La Extranjera

7 Avestruz na Cozinha


Notas iniciais
Olá pessoas lindas! ~Desvia de pedra~ Olha,eu sei que eu demorei e peço mil desculpas... eu tava tão mal de não ter postado nada que fiz esse capítulo enorme, sim queridos, podem pegar um sorvetinho,porque tem muita treta pra rolar. Bem,esse capítulo vale pelo natal,ano novo e dia do leitor...'-' Eu me bloqueei do mundo para conseguir escreve-lo. então... Boa leitura! ♥

Sorrimos angelicalmente, quando George adentrou a porta nos olhando com algumas sacolas na mão.

–Oque eles aprontaram? -George perguntou para minha mãe,indo para a cozinha guardar as sacolas.

–Não sei...ainda -a mulher resmungou com um olhar que poderia ler nossa alma.

–Ei! porque vocês acham que fizemos algo? -Lúcia tentou argumentar,levantando-se do sofá — Só nos juntamos para assistir algo na televisão,como adolescentes normais.. -tentou justificar fazendo pose e apontando para a TV com um sorriso falso.

–Não sabia que adolescentes normais assistiam a programas de venda de gado -mi madre disse olhando a televisão,de forma questionadora.

O sorriso da minha copia murchou instantaneamente,foi pega.

–Nós estávamos mudando de canal- disse me levantando e indo em direção a Lúcia -Madre,você acredita que ainda não achamos nenhuma novela? -disse de forma dramática,oque fez ela arregalar os olhos

–Minhas novelas....-ouvi ela balbuciar

A dona Tereza é uma tipica noveleira mortal,passa o dia mal humorada se perde a um capitulo das suas... Lembro que quando Lúcia e eu eramos pequenas,chegou a atirar um prato na televisão,pois como justificativa ''Juan carlos tinha traído Paola com a vilã da história''.

Talvez seja o temperamento espanhol...

–GEORGE! EU PRECISO DAS MINHAS NOVELAS! -a mulher gritou aos quatro ventos,indo atrás do marido.

–Acho melhor a gente trancar o armário dos pratos.-Lúcia zombou com um sorriso no rosto.

Os garotos que ainda continuam largados no sofá -recém consertado- nos olham com cara de paisagem,depois trocaram um olhar cúmplice e acabaram caído na risada. A risada de Lucas é extremamente estranha,como um galo engasgado,enquanto Gustavo ri sem sair nenhum som. Lúcia acaba caindo na risada também,talvez por causa da risada deles. e eu continuo com minha clássica cara de tédio,imaginado qual seria o número do hospício daqui.

–Isso foi muito estranho -Lucas diz se levantando.

–Se você ta falando da sua risada,concordo -alfineto-o

–EI! duvido que sua risada seja melhor -diz se aproximando,com um sorriso idiota no rosto.

Como ele nunca fica bravo com as minhas patadas...?

–Qualquer risada é melhor que a sua... -digo com um sorriso debochado

Quando o ruivo iria dar mais um passo para se aproximar de mim,ele é impedido por um abraço de Gustavo.

Espera... Oque?

–Amoreco! Vamos pra casa... -Gustavo sussurrou num tom audível para todos.

–Vamos,vamos querido. -Lucas disse com um tom de voz proporcionalmente mais agudo -Gus,mantenha a compostura -completou rindo,quando o loiro jogou uma das pernas para a cintura do psicopata.

–Aí,Lulu.. — o loirinho sibilou

A expressão da Lúcia e a minha era como um poema, estávamos paradas olhando o Gustavo esfregar seu rosto na barba rala de Lucas. Até que se separam e sorriem quando visualizam nossas cara; Sem falar nada, Gustavo bagunça meus cabelos e da um beijo na testa de Lúcia,e vai abrir a porta.

–Adios niñas -O ruivo psicopata se despede mandando beijos com a mão.

Quando os dois vão passar pela porta,lucas crava seus olhos nos meus;ele me olha por alguns segundos,mas..que pareciam horas. Como se fosse a última vez...

Depois que a porta se fecha,minha copia me olha com um enorme ponto de interrogação no rosto.

–A coisas na vida que é melhor não entender -digo levantando os ombros.

–Mas... Desde quando o Lucas fala espanhol..?

ALGUMAS HORAS DEPOIS...

–Qual a diferença..?- pergunto para mim mesma,enquanto George cortava o frango.

Eu acho que não herdei o dom da culinária que minha mãe possui, afinal,qual a diferença entre salsa e coentro? eles são iguais!

Deixa eu explicar a situação...

Depois de resolvermos o problema da novela de mi madre, Lúcia teve a ''brilhante ideia'' de nos dividir em grupos, um dia minha madre cozinhava e outro George,mas, eles iriam cozinhar com o auxilio de uma de nos duas,e o outro grupo iria lavar a louça depois. e como eu perdi no pedra,papel e tesoura; Hoje sou a sub-chefe.

Estou a no mínimo uns 5 minutos olhando as folhas a minha frente. George me pediu para pegar um pouco de salsa e picar,mas antes eu teria que saber qual é a salsa.

Tem dois ramos de folhas.

Aparentemente iguais...

–Cris,eles são totalmente diferentes... -George diz com um sorriso, enquanto lava as mãos.

–Claro,totalmente...-digo derramando meu sarcasmo.

–Olha,você pode descobrir pelo cheiro. -ele começou a explicar,segurando os dois maços de folha -O coentro tem um aroma penetrante que pode ser agradável pra uns lembrando grama, ou ser repugnante para outros que acham seu cheiro parecido com o do percevejo ou inseto. -disse me entregando um para eu cheirar,pra mim tinha um cheiro bom... — No entanto a salsa tem aroma mais cítrico,quando o maço está inteiro tem cheiro bem suave. -completou me entregando o outro,é.. quase não tem cheiro.

–Entendi,mas,e se eu estiver gripada ou sei lá? -perguntei,lavando a salsa.

–Bem,repare que a folha do coentro é mais arredondada e tem cortes mais juntos e pequenos. a salsa é mais alongada, quase formando um triângulo e os cortes são maiores e mais separados ou você pode ver pela raiz, o coentro é vendido com raiz e a salsa não. -ele explicou apontando para os dois,enquanto temperava o frango.

–Obrigada... -balbuciei.

–Não á de quer,Vocês são como filhas para mim,é bom poder ensinar algumas coisas -disse com um sorriso orgulhoso. -Alias,como foi na escola hoje?

–Normal,conheci algumas pessoas... vai ser um pouco difícil me adaptar -disse,começando a cortar a salsa.

–Entendo, mas,logo você se acostuma.- encorajou,pegando uma frigideira no armário- Porque você e a Lúcia não saem amanha,depois da aula? sua mãe e eu vamos ficar ate tarde no restaurante.

–Ai é que tá... eu não sei pra onde ir -desabafei gesticulando com as mãos -Hoje eu queria comprar umas tintas,pra fazer um desenho no meu quarto, mas PAM! eu não sei nem onde comprar... -completei,terminando de picar e indo pegar o vinho branco que estava escrito na receita.

–Eu acho que ainda tenho... -George disse revirando algumas gavetas -Aqui! achei.

Ele me entregou um livro,mas, não era bem um livro, em letras garrafais poderia se ler ''Guia de são paulo''. Meu sorriso só aumentou quando o folheei e vi que tinha endereço de todos os lugares; como Lojas,Parques,Shoppings,Hospitais,Lugares turísticos e Linhas de Ônibus e Metrô. Aquilo não era um simples guia,pra mim era como um passe para a minha independência no Brasil.

Liberdade...

–Agora você pode sair por ai e fazer seus desenhos...- George disse com um sorriso,mas o interrompi abraçando-o.

–Obrigada,obrigada...-sussurrei o apertando.

–Tudo bem,pequena -balbuciou,correspondendo meu abraço — eu sei como ser livre é importante pra você, você é como um passarinho que não voa... -completou com um sorriso brincalhão,ainda mais pelo fato do meu medo irracional de altura.

–Ahhh... tipo um avestruz..? — perguntei,colocando o guia na bancada e me virando para encara-lo.

–Bem... é uma boa comparação. -palpitou começando a rir,enquanto colocava a frigideira no fogo.

–Ei! eu não coloco minha cabeça em buracos por ai. -protestei com uma falsa indignação,pondo as mãos em cada lado da cintura,oque só fez a gargalhada de George aumentar -Mas,mudando de assunto... agora que eu tenho esse maravilhoso guia -dei um beijo em uma das mãos e depositei na capa do livro — Você pode dispensar o serviço de babá?

–Serviço de babá? -perguntou,levantando uma sobrancelha.

–Sim. o Lucas. -expliquei,indo pegar a manteiga na geladeira — Ele não sai do meu pé, e a justificativa dele é que você tinha pedido pra cuidar de mim... então.

–Eu... tinha pedido...? -perguntou,franzindo o senso e eu afirmei com um movimento da cabeça — AHH! eu tinha pedido...claro -concluiu com uma expressão que não consegui decifrar -Pode deixar que eu vou ter uma conversinha com o Sr.Lucas.

–Olha, eu agradeceria,porque ele é muito chato! -disse revirando os olhos.

–Sei...-disse com uma cara um pouco seria demais -e ele... bem.. ele tentou te beijar, ou sei lá..? -perguntou semicerrando os olhos,com um certo receio.

–Não! -respondi um pouco alto com minhas bochechas começando a arder.

George soltou o ar em seus pulmões,aliviado com a minha resposta. é impressionante como ele trata a mim e a Lúcia como se fossemos filhas dele,desde sempre; Mamãe realmente encontrou um cara incrível. Espero encontrar alguém assim... algum dia.

Nós continuamos a cozinhar,enquanto ele me contava sobre um professor ranzinza que teve na faculdade de gastronomia. Até que eu me sai bem como cozinheira auxiliar; Depois de quase uma hora e meia na cozinha servimos o jantar, Um arroz branco feito por mim -que ficou meio queimado- filé de frango ao molho de vinho branco com salsa, salada de grão-de-bico,purê de batatas e de sobremesa George comprou uma torta holandesa.

Comecei a apresentar os pratos,mas, Lúcia já tinha começado a comer de forma assustadora, madre lê deu um leve peteleco na cabeça para que come-se como um ser humano.

Depois que comemos Lúcia e mamãe foram lavar a louça e eu fui saltitando até o meu quarto, me joguei na cama de um jeito que suspeito que ela seja a próxima a quebrar;E Acabei dormindo durante o processo de folhear o guia,ler,anotar e desenhar nas bordas das paginas.

(...)

–Da pra você parar de correr como uma cabra doida? -Lúcia resmungou,guardando um caderno que tinha caído.

–Ok,ok, só falta umas cinco quadras...- resfoleguei puxando seu braço.

Sabe quando você esta dormindo confortavelmente com uma chuvinha ressoando pela janela, sonhando tranquilamente com uma fabrica de doces,mas, é obvio que você tem um impulso sobrenatural de acordar sozinha pontualmente para ir a sua maravilhosa escola,certo? Claro que não,eu ainda não desenvolvi esse poder.

Como consequência,Lúcia e eu acordamos faltando apenas 15 minutos para o portão da escola fechar, oque fazer? muitos iriam dar meia volta e continuariam a dormir,mas como é o meu segundo dia de aula,e madre com certeza iria fazer uma sopa com os nossos olhos,estamos aqui.

Depois de uma maratona de pulverizar todos os cantos do meu corpo com desodorante e perfume -não iria dar tempo de tomar banho — vestir o uniforme na velocidade da luz,escovar os dentes enquanto procuro minha mochila, passar um pente em metade do cabelo e jogar uma touca nele -a lá Lucas- enfiar metade de um pão na boca e ir pulando até o elevador enquanto tenta calçar o tênis.

Saímos do prédio como doidas,tropeçando uma sobre a outra; Agora estou tentando correr e não rir, do jeito como Lúcia jogou um menino para Nárnia,que por acaso tinha parado na frente dela,para apenas perguntar se ela queria um cartão de credito ou algo assim. é... ele não teve chance. Adiós!

Quando finalmente chegamos na porta da escola,aquela mulher que ficava no portão e ontem dizia ''Bem-vindos queridos'', nos olhou com um sorriso maligno,e fechou o portão na nossa cara.

Perra del infierno...

–Ahhh... vamos para casa, ela não merece nossa maravilhosa presença. -resmunguei,já girando os calcanhares e dando alguns passos.

–Não,não. eu não deixei de comer um pedaço daquele bolo de laranja, pra desistir aqui! -ela balbuciou com um olhar indignado,mas,depois me deu um sorriso que eu conhecia bem.

Oh,oh... Ela vai fazer isso de novo. Crianças e idosos para traz!

Começamos a bater no portão como animais,mas, só depois que eu dei um super chute a mulher abriu uma brecha para aparecer sou rosto, agora que eu vi que ela tem uma verruga enorme na bochecha, tão grande que parecia um segundo nariz. Será que ela conversa com a verruga?

–Senhoritas, o horário de entrada terminou,se não pararem de bater no portão terei que chamar a policia — a mulher retrucou, com sua voz nasal.

–No..no.. Por favor senhora.. — Lúcia entrou em ação,com uma voz de falso desespero e agarrou a mão da mulher -A gente veio de muito longe,e sabe, até tivemos que correr de um maniaco,que tentou nos agarrar -ela começou a chorar,dando até alguns soluços, e eu apenas fazendo cara de coitadinha e tentando não rir.

–Tudo bem,meninas,podem entrar...- a mulher cedeu,com os olhos arregalados — Olha, é só dessa vez. E vocês só podem subir para as salas na segunda aula, Esperem na secretaria. -concluiu, abrindo espaço para que entrássemos.

Viu? é o poder Lucy. Quando posta a situações em que não consegue o que quer,seu lado atriz de novela mexicana entra em ação.

–Obrigada! -dissemos em uníssono.

Depois de ficarmos meia hora sentadas na secretaria,jogando um joguinho -pelo qual eu sou horrível-,finalmente entramos em nossas respectivas salas. O professor da segunda aula não havia chegado ainda,então entrei de fininho. só que todos os alunos que estavam entretidos em suas conversas em grupo,olharam para mim quando bati a porta,um pouco forte demais. os burburinhos acabaram de uma vez só,chegou a ser até um pouco assustador.

Mas tanto faz,me sentei no mesmo lugar que ontem e todos voltaram a conversar. Rafaela estava conversando com uma garota,que parecia ser asiática. Tem os cabelos compridos,tão negros quantos os meus e olhos puxados,da mesma cor. Quando me viu,sorriu simpática, oque só fez seus olhinhos fecharem mais; Correspondi ao sorriso,e comecei a tirar o meu material, enquanto elas continuavam a conversar.

Agora que eu percebi, o ruivo psicopata tinha faltado... isso é bom,né?

–Oi moça atrásada — a loirinha gracejou com um sorriso, se virando para mim.

–Hi rubia...-cumprimentei,pegando uma caneta.

–Essa de ''rubia'', é uma coisa boa? -perguntou,cruzando os braços e dando uma risadinha.

–Acho que sim...significa loira em espanhol- expliquei,começando a dêsenhar uma flor no pulso- E de onde você tirou tanta felicidade em uma terça-feira de manhã?

–E como é azul em espanhol? -ela perguntou,pegando uma mecha do cabelo, e passando a mão no azul das pontas -Minha felicidade vem da festa que vai ter sexta a noite! -sorriu radiante,como se fosse a melhor coisa do mundo.

–Azul é azul, não tem tradução -balbuciei em um meio sorriso,continuando o desenho -eu não curto muito festas...-comentei

–Eu também não... -grunhiu,e eu olhei para ela como se fosse loca -Antes que você pergunte, é porque o Leo vai ir! -disse apertando as mãos,só faltava dar um grito.

Leonardo é a paixão da Rafa,dês de quando eu possa imaginar, eu acho que ele também gosta dela,mas, é tímido demais para falar algo sobre. E eu descobri isso em apenas duas aulas observando a troca de olhares dos dois,inacreditável.

Também percebi que ele faz parte,digamos que do grupo mais inteligente da sala, um nerd de primeira, com direito a óculos bem grandes,cabelo castanho escuro bem aparado e ainda não conseguir ver os olhos dele, mas, a loira disse que é ''Tão azul quanto o céu mais puro''.

–E você finalmente vai falar que gosta dele...? -perguntei,mesmo já sabendo a resposta.

–NÃO! tá doida? eu não tenho coragem-resmungou,dando uma olhada rápida no garoto — e toda a escola vai, é o aniversario da Akemi, a japonesinha que estava aqui agora a pouco.

–Legal...-murmurei,um pouco distraída terminando o desenho.
–Você é boa mesmo nisso -ela elogiou a flor que eu tinha desenhado,Apenas dei de ombros -Alias,eu vou pedir um convite para você na festa. -comentou,determinada.

–Não,valeu. -dispensei,sem pensa duas vezes.

–Claro que sim, é sua primeira festa no Brasil, e você tem que conhecer pessoas e-ee...- Ela tentou me convencer,mas acho que ficou se justificativa.

A professora,que por acaso era de geografia,finalmente apareceu. Pediu um trabalho em dupla para realizar na sala, e como ela não fez nenhuma exigência,como sorteios ou coisa do gênero, me sentei com a rubia apaixonada. As aulas até o intervalo seguiram normalmente,terminamos o trabalho em metade do tempo,mas,só que ela continuou a tentar me convencer a ir a tal festa...

Dios mio....

Quando o intervalo chegou,sai da sala preguiçosamente,enquanto minha clone me esperava do lado de fora; Descemos as escadas com ela me contando que uma menina com cara de bode veio falar para ela se afastar do Gustavo, justificando que ''Ele iria ser dela,e nenhuma gringa metida a bonita iria atrapalhar'',eu não me surpreenderia se essa menina aparecesse com a cara ralada no asfalto,qualquer dia desses; Oque me assustou mesmo foi as risadas malignas que Lúcia dava no meio das frases.

Fomos compra um lanche na cantina,mas, não sem antes a garota bode esbarrar na gente, pensei que a Lu iria dar uma voadora nela ou sei lá, mas só continuou a andar como uma top model com os braços interlaçados ao meu; Apenas mostrei meu dedo do meio pra ela. Comprei o pão de queijo que o ruivo tinha me dado ontem,e um suco de pêssego e Lúcia um pedaço de torta de frango,eu até perguntaria se ela não iria comprar algo para beber,mas eu tenho certeza que ela vai tomar o meu suco.

Enquanto conversávamos, sentadas em uns banquinhos,e eu contava para ela da tal festa que iria ter sexta; o Gustavo apareceu atrás dela e tampou seus olhos com as mãos,dizendo o clássico ''Adivinha quem é'' com uma voz disfarçada; meio segundo depois,eles já estavam tagarelando e sorrindo, eu com preguiça de entrar na conversa fiquei comendo o meu maravilhoso pão.

–Ahh.. Gustavo -chamei,abrindo o suco e ele olhou pra mim -Obrigada por ter ajudado ontem... com o sofá -agradeci, olhando para Lúcia que também agradeceu.

–Tudo bem, quando precisar... -murmurou,apoiando o queixo em uma mão -Alias, cade o Lucas?

–Ele faltou,ué -disse como se fosse óbvio, como ele não poderia saber?

–Estranho... eu sai mais cedo,e ele disse que iria logo depois... -resmungou, olhando o celular.

–Será que não aconteceu nada...? -Lúcia perguntou, com os olhos arregalados

–Acho que ele só voltou a dormir e perdeu a hora -ele tentou tranquilizar ela,segurando em sua mão e fazendo carinho.

–E se ele caiu do skate no meio do caminho e se machucou ou sei lá...? -sussurrei, eu estava mesmo preocupada com o psicopata,serio?

–Não,cris... ele ta bem. -disse,tranquilo -E eu gostei da touca... -apontou para minha cabeça,onde esta minha touca roxa que tem o desenho do gato que ri da Alice no pais das maravilhas.

O Resto das aulas depois do intervalo passaram voando,quando finalmente terminou dei tchau para a Rafa e fui em direção a sala da Lúcia que ainda estava guardando os cadernos.

Esperei do lado de fora, e os alunos iam embora, até que passou um grupinho de garotos bombados e um deles praticamente gritou para os outros ''Olha velho, que gatinha'',e todas as cabeças viraram para mim,ignorei. Lúcia apareceu minutos depois,quando chegamos na calçada já ia arrastando ela para o ponto de ônibus para sairmos,mas ela empacou no meio do caminho e cruzou os braços.

–Eu não vou sair por ai,sem tomar um banho antes -protestou,fazendo bico.

–Ok...-bufei, pegando o guia,que estava na mochila -Eu vou ali em uma papelaria,pra comprar tinta e uns pinceis.

–Tá, eu te encontro em casa...-concordou se virando -tenho que lavar o cabelo, dios mio... — ela coçou um pouco a cabeça e foi embora.

Atravessei a rua e passei por algumas quadras,pelo meu guia, tem uma papelaria aqui perto, depois de um parque. Quando finalmente cheguei a rua do parque, passei olhando um casal de idosos andando de mãos dadas pela grama, meu olhar seguiu eles, até quando pousei o olhar em uma arvore quase sem folhas,embaixo dela estava sentado um garoto,ele praticamente estava largado, talvez até chorando.

Mas... quando vi aqueles cabelos,meu coração se apertou um pouquinho...

Aqueles cabelos,tão brilhantes... eu reconheceria em qualquer lugar.

–L-Lucas...?

Notas finais
Eae? gostaram? odiaram? já assistiram ao programa de venda de gado? -qq Eu sei que eu demoro pra responder os comentários,mas,acreditem.. eu leio todos milhares de vezes enquanto pulo por ai...então comentem,favoritem e acompanhem; e se alguma alma boa estiver gostando tipo muito mesmo, eu aceito recomendações *-* Obrigada e perdão pela demora...