Mais um dia chegava. Eu havia acordado tarde, como sempre. Olhei para cima e LaLaan não estava na cabeceira da cama. Achei estranho, mas logo logo ela volta, eu acho. Talvez ela esteja bem relaxada quanto a isso tudo mesmo e, sendo assim, é porque realmente não há mais perigo. Não devo incomodá-la, todo mundo precisa ter seu tempo livre. Em casos de emergência eu tenho o cordão.

Deixei a janela aberta pro caso dela voltar, desci para almoçar e resolvi sair para fazer algumas compras. Meu PlayStation precisava de novos jogos, e Jerome e eu de mais comida, porque o armário já estava ficando vazio. Não avistei corvo algum no caminho para o mercado, o que era bem estranho. Achava que a cidade estava infestada dos corvos de LaLaan. De repente ela está tão relaxada (ou descuidada) que chegou ao ponto de ter mandado os corvos pararem de me vigiar aonde quer que eu fosse. Quando cheguei em casa, a noite já havia caído e ouvi algumas reclamações do meu pai por ter chegado tarde. Deixei as compras na mesa, ajudei Jerome a fazer a janta e então direcionei-me ao meu quarto só levando comigo alguns jogos que eu havia comprado. Decidi não jantar, pois não estava com fome e havia comido algumas besteiras na rua. Ao abrir a porta, olhei para a cabeceira da cama e ela ainda não estava lá.

Eu estava começando a ficar preocupado. Ela nunca fica longe por tanto tempo. O que será que aconteceu?

"Bom, amanhã ela volta. Pra estar sumida assim, deve ter algo importante para fazer", pensei, ligando o PlayStation 3 com uma sensação estranha.

Depois de jogar bastante, decidi parar. Nem havia notado como as horas passaram rápido: Já eram 02h30. Liguei a luz e notei um papel jogado no chão, embaixo da janela. Estava escrito à mão a seguinte frase:

"Me encontre na cachoeira às 03h. Eu preciso falar com você."

Eu tinha certeza de que era LaLaan, apesar de nunca ter visto sua caligrafia. Até que enfim, um sinal de vida. Mas esse pedido era meio estranho. Não seria mais fácil ela simplesmente vir aqui se é tão urgente assim?

Bom, não importava. O que importa é que ela deu um sinal de vida depois de sumir por praticamente o dia inteiro. Peguei uma lanterna e me arrumei para sair, descendo as escadas e abrindo a porta vagarosa e discretamente, para não acordar o meu pai. Após fechar a porta atrás de mim, andei rumo à cachoeira. Ela nunca me pareceu tão longe, mesmo apressando o passo devido a ansiedade de vê-la.

Depois de alguns minutos que mais pareceram horas, eu cheguei na cachoeira e olhei em volta, esperando algum sinal dela. Já impaciente quanto a sua demora, sentei-me e comecei a observar a cachoeira, absorto em pensamentos, os quais se concentravam nas possíveis razões de seu sumiço.

Subitamente, senti algo me agarrando por trás e logo depois um pano cobrindo minha boca e nariz. Não tive tempo nem mesmo de gritar ou tentar me livrar do que quer que tenha me agarrado: Após sentir o pano perdi os sentidos e tudo ficou preto.

Notas finais
I'M BACK BITCHEEZZZ! Agora sim eu vou conseguir acabar essa história. Apenas aguardem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.