Notas iniciais
Olá cidadãos! ~acena como uma princesa~ Muito bem...muito bom. ninguém comentou os últimos 2 capítulos,nem favoritaram, muito menos acompanharam. Mas eu sou teimosa,baby. E aqui estou eu de novo. capítulo dez... ficou meio grandinho. Tem muita treta nos próximos capítulos. mas não vou dar spoiler. Sem mais delongas... Boa leitura!

–Hey, garota! – escuto uma voz áspera.

–Menina, acorda!! –outra voz, tão grave que me fez semicerrar os olhos.

Quando finalmente abro os olhos, um vento fio me atinge, como se pudesse me levar para longe. Para isso eu teria quer ser leve... e convenhamos. Dezesseis anos com a comida de Tereza Garcia,com certeza nunca serei uma modelo da vogue.

Escuto um barulhos estridente, o mesmo barulho de pneus derrapando sobre o asfalto frio. Uma luz cega os meus olhos e sinto meus braços doerem, os olho e vejo o sangue escorrer e sujar a barra da minha camisola branca.

–Aonde estou...? –pergunto, mas nem as vozes sombrias me respondem. Como se fosse um eco surdo.

Olho a minha volta, mas não vejo nada. Olhos verdes sobrepõem o breu, e fico hipnotizada, são olhos felinos enormes. Sinto como se me sugassem como em um buraco negro, sem volta, sem propósito.

Os olhos felinos são substituídos por olhos familiares, amigáveis...ou não?

–Cristina... –ouço sussurrem, ao pé do ouvido.

Quando me viro para tentar ver quem seria, eu caio,como se eu sempre estivesse a beira do precipício, como se o escuro de alguma forma se tornasse mais escuro, os olhos verdes tomassem o leve tom avermelhado de choro, o sangue do meu braço congelasse. Eu não sinto nada.

Um som ensurdecedor de talheres caindo,vidros sendo quebrados me faz querer levantar do chão. Agora a meia luz, posso ver o fogo saindo das janelas de um quarto. É o antigo quarto dos meus pais... gritos histéricos, me fazem desviar a visão da foto do meu pai sendo queimada.

Eu ando pelas chamas que cobrem o carpete. Há um outro quarto, duas meninas choram em seus berços. Talvez eu só deveria ir embora,correr para longe. Pego uma das meninas, pensando o que aconteceria se deixasse a outra menina de olhos negros queimar até a morte.

–Não... não desista de você,Cristina – a voz áspera retorna, como se vagasse pelo quarto, sem localização certa.

Agarro a garotinha em um impulso, as levo para longe da casa, para longe do mal. Um relincho familiar me faz sorrir, Eclipse, meu cavalo, tão negro quanto carvão. Coloco as pequenas menina em cima do cavalo,meu amigo, meu guardião. Não demora muito para sumirem de vista.

Um gotejar começa, até que se torne constante. Corro pelas poças de chuva,dançando, como se pudesse ser tão livre quanto ela. Ando distraidamente, sem rumo,sem escolhas. Passo por uma poça grande demais,a lama afunda,me leva, me consome, não sei para onde fugir. Então apenas espero a morte chegar, até ficar sem ar, sem esperanças.

–Tente... tente viver... –agora é a voz grave que me aconselha. Não sei se deveria ouvi-la.

Ao alto belos pinheiros cobrem o céu nebuloso, deixando o ar cada vez mais frio, ou será que eu já morri? Um gosto metálico preenche a minha boca e eu começo a tossir, borboletas saem da minha boca, talvez só sejam as coisas boas me abandonando. Fecho os olhos e espero.

Não. Eu não consigo. Tenho sangue espanhol.

Me levanto,como se a areia movediça não fosse nada contra o meu corpo, corro para longe, e o vento tira a sujeira do meu corpo. É primavera, a cravos vermelhos por toda parte. Na Espanha eles significam o amor, algo como ‘’Pode contar comigo...’’

Sou embriagada pelas cores, e acabo me deitando no meio do tapete de flores e adormeço.

Um trovão me faz acordar, agora estou no meu atual quarto, no Brasil. Tenho que murmurar isso para mim mesma enquanto salto das cobertas, estou suando, meus cabelos estão grudados na testa e nas minhas têmporas.

Ando até a cozinha, com o pensamento de que só foi mais um sonho, só um sonho. Bebo um copo de água em segundos, como se não bebesse há dias. A chuva bate na grande janela da cozinha a ponto de abri-la, vou até lá e reforço o trinco.

Não sei quando adormeci de novo, mas foi depois de outro trovão e um desenho. Levanto do tapete fofo em que dormi, estou coberta de tinta, minhas mãos, meu pijama, até os meus pés, imagino que situação do meu rosto e cabelos não seja deferente.

Na parede da porta, que antes era totalmente branca agora tem cores, um canteiro de cravos vermelhos perfeitamente desenhados cobre metade da parede, no meio deles, há um cavalo preto,eclipse, comigo montada nele. Cabelos ao vento, o perfume doce das flores... é como se eu pudesse sentir.

–Cris... –ouço a voz calorosa de mi madre preencher o quarto, ela me olha com ternura, como se soubesse que tive um daqueles sonhos.

Pouso o olhar na fina camada de tinta vermelha que esta no meu pé e me encolho. Sinto os dedos habilidosos de minha mãe passarem por meus cabelos, ela cheira a canela, aconchego meu corpo ao seu como se pudesse voltar para casa, de alguma forma.

–Você gostou do desenho...? –pergunto, e minha voz sai mais rouca e fraca do que o normal.

–Claro, carinõ. –ela suspira e sorri, olhando para a parede –Eu gosto de qualquer desenho que você faça, mas esse... esse é especial.

Ela continua a fazer carinho em minha cabeça, olhando para os milhões de significados que podem ter esse desenho. Ela me entende... do jeito dela,mas me entende.

–Quem sabe não possamos ir para lá no verão...? –ela sussurra, tentando me animar, cutucando o ponto sensível nas minhas costelas,que me faz rir.

–Se a gente conseguir... –resmungo,dando de ombros.

–No pierda la esperanza, mi amor –ela cantarola, se levantando e indo em direção a porta –Vá tomar um belo banho e venha para o café.

(...)

–CHURROS! – Lúcia e eu gritamos em coro, ao ver o prato de churros que nuestra madre preparou.

–Sí,si, pequenas...-gracejou, dando um largo sorriso e nos entregando canecas de chocolate quente.

Lúcia e eu nos entreolhamos. Da ultima vez em nuestra madre fez churros e chocolate quente tivemos que mudar de continente. Ok... lá vem bomba.

–Tudo bem, senhora Brunelli, o que você aprontou dessa vez? –minha irmã questionou, dando um gole no chocolate e colocando a caneca na mesa.

–Nada,meus anjos... –ela disse, com um sorriso congelado no rosto –Mas... sabem como eu preciso fazer amizades com as pessoas desse prédio,certo? Pro caso de ter que ocultar algum corpo... –ela entrelaçou as mãos,como se isso fosse perfeitamente normal –E... eu... combinei com a senhora do 703 que vocês iriam limpar o apartamento dela.

Bem, nada supera a mudança, isso foi até que aceitável, considerando que há alguns anos ela nos obrigou a trabalhar por um mês em uma horta, com a desculpa de que teríamos temperos de graça para sempre. Só que o sempre durou até nos mudarmos.

–Por quanto tempo? –bufei, comendo um pedaço dos churros e vendo Lúcia choramingar um pouquinho.

–Só hoje... ela precisava de alguém para limpar o apartamento. vai receber os netos que chegaram de viagem, e não teve tempo de procurar uma faxineira. – explicou, oferecendo um churro para Lúcia, que continua emburrada.

–Será que a gente nunca vai comer churros sem ter que fazer algo? –minha clone perguntou, mais para ela mesma. Pegando o churro das mãos de nossa mãe.

–Oh...Lu... –madre cochichou, como se fosse conformá-la. – Te compro cordas novas pro violão –negociou, e Lúcia aceitou, sorrindo e dando um aperto de mãos — e Cris...o que você quer?

–Nada não... –suspirei, levantando e colocando a caneca na pia. –Onde está o George?

–Dormindo...deve estar bem cansado –ela exclamou, com um sorrisinho, e Lúcia e eu nos entreolhamos com cara de malícia.

–A noite foi boa,hein...-soltei, fazendo madre e Lucia gargalharem.

–Andem suas sapecas, pra escola, já. –desconversou,se levantando e batendo em nossas bundas. –Já sabem, depois da escola...

–Tá... –dissemos em uníssono, e saímos do apartamento.

Para o meu azar eminente, Lucas e Gustavo estavam saindo de casa na mesma hora. Eles sorriram e minha irmã foi cumprimentá-los, enquanto eu continuei a aperta o botão do elevador. Porque demorar tanto...? Quando finalmente a geringonça chegou, entrei, torcendo para que eles ficassem distraídos com a conversa e não entrassem.

Mas, meio minuto depois, estávamos todos lá. Gustavo bagunçou meus cabelos, costumeiramente, e desejou ‘’bom dia’’,retribui, recostando as costas na parede fria do elevador e me afastando de Lucas. Que aparentemente esta com um bom humor invejável, com sua típica touca preta cobrindo os cabelos ruivos.

–Bom dia, donzela. –ele murmurou, fazendo Lucia e Gustavo rirem, principalmente quando pegou uma de minhas mãos e a beijou, como um cavaleiro da idade media.

–Bom dia, idiota. – cumprimentei, puxando as laterais da minha blusa de frio,como se fosse um vestido. Todos riram e eu cruzei os braços.

–Vocês são uns fofos. –Lúcia gracejou, nos lançando um sorrisinho bobo, Quando saímos do elevador e indo para fora do prédio.

–Não, vocês que são...-o ruivo e eu dissemos em uníssono.

Revirei os olhos,quando Gustavo apertou nossas bochechas, ele e Lúcia formam um dupla perfeita. Fomos para a escola, com Lucas e Gustavo contando piadas maliciosas, o loiro hora ou outra trocava um sorriso com minha Xerox, como se ele precisasse verificar que ela estava rindo com as besteiras que eles falavam.

(...)

–Quem pode me disser o que foi o tratado de tordesilhas?- o professor perguntou, examinando a sala, com um sorriso sagaz.

–Foi quando a Fernanda transou com o tio da cantina pra ganhar torta grátis. — um garoto, do lado oposto da sala afirmou, fazendo a sala inteira gargalhar e a tal Fernanda atirar um caderno no garoto.

Estávamos na segunda aula, historia, o professor é um senhor bem humorado, que passa mancando entre as fileiras de carteiras para ver os peitos das meninas. Bem, esse é o único motivo que me veio a mente quando o vi, com uma bengala correndo em direção ao ser mais peitudo que já vi na minha vida, Roberta, que pelo que percebi, é a melhor amiga da Fernanda.

–Muito interessante, Bruno, tão interessante que acho que você deveria ir atrás da diretora para ela te dar uma advertência grátis, que tal? –o professor sugeriu, em tom distraído, e o garoto se aquietou.

–Agora... Quem pode me responder? Sem gracinhas. -continuou, passando os olhos por todos na sala, como um robô. Até que parou em mim –Você, garota, me responda. –apontou para mim, como se reafirmasse que eu era a escolhida na linha da morte.

Todos os rostos se viraram para mim, esperando eu falhar. Até Rafaela, mas ela apenas deu um pequeno sorriso, como se fosse um incentivo para mim falar. Olhei para o professor, o desafiando e respondi:

–Foi o tratado celebrado entre o Reino de Portugal e o recém-formado Reino da Espanha, para dividir as terras ‘’descobertas e por descobrir’’ por ambas as coroas fora da Europa.

As reações foram as mais diversas, mas três predominavam. A primeira, o professor forçou a mandíbula, me encarando com uma sobrancelha levantada. Segunda, Lucas só faltava levantar e fazer uma dançinha, ele me lançou o maior sorriso disfarçado que poderia agüentar. Terceiro, Fernanda, ela me deu o olhar, aquele olhar, que só as garotas entendem, como se tivesse achado sua concorrente por atenção.

–Muito bom, menina. — o professor concluiu, virando de costas para mim e indo até a sua mesa.

–Ora... ora... Oh Lucas. Depois de desbravar as terras dessa mina ai, você tem que dividir... Sabe, é o tratado. –Um garoto de boné, no canto da sala,zombou, fazendo a sala rir, de novo.

Antes que Lucas pudesse responder qualquer coisa, o professor continuou:

–O tratado de Tordesilhas oficialmente demarcador das fronteiras entre Espanha e Portugal, nunca conseguiu ser totalmente respeitado, sendo, portanto substituído pelo tratado de Madrid. Este tratado tornou-se responsável por determinar os limites, entre as duas colônias sul-americanas, acabando definitivamente com as contendas. –terminou de explicar, mudando o olhar entre, Lucas e o outro garoto, como se esperasse que a discussão estivesse encerrada.

Ninguém mais fez qualquer comentário malicioso,e assim seguiu, o professor continuou a explicação falando das regiões em que o tratado de Madri se estabeleciam. A aula não demorou muito para acabar, e a seguinte é vaga, a loira me explicou que isso dificilmente acontece, provavelmente algum professor tenha ficado doente.

–POR FAVOR! Por favorzinho! Vai Cris...-Rafaela miou mais uma vez, ainda insistindo que eu fosse na tal festa de aniversario da akemi, ela recomeçou a uns quinze minutos, depois de me entregar o convite e eu recusar. –porque você não quer ir?

–Eu não gosto de festas, simples. –conclui, cruzando os braços por cima da carteira.

–Vai ser legal, musica, garotos sexy, comida. –chantageou, me dando um sorriso esperançoso.

–Ah, e daí? Eu posso me empanturrar de comer em casa,depois ir na casa do Lucas e colocar uma musica. –esclareci, vendo-a alargar o sorriso de repente.

–Então quer disser que você acha o Lucas sexy...? –soltou, ondulando as sobrancelhas. Mierda...

–É... bem, feio ele não é. –tentei achar um meio termo, desviando o olhar para a janela.

–Admita... Você tem uma quedinha por ele. –gracejou, me cutucando.

Eu quero rir, primeiro porque ela estava cutucando o ponto sensível entre as minhas costelas, e segundo porque foi por causa de uma ‘’quedinha’’ que eu acabei conhecendo o ruivo psicopata. Mas, para manter a pose, mordi minhas bochechas por dentro e tentei desconversar.

–Você não estava falando da festa...? –perguntei, em tom inocente.

–Cristina...Cristina...-ela disse, negando com a cabeça e sorrindo.

Por fim, ela me convenceu a ir para a festa. Bem, convencer não convenceu, mas, se eu não aceitasse ela não iria para de falar disso, então. Quando finalmente o sinal do intervalo bateu, andei a passos largos em direção a porta. Lúcia me esperava lá, encostada na parede e mexendo no celular.

Descemos as escadas conversando sobre as aulas, e sobre como o professor de educação física dela é bonito. Fomos direto comprar o lanche, enquanto não havia muita gente. Comprei um bolinho, que o rapaz disse que leva presunto e mussarela, e eu amo presunto. Vi Lúcia indo em direção a mesa em que Lucas e Gustavo estavam, mas antes que pudesse dar mais um passo a parei.

Localizei a mesa em que Rafaela estava com Akemi e um garoto e a levei para lá, sem muitas explicações.

–Olá, podemos nos sentar aqui? –perguntei,quando nos aproximamos da mesa, a loira concordou com um sorriso e um movimento de cabeça.

Quando nos sentamos,vi Lúcia olhar para mesa dos meninos e dar de ombros,como se não tivesse Idea do porque não irmos para lá. Acontece que eu preciso de um tempo longe do Lucas, pra colocar meus hormônios no lugar, e acredito que ela também precise disso.

–Bom, essa é a Cristina que eu falei. –a loira começou a nos apresentar – e Cris, essa é a Akemi, mas acho que você já a conhece, e o lindo e revoltado Ângelo, ou simplesmente ‘’Ge’’ – ela diz,cutucando a bochecha de garoto,fazendo ele revirar os olhos.

Ângelo é realmente bonito, porte de atleta, cabelos cor de areia, nem muito loiro nem castanho,olhos cor de mel, pele morena clara, como a minha. Lúcia deu um sorriso geral, como se tivesse os cumprimentando e eu decidi apresentá-la.

–Essa é minha irmã, Lúcia. –disse, simplesmente. –Somos gêmeas...

–Ah, eu sempre quis ter uma irmã gêmea... –akemi choramingou, olhando de mim para minha copia.

–Vocês devem ter aprontado muito. Já trocaram de lugar? –Rafaela quis saber, dando uma mordida no sanduíche que comia.

–Muitas vezes... quando ainda nos vestíamos iguais, sempre trocávamos quando uma precisava fazer uma prova da matéria que a outra era boa, era ótimo pra se livrar das broncas de nuestra madre. –Lúcia comentou, dando risada junto com as meninas.

–Nenhuma não já pegou o namorado da outra? –Ângelo perguntou, a voz dele é rouca, quase falha.

–Não... Mas, eu já peguei a mesada da Lúcia uma vez. –comentei, e Lúcia me deu uma cotovelada. –Não sei,como nossa mãe não descobriu.

Continuamos a conversa, contando as varias vezes em que aprontamos nas festa de natal. Quando de repente a menina com cara de bode, apareceu e deu um tapa na nossa mesa, chamando a atenção das pessoas ao redor, não sei direito qual é a cor de seu cabelos, parece ter sido pintado varias vezes, cacheado, e olhos verdes, ela está acompanhada de outra menina de cabelos castanhos.

Ela não é muito alta, nos olhando com desdém, deu uma risada aguda, que pareceu rasgar os meus tímpanos e quase derrubar o chiclete que mascava.

–Olha só, a gringa tem uma irmã gêmea, aposto que a sua mãe se arrependeu de entrar na promoção de compre 1 leve 2. –debochou, e a garota ao seu lado riu.

–Aposto que você sentiu o mesmo quando derrubou produtos de limpeza nos cabelos. –minha irmã comentou, a desafiando.

–Fofa, como você é invejosa... –disse, sorrindo e passando a mão nos cabelos, jogando um lado para trás. –Alias, acho ótimo que você tenha se afastado do Gugu, finalmente achou o seu lugar, né querida.

–Não. sabe, ela não precisa ficar grudada nele pra conseguir alguma coisa, ao contrario de você. –comecei, e ela me olhou com cara de tacho, quando as pessoas em outras mesas fizeram um coro de ‘’Uiii..’’ –Apesar de que nem assim você conseguiria, mas você pode tentar remoer esse chiclete na orelha dele, super sensual. –soltei, apertando minhas mãos involuntariamente, até que ficasse um pouco branca.

–Escuta aqui, gringa 2... –a garota com cara de bode resmungou, mas a interrompi.

–Epa...Epa. Eu não quero ouvir, principalmente essa sua voz de pato engasgado. –disse, colocando uma mão no ar, para que ela não falasse. –Vai dar uma passeadinha, vai.

E assim ela saiu rebolando, sem antes é claro, soltar um grunhido e estralar os dedos para a outra garota. Vi Lúcia olhar para a mesa de Lucas e Gustavo e dar um pequeno sorriso, também olhei para Lucas, que sorriu movendo os lábios dizendo ‘’ Você é terrível, moreninha’’ respondi da mesma forma dizendo ‘’Sempre fui’’

–Sambou de salto quinze em amiga. –Rafaela disse,soltando uma gargalhada.

–Bicha, tu é destruidora. –Ângelo comentou, batendo palmas e sorrindo.

Queria entender o que eles querem dizer, mas não importa. Minha irmã sorriu para mim e apertou minha mão, não importa onde estejamos ou o que aconteça. Sempre seremos unidas, uma é o complemento da outra, em todos os sentidos...

Notas finais
Eae? gostaram? odiaram? vai um chicletinho ai? Qualquer erro me avisem... Pelo amor de deus! se pronunciem! vou chorar... Enfim... Gracias. Beijinhos e Adios.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.