Ladies's Brotherhood
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Marietta acorda um pouco zonza, dentro de algum lugar apertado e escuro, algum tipo de caixote ou baú. Ela estava amarrada e amordaçada, com as mãos presas para traz e suas pernas encolhidas para caber dentro donde estava. Quando percebe sua situação, ela começa a se remexer para tentar se soltar, então consegue afrouxar o pano que estava amordaçado em sua boca, fazendo-o sair de sua boca.
Ela olha ao seu redor para ver se havia alguma maneira de sair, e então olha pra o lado e vê um pequeno buraco no caixote, provavelmente feito para ela poder respirar, dando uma mínima luminosidade lá dentro. Ela aproxima o olho direito e vê que estava dentro de algum depósito escuro, cheio de bagagens e caixas, e bem a sua frente, a certa distancia, estava uma porta aberta, que era única coisa que clareava o depósito.
– Olá! Tem alguém ai?! – ela chama gritando inutilmente por alguém. – Olááááá! – ela tenta novamente, mas foi em vão, como antes.
“Droga... Só pode ser brincadeira...” ela resmunga indignada em sua cabeça, pensando em como sair dali e como pode ter deixado ser capturada.
– O quê?! Como assim Marietta foi sequestrada?!?! – grita Madame Marie perplexa e furiosa, colocando as mãos com força sobre a mesa de seu escritório.
– Eu sinto muitíssimo Madame. – pede Pepita se curvando perante a Madame, se sentindo culpada. – Eu... Não pude fazer nada... Sinto muito...
– E Lolita? – pergunta Paola, que também estava na sala, do lado esquerdo de Pepita.
– Ela conseguiu entrar no trem. – ela responde, voltando os olhos para Paola.
– Mas que... Merda! — resmunga Marie, se segurando para não dizer a ultima palavra, mas não conseguiu. – Como não percebemos que era uma armadilha Soulier? – ela pergunta frustrada para a madame Soulier que estava sentada em uma poltrona ao lado.
– Seguimos todos os protocolos para saber se era verídico, e cliente passou em todos, não teríamos como desconfiar. – responde Soulier, mais centrada e tranquila do que qualquer um naquela sala.
No canto do escritório estava Victória, totalmente perplexa e preocupada, não acreditava que Marietta, sua melhor amiga, havia sido capturada. Ela se sentia culpada, pensando que deveria ter ido junto, que ela poderia ter feito alguma coisa. Estava tão fora de si que nem percebe que a Madame Marie a chamava.
– Victória! – chama a Madame quase gritando, conseguindo finalmente chamar a atenção de Victória. – Não se preocupe, vamos trazê-la de volta. – ela afirma confiante, agora mais centrada e menos frustrada, mas em seu rosto havia uma leve expressão de raiva. – Venha comigo. Pepita e Paola, vocês também. – ela chama as três, enquanto saia do escritório.
Madame Marie, acompanhada pelas três que chamou, segue em silêncio por um dos corredores.
– Para onde nós vamos? – pergunta Victória.
– Para a biblioteca. Preciso consultar alguém. – responde a Madame.
– Esse “alguém”... – completa Paola. – Você quer dizer a...
– Ela mesma. – confirma a Madame a interrompendo.
Quando Madame confirma, todas a três já sabiam de quem ela estava falando.
Ainda presa dentro do caixote, Marietta tentava frustradamente se soltar, mas estava muito apertado lá dentro, ela mal conseguia se mexer direito. De repente, ela escuta passos de alguém se aproximando, então para de se remexer.
Um homem ligeiramente gordo, usando roupas de segunda, careca, usando uma boina e segurando uma escopeta, acompanhado de mais dois homens mais magros que ele, também segurando uma escopeta, entram no deposito.
– Ei, ruivinha... – chama o homem gordo, batendo duas vezes na tampa do caixote. – Está acordada? – ele pergunta, mas Marietta não responde. — Bem, vou presumir que sim... – ele continua. – Nós vamos abrir o caixote, mas vou avisando, eu estou com uma arma apontada bem na sua cabeça, então é melhor você se comportar.
Marietta hesita por alguns segundos em responder, mas sem alternativas, ela responde:
– Ta – ela responde sem vontade nenhuma para o homem do lado de fora.
Ele abre o caixote, e quando Marietta vê a arma apontada bem em sua cabeça ela nem ousa em se mexer.
– Venha comigo. – chama o homem, puxando Marietta pelo braço para que ela pudesse sair.
Um dos homens desamarra as pernas de Marietta para que ela pudesse andar normalmente. Eles seguem o corredor do lado de fora do deposito, os dois homens magros estavam atrás de Marietta, apontando as duas armas em suas costas, enquanto o gordo estava na frente, guiando o caminho.
Ela percebe que o lugar estava instável, como se tivesse se mexendo e tremendo, então se lembrou de que estava dentro de um trem. Enquanto andavam, ela pensava em inúmeras maneiras de tentar escapar, mas não conseguiria com aqueles três ao redor dela, principalmente dentro de um trem em movimento.
Eles finalmente chegam em uma sala. O grandalhão da frente abre a porta e empurra Marietta para dentro dela. Ela se desequilibra um pouco, mas consegue ficar em pé ao centro da sala.
Era um escritório de tamanho mediano, cercado por vários homens, e na sua frente, na mesa do escritório, estava um homem de aparência suspeita, usando um terno branco e um chapéu igualmente branco, caído um pouco para frente, fazendo uma sombra em seu rosto. Provavelmente ele era o líder.
– Seja bem vinda a minha humilde locomotiva, Lady. – cumprimenta sarcasticamente o homem de terno branco, fazendo Marietta o encarar desconfiada.
De volta a mansão, Madame Marie, junto com Victória, Pepita e Paola, chegam a um certo local da biblioteca. Neste local estava uma jovem Lady, sentada no chão, rodeada por vários livros abertos e um ela lia em seu colo.
– Eu sabia que viria, Madame. – disse a garota, de cabeça baixa, fixada em seu livro. A garota parecia-se com uma boneca de porcelana, esbanjando um ar de calma e tranquilidade.
– Precisamos de sua ajuda, Sophia. – pede a Madame.
– Eu sei disso. – responde Sophia, levantando a cabeça, mostrando seus olhos com íris completamente brancas, ela era cega. – Eu posso dizer onde Marietta está.
– Como ela sabe disso? – Pepita pergunta sussurrando para Victória.
– Eu sei de tudo. – responde Sophia, mesmo sabendo que a pergunta não foi para ela. – Por favor, pegue esse mapa em cima da mesa. – ela pede à Madame, que faz o que ela pede, estendendo o mapa na frente dela no chão. – Preciso de algo que seja de Marietta. – nessa hora, Pepita lhe entrega o chapéu que Marietta usou no dia do trabalho.
Sophia tira do bolso de seu vestido uma moeda dourada, que não se parecia com nenhuma moeda nacional conhecida, uma moeda mística, que não pertencia a esse mundo. Ela joga a moeda sobre o mapa, que começa a fazer movimente circulares sobre ele, enquanto ela segurava o chapéu de Marietta em suas mãos.
Enquanto esperavam, Victória olhava o ambiente ao redor de Sophia e se perguntava como ela lia todos aqueles livros se ela era cega.
– Eu consigo ver as palavras, e também, a aura das pessoas. – responde Sophia mesmo sem Victória ter perguntado, e sem tirar os olhos da moeda. – E como eu disse, eu sei de tudo. – nesse instante, a moeda para de rodar e para em certo ponto do mapa. – Ela está aqui, mas não por muito tempo, ela está se movimentando rápido. – ela responde colocando o dedo sobre a moeda.
Madame Marie pega o mapa e vê que ela estava em uma ferrovia não muito longe daqui.
– Se preparem rápido, garotas. – ordena Marie, voltando para Victória, Pepita e Paola. – Vamos buscar Marietta e Lolita.
– Boa sorte. – deseja Sophia voltando para seu livro.
De volta ao trem, Marietta pensava em como sair dali. Ela olhava o homem suspeito em sua frente, depois olhou para os homens ao seu redor. Tentando fazer alguma coisa para fugir daquela situação, ela dá um pequeno passo para traz, mas de repente, um dos homens atrás dela bate com um cassetete de madeira atrás de seus joelhos, fazendo-a cair de joelhos no chão.
– Não tenha tanta pressa, Lady. – disse irônico o homem de terno branco. — Nós sabemos muito sobre sua irmandade, principalmente sobre a geração das dez mais poderosas, não é mesmo? Marietta Charvet, décima colocada da geração.
– Eh... Interessante... Nunca conheci um inimigo que conhecesse tanto sobre nós. – comenta Marietta cínica.
– Mas é claro, temos que conhecer nossos inimigos mais do que nós mesmo. – ele responde irônico.
– Concordo. Então, direto ao assunto, por que me sequestrou? – pergunta Marietta.
– Lembra-se de Leonard Pierce? – ele responde com outra pergunta, entrelaçando as mãos sobre a mesa.
– Pierce? – ela força sua memória, tentando lembrar quem era esse individuo, até que finalmente lembra-se daquela noite. – Ah sim, me lembro vagamente dele, por quê?
– Ele era meu irmão. – ele responde sem nenhuma alteração de estado.
– Hm... Então você quer vingança? – ela pergunta sarcasticamente.
– Vingança? Humpf, por favor, eu não me ocupo com assuntos tão triviais como esse. Nem éramos tão ligados assim.
– Então, o que você quer?
– Bem, quando soube que meu irmão havia sido assassinado fiquei muito intrigado. Ele era extremamente cuidadoso, uma pessoa ou organização qualquer não poderia mata-lo. Foi ai que pensei em vocês, e não pude perder essa oportunidade... – ele conta. – Sabia que vocês, Ladies, seriam muito valiosas no mercado negro? Imagina quantas pessoas pagariam para ter a cabeça de uma de vocês, ou ter para simplesmente se divertir. – ele comenta com um leve sorriso maléfico, apontando para Marietta.
Ela leva um pequeno espanto, ela esperava por tudo, menos que seria vendida no mercado negro como uma simples mercadoria. Ela não podia simplesmente aceitar isso.
– E você acha mesmo que eu vou simplesmente ser vendida assim? – ela pergunta já com extrema raiva, quase trincando os dentes.
– Eu sei que não vai. – ele responde com outro sorriso maléfico. Nessa hora, ele puxa uma alavanca que estava escondida de baixo de sua mesa e de repente um alçapão se abre na frente de Marietta.
Podia-se ver os trilhos do chão passando extremamente rápidos e um vento gélido e cortante batia no rosto de Marietta. Inesperadamente para ela, um dos homens que estava atrás dela à empurra para o alçapão.
Seu coração parou, seus olhos quase pularam para fora, ela viu a vida passar diante de seus olhos naquele instante. Mas pouco antes de encostar nos trilhos em movimento, o mesmo homem que a empurrou a segurou pelo cabelo, a deixando centímetros longe dos trilhos. Aquele puxão de cabelo provavelmente estava doendo, mas ela nem sentia a dor, estava mais assustada e focada naqueles trilhos que passava diante de seus olhos, suando frio e tremendo de medo.
– Vou avisando, Lady... – disse o irmão de Pierce num tom alto, quase gritando, para que Marietta pudesse ouvir. – Eu sou conhecido por ser o triplo do que o meu irmão era, muito mais cuidadoso e esperto. – ele puxa a alavanca novamente, dessa vez fechando o alçapão. Ele se levanta e vai para perto de Marietta, que ainda estava um pouco assustada e suando frio, e a segura pelo queixo, aproximando ela de seu rosto. – Então é melhor você ser uma boa menina.
De repente, barulhos estranhos como de tiros são ouvidos vindo de algum lugar do trem, chamando a atenção de todos naquela sala, inclusive Marietta.
– Que merda foi essa?! – pergunta alguém passando correndo pelo corredor indo até o local dos tiros.
– Eu sei lá! – responde outra pessoa em seguida, também correndo para o local dos tiros.
Coincidentemente as luzes do trem começam a piscar, inclusive na sala na que Marietta estava. Aproveitando a oportunidade, Marietta dá uma cabeçada no irmão de Pierce, acertando o nariz dele, e rapidamente saiu correndo pela porta.
– Atrás dela! – grita o irmão de Pierce, com a mão do nariz que estava sangrando.
No local dos tiros, estava ninguém menos que Lolita, que disparava nos homens que apareciam em sua frente. Ela anda calmamente e atenta pelos corredores procurando Marietta, recarregando uma de suas armas dourada sem ao menos olhar para ela. Assim que recarrega, aparecem mais dois homens vindos do final do corredor, e Lolita atira neles antes que pudessem fazer algo, acertando-os perfeitamente no coração.
Mais homens apareceram, dessa vez atrás dela. Se virando rapidamente, ela atira neles com a arma que ainda estava carregada. Ela sente alguém se aproximando se vira junto com a arma e quando aponta para a pessoa vê que era Marietta, que se assusta com a arma em sua cara.
– Lolita! – Marietta se espanta.
– Você ta bem? – pergunta Lolita abaixando a arma.
– To sim, só me ajuda a me desamarrar. – pede Marietta se virando, mostrando as mãos amarradas, e Lolita as desamarra no mesmo instante.
– Rapido! Por aqui! – disse alguém que estava se aproximando do local onde as duas estavam.
– Vamos sair logo daqui. – Lolita começa a correr pela outra direção. Marietta sem demora faz o mesmo, a seguindo.
Num campo aberto despovoado, estava uma ferrovia e perto dela estavam Madame Marie, Victória, Pepita e Paola. Lá era o local onde muito provavelmente o trem que estava com Marietta e Lolita iria passar.
Estava quase anoitecendo, elas esperavam pacientemente, até que bem distante se avista trem vindo. Victória dá um passo à frente, planejando fazer alguma coisa, mas Madame Marie à para colocando sua lança entre ela.
– Não tenha pressa. – afirma a Madame, totalmente calma, sem tirar os olhos do trem.
– Mas... – ela é interrompida.
– Calma... – afirma a Madame, e de repente um desenho de um pentagrama começa a se formar a cima de seu peito, como uma tatuagem. – Eu não entro em ação há algum tempo, e também, quero experimentar meu brinquedinho novo.
O trem estava ligeiramente mais perto, mas Madame esperava pacientemente por alguma coisa, prestando mais atenção no sol se ponto atrás do trem. Quando ela avista a ultima linha do sol se por, ela solta um leve sorriso de canto empolgado, e de repente, as linhas do pentagrama de seu peito começam a brilhar e em seguida o circulo onde estava à estrela do pentagrama começa a soltar uma luz branca preenchendo todo o circulo, como uma espécie de portal.
– Eu lhes ordeno... – ela citava uma conjuração colocando sua mão dentro do circulo branco e de dentro dele retira entre os dedos uma carta de tarô, a mesma que recebeu de Brieta anteriormente. – Venham... Guardiões da Noite... A Lua! – ela estica a mão com a carta e misticamente a carta se transforma numa grandiosa fumaça negra que se divide em quatro partes diante dela.
As fumaças se transformam em quatro lobos ferozes e grandiosos, que representavam as quatro fazes da lua. No meio havia dois lobos, o branco, o Lua Cheia, e o outro o negro, o Lua Nova. Os dois das pontas eram iguais, completamente cinzentos, o da direita era o Lua Minguante e o da esquerda o Lua Crescente. Os quatro tinham pelos cintilantes muito belos e olhos azuis como o céu, e usavam uma coleira com um pingente representando cada um deles. Apesar da aparência linda, eles pareciam bem raivosos, rosnando freneticamente.
– Vão. – ordena a Madame aos lobos.
Assim que ordena, eles se transformam rapidamente na fumaça negra novamente e voam velozmente em círculos até o trem e fazem o mesmo movimento em volta do trem em movimento, que começou a se balançar, e sem demora, se descarrila dos trilhos e capota pelo campo, dando varias voltas, até que finalmente para a alguns metros distantes das Ladies.
– I-Incrivel... – disse Victória perplexa e impressionada. Ela nunca tinha visto a Madame invocar um Espírito Arcano pessoalmente, ela sabia que eles eram incríveis, mas não imaginava tanto assim.
– Vamos lá – ordena a Madame as três que a obedecem no mesmo instante.
Se aproximando do trem, o lobo branco, que ainda estava como fumaça, se materializa em seu corpo de lobo diante de Madame, que estava já perto de um dos vagões do trem capotado.
– Encontrou elas? – ela pergunta séria para o lobo branco, que responde fazendo um sinal negativo com a cabeça.
– Como assim não encontrou?! – Victória pergunta perplexa e confusa, estava mais preocupada do que qualquer um ali. – Ela tem que estar aqui! Tem certeza que ele olhou direito?!
– Se acalme Victória. – A Madame percebe o descontrole da garota e pede tranquila para que ela se acalmasse.
– Tem algo errado... – comenta Paola pensativa. – Sophia nunca erraria uma informação desta.
– Acho... Que já sei o que aconteceu... – a Madame olha para o nada, já em mente no que poderia ter acontecido.
Enquanto isso, no verdadeiro trem, Marietta e Lolita corriam pelos corredores a procura de qualquer saída, mas estava muito difícil, mais que o normal.
– Cadê a droga da saída desse trem?! – pergunta Marietta atrás de Lolita, correndo rapidamente por um corredor apertado e extenso.
– Também gostaria de saber. – Lolita responde ofegante de tanto correr para todos os lados, suas munições acabaram, elas não durariam desse jeito por muito tempo, até que finalmente ela avista uma porta no final do corredor. – Acho que é ali! – ela afirma mais aliviada e animada, apontando para a porta adiante.
As duas chegam a porta e Marietta a abre, e de repente, o que elas veem perante seus olhos as deixam de boca aberta.
– E-Estamos... De baixo da terra? – disse Marietta, declarando o obvio. Era um túnel muito extenso, de paredes de terras mal escavadas, era completamente escuro, mal se podia ver os trilhos passando diante delas. Sair daquele lugar seria realmente impossível.
– I-Impossivel, estávamos na superfície quando eu entrei. – Lolita responde perplexa, aquilo ainda não parecia real para ela.
– Eu te disse, não se lembra? – pergunta retoricamente alguém atrás delas. Elas se viram simultaneamente e veem aquele homem, o irmão de Pierce, com dezenas de homens armados atrás dele. – Eu sou muito mais cuidadoso e esperto que meu irmão. – ele se vangloria soltando um sorriso de canto maléfico. – Peguem elas, e as predam em lugares separados de preferência, não quero mais confusão em minha locomotiva. – ele ordena aos homens atrás dele, que obedecem no mesmo instante, puxando as garotas pelo braço.
Continua...
Notas finais
Até lá então ;)
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