Lacrimosa

12 Fomos feitos um para o outro


Notas iniciais
Yoo Minna-san! c: Mais um capítulo fresquinho de Lacrimosa! Espero que goste! >:3 E com isso daremos início a mais uma saga da fanfic ~ Kissus da Jooy

“Esse sentimento que estou sentindo
Agora que não ouço mais a sua voz
Ou de não ter mais o seu toque e seus beijos
Porque eu não tenho escolha
Eu daria tudo
Só pra te ter ao meu lado”

Quando decidi retornar ao Boar Hat já era tarde. Mesmo tendo chegado a um acordo com Diane ela ainda se recusou a voltar comigo, e eu nada pude fazer além de concordar em silêncio, mas ainda sim meu coração pesava em culpa.

Ao cruzar a porta do quarto vi Meliodas andar de um lado para o outro impaciente, ele levou alguns segundos para me notar parada na porta, mas assim que o fez não pensou antes de se aproximar automaticamente.
– Elizabeth! Diane está bem?! – Meliodas exclamou, e pude ver seu rosto transbordar em preocupação, mas a questão era: preocupação com o que?
Mordi levemente meus lábios e evitei responde-lo naquele momento, guiando meus passos até a porta e descendo pelas escadas. Meliodas ainda se mantinha petrificado no quarto, e quando sua fixa caiu ele veio até mim.
– Elizabeth! Por que não me responde? Ei! – ele se esgueirou por entre a parede ao meu lado e posicionou a minha frente com os braços erguidos evitando que eu continuasse descendo.
Aquilo estava me deixando nervosa.
– Ela está bem. – disse somente. Pude ver seus lábios relaxarem e me encarar com um olhar surpreendido.

Na verdade eu não sabia o que havia acontecido comigo, mas vê-lo tão impaciente e preocupado com Diane me deixou um pouco incomodada após a pequena briga entre nós, e ao saber que acabamos entrando em um acordo, e que Diane não iria desistir de Meliodas me fez temer levemente. Não sei de onde surgiu essa falta de confiança. Isso estava tão errado.
– Tudo bem. – Meliodas recolheu seus braços e levou suas mãos até os bolsos de sua calça, e antes de sair da minha frente deixou sua cabeça cair levemente para o lado. – Vou deixa-la em paz, parece que não foi algo fácil. Vou conversar com Diane.
Suas ultimas palavras me fez tremer, e antes que ele pudesse dar qualquer passo o segurei pelo braço. Meliodas me encarou um tanto curioso, foi quando notei meu ato e o soltei um pouco envergonhada.
– Elizabeth? – ele me chamou, e pude notar suas sobrancelhas se erguerem levemente.

– -E-ela já está voltando... Então... – disse em um tom falho, era uma péssima tentativa, e eu notei que era horrível em esconder o nervosismo. – Não precisa ir agora...
Meliodas parou, e deixou um leve sorriso escapar. Antes de virar seus passos em minha direção pude senti-lo me puxar, e eu só tive noção do que acontecia quando já estava contra a parede. Ele se aproximou lentamente, o que só me deixava nervosa e sem reação, e no susto deixei meu pé escorregar em um dos degraus da escada.
Só pude sentir uma dor ardente percorrer em minhas costas.
– A-ai...
– Você está bem? – Meliodas se agachou ao meu lado, mas quando devolvi seu olhar ele voltou a rir. – É incrível como você fica toda desastrada quando faço algo assim.
– A culpa é sua, Meliodas-sama! – disse um tanto envergonhada. – Fica fazendo essas coisas... Do nada!
– Isso te incomoda? – ele perguntou, mas não era bem uma pergunta retórica, não demorou muito para notar um sorriso malicioso brotar novamente em seu rosto.
Aquilo me tirou a atenção, e ele se aproveitou disso, e eu só pude notar sua aproximação quando seus lábios já havia selados aos meus. Já era esperado após tudo que ele tentou, mas ainda sim não deixei de me surpreender. Meu coração apenas acelerou ainda mais ao sentir suas mãos percorrerem pelo meu rosto gentilmente.
Apesar de tudo, Meliodas mantinha um lado carinhoso acima de qualquer malicia.

O beijo não durou tanto tempo, mas foi o suficiente para fazer-me tranquilizar. E após separar nossos lábios, ele me olhou gentilmente, aquilo fez meu coração se aquecer.
– Do que tem tanto medo, Elizabeth? – Meliodas perguntou, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele continuou, aproximando seus lábios de meu ouvindo e sussurrando aquelas palavras... – Nós fomos feitos um para o outro... Não tem motivos para temer ninguém. Não existe uma única pessoa que se atreva a nos separar.

Eu não podia estar mais feliz, só pude pensar no quanto fui boba por tremer aquelas palavras de Diane. Não importa o que aconteça, iria lutar por quem amava, sem abaixar a cabeça ou me arrepender.

– Ban e Gowther já devem ter retornado, pelo visto acabaram se entretendo com algo na floresta. – disse Meliodas após se levantar da escada. – Vamos nós aprontarmos para partir, sim?
Ele me estendeu a mão, retribui sua gentileza com um sorriso antes de aceitar sua ajuda.

~

Quando notei o clima tenso que pairava naquele bar já era tarde de mais. King parecia tão deprimido que nem se quer levantava a cabeça da mesa, mesmo com toda aquela confusão acontecendo, Gowther apenas encarava tudo aquilo com um olhar curioso, e Ban, digamos, se aproximava cada vez mais rápido em minha direção, e se não fosse o Meliodas parar o pecado da ganância, imagino que teria que lidar com alguns hematomas. De toda forma, ele parecia nervoso comigo.
– Tenho umas coisas para perguntar a você, princesa! – disse Ban, com a voz um tanto alterada.
– Ei Ban, se acalme. – exclamou Meliodas já perdendo a paciência com a situação, e quando Ban tentou ir contra o capitão, ele apenas empurrou Ban até o lado contrário do bar.
– Capitãaaao, não se meta. – Ban se ergueu, ele parecia cantarolar a cada palavra que sussurrava como sempre costuma fazer. – Princesa, o que você me diz sobre isso?

Ban jogou algum objeto em minha direção que logo caiu ao chão a frente. Meus olhos se estalaram no momento em que vi aquele símbolo estampado por toda parte do pergaminho velho e empoeirado. Não soube o que dizer.
– Onde achou isso? – Meliodas perguntou, o tom de sua voz havia mudado assim que ele enxergou o símbolo em uma espiral triplo, ele parecia saber o que aquilo significava.
– Enquanto caçávamos aquela criatura como desafio. Avistei uma construção bem antiga por entre a floresta, estava caindo aos pedaços, mas parecia ser o verdadeiro templo habitado pelos mensageiros das Deusas. No qual ouvimos falar antes de virmos ao vilarejo. – Respondeu Gowther, o mesmo parecia indiferente àquela situação.
– Então... – Meliodas tomou voz para concluir algo, porem Ban o interrompeu.

– Saaaabe princesa, enquanto dava uma boa olhada naquele lugar encontrei esse pergaminho com essas escrituras estranhas, mas nem foi isso que me surpreendeu. – Ban voltou a caminhar em minha direção, e dessa vez foi mais rápido que Meliodas, parou em minha frente e levou suas mãos até meu rosto, afastando lentamente o cabelo de meu olho tampado, eu notei o que ele iria fazer, então o impedi por um momento.
Ban sorriu como se estivesse a debochar do meu ato de tentar para-lo.
– Bem a cima do balcão empoeirado onde encontrei esse pergaminho havia um grande retrato. Não estava muito iluminado naquele templo, mas foi o suficiente para ver a imagem da deusa estampado naquela parede. – ele voltou a falar.

Estava começando a temer Ban, ele me olhava de uma forma tão angustiada que não conseguia decifrar o que queria dizer com tudo aquilo.

– Ban, se afaste da Elizabeth! – Meliodas já estava parado bem atrás de mim, e me segurava firme pela cintura. – Eu não sei o que você viu, mas vamos conversar com calma.
– Capitãaaao – Ban cantarolou, e então encarou Meliodas como se estivesse prestes a guerrear naquele momento. – Eu só estou querendo dizer que... A imagem daquela deusa era exatamente o retrato de Elizabeth.

A conclusão de Ban havia me deixado pasma, mas ao contrário do que ele pensava, eu não fazia a mínima ideia do que ele estava falando. Meliodas pareceu mais surpreso do que eu, pude ver que sua mão que antes apertava firme em minha cintura se afrouxava, e seus lábios se abriram lentamente.
– B-Ban-sama... Eu realmente não entendi o que quer dizer com tudo isso...

Mas, antes de terminar minha frase, Ban levou sua mão até minha cabeça, afastando todos os fios do meu cabelo que ocultava meu olho direito. Não tive tempo para raciocinar o ocorrido, só pude ver o rosto de Meliodas se contrair de surpresa, ele parecia espantado com o que via. Mas Ban apenas sorriu de satisfação.

– Você poderia fazer-me um grande favor, Deusa-samaaaa?


~

Notas finais
Desculpem pelo capitulo super curto, mas o próximo será bem corrido, por isso optei por parar exatamente nesta parte ~ E então, aposto que todos tem uma ideia do que virá, sim? >:3 Até a próxima meus pequenos gafanhotos