Lado A Lado

1 Capítulo 1 - Eu o encontrei


Notas iniciais
- Narração por mim.
- Apenas o início da história toda.
- Coloquem uma música de fundo e aproveitem (mas lenta que fique rápida depois de preferência).

Prólogo

– Cadê ela? — se perguntava a cada minuto que passava. — Preciso de apoio no momento ou eu... — uma lágrima lutava para cair.

Ela ainda segurava para não chorar, estava sozinha em casa, impaciente e com o rosto inchado, mas com uma maquiagem básica (para esconder que chorou), estava toda esparramada no sofá, precisava de alguém, e por que não a própria mãe? Viveu momentos tão difíceis que era de se esperar que ela precisasse de ajuda.

Logo, alguém bate na porta, mas não uma voz feminina, ela se assusta, mas vai atender, com um sorriso no rosto, como sempre.

– Quem é? — perguntou.

– Quem você desejaria que fosse! — respondeu uma voz com um sotaque claramente real, não forçado.

– Mamãe? — perguntou ela, não abriu a porta, pois sabia quem era.

– Não Katy, abra essa porta, precisamos conversar! — sua voz foi para um tom mais sério.

– Estou esperando minha mãe não você, Russell! — ela já deixava cair uma lágrima. — E eu não quero ver você. Vá embora!

– Não! Enquanto eu não conversar seriamente com você.

Ouve-se alguém chegando, gritando com Russell:

– O que você está fazendo aqui? — uma voz feminina de tom forte o expulsava da frente da casa de Katy. — Não percebe que ela não quer te ver, acho que não agora, nesse momento?

– Mas eu só estou tentando acertar as coisas, senhora Hudson... — respondeu ele, enquanto era empurrado para a rua.

– Apenas vá embora, não piore as coisas.

Então ele se foi, não parecia estar chorando, mas víamos a dor em seus olhos, uma dor incessante e interminável, chorava por dentro.

Então, Mary Hudson pede para Katy abrir a porta:

– Abra a porta Katy querida, é sua mãe Mary.

– Você nunca muda mãe. Obrigada! — ela forçava um sorriso, mas não poderia aguentar tanto tempo.

– Ei, se quiser chorar, chore. — ela abraçou a filha, como só as mães podem abraçar.

– Eu não queria que fosse assim. -ela chorava, chorar de soluçar até.

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Eu o encontrei

Katy caminhava tranquilamente pelas ruas de Londres. Estava de férias (tão desejadas), sempre era parada por algum fotógrafo ou fã, mas sempre sorria e atendia como se fosse alguém conhecido, tinha amor por eles. Afinal era uma cidade mais “comportada”, ia de rua em rua, loja em loja, via, vestia e até comprava. Estava vivendo seu sonho.

Aquela garotinha filha de pais pastores evangélicos, senhor Keith e senhora Mary Hudson, ainda existia, mas estava onde queria estar, vivendo aquilo que sempre tinha sonhado. E aquela garotinha rebelde, que não canta mais música gospel, deu lugar a uma mulher de talento incalculável.

– Me desculpe... — ela estava tão distraída que se esbarrou com alguém.

– Não há problema. — disse ele.

Ela era um homem de cabelo longo, e sua barba também era grande, alto, magro e uma aparência de uns 35 anos.

Enquanto ela tinha cabelos longos e pretos (não era sua cor “original”), era consideravelmente alta, magra e uma aparência de uns 25 anos.

– Estava tão distraída... — ela olha bem profundamente naqueles olhos — Acho que conheço você.

– E eu acho que conheço você. — ele também a olhava dentro daqueles olhos azuis, fortes.

– Russell Brand! — disse ela.

– Katy Perry! — disse ele

Disseram ao mesmo tempo, e ambos se assustaram, mas riram depois.

– Conheço seus trabalhos... — disse Katy.

– Eu conheço sua música, e sinceramente, ela é perfeita. — disse Russell com um tom tão sério e convicto, não estava dizendo só por dizer.

Ela ficou com o rosto vermelho, ele tinha reparado, mas nem disse nada, o coração dela agora batia mais forte.

– Que tal rirmos mais? — Russell segurou o queixo dela e levantou seu rosto corado — Isso é minha carreira, aliás. — ela riu sem hesitar.

– Estou de férias... — respondeu ela, sem ar.

– Mais um motivo para sairmos, ninguém vai querer nos incomodar.

Katy riu um pouco mais, sem reações.

– Sua risada é gostosa de ouvir, gostei disso. Quero te conhecer mais, saber o que existe atrás dessa voz tão angelical que é a sua. E acho que pela sua cara você aceitou...

– Nossa você é bem direto. — sua risada enfraqueceu, mas ainda sorria.

– Imagina se eu não fosse?! — ele riu — Então que tal na minha casa? Aquela época de maníaco por sexo se foi, quero algo mais caseiro dessa vez.

– Então você já está pensando em fazer sexo comigo?! — seu sorriso se transformou em uma cara de medo e raiva.

– Não! Apenas disse que queria algo mais caseiro, e você sabe ou sabia da minha fama de maníaco por sexo, aquilo já passou, eu apenas disse isso... — ele respondeu seriamente.

– Se não for isso... -ela ainda desconfiava.

– Confie em mim. Às 20:00hs na minha casa então? Alguns filmes, pipoca, e doces aos montes, porque eu sei que você gosta.

Ela sorri.

– Pode ser, e que isso faça valer à pena minhas férias... — respondeu ela.

– Ah sei vai. — ele ri.

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Katy toca a campainha da casa de Russel, uma casa grande, não ao ponto de ser uma mansão, mas era bem espaçosa, para quem (ela acha) que vivia sozinho. Era uma casa, com janelas grandes (quase parecendo vitrines), um jardim imenso e bem cuidado, com flores de cores fortes e marcantes, a fachada era bem feita, e o portão pelo qual ela passou com seu carro era bem rústico (uma boa escolha, combinou de forma inexplicável), tinha um espaço para lazer e academia e uma piscina bem grande (com as siglas RB) localizada uns 10 metros depois que você sai da porta da casa (contava também com uma cachoeira que caia sobre).

– Oh, olá. — ele se surpreendeu com a beleza de Katy.

Ela vestia algo simples, mas tão bem feito, tão bem desenhado que parecia que foi feito apenas para o corpo dela. Era um vestido simples de cor branca, com apenas uma alça que sustentava “tudo”, um cinto com faixas coloridas, não estava apertado, mas mostrava aquelas curvas incríveis no corpo de Katy e um salto alto, preto, com apenas uma pedra dourada quase na ponta do pé. Ela estava linda.

Enquanto ao Russel, ele vestia uma calça jeans, uma camisa social que estava aberta, com uma camiseta cinza com listras brancas por baixo, e um sapa tênis que parecia já ter sido usado. Ele parecia apresentável.

– Olá. — ela sorriu, corada.

– Se soubesse que você viria assim, teria colocado um terno! — ele riu, depois ela.

– Mas é algo tão simples. — ela continuava corada.

– Se você diz. Entre, sinta-se a vontade. — disse ele com aquele sotaque britânico, que começava a deixar Katy maluca.

Ela começou a sentir um cheiro, não de pipoca como o prometido, mas sim, do tipo de que um jantar estava sendo feito, ela estranhou:

– Você disse que seria algo mais caseiro, um filme com pipoca, então por que sinto o cheiro de um jantar sendo feito, isso é possível? — ela se mostrava séria, mas ao mesmo tempo surpreendida.

– Vamos tratar isso como “era apenas para ser caseiro”, afinal estamos aqui na minha casa e você vai comer algo, fiz tudo, acredite. — eles riram.

– Sempre que via você na televisão, você nunca falou que gostava de cozinhar. -ela falou irônica.

– Eu gosto, só não sei se sou bom, porque nunca cozinhei para ninguém, além de mim mesmo, é um hobby, sinta-se especial.

Ela volta a corar, mais do que antes.

– Vamos ao jantar? Porque sinceramente estou com fome, e é bom aquela parte dos doces ser verdade. — ela diz, querendo desviar do clima romântico.

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Eles se sentam no sofá daquela grande sala que estavam.

– Estava ótimo — disse Katy, farta e satisfeita.

– Obrigado, fiz o que pude! — eles voltaram a rir.

– Aquele frango, banhado com manteiga e um pouco de suco de frutas, estava ótimo, Depois veio aquela sobremesa deliciosa, por mais que ainda eu queira doces — ela ri. — aquele pudim de leite, com pedaços de morango, laranja e pêssego com cerejas e uvas passas no topo, estava delicioso, acho que você realmente sabe cozinhar, nunca havia visto esse tipo de receita ou comida, foi ótimo.

Dessa vez quem corou foi ele.

– Obrigado. — estava totalmente sem jeito -

Estavam no sofá da sala, o horário já se passava das 23:00hs, Katy levantou para ir embora quando foi interrompida.

– Fique mais um pouco, ou talvez passe a noite aqui. — ele falou em um tom insistente.

– Mas...

– Eu te prometo a pipoca, os doces, os filmes e talvez um pouco, ou muito mais. — ele sorria de uma forma galanteadora e com segundas intenções.

– Mas eu n... — ela foi interrompida por ele antes que Katy pensasse em algo, Russell já estava a beijando com tanta paixão, que parecia que nada mais existia em volta dos dois.

– Acho que agora você quer ficar, certo?

– Cale a boca, apenas continue!

Russell já havia percebido que Katy gostava dele, apenas no olhar, foi uma jogada de mestre e ao mesmo tempo ele se pôs em uma aventura, pois também estava apaixonado pela Katy, de uma forma indescritível.

– Meu quarto é grande, cabemos nós dois — ele riu.

– Esqueci de dizer, gostei da sua casa. — ela riu.

– O que? — ele parou de beijá-la e se encontrava confuso.

– Eu gostei da sua casa, você eu acho que amo. — Katy tomou a atitude dessa vez, e voltou a beijá-lo.

– Que bom. Eu gostei das suas roupas, mas amei seu corpo, o que vai ser? — disse ele, estavam na porta do quarto de Russell, as escadas não foram um obstáculo.

– Que tal ter os dois?! — disse ela jogando seu corpo na cama e arremessando seus saltos para longe.

– Eu adoraria... — ele tirava a camisa e depois voltava a beijá-la.

Começava uma noite “quente”, ele estava em cima dela na cama, retirava seu vestido entre beijos, ela começava a desejar ainda mais seu corpo quente no dela, Russel conseguiu tirar o vestido do corpo de Katy:

– Ele é mesmo bonito, e você é ainda mais. — voltou a agarra-la.

Katy agora estava descendo suas mãos, rumo aos botões da calça jeans de Russell. Ela chegou neles:

– É... Isso me faz lembrar uma música do meu álbum — ela riu com força.

– Seu corpo é perfeito! — ele admirava, olhava cada curva, cada contorno, e o desejava ainda mais.

– Eu quero ver o que você tem para mim! — ela se mostrava pronta para tudo — Tem camisinha?!

– Na cabeceira! — disse ele se lembrando e pegando-a no mesmo instante.

– Isso você faz sozinho? -ela sorriu.

– Faço e com prazer! -Russell riu.

Logo ele encostou seu corpo no dela, e Katy “deu a entrada” que ele precisava.

– Oh Katy! Oh! Oooh! Você me faz bem! Oh! Oooh! — eles estavam como “mamãe e papai”.

– Isso, eu sei disso! Agora continue! Ah! Aah! Aaaaah! Você me faz bem, aaah! — ela revirava os olhos, com um desejo ardente, nada mais passava na sua cabeça naquele momento.

– Eu sei que você sempre quis isso, aqui é Londres, mágico não? Oooh! E as suas férias? Como elas estão indo? Oh! Oh! Ooh! — ele começava a ir com mais força e rapidez.

– Perfeitas, nada poderia me satisfazer mais do que isso! Aaaaah!

Londres acabara de se transformar no lugar preferido de Katy.

– É HORA DE TROCAR A POSIÇÃO! — ela se mostrava insatisfeita, estando sendo controlada e não no controle — Quem vai controlar agora sou eu!

Katy jogou Russell na cama, deixando aquele ser humano excitado deitado na cama. Ela abriu as pernas, seu corpo foi encaixando, e com “encaixando”, quero dizer encaixando na cintura dele.

– Você dominou e agora será dominado! Aaah! — ela agora ia para cima e para baixo e seus corpos já estavam suados — Ah! Ah !Ah ! Ah ! Aaaaah!

– Acho que gosto da ideia de ser dominado! Oh! Ooh ! Oooh! Você é boa nisso! Oooooh! — agora ele revirava os olhos -

Logo a noite ia caminhando ao fim, foram várias trocas de posições, ambos mostravam que sabiam caçar, mas que também gostavam de serem caçados. E seus desejos que um tinha pelo outro, aumentou e muito.

O sol ia nascendo e eles tinham dormido abraçados. Katy acorda, olha para o lado e vê Russell, ela sorri, sem mais.

Ele estava com os olhos meio abertos olhando a beleza do rosto de Katy:

– Você é perfeita! — ele sorriu e depois ela sorriu.

– Você sabe como cuidar de alguém! — ela disse isso, não corada, mas sim, entusiasmada.

– Eu te amo, Katy Perry, minha deusa! — disse ele com aquele sotaque britânico que só de ouvir Katy ficava excitada.

– Eu te amo, Russell Brand! — disse ela sorrindo, desejando-o mais.

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Notas finais
- Contém o prólogo da história.
- O próximo capítulo, não será iniciado "daquele momento".
- A casa, o lugar, quase tudo o que aconteceu na história, na vida real nunca aconteceu.
- Amo a Mary Hudson (LOL).
- Espero que gostem