Notas iniciais
"As coisas mudam. Pra melhor. Basta querermos. Pra isso acontecer à gente tem que acreditar na gente. Em primeiríssimo lugar. Para todo o sempre. Se nem a gente tem fé na gente, quem terá? Sim, é um papo otimista, mas verdadeiro."

Estava diante da imensidão do mar, sentada em um quiosque. Fiquei ali por uns dez minutos pensando em tudo que tinha acontecido, no quanto sinto ódio de quem me tirou a minha mãe, me subiu um ódio tão grande, que meus olhos brilhavam diante todos, olhos de poder até que sou interrompida pelo telefonema de meu avô.

– Olá querida, como está às coisas?

Carolina: Muito bem, só estou com saudades.

– Espere querida, sua hora está quase chegando.

Carolina: Eu sei, mas é tão difícil está distante de todos.

– Fique calma, te liguei porque preciso que você vá para uma reunião de negócios na Rocinha, amanhã às três horas. Eles querem novos armamentos, espero que saiba o que fazer.

Carolina: Tudo bem estarei lá. Deixe o endereço com um dos seus capangas.

– Beijos querida, amanhã irei ligar para saber como está as coisas.

Carolina: OK, beijos.

Senti-me melhor, com o telefonema do meu avô, ele sabe me acalmar com poucas palavras, então espero que amanhã seja um grande dia, fui em direção ao meu apartamento no Leblon, já estava tarde então resolvi me deitar e ler um bom livro, até porque minha faculdade está de férias. De repente, peguei no sono.

Acordei no outro dia, com um dos meus seguranças me chamando, olhei no relógio e me deparei com a hora, alias já estava tarde, duas horas da tarde. Levantei em um pulo só, fiquei pensando em todos os meus compromissos.

Segurança: Acho que você precisa ir a uma reunião – ele afirmou.

Carolina: obrigada por me lembrar.

Segurança: deixarei-te, para se trocar – saiu do meu quarto.

Fui até meu banheiro, tomei um banho, fiz minhas necessidades diárias, me arrumei conforme o tempo, fiz uma maquiagem leve. Olhei-me no espelho, e hoje que irei conhecer o verdadeiro sentido da Máfia.