La casa de papel
1 Primeiro dia
Tudo começa com meu desejo de poder ir embora desse lugar, viver em uma casa beira mar, ter um cachorro, encontrar meu filho e dar uma vida digna a ele, fazer todas as suas vontades que não pude fazer nesses 11 anos. Desde o dia em que o deixei na casa de Belle, assim que nasceu, venho planejando um modo de realizar meu desejo. Tudo se resume em três partes, que vou mostrar tão breve quanto possível.
A primeira é conhecer com quem vou trabalhar, três mulheres que moram em uma cidadezinha no meio do nada, foragidas. Ruby Lucas, uma assassina em de aluguel, um olho aberto e outro fechado com ela. Zelena e Robin, mãe e filha procuradas por tráfico de drogas, roubos a bancos. Ruby é ágil, mata na calada da noite. Zelena é inteligente, pensa rápido e Robin é uma gênia da tecnologia.
Elas não me conhecem, receberam em suas casas um envelope com as instruções, para onde deveriam ir, quais são seus papeis e o valor a ganhar. Deixei um número caso tivessem interesse e, conhecendo bem minhas garotas, não demoraram a ligar. Toda nossa comunicação foi por celular, a princípio.
As deixei 5 meses em uma casa, com a missão de conhecer o plano e treinar. Sacos de box, armas, tiro ao alvo, planta da casa da moeda, escuta, carro para fazer ligação direta, explosivos para aprender a armar. O tempo foi suficiente, a casa tem câmeras em todos os cômodos e as acompanhei dia a dia. E, no fim, as separei e pedi que me dissessem exatamente o que teriam que fazer. Todas ganharam um uniforme vermelho e uma máscara.
Tenho em mãos muito mais que planta da Casa da Moeda da Espanha, sei o nome dos funcionários, seus familiares, onde moram, seus horários de trabalhos. Nada pode dar errado, não tenho espaços para falhas e, nos cinco meses explicando as garotas o que aconteceria mencionei isso centenas de vezes "NÃO HÁ ESPAÇO PARA UMA MINIMA FALHA." Escolhi mulheres porque elas são mais espertas de natureza.
Minhas regras são: não matar, não se relacionar, não contar o verdadeiro nome e nem para onde vai depois que sairmos daquele lugar.
Para elas, meu nome é Professor. Me importa muito que não saibam absolutamente nada sobre mim, nem mesmo que sou uma mulher, usei alterador de voz em todas as ligações. Não estou nervosa, tenho tudo 100% planejado, até os passos da polícia.
O primeiro passo consiste em colocar dentro da Casa da Moeda todo nosso equipamento: munição, gasolina, explosivos, roupas, sacos de dormir, escutas, malas e etc. Tudo isso entrará sob escolta federal, uma vez que, as pessoas acreditam em qualquer coisa escoltada. Em todos os uniformes tem uma mini câmera, ou seja, sei 100% do que está acontecendo e, caso alguma delas façam alguma coisa, eu mesma as entrego.
Antes de sair da casa, Robin desarma os alarmes de dentro da Casa as Moeda, ela levará um Tablet onde terá todos os acessos necessários para não sermos identificados.
Ruby interdita a pista colocando placas indicando obras, assim o caminhão que chega com bobina para as máquinas de papel, para, distancia suficiente para nós fazermos o que precisamos. As três ficam a espreita. Quando os carros da policia federal param, elas correm em direção a eles, colocando todos os motorista encostados no caminhão. Homens polícia federal policia bravos, são machões, mas, quando se deparam com três mulheres, cada uma com duas armas e força acima a deles, se tornam garotos amedrontados e passivos. Não é tarefa difícil amordaça-los e o fazerem obeceder. Observo tudo da minha sala.
Zelena e Ruby entram cada uma em um carro, com armas apontadas na costela dos motorista, uma palavra errada e teremos a primeira vítima, mas, sei que nenhum deles vai ousar dizer qualquer coisa.
Robin entra no sistema de segurança, mandando alerta de segurança geral encaminhando todos os funcionários para a sala de treinamento, após isso, corta a fibra ótica e, impossibilita que o sinal de celular chegue aos arredoresda Casa da Moeda. Ninguém de dentro tem acesso ao mundo exterior.
Robin vai à entrada, para poder tirar os guardas de lá e ver se, Alice, a filha do presidente entrou junto com a excursão da escola. É um grande dia! Essa preciosidade é importantíssima para que não invadam logo de cara.
Zelena e Ruby esperam o caminhão começar a ser descarregado para sair do carro. Quando o rapaz da empilhadeira o faz, ambas saem dos carros com as armas em mãos. Os quatro homens, sendo dois motoristas e dois operários são colocados contra a parede, com as mãos amarradas e levados a sala de treinamento.
Robin entra em grande estilo, com um riso no rosto e uma arma apontada para cada segurança. Se um atira o outro morre. Ninguém se mexe, são facilmente levados para dentro da sala de treinamento. Ela também acessa todas as câmeras internas e procura por pessoas perdidas, Zelena busca os perdidos que estão no banheiro, na cozinha e os três homens do sistema de segurança que tentam descobrir o que está havendo.
— Isso é uma ordem externa, por favor, me acompanhar. — Diz com um sorriso no rosto, o macacão um pouco aberto, mostrando um decote absurdo. Os rapazes se perdem. — Vamos instalar câmeras que são conectadas a satélites.
— Isso é possível? — Um deles perguntam.
— Você acha que algo é impossível para nós? — Se aproxima mordendo os lábios.
Ambos a seguem trocando olhares. Robin varre o local. É Todas respiram.
Zelena sobe no palco, Ruby e Robin ficam uma em cada saída, as pessoas estão ocupadas olhando Zelena que anda com uma mala em mãos.
— Bom dia, queridos. — Sorri. — Gostaria de pedir que, por favor, fiquem calmos, certo?
— O que está acontecendo? — Uma mulher grita do meio.
— Isso é um assalto. — Antes de terminar a pronunciar as pessoas ficam inquietas se virando a saída. Mas Robin e Ruby estão com quatro armas apontadas para frente. Já com as máscaras. — Não tentem sair. — Ri abrindo mala, segurando em mãos mais duas armas. — É muito simples, não temos intenção de matar ninguém, então, se todos colaborarem, vai ficar tudo bem. Vejo as pessoas chorando, outras com a boca entreaberta, outras com a expressão incompreensível. Zelena se mantém calma andando de um lado para o outro.
Robin e Ruby jogam, cada uma, três malas pelo corredor entre as cadeiras.
— Agora vocês vão colocar um macacão e pegar uma máscara, não é opcional. Todos vão se vestir assim. — Enfatiza quando mulheres balançam a cabeça negativamente. — E, vamos separar, mulheres de um lado e homens de outro, vamos, vamos. — As pessoas parecem robôs, se mexem automaticamente. — Todos virem em direção a parede, assim, nenhuma mulher fica envergonhada com olhares dos rapazes. — Gosto de Zelena. Pela câmera de Robin, vejo Alice junto aos estudantes, não podemos deixar nada acontecer a ela.
Robin tranca sua entrada quando estão todos vestidos, os tampões nos olhos e sentados, como Zelena ordenou. Busca no meio das pessoas Ingrid, a responsável pela Casa da Moeda Espanhola. A algema, com as mãos para frente e a leva até o cofre onde tem cédula já prontas. A mulher abre o cofre com a digital, nada diz, não chora, só respira.
Robin junta o dinheiro dentro de uma mala.
— Vocês sabem que não vão conseguir sair daqui, não é? — A mulher murmura. — Regina será acionada para negociar com vocês e logo vocês estarão presas. Fico atenta a reação de Robin e curiosa para conhecer Regina.
— Você pensa que somos amadoras, meu bem? — Ri, fechando a mala. — Se não mantém a língua na boca, você vai sair daqui antes dos outros, sem vida.
Voltam caladas para o salão. Ingrid se senta.
Ruby e Robin vão em direção a entrada, queimam o Tablet que usaram para invadir o sistema. Queimam as escutas. Tudo que temos para se conectar é um telefone, a qual o fio foi passado por baixo da terra, no encanamento e saiu no banheiro que tem próximo a entrada. As meninas instalaram na mesa da recepção.
Essa é a primeira parte do plano, disparar o alarme e esperar que entrem em contato.
— Você acredita que isso vai dar certo? — Ruby pergunta antes de apertar o alarme manual.
— Estudei muito todos os passos, não tem como dar errado. — Robin responde com um sorriso que lembra a mãe. — Olha esse dinheiro, nunca peguei nem em metade disso minha vida inteira e vamos ter muito, muito mais que isso. — Ri e alerta aperta o botão.
Dois minutos e uma viatura estará posta a porta. Em menos de meia hora estarão montando cabanas, a impressas se alocará também. A policial federal e o serviço de inteligência estarão aqui.
As meninas jogam a mala para fora e atiram em direção ao chão, as alertei que vão atirar de volta, elas tomam cuidado. Atiram por trinta segundos e entram fechando as portas quando começam a pedir reforços. Agora é só esperar.
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