La Bella Máfia
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Carolina: Luiza vou ali procurar seu irmão, já volto ok! – disse Le gritando, e sai em direção ao palco, quando entro no tal quartinho vejo o Thiago e Ruben com várias mulheres, eles percebem minha chegada e se assustam.
HD: O que você esta fazendo aqui?
Carolina: vim atrás do CV, aonde ele esta? – fiquei seria na mesma hora, enquanto as meninas me olhavam com cara feia apontando para um porta à direita, na mesma hora fui à direção, mas o PJ conseguiu ser mais rápido e parar na minha frente.
PJ: Acho melhor você não entrar agora, o chefe ta ocupado com a Priscila, não ia gostar de você atrapalhar.
Carolina: Pablo me da licença, por favor, o assunto é rapidinho. Vai atrapalhar a foda dele não, fica tranquilo – passo pelo o PJ e abro a porta de uma vez só, fazendo com que faça um barulho alto.
CV: Que porra é essa? – Olha assustado tirando uma loira de seu colo, e me encarando.
Carolina: Quero ir embora! Tem como você devolver meu carro? – fiquei encarando aquele corpo suado.
CV: Porra agora? Parece bipolar, estava lá curtindo para caramba que os capangas falaram. Ta olhando tanto, ta querendo também – disse Le colocando suas roupas.
Carolina: Bipolar é sua mãe. Você não me conhece, ok? Não sou uma de suas vadias que deixam você tratá-las como objeto sexual, tranquilo? – Disse me virando para sair, quando sinto alguém me segurar pelo braço. Finquei minhas unhas em seu braço e ele finalmente soltou-me. Acho que ele estava bravo agora. Num movimento estratégico, ele pôs-se na minha frente braços cruzados e eu não hesitei em virar o resto da minha bebida nele. Pablo parecia chocado com minha atitude. Pus meu dedo perto de seu nariz, autoritariamente.
Carolina: Você não sabe com quem está se metendo. Fique longe de mim!
Virei-me e afastei-me dele, andando apressadamente em direção à saída do quartinho.
CV: Eu não vou parar até ter você rastejando aos meus pés. Ninguém me desrespeita dentro da minha favela e sai ileso.
Ergui-lhe o dedo do meio e abri a porta. Quem ele pensava que era para me ameaçar daquela maneira? Bufei ao chegar ao camarote. Eu estava tão cansada... Hoje o dia não fora nada bom. Meu coração estava quebrado. Para piorar meu carro estava na casa dele, iria ter que pedir um taxi ou algo do tipo. Despedi-me da Luiza e desci o morro, quando vejo o meu carro atrás de mim, e alguém gritando, paro e vou em direção.
PJ: Carol, ta aqui o carro – saindo, me dando passagem para entrar.
Carolina: Obrigada Pablo – dei partida, após alguns minutos estava no AP. Retirei o vestido e joguei-o em um canto qualquer. Cobri-me com o edredom que estava posto em cima da cama. Ele era de veludo, lembrava-me muito o da minha antiga cama e isso me dava náuseas. Meu pensamento não vagou muito longe. Em poucos minutos eu estava completamente adormecida. Acordei sentindo minha cabeça pesar. Deveria ser a ressaca. Levantei-me da cama e apoiei-me na janela, bocejando. A visão da cobertura era privilegiada. Fui até o banheiro e fiz minha higiene matinal. Certo, eu estava quase pronta para mais um dia. Desci as escadas, procurando pela empregada Laura.
Carolina: Laura – disse gritando.
Laura: O que aconteceu menina? – apareceu correndo, olhando para o meu estado.
Carolina: Ressaca.
Laura: tem um remédio na cozinha, vou lá buscar para ti – saiu andando em direção à cozinha. Fiquei fitando o nada, até pegar o meu ipad e entrar no facebook, lá tinha várias solicitações de amizade, mensagem, marcação em fotos. Fui aceitar algumas pessoas, Luiza Vaga, Ruben Silva, Pablo Marques e Thiago Lopes. Logo de cara, tinha umas 100 notificações. Todas de uma página chamada Jornal da Rocinha que havia me marcado em alguma publicação e centenas de pessoas falando. Abri o tal perfil e lá tinha uma foto minha e na descrição estava escrito: Carne nova no pedaço será que ela é a responsável pelo o mau humor do chefe, que fez o baile acabar mais cedo, e pudemos perceber alguns arranhões em seu braço. Maravilha! Era só o que me faltava. Mais jornais sensacionalistas falando da minha vida. Abri os comentários e a maioria deles eram algo como: Gostosa, ô lá em casa, ou então, o patrão tem bom gosto. Algumas meninas diziam: Vou cortar o cabelo dela, ela é muito patricinha para o chefe. Ou diziam que eu iria apanhar. Até que Laura me aparece a minha frente com um copo d’água e um comprimido, tomei e dispensei-a e continuei na tal pagina. Comentei:
Agradeço os elogios, mas quanto ao CV, vocês estão completamente enganados, eu nunca tive e nunca terei nada como ele, ficou claro? E se ele ficou de mau humor tenha absoluta certeza que não fui à culpada. Decidi então, que deveria parar de me importar com aquilo e automaticamente fui ver outras coisas em minha rede social. Algumas mensagens de meu pai, Marcos, dizendo que sentia minha falta e muitas, muitas notificações de amizade.
Após vários minutos clicando incessantemente em aceitar, ouço um aviso de notificação. Novamente sou levada a tal pagina, mas dessa vez, eu não podia acreditar em meus olhos. O tal falado Caio Vaga Oficial (CV), como dizia em seu perfil, havia comentado em resposta a mim: Veremos. Naquela palavra estava guardada uma ameaça ou uma promessa? Ambas as opção me aterrorizavam. Eu precisava falar com a Luiza. Logo mandei uma mensagem, pedindo seu número, depois de uns 20 minutos ela me responde passando seu numero. Na mesma hora pego o meu iphone e ligo.
– Luiza, esta tudo bem?
Luiza: Esta tudo mais calmo agora e com você?
– Ta tudo ótimo. Como ele está? Está mais calmo?
Luiza: Ei, foi você quem deixou aquelas marcas no braço dele?
– Foi sim.
Luiza: Corajosa. Ele está uma fera, parou o baile mais cedo, ninguém entendeu nada.
Ele está virado no diabo, pra falar a verdade. Eu juro que não sei como você saiu viva.
– Ele não seria louco de fazer algo comigo, ia ser guerra com a máfia. Então acho melhor nem falar nada para ele por enquanto né?
Luiza: Se ele não fez nada contigo ontem, não vai fazer hoje. Vou mandar um papo pra ele e ele vai ficar calminho. Só procura não se meter em mais confusão, tranquilo? Meu irmão é esquentado demais, nego ta enchendo a paciência dele por causa das marcas no braço.
– Imagino. Mas fica tranquila gata, quero ficar bem longe do seu irmão.
Luiza: que pena to vendo que nem tão cedo à gente vai curtir novamente.
– Pode vim zoar aqui na zona sul ué, se quiser vim hoje... To sozinha em casa!
Luiza: Serio? Vou pedir para o meu irmão... Acho melhor não falar nada com ele, vou pedir o Pablo para me levar.
– Ta ok então. Passei meu endereço para ela, ficamos falando sobre festinhas e logo depois desligamos.
Caio Vaga Narrando:
Ontem tive uma noite péssima, apesar de ter sido surpreendido pela atitude da Carol, eu fui desmoralizado na minha própria área. Acordei com a cabeça a mil, e fui direto para boca, onde todos me olhavam com o olhar de surpreso, quando senti certa ardência no braço esquerdo, quando passei a mão senti arranhados e sabia que tinha sido a Carol. Ao mesmo tempo em que sentia raiva, tinha certa coisa que não saia da minha cabeça. Fiquei fitando o nada na salinha da boca, quando os meninos entram falando um monte de coisa e mandaram o papo.
PJ: Não acredito que uma mulher fez isso e tu não meteu bala – falando surpreso.
HD: Porra chefe a favela toda está falando sobre isso – pegou o celular e me mostrou a pagina da rocinha.
Ruben: Você é louco, a mina vai ser comandante da máfia e acontece isso. Quer ferrar o esquema da favela. – disse Le nervoso.
CV: Cala a boca porra! Fala um de cada vez... Eu que mando aqui, faço o que bem entender – pego o celular e vejo o comentário dela, logo peguei o meu celular e comentei: Veremos! Em tom de ameaça é claro.
Ruben: A mina vai ferrar os esquemas.
CV: Relaxa, quem comanda ainda é o avô dela. E ela vai me pagar, e tudo que ela me fez ela vai ter em dobro. – disse autoritário.
HD: Como a gente faz com esse povo fofoqueiro?
CV: Mata cada um deles! A favela é minha, eu mando aqui! – disse nervoso, e vejo alguém entrando.
Luiza: Vamos parar de bobagem – séria.
Ruben: porra Luiza que susto! – pulando da cadeira.
Luiza: Olha aqui Caio Vaga, a mina fez isso porque você vacilou com ela, e a atitude dela foi certa, foi de mulher... Não é essas piranhas que você pega por ai, e abaixam a cabeça para você, e ti digo mais ela foi à única que te enfrentou cara a cara como nossa mãe fazia. Tenho pena de você por achar que a Carolina ia ser mais uma piranha que você come, fico mais indignada por você saber que ela é muito mais poderosa do que você e ti ainda querer vingança. Toma um rumo, se você realmente quer se dar bem, se une a ela, não faça tomar raiva de você. E alias, estou indo para a casa dela agora. Ruben pode me levar? – falou autoritária e com tom de nervosismo.
Ruben: claro que sim.
CV: Saia logo daqui, anda Luiza. E não me aparece aqui por hoje – levantando.
Luiza: pode deixar! – saindo do quartinho com o Ruben.
HD: Essa sua irmã consegue ser mais esperta que você!
CV: Não me enche o saco não HD, que vai sobrar para você!
PJ: Vamos parar de falar dessas mulheres, e vamos começar a trabalhar né. E o esquema do banco?
CV: Estou pensando ainda, quero ter a certeza que a policia vai estar no morro inimigo.
HD: Agora falando de morro inimigo, lembrei-me de um pequeno detalhe. Não é perigoso deixar a Carolina na vista de outros morros?
PJ: Bem pensado, não tinha pensado nisso. Ela não pode escapar de nossas mãos, precisamos dela. E ai qual vai ser o plano para prender a gostosa na nossa?
CV: Deixa comigo. Ela pode ser esquentadinha, mas não poderá resistir a mim nenhuma consegue.
HD: Duvido, ela é bem difícil.
CV: Ta duvidando da minha capacidade moleque?
PJ: o HD está certo chefe, a mina não tá querendo arrumar um namoradinho não, ela quer poder!
CV: To sacando à parada. Preciso apenas de dois meses para ela sentir que tem esse poder, mas na verdade vai estar na minha mão. Que comecem as apostas!
PJ: Aposto duas semanas na boca direto, trabalhando na madrugada se você conseguir.
HD: Na madrugada? E as gostosas, curtição? Eu aposto mil reais se você conseguir.
CV: Se eu perder, dois dias de folga para vocês. Agora vão trabalhar que eu tenho que começar meu plano.
Fale com o autor