La Marrionettes
1 Sangue.
Notas iniciais
Horas já passaram-se e nada do Lúcios dar as caras no casarão, faltava pouco para anoitecer, o por do sol entrava pela as janelas deixando uma tom alaranjado sobre todos os cômodos, aquilo realçava-as madeiras. Aproveitei para sentar a cozinha e olhar as regras, não dei importância, eram coisas que eu deveria fazer para ele e com ele, voltei a tomar do vinho da noite passada, após alguns goles ouvi a porta da sala de visitas fechar suavemente, ergui-me da cadeira e caminhei até lá, olhando para minhas vestimentas, quando ergui meu olhar para ver Lúcios, fiquei paralisada, o medo subiu sobre minhas espinhas e uma enorme agonia tomou conta do meu ser.
As vestimentas de Lúcios estavam cobertas de sangue, a face era pura, os lábios de um brilho molhado anormal e escurecido, a expressão era friamente sagaz e sedutora, olhos que expressavam muitas coisas além de sofrimento e maldade. Lúcios era visivelmente algo anormal de perto, que vivia como um ser humano e vestia-se como um nobre.
Meus olhos encheram-se de lágrimas, e eu os fechei, sem saber se por medo de morrer ou piedade do Lúcios não ser humano e ter uma história superficialmente trágica, pois eu não sabia de tudo que ocorreu nessa história .
Ouvi os passos dele aproximarem-se de mim, ajoelhei-me ao chão tremula de que talvez possa matar-me, senti uma mão tocar-me na cabeça, fazendo-me afagos como um bichinho de estimação, não sei por quanto tempo durou aquilo mas foi o suficiente para acalmar-me.
O afago paro e ao abrir meus os olhos, vi Lúcios focar-me com aquela seriedade, naquele momento não pensei direito, mas palavras saíram de meus lábios claramente:
— Lúcios é apenas uma pessoa comum, não pode.. não é um monstro!.- Respirei fundo, engoli seco, levantei-me do chão ,aproximei-me de Lúcios, retirei seu sobretudo e fiz uma mesura de respeito, fiquei olhando-o disfarçadamente, a camiseta encontrava-se em um estado crítico. ''- Coberta de sangue a ponto de esta escuro-'' Eu não iria despi-lo, então simplesmente pedi em meio a soluços e gaguejo :— Senhor Lúcios, p-poderia remover sua c-camiseta p-para que eu possa l-levar a lavanderia?
Pegando uma espécie de papel toalha e caneta no bolso de sua calça jeans preta, Lúcios escreveu algo e entregou-me.
" Mandarei minha vestimenta para a lavanderia mas tarde, traga-me mas ajudantes nas tarefas doméstica, use o telefone, em breve meu irmão voltará. Me prepare uma xícara de chá e obrigado por aceitar-me, leu as regras? "
Voltei a olha-lo, palavras ainda não estavam formadas em meus lábios por mas que eu tentasse, afirmei com a cabeça em um ato de medo, Lúcios tomou o papel de minhas mãos rigorosamente, escreveu de maneira furiosa e devolveu-me. Estava grande e claramente visível :
" Você mente, sua tôla. "
( Estou contra as regras do Lúcios? Achei que ele me compreenderia por estar abalada mas...)
Observei ele tocar de camiseta ali mesmo, ele simplesmente havia deixado uma regata preta escondida em um canto do sofá, enquanto ele se trocava, notei cicatrizes pelo o seu corpo, eram finas e longas, ele deu meia volta, sentou-se sobre o sofá, pegou uma revista, abriu de qualquer jeito e não leu apenas olhou e dormiu, silenciosamente peguei minha câmera e o fotografei, por um momento aquele ser... Me pareceu um a especie de anjo caído ou algo do tipo, mesmo amedrontada queria saber até onde eu poderia ir só para toca-lo...
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