Andrés Rentería é divertido. Não divertido como Pedro, que a faz gargalhar com suas histórias e imitações e piadas. Ele é divertido de uma maneira que deixa Bárbara contente, com um sorriso no rosto e uma sensação morna prazerosa no peito.

Ele sempre tem um buquê de flores para Bárbara quando ela chega a sua cidade. Ele tem um sorriso de menino que caem muito bem com seus olhos azuis. E que olhos ele tem. Tão expressivos, como se sua própria alma fosse escapar por eles a qualquer momento.

Andrés gosta de leva-la para jantar em lugares bonitos (não chiques, Bárbara não gosta disso, mas bonitos), ele gosta de ficar com ela em sua casa ou no barco de Bárbara ou em um quarto de hotel.

Ele diz coisas bonitas para ela e Bárbara sabe que nunca havia estado com um homem melhor. Ele tem um filho, Sebastian, com uma ex-mulher prepotente (Lucrecia tentou intimidar Bárbara, mas acabou com um soco no rosto. Andrés riu quando soube), e ele insiste durante várias visitas até o dia em que Bárbara decide conhecer o garoto.

Não é nenhuma surpresa quando ela percebe que Sebastian é basicamente Andrés mais jovem. Não em aparência, mas no jeito e nas manias e no irrevogável charme de bom moço. Eles riem e se divertem e depois daquele dia, apesar de os encontros com Sebastian não serem tão frequentes, ela não se sente nenhum um pouco desconfortável em ficar na casa de Andrés sabendo que o garoto pode aparecer.

Quando Sebastian entra para faculdade, para fazer o mesmo curso e que o pai, arquitetura, Andrés a conta tudo, detalhe por detalhe, irradiando amor por aquele filho. Bárbara o beija para que ele se cale, porque tudo aquilo a leva de volta para a sua própria filha e a sua incapacidade de voltar a encontra-la.

Bárbara adora estar com Andrés, fazer amor com ele (não há outra maneira de descrever), porque ele é tão carinhoso, tão generoso. Andrés a beija como se quisesse lhe devolver a vida e beija seu corpo inteiro com tanta devoção que a faz tremer e puxar seu cabelo para que ele pare. Pare com aquilo antes que ela se apaixone por ele. E Bárbara acaba amando aquele homem em algum ponto. Talvez ele seja o primeiro que ela ame depois de Santos.

E quando eles terminam Andrés a puxa para si e a abraça apertado. E as vezes isso é tudo o que uma pessoa precisa. Ser abraçada assim.

Ela conversa com ele mais do que qualquer um. Eles conversam sobre tudo, quando saem para jantar, quando estão na casa de Andrés ou no barco de Bárbara, quando estão na cama. É fácil se abrir para Andrés quando ele tem aqueles olhos.

Quando Bárbara vai embora, os olhos dele ficam vermelhos e marejados e Bárbara admira um homem que não tem vergonha de chorar. Andrés não tem vergonha de levar seus sentimentos à flor da pele, para todos verem. Ele a beija como se nunca mais fosse vê-la, com delicadeza e com amor, tocando seu rosto como se quisesse gravá-la em sua mente. Coloca a mão de Bárbara sobre seu coração e pede para ela ficar.

— Fique aqui. – Ele pede.

Ela sorri e o beija de novo e promete que voltará logo.