sua bolsa e traz sua câmera também. – Lily respondeu se levantando do sofá e puxando Emma junto com ela.
– Aonde vamos sua maluca?
– Você vai ver Emma, agora anda logo.
Meia hora depois Lily estacionou o carro em frente a um prédio e na frente dizia Fundação Once Upon A Time. Emma não fez muitas perguntas, estava extremamente curiosa sobre o que iria encontrar ali. Quando entraram no local e Lily foi cumprimentada por algumas pessoas, Emma percebeu que sua amiga frequentava ali há muito tempo. Mais ela só entendeu do que se tratava o local quando viu algumas crianças sem cabelo e com lenços na cabeça correndo no corredor.
— Emma, eu te trouxe aqui porque é um lugar onde pode aprender muito, não só sobre o câncer, mas sobre a vida. Aqui podemos dizer era uma vez... E inúmeras histórias podem ser contadas, mesmo as que não têm final feliz ainda te ensinam algo.
– Como encontrou esse lugar Lily? – Emma perguntou à amiga.
– Eu ajudei a fundar Emma, com outros amigos, quando eu achava que perdido tudo quando meu pai se foi por conta de um câncer. Aqui eu descobri que todo dia pessoas lutam para ficar viva e que cada dia é uma vitória diferente. Talvez aqui você se inspire e possa mostrar a Regina que está pronta para enfrentar tudo com ela.
Lily levou Emma para conhecer cada canto da fundação e loira se impressionou com lugar, havia diversas alas, mas o mais incrível que não via dor ali, apesar dela estar lá. O ponto era não tratarem cada caso com pena e sim alegria, cada dia era um vitória para todos. Crianças, adultos e idosos trocavam experiências e suas famílias se mostravam mais próximas, tinha aula de música, teatro, pintura e tudo era apresentado no local. As crianças se apresentavam aos adultos e idosos liam histórias para os pequenos, a vida parecia se tornar bem menos dolorosa. Rodando pelo lugar, vendo sorrisos e tantas coisas boas, Emma se inspirou como Lily previa e uma ideia se formou em sua cabeça.
— Lily, tive uma grande ideia.
– Eu sabia que te trazer aqui seria bom. E se tiver mais dúvidas existem alguns médicos voluntários que podem responder as suas perguntas.
– Eu farei isso, mas quero saber como faço para me voluntariar em algum programa daqui. Existe algo relacionado à fotografia aqui?
– Não Swan, não tem nada do tipo e acredito que ter você como fotógrafa voluntária aqui será bom para todos.
Emma sorriu e teve certeza que coisas boas viriam daquele lugar. A loira preencheu a ficha e no mesmo dia começou a fotografar as famílias, voluntários, pacientes e todo aquele ambiente. Novos horizontes começavam a serem descobertos por Emma, não só como fotógrafa, mas como ser humano e ela sentia-se feliz e grata por isso.
Quinze dias depois.
Regina estava mais leve com Emma, ainda não tocavam no assunto com relação à saúde da morena, mas a fotógrafa agora sentia que Regina não a afastava como antes. Anna e Ben pareciam cada dia mais tranquilos e felizes com Emma e a mãe estando juntas. E embora ainda não tivessem nomeado aquela relação, era algo bom, tanto para eles quanto para Regina. A fotógrafa ainda não passava as noites no quarto de Regina, quando dormia na casa dos Mills sempre ficava no sofá da sala. A morena ainda não se sentia a vontade em leva-la para seu quarto, pois temia que isso fosse levar a ter alguma intimidade e Regina queria um tempo para deixar as coisas acontecerem sem pressa ou pressão. Mas Emma fazia questão de acordar Regina todas às manhãs com beijos carinhos no pescoço e abraços que lhe passavam confiança para enfrentar a cada novo dia que surgia.
— Acorda dorminhoca. – Emma disse ao pé do ouvido da morena que dormia de bruços.
– Não Emma. – Regina murmurou. Vendo que sua estratégia não surtiu efeito Emma apelou para beijinhos no pescoço da morena.
– Acorda amor. Por favor, Regina.
— Emma isso é jogo sujo. – Regina respondeu sentindo seu corpo se arrepiar e virou de frente para a fotógrafa.
Emma tinha um sorriso tão lindo que Regina sentiu seu coração disparar. Beijou a loira em beijo profundo que longo ganhou proporções maiores. Regina trouxe Emma para mais junto dela e gemeu em sua boca apertando a bunda de Swan em seguida. E quando clima esquentou fora Emma que botara um fim na empolgação delas.
— Você está ficando ousada Mills, mas agora temos que levantar.
— Eu não quero levantar Swan. – Regina respondeu manhosa fazendo bico. – Não podemos ficar aqui e fazer coisas mais interessantes?
– Não me tente mulher. Ou posso achar argumentos para fazer essas coisas e muitas mais Regina.
Sem que Emma esperasse Regina puxou o lençol relevando que estava só de calcinha e sutiã. – E isso te isso serve como argumento. – Regina disse exibindo seu belo corpo e se insinuando para Emma.
A loira teve que fazer um esforço sobre humano para não tirar suas próprias roupas e ir para aquela cama fazer o que queria a tanto tempo. Porém resistiu, não iria botar tudo a perder não agora. Faria tudo como planejara e quando tivesse Regina seria perfeito.
— Isso é maldade Regina, que droga. Emma se levantou da cama e foi para porta ainda meio desnorteada.
– Se levante eu preparei um banho maravilhoso para você. E as crianças tem uma surpresa para você lá cozinha, eu te espero lá em baixo. – Swan finalizou deixando o quarto.
– Você é uma covarde Emma Swan. – Regina disse por fim se levantando da cama e indo em direção ao banheiro.
Quando olhou a volta o clima no local era de paz, havia algumas velas e um aroma doce de maçãs, a banheira estava cheia e assim que chegou mais perto sentiu o cheiro dos seus sais preferidos.
– Você não existe Swan. – Regina disse para si mesmo e agradeceu ao universo por lhe dar Emma.
A cada dia que se passava à loira se demonstrava mais paciente, amorosa e com gestos simples e carinhosos que faziam Regina ficar sem palavras. Mills tirou as peças que usava entrou na banheira e aproveitou cada segundo daquele banho que lhe fora preparado com tanto carinho.
(...)
No andar de baixo, Emma fazia planos com as crianças. Ben estava para lá de animado com fato de que Emma finalmente faria o pedido oficialmente. Anna sorria de orelha a orelha pensando que logo Swan seria mesmo parte de sua família.
– Então vocês dois entenderam tudo que tem fazer certo? – Emma perguntava aos dois irmãos querendo checar os últimos detalhes de seu plano.
– Relaxa Emma já repassamos o plano umas mil vezes. – Anna respondeu.
— É Emma cada um sabe sua parte. – Ben completou.
— Me desculpem é que eu estou muito nervosa. Não quero que nada dê errado.
— Você vai se sair bem e mamãe é louca por você. Não tem como ela dizer não ao seu pedido de namoro. – Anna disse tentando passar confiança a fotografa.
– É loira mamãe é caidinha por você. – Ben afirmou com um sorriso sapeca.
— Vocês dois estão muito saidinhos pro meu gosto. Merecem um ataque do monstrinho das cócegas. – Emma disse já começando a correr atrás dos dois pela casa.
Ficaram entre gritos e gargalhadas altas, estavam em sintonia finalmente, e tudo era pura alegria. Regina desceu as escadas e presenciou uma cena que jamais imaginara ver antes. Emma no tapete de sua sala abaixada fazendo cócegas em seus filhos que gargalhavam sem parar, uma lagrima solitária desceu pelo seu rosto e ela agradeceu, mas uma vez por Emma trazer de volta a felicidade não só para sua vida, mas também para seus filhos.
– Posso participar dessa farra também. – Regina interrompeu a bagunça
— Pode mamãe salva a gente do monstro da cosquinha. – Ben respondeu correndo ate a mãe. Regina o abraçou de modo protetor.
— Não vale pedir ajuda Ben. – Anna reclamou com o irmão.
— Vale sim.
— Então acho que devemos atacar os dois. – Emma se avisou.
— Não ouse fazer isso Swan.
Regina não teve tempo de terminar a frase, pois quando viu a filha e Emma estavam em cima dela lhe fazendo cócegas por todo corpo. Caíram os quatros sobre o tapete da sala aos sorrisos, estavam em sintonia, estavam felizes. Era algo natural era uma família e quem quisesse veria isso.
Regina teve a surpresa mais linda que recebera naquela manhã, o banho especial preparado por Emma e o café da manhã preparado pelos filhos. Os quatro tomaram o café em silencio não precisa dizer muito era nítido que estavam felizes por estarem juntos.
– Hoje é um dia para sorrir Regina. – Emma disse abraçando a morena por trás.
– Hoje é um dia sim para sorrir Swan. Obrigado por me dar uma das manhãs mais doces que já tive na vida. – Regina agradeceu.
Em seguida se virou para Emma e a beijou. As crianças voltaram a cozinhas em um falatório que assustou as duas mulheres, e as fizeram se largar rapidamente.
— Mãe, queríamos te pedir uma coisa. – Anna falou primeiro.
— É mamãe... – Ben continuou.
— Queríamos ir a uma exposição hoje à noite.
— Exposição? Vocês dois querendo a mesma coisa, porque algo me diz que tem algo mais por trás disso. – Regina respondeu aos filhos, desconfiada.
— Regina dê um voto de confiança aos pestinhas.
— Swan calada. E algo me diz que tem dedo seu nessa historia.
— Eu juro que não tenho nada com a ver com isso. Palavra de escoteiro. – Emma se defendeu levantando a mão em sinal de juramento.
— Ok. Que tipo de exposição é essa?
— É uma exposição de fotos, fotos de todos os tipos. E vai ter uma loja de brinquedos que o Ben quer ver, e eu quero ver a exposição na parte de moda.
— Por favor, mamãe. – Ben implorava juntando as mãozinhas e fazendo sua carinha mais inocente.
— Filho fazer essa cara não vale, sabe que não consigo dizer não.
– Então nós vamos? – Anna perguntou querendo ter certeza.
– Sim vocês venceram. – Regina respondeu se dando por vencida.
–E a Emma vem com a gente. – Ben informou.
As crianças saíram comemoram pela casa e as mulheres permaneceram na cozinha. Emma agradeceu aos céus seu plano estava dando certo, iria fazer tudo certo provaria a Regina que o câncer não seria um obstáculo para estarem juntas e de quebra pediria Regina em namoro naquela mesma noite com Ben e Anna como suas testemunhas.
(...)
A noite chegou tão rápido que Regina mal tinha notado, a atmosfera criada por Emma e as crianças fazia o tempo e os problemas não existirem a sua volta. E por pior que fosse a situação ela estaria pronta para enfrentar qualquer coisa.
– Mamãe já escureceu e está na hora de você ir se arrumar. – Henry avisou a mãe.
— Ok. Seu apressadinho, eu já estou indo.
— Mãe a exposição começa às 19h30min vê se não demora muito. – Anna alertou quando viu Regina subindo as escadas em direção ao seu quarto.
— Está bem, Anna. E eu quero só ver o que vocês estão aprontando. Agora para banho você também. – Mills respondeu do pé da escada e a garota obedeceu à mãe.
Regina entrou em seu quarto, curiosa para saber onde Emma tinha se metido, ela tinha certeza que a loira iria se arrumar lá mesmo e não iria para o apartamento que dividia com uma amiga desde que sairá da casa de Killian. Mills foi pega de surpresa quando viu sobre a cama uma caixa grande amarrada com laço branco. Aproximou-se e viu um cartão por cima da caixa e quando abriu e leu a caligrafia não pode conter o sorriso que se formou em seus lábios.
Queria que estivesse linda essa noite. Por isso comprei algo que sei que ficara perfeito em, você minha Rainha, espero ter acertado.
Com amor sua Emma.
Regina suspirou assim que terminou de ler o cartão. Abriu a caixa e se deslumbrou ao ver o belo vestido preto que Emma tinha escolhido para ela.
— Você continua a me surpreender Swan. – Regina disse para si mesma, pegando o vestido em seus braços.
Foi diante do espelho e colocou vestido de frente ao corpo, sorriu mais uma vez, Emma tinha mesmo acertado. Deixou o vestido sobre a cama e finalmente foi para banheiro tomar um banho e ser arrumar, afinal seus amores a esperavam no andar de baixo.
Cerca de uma hora depois Regina descia as escadas no belo vestido preto, Emma estava simplesmente de boca aberta. Acertara em cheio o vestido esculpia as belas curvas de sua morena e saltos completavam o visual sexy e fatal. Por um momento Emma quase se arrependeu de ter escolhido uma roupa tão provocante, certamente todos cobiçariam a sua mulher. Regina estava adorando aquilo tudo, estava se sentindo bem consigo mesma. De certa forma o gesto de sua loira tinha levantado sua autoestima.
— Emma limpa a baba que está escorrendo ai. – Anna zombou da fotografa. E Ben riu da cara de Emma.
— Da um tempo garota. Sabe que todos vão olhar para sua mãe linda assim. – Emma respondeu dando língua para a menina.
Regina chegou próximo a Emma e a abraçou e lhe deu um selinho em seguida. A morena gostou do que vira Emma também estava linda, em um terninho feminino e os cabelos presos em rabo de cavalo. Pela primeira vez temeu a ideia de expor Emma para todos sabendo que olhariam com segundas intenções, mas não se abalaria com inseguranças afinal elas se amavam e nada poderia abalar isso.
— Se acalme Swan, todos vão olhar, mas só você vera o que realmente interessa mais tarde. – Regina disse ao pé do ouvido da loira e depois lhe mordeu suavemente o lóbulo de sua orelha. Emma sentiu seu corpo inteiro se arrepiar, e pensou quando Regina teria ficado tão ousada. – Agora vamos, estou curiosa para ver o que vocês estão aprontando Swan.
Regina saiu puxando Emma pela mão em direção à porta e foram seguidas pelos filhos logo atrás. Emma saiu com único pensamento à noite prometia mais do que ela podia esperar.
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