Notas iniciais
Séculos depois.

A fera havia sumido e a cena em frente a torre do relógio era apavorante.

Os gritos de Amy eram agonizantes. A jovem apertava a mãe em seus braços como se quisesse, com desespero, despertá-la.

Todos estavam chocados com a morte de Regina.

Era inacreditável que ela tivesse morrido ali, diante de todos.

A mulher que trouxe tanta dor e sofrimento, mas que também havia trazido felicidade pra muitos. Uma jovem sonhadora e apaixonada que se tornou rainha contra sua vontade, se transformou numa rainha má e que depois de tanta provação havia se tornado apenas Regina. Uma mãe dedicada, uma esposa apaixonada e a amiga que se tornou fiel para tantos. Era visível que a morte de Regina havia abalado a cidade.

Amy— Mãeeee...Volta pra mim...Por favor, abre os olhos.

Zelena— Regina, minha irmã...Eu te imploro, volta!

A ruiva reúne todas as suas forças, arranca o punhal e o joga longe.

Amy usa magia e limpa o ferimento da morena.

Zelena sobrevoa as mãos por cima de Regina, emana magia, mas nada acontece.

Amy— Eu faço.

A jovem tenta diversas vezes. A magia passeava pelo corpo da morena, mas nada adiantava.

Zelena— Regina?(Sacode o corpo) Minha irmã, acorda!

Juntas, elas usam magia, mas nada acontece.

Amy— Por quê? Por que não funciona?

Zelena nega com a cabeça. Sem entender!

Era o fim.

Megan— Devíamos levar o corpo. Devíamos levar ela pra o hospital(olhando ao redor)

Amy— Por favor, Megan, traz a minha mãe de volta!

Megan— Minha querida, eu sinto muito, mas não há nada que eu possa fazer agora. O ferimento já não estava mais sangrando, a Regina morreu.

Amy— Não(grita)

As Mills estavam abaladas. Todos estavam abalados.

Noah vinham chegando e viu a cena.

Noah— Meu Deus(se agacha e abraça a esposa) Meu amor.

Zelena— Ela morreu Noah, a minha irmã morreu.

Noah— Meu amor, eu sinto muito!

Ele a ergue.

Zelena— Noah.

Zelena chora abraçada ao esposo. Rebecca se aproxima e se junta ao abraço.

Cora estava arrasada com as mãos no rosto.

Zelda se abraça com irmã.

Cora— Perdi a minha filha, Zelda.

Zelda e Cora choram abraçadas.

E ali, no meio de tanto sofrimento, as irmãs de abraçam.

Robin vinha chegando de carro e vê de longe muitas pessoas aglomeradas e resolver ver do que se trata.

O ladrão desce do carro e vai até a multidão. Percebe os olhos piedosos dos habitantes de Storybrooke para com ele.

Granny se abraça com ele.

Robin— O que houve?

Granny nada responde.

Ele se aproxima e sente seu corpo gelar quando vê a sua mulher, mãe de seus filhos, desacordada nos braços de sua filha.

Robin, em choque, se aproxima.

Robin— Não....Não.

Amy— Pai...

O ladrão se ajoelha perto da morena e a pega nos braços.

Robin— Reginaaa, não...Meu amor acorda(sacode a esposa)

O corpo estava inerte.

Robin— Olha pra mim, REGINAAA(grita)Não...Ela não morreu. Megan...

Megan— Vamos tirar ela daqui, Robin.

Enzo chega e ergue Amy.

Amy— Enzo, a minha mãe...

Enzo a abraça com força.

Robin aperta a morena em seus braços.

Robin— Por favor, não me deixa meu amor. Por favor!

Ele alisava o rosto dela, mas o corpo moreno já se tornava pálido e sem vida, os lábios sem cor e sua pele gelada.

Megan faz um sinal pra Leon.

Leon— Deixe-me levar ela com a Megan.

Robin— EU levo a minha esposa.

O ladrão pega Regina com cuidado e segue pra o hospital com ela nos braços.

Todos se penalizam com a cena.

Um ladrão apaixonado, carregando a sua rainha morta.

Snow— Eu não posso acreditar nisso(chorando).

Megan— Me ajuda Snow. Leve a Cora e as outras pra casa.

Ruby chega chorando e abraça a amiga.

Amy— Ruby.

Ruby— Amy eu sinto tanto.

Amy era consolada por Ruby e por Granny.

Granny— Venha meu amor. Vamos pra lanchonete!

Amy— Eu quero ficar com a minha mãe.

Granny— Mas querida...

A jovem se solta e corre em direção ao pai.

Zelda— Cora.

Cora estava em transe.

Zelda— Venha.

Zelda seguia com Cora pra o hospital.

A pedido de Zelena, Noah também segue para o hospital.

No quarto, Emma alisava o rosto do filho.

Henry— Meu irmão é lindo mãe.

Emma— Eu sei.

David— Não seja convencida. Mas o Henry tem razão.

Emma—Ele é perfeito. Olhinhos claros.

David— Igual ao vovô.

Hook— Igual ao pai(o repreende e depois riem)

Henry— Nossa, a minha mãe Regina vai enlouquecer com ele.

Emma fecha a cara.

Henry— Mãe, para com isso. Sabe como a minha mãe é. Ela tem os momentos de nervosismo e às vezes até desconta nas pessoas erradas, mas depois ela volta ao normal.

David— Isso mesmo Emma. Chega de conflitos na nossa família.

Henry— Tenho certeza quando ela pegar o pequeno Liam nos braços, ela vai se apaixonar por ele.

Hook— Não seria surpresa. Ele se parece com o pai. E temos que concordar que o pai é encantador.

David recebe uma mensagem no celular e estranha ao ler.

Henry— Tá tudo bem vô?

David— A sua avó está precisando de mim. Eu já volto!

David sai do quarto.

Henry— Então? Esse rapaz vai ficar na casa da minha avó?

Hook— Só nos primeiros dias. Emma precisa de muitos cuidados e a Snow vai ajudar. E bem, eu não seria muito útil com apenas uma mão.

Henry e Emma riem.

Hook— Sou bom em muitas coisas. Vou poder ensinar ele a roubar embarcações e conquistar belas loira(pisca o olho pra esposa). Mas trocar fraldas dele não vai ser uma delas.

Emma— É uma ótima desculpa pra não ajudar nesse quesito, pirata.

Henry— Pode obriga-lo a colocar ele pra dormir quando acordar de madrugada.

Emma— Ótima ideia Henry.

Hook— Por que você me odeia garoto? Eu te protegi da Zelena.

Emma— Protegeu nada. Que eu me lembre bem, as suas balas acabaram no meio do ataque dos macacos voadores.

Os três gargalham.

David aparece na porta, com o rosto um pouco avermelhado e o semblante preocupado.

David— Henry? Eu posso falar com você?

Emma— Pai? O que houve?

Emma, Hook e Henry percebem que algo de ruim estava acontecendo.

David— Nada. Só preciso conversar com o meu neto.

Emma— Pai, a mamãe está bem?

David— Está(força o sorriso). Henry, vem aqui fora um minuto?

Henry acompanha o avô já pressentindo algo horrível.

David— Hook, fique aqui com a Emma?

Hook— Pode deixar sogrão.

David sai com Henry.

No corredor, a madre estava de frente a porta do quarto e David faz um sinal e a madre lança um feitiço para que o quarto de Emma ficasse protegido das conversas e toda a confusão do lado de fora.

David— Henry, tem algo que preciso te contar.

Henry— O que foi?

No fim do corredor, Snow chorava contida.

Henry— O que aconteceu? Por que a minha avó está chorando?

David— Henry, o pai da Celina, o Loran...

Henry— Fala vô.

David— Ele feriu alguém Henry.

Henry olha ao redor e vê sua avó Cora consternada, sendo amparada por Zelda. Zelena também chorava abraçada a Rebecca.

Henry— Cadê a minha mãe?

David— Henry.

Henry— Cadê a minha mãe?

David— Henry fica calmo.

Henry— Minha mãe se machucou?

David confirma.

Henry— Ela esta em que quarto? Precisa de cirurgia? É muito sério? Eu quero ver ela.

David— Henry, a Regina não...

Henry— Ela está bem?

David— O ferimento foi muito sério Henry.

Henry começa a sentir seu corpo esfriar.

David— Ela não resistiu Henry.

Henry—Não(sorri de forma nervosa) Para com essa brincadeira? Foi a minha mãe que pediu pra você me assustar? Eu fiz algo que a aborreceu e ela quer que eu aprenda alguma lição. Eu sei!

Henry começa a surtar no corredor.

Snow— Henry.

Henry— Mãe?(grita olhando pra os lados) Para com essa brincadeira mãe. Por favor!

Snow— Henry, meu querido(tenta abraçar Henry, mas ele se esquiva)

Todos veem a cena.

Henry— Me solta vó. Eu quero ver a minha mãe. Ela não pode brincar assim comigo(com as mãos na cabeça)

Snow— Henry, me escuta querido, a Regina...

Henry— Não quero escutar. A minha mãe está viva. Minha mãe não morreeeu(grita com as mãos na cabeça)

O garoto perde os sentidos.

David— Henryy(o segura)

Um tempo depois.

Emma— Hook, vai ver o que aconteceu.

Hook— De jeito nenhum. Não ouviu o que o seu pai disse? Vou ficar aqui paparicando a minha esposa e o nosso pequeno capitão.

Emma— Mas...

Hook— Emma, problemas nessa cidade é a coisa mais comum que existe. A salvadora de Storybrooke está de férias.

Emma— Tenho medo que tenha acontecido algo com a minha mãe. Só vê se ela está bem. Por favor!

Hook— Emma...

Emma— A minha mãe saiu. Depois o meu pai saiu daquele jeito e depois ele levou o Henry. É só vê se a minha mãe está bem e eu fico sossegada.

Hook— Tudo bem. Vou até o corredor e já volto.

Emma confirma.

Hook sai do quarto e vê a comoção um pouco distante.

Henry ajoelhado, chorava sendo amparado por Snow.

Hook se aproxima intrigado.

David— Você disse que ficaria com a Emma!(emocionado)

Hook— Ela está preocupada. Queria saber se a Snow está bem. O que aconteceu?

David— Foi a Regina.

Hook— Ah não. O que ela aprontou dessa vez? Lançou outra maldição?(ri)

David engole a seco.

Hook— O que aconteceu David?(Desfaz o sorrido)

David— A Regina morreu, Hook.

Hook— O quê? Como isso aconteceu?

David— O pai da Celina a acertou com um punhal e foi muito grave. Ela não resistiu.

Hook— Que coisa horrível parceiro!

Os dois olham pra Henry inconsolado nos braços de Snow e de Grace.

David— Emma acabou de ter o bebê. Ela não pode saber de jeito nenhum o que aconteceu. Elas se tornaram melhores amigas e conhecendo a minha filha como eu conheço, isso vai deixar abalada e ela precisa focar no meu neto. Volte pra lá e mantenha a minha filha calma.

Hook— Claro. Eu vou voltar pra lá.

Hook volta pra o quarto.

Emma— Então?

Hook— Snow está bem.

Emma— Sim. Mas o que foi que aconteceu?

Hook— Ei, o trato era eu ver se a Snow estava bem e eu cumpri.

Emma— Hook, o que aconteceu? Meu pai estava muito preocupado. Eu vi a expressão dele. Ele tava vermelho e pareceu que ia chorar. O meu irmão esta bem?

Hook— Ele tá com a Ashley. Lembra?

Emma— Mas...

Hook— Emma, olha pra o nosso pequeno.

A loira olha pra o bebê.

Hook— Ele acabou de chegar ao mundo. Vamos focar nele.

A madre superiora chega.

Madre— Olá.

Emma— Madre?(estranha)

Madre— Como se sente Emma?

Emma— Eu estou bem. Que surpresa!

Madre— Vim visitar você e o seu bebê.

Ela se aproxima de Emma e de Liam.

Madre— Ele é lindo, Emma. Parabéns. Com certeza tem saúde.

Emma— Obrigada.

Madre— Então, a Megan me pediu que eu levasse você pra casa.

Emma— O quê?

Hook— Madre, ela acabou de ganhar o nosso filho.

Madre— Ela confirmou que o bebê e a Emma estão bem e que vocês ficariam mais seguros em casa.

Hook e a madre se olham.

Emma— O que está acontecendo?

Madre— Bem, o Loran esta a solta.

Hook e Emma- Quem?

Madre— O pai da Celina. Todos nós estamos apreensivos que ele ataque o bebê.

Emma— Ele jamais tocará em meu filho(fala entre os dentes)

Madre— Eu sei. Vamos proteger você e o bebê.

Emma olha pra o filho e a madre discretamente pisca o olho pra Hook.

Hook— E melhor irmos, love. Vamos proteger nosso piratinha.

Emma— Eu vou, mas eu quero ouvir da boca da Megan que está tudo bem.

Hook— Love...

Emma— Eu quero ver a Megan.

Madre— Claro. Daqui a pouco ela vem aqui.

Num das salas Robin era consolado por Tinker.

Tinker— Tenta se acalmar Robin.

Robin— Como eu posso me acalmar? Eu acabei de perder o amor da minha vida Tinker.

Tinker— Precisa ser forte pelos seus filhos. Eu sei que dói, mas...

Robin— Mas vai passar? É isso que vai me dizer? Que essa dor vai sumir? A Regina está mor...

Tinker engole a seco e enxuga as lagrimas.

Robin— Eu não posso acreditar. Não posso aceitar que isso está acontecendo (com as mãos enfiadas nos cabelos)

Tinker— Eu também não acredito que a Regina foi embora.

Robin— O que eu vou fazer sem ela Tinker?

Tinker— Precisará pensar no Henry, na Amy, na Lana e no Roland. Eles precisarão da sua força.

Robin— Eu não tenho forças. Não entende? Eu estou sem chão.

Tinker— Eu vou estar o tempo todo ao seu lado Robin. A ferida está aberta. Acabou de acontecer, mas precisamos nos conformar. A Regina não vai mais voltar.

Robin— Eu tinha comprado passagens pra viajarmos. Toda a família (as lágrimas caem em seu rosto) Nós estávamos planejando outro filho, Tinker. Ela...(enxuga o rosto) Ela finalmente estava preparada pra termos outro filho. Nós tínhamos tantos planos e...

Tinker chora ao ver tanto desespero com seu amigo e o abraça.

Tinker— Põe pra fora, Robin. Desabafa!

Robin— Eu a amava tanto Tinker.

Tinker— Eu sei. E ela te amava também, Robin.

Robin— Eu amava mais que a mim. Ela era a razão de tudo.

Tinker— Robin...

Robin- A razão de tudo.

Tinker continua consolando o amigo.

FLASH BACK ON.

Regina vinha cavalgando nas terras do haras, se aproxima de uma arvore, desce do cavalo e vê Robin chegando um pouco atrasado.

Regina— Tá fora de forma ladrão?

Robin— Você trapaceou.

Regina— Mentira.

Robin desce do cavalo e vai se aproximando de Regina.

Robin— Me distraiu abrindo os botões da sua camisa.

A morena deu um passo pra trás, se segurando pra não rir.

Robin— Que tipo de amazona trapaceia desse jeito?

Regina— Não sei do que está falando.

Robin a derruba na grama e começa a fazer cocegas.

Regina gritava e gargalhava ao mesmo tempo.

Robin— Admita que roubou.

Regina não conseguia responder.

Robin— Admita trapaceira.

Regina— Não.

Robin aumenta as cocegas e Regina se revirava na grama.

Regina— Tá bom(gritando). Paaaaaara.

Robin para com as cocegas.

Robin— Sua trapaceira.

Regina— Ladrão.

Os dois se beijam.

Eles se separam ao ouvir os gritinhos animados de Lana.

Eles observam Lana nas costas de Amy e Roland nas costas de Henry.

Robin— Eles vão adorar morar aqui.

Regina— Eu sei. Eu também. Eu adoro esse lugar Robin.

Robin— Eu já havia notado.

Regina— Passei a minha infância num lugar como esse. Você sabe. E foi a época mais saudável que passei com meu pai.

Robin— Seu pai foi um grande homem.

Regina— Sim.

Regina respira o ar puro.

Robin— Eu adoro quando você está assim.

Regina— Assim como?

Robin— Com essa suavidade no olhar.

Regina—Eu estou em paz. Acho que isso é bem parecido com morrer.

Robin— O quê? Que conversa estranha.

Regina— Por quê?

Robin— Falar sobre morte.

Regina— Robin Hood, o ladrão mais temido de S tem medo da morte?

Robin— Não tenho medo da morte.

Regina— Não é o que parece.

Robin— Só não acho um assunto muito agradável. Você não tem medo da morte e isso eu sei.

Regina—Claro que não tenho.

Robin— Já deixou bem claro diversas vezes.

Regina— Há uma diferença entre ter medo de morrer e querer morrer.

Robin— O que faz a diferença pra você agora?

Regina— Minha família.

Sorri pra o esposo.

Regina— No passado eu quis morrer em diversas oportunidades. Sempre havia um vazio, mas agora...

A morena sorri olhando pra o esposo.

Regina— Com você e a nossa família, eu tenho todos os motivos pra lutar pela vida.

Robin— Eu também.

Regina— Continuo sem medo.

Robin— Você não tem medo de quase nada.

Regina— Tem razão ladrão, mas sobre a morte, algo me apavora.

Robin— O quê?

Regina— Ser enterrada.

Robin— Ser enterrada?

Regina— Eu não suporto a ideia de um dia eu ser enterrada e ficar presa numa caixa. Falta o ar só de imaginar.

Robin— Então não pense nisso!

Regina sorri de forma diferente pra Robin.

Robin— Por que está me olhando assim?

Regina— Tenho um pedido pra te fazer.

Robin— Do que se trata?

Regina— É algo um pouco maluco.

Robin— Tudo que gira em torno de você geralmente é.

Regina— Eu quero ser cremada!

Robin— O quê?(arregala os olhos)

Regina— Quero que me prometa, que se eu morrer primeiro, você vai permitir a minha cremação.

Robin— Você é louca Regina.

Robin se levanta e vai andando, mas Regina se levanta e o alo abraça, mesmo ele de costas.

Regina— Não é loucura. Eu quero ser cremada e minhas cinzas serem espalhadas nesse lago.

Robin— A resposta é não.

Regina— Não vai fazer meu desejo?

Robin— Não.

Regina—Então eu vou voltar e puxar o seu pé, enquanto estiver dormindo.

Robin se arrepia.

Regina— Não vou te deixar dormir com outra mulher.

Robin começa a rir.

Regina— Vou atrapalhar suas noites de sexo e...

Robin a agarra e os dois caem na grama mais uma vez.

FLASH BACK OFF.

Amy estava sentada numa cadeira ao lado de Ruby.

Ruby— Você precisa de alguma coisa?

Amy— Eu quero a minha mãe, Ruby. A única coisa que eu quero é a minha mãe de volta.

Ruby— Você não sabe o quanto eu sinto Amy.

Megan chega a sala.

Amy— Então Megan?

Megan— Não havia mais o que fazer Amy. Eu sinto muito.

Amy se abraça com Ruby.

Megan— Eu ainda tentei reanima-la. Eu sou médica há muitos anos. Eu sabia que quando ela chegou aqui já estava morta. Mesmo assim eu tentei reanima-la. Ainda liguei maquinas nela como você me pediu. Tentei de tudo, mas...

Amy— Eu quero ver a minha mãe.

Megan— Amy, não vai ser...

Amy— Eu quero ver a minha mãe.

Megan olha pra Ruby e a loba confirma com a cabeça.

Megan— Tudo bem. Eu te acompanho!

Elas seguem pra uma sala bem afastada.

Amy— Eu quero entrar sozinha.

Ruby— Tem certeza?

Amy confirma.

Ruby— Tudo bem. Se precisar eu vou estar aqui.

Amy entra na sala. Se aproxima e vê uma morena agora sem vida. Alisa o rosto, agora gelado.

Amy— Mãe.

A jovem se debruça naquele corpo sem vida e chora. Se aproxima do ouvido dela.

Amy— Eu te imploro, volta pra mim, mãe. Por favor, não me abandona.

O choro de Amy era continuo e os pedidos desesperados.

Amy— Eu preciso que volte pra mim, mãe. Eu preciso de você. Eu não vou saber viver sem você.

A jovem sente as mãos de sua tia afagando-a.

Amy— Tia Zelena.

Abraça-se a ruiva e as duas choram abraçadas.

Amy— Eu tive tão pouco tempo com ela.

Zelena— Eu sei(as lagrimas desciam livres no rosto) Eu também não tive Amy.

Amy— Traz ela de volta tia. Eu te imploro. Me ajuda trazer ela de volta.

Zelena— Eu queria poder Amy. Não sabe o quanto eu queria, mas não existe a chance de...

Amy— Você trouxe a minha avó Cora. Pode dar certo!

Zelena— A mamãe não havia morrido, Amy. Ela havia sido amaldiçoada pela vela, por causa da Snow. Minha irmã e eu tentamos muitas vezes trazer o pai dela de volta, mas...Eu não posso trazer a Regina de volta. Eu trocaria a minha vida pela dela se eu pudesse.

Amy—Eu não me conformo com isso.

Zelena a abraça forte em seus braços.

No quarto de Emma.

Hook— Fica calma, Emma.

Emma— Eu sei que está acontecendo alguma coisa.

Hook— Não está acontecendo nada.

Emma— Está sim.

Hook— Você tá imaginando coisas.

Emma— Então cadê a minha mãe?

Hook— O quê?

Emma— Ela estava completamente apaixonada pelo bebê. Ela jamais se afastaria de mim ou do bebê nesse momento. E de repente saiu e não voltou mais?

Hook— Eu já disse que...

Emma— Você sabe o que está acontecendo não é? Eu conheço essa sua cara.

Hook— Snow e seu pai, Henry e seu irmão estão bem. Eu juro pra você. O que mais quer saber?

Emma— Então aconteceu algo com meus amigos?

Hook— Eu não disse isso.

Emma— Foi a Granny? A Ruby? A Amy? Graham?

Hook— Para com isso Emma.

Emma— Foi a Regina?

Hook— Eu...

Antes de Hook responder , Megan entra com a madre superiora.

Megan— Oi Emma, eu vim te dar alta.

Emma— Por quê?

Megan— Como assim “por que”?

Emma— Eu acabei de dar a luz e tenho a impressão de que estão me expulsando daqui.

Megan— Você e o bebê estão bem. É melhor estar tranquila em casa. Longe de todas essas bactérias.

Emma— Você estava chorando?

Megan— Não(pigarreia).

A madre pega o bebê do bercinho.

Emma— Eu...

Madre— Emma, aceite o nosso conselho. Va pra casa com seu filho e seu esposo. Fiquem em casa sossegado e protegidos de tudo.

Emma— Eu sei que vocês estão me escondendo alguma coisa. Eu sinto isso.

Hook— Madre, pode nos levar.

Emma— Eu não...

Antes da loira terminar a reposta , ela o esposo já estavam em casa.

Hook ajuda Emma a se deitar.

Madre— Viu? Já estão em casa(entrega o bebê a Hook)

Emma— Cadê a minha mãe?

Madre— Ela já está chegando. A casa está sob efeito de proteção.

Emma— Você falou sobre o tal pai da Celina. Mas e ela?

Madre— Não é mais um problema.

Emma— Ela morreu?

Madre— Sim.

Emma— Quem a matou?

Madre— A Zelena.

Emma— E a Regina?

Madre— O que tem ela?

A madre olha pra Hook.

Emma— Ela reagiu bem a isso?

Madre— Acho que todo mundo ficou aliviado não é?

Emma ia argumentar, mas a madre a interrompeu.

Madre— Preciso ir ao hospital, com a briga entre Zelena e Celina, algumas feras voadoras surgiram e muitas pessoas se machucaram. Vou ver se ela precisa de ajuda.

A madre some.

Hook— O que acha de um lanche?(coloca o recém-nascido nos braços de Emma).

Emma— Hook, por favor, me diz o que esta acontecendo.

Hook— Eu já disse que não sei. Fica aqui com o bebê. Eu vou fazer um lanche na cozinha e já volto.

Emma— Hook, eu te conheço. Sei quando me esconde algo e...

Hook— Emma, meu amor. Cuida do nosso bebê. É só nele que precisamos no concentrar. Tudo bem?

Emma— Tudo bem.

Hook— A Megan disse que sopa cai muito bem.

Emma— Tá ótimo.

Hook— Daqui a pouco a sua mãe chega e nos ajuda. Tá bem?

Emma confirma.

Hook dá a esposa um selinho e alisa a mão do filho.

Emma— Algo grave aconteceu.

A loira olha pra o filho e tenta alegrar-se com a chegada do seu filho, mas a preocupação lhe perturba. Se estica e pega o celular.

Disca o numero.

“ Você ligou para Regina Mills, não posso lhe atender nesse momento, então deixe seu recado e responderei assim que possível”

Emma— Regina, sou eu. Escuta, eu sei que tivemos aquele momento estranho lá na prefeitura, sei também que você devia estar estressada com alguma coisa, mas eu sei que você sabe que meu filho nasceu. Regina, nós já tivemos nossos momentos ruins, mas agora eu quero...Na verdade eu preciso ouvir a sua voz. Preciso saber que você está bem. Por favor, vem aqui me ver. Vem conhecer seu afilhado!

Emma desliga.

No haras.

Isabel— Então a melancia se transformou em uma girafa.

Maylo se transforma.

Roland e Lana gargalhavam com as transformações de Maylo pela sala.

Roland— Êêê.

Isabel— A vovó vai tomar uma água e já volta.

Maylo se transforma em outros bichinhos e Lana e o irmão se divertiam muito.

Isabel chega a cozinha e encontra Brenda.

Brenda— Você tem tanto jeito com eles.

Isabel— Eu adoro crianças. E perdi muito tempo longe deles. Agora não quero me afasta nunca mais.

Brenda— Sempre quis ser avó, mas não tive essa sorte.

Isabel— Eu sinto muito.

Brenda— Tudo bem. Eu acabei me conformando.

Isabel confirma com a cabeça.

Isabel— Então? Vai mesmo embora amanhã?

Brenda— Vou. Já me sinto forte o suficiente pra voltar as minhas atividades. Estou adorando essa vida tranquila aqui, mas preciso voltar pra minha casa.

Isabel— Não se sentia sozinha lá?

Brenda— Sim, mas eu passava pouco tempo em casa. Eu vivia na minha clinica.

Isabel— Eu posso te perguntar uma coisa?

Brenda— Claro.

Isabel— Quando você se lembrou...Quer dizer, quando se deu conta que era mesmo o seu filho quem havia tramado toda a farsa para que ficasse presa no hospício, o que passou na sua cabeça?

Brenda— Olha Isabel, quando eu acordei aqui, dominando todas as minhas faculdades, e me dei conta que realmente meu filho havia me internado como uma louca, eu realmente fiquei decepcionada. Brian passou de todos os limites. Quando eu vi aquela parede, repleta de fotos da Regina, eu sabia que ele precisava de ajuda. Meu primeiro pensamento foi ajudar ele.

Isabel— Como o perdoou tão rápido?

Brenda— Você é mãe, sabe que é perdoar o filho sempre.

Isabel— Verdade. E o que pretende fazer agora?

Brenda— Regina me prometeu enviá-lo pra uma penitenciaria em Nova York. Talvez passando alguns meses trancado, lhe faça enxergar a realidade das coisas. Tenho certeza que ele terá muitas sessões de terapia.

Graham chega e Roland e Lana correm pra abraça-lo.

Roland— Tio Graham.

Graham— Olá flechinha(abraça Roland) Oi bonequinha(beija a cabeça de Lana)

Lana abraça o tio.

Graham— Essa menina linda tá crescendo muito rápido.

Lana sorri.

Roland— Tio você precisa ver como a minha flecha tá indo longe.

Graham— É sério?

Roland— É sim. Minha mãe disse que vou ser igual ao meu pai.

Graham— Claro que vai.

Roland— Quer ver agora?

Graham— Olha campeão, agora não vai dar. Mas amanhã eu volto e a gente pratica tá bom?

Roland— Promete?

Graham— Prometo. Vai brincar com a Lana e o Maylo tá?

Roland voltar pras suas brincadeiras com a irmã.

Isabel— Oi filho. Que surpresa boa você aparecer a essa hora!

Os dois se abraçam.

Graham— Oi mãe. Olá doutora Brenda.

Brenda— Como vai xerife?

Graham— Estou bem. Eu posso lhe pedir um favor?

Isabel estranha.

Graham— Eu preciso falar com a minha mãe e eu queria muito que a senhora pudesse ficar com as crianças um pouquinho.

Brenda— Mas é claro.

Isabel— Tá tudo bem filho?

Graham— Vamos aqui fora mãe? Preciso te contar uma coisa.

Isabel o acompanha. Brenda se aproxima e senta-se no tapete perto das crianças.

Da porta de vidro Brenda vê Graham abaixar a cabeça e contar algo, e Isabel expressar choque, com a mão na boca. Isabel negava com a cabeça como se quisesse se negar a aceitar a realidade.

Logo em seguida mãe e filho se abraçam consternados.

De volta ao hospital.

Rebecca conversava com Leon no corredor.

Rebecca— Foi tudo tão rápido. Eu...Eu devia ter feito alguma coisa.

Enxuga as lágrimas.

Leon— Não tinha como você saber.

Rebecca— Eu não posso acreditar Leon. Minha tia...

Leon— Eu sei. Regina era como uma irmã pra mim. É difícil aceitar.

Rebecca— O que eu vou fazer agora? A minha mãe não vai aguentar viver sem a irmã.

Leon— Sua mãe vai se conformar. Um dia vai se conformar.

Rebecca— Não. Ela amava a irmã mais que qualquer coisa nesse mundo. Ela...Meu Deus do céu! e a Amy? E os meus primos? A vovó Cora está em choque.

Leon— Precisará ser forte Rebecca. Por todos eles.

Rebecca— Não sei se consigo.

Leon— Consegue sim. Você é forte. Sua mãe vai precisar de você.

Rebecca— E ainda temos uma ameaça.

Leon— Podemos derrota-lo. Juntos!

Dão as mãos.

Na sala ao lado.

Zelda— Toma isso.

Cora— Eu não quero.

Zelda— É só um comprimido pra dor de cabeça Cora.

Cora aceita e o toma. Zelda senta do lado da irmã.

Cora— Minha filha, Zelda. Eu a perdi a minha filha.

Zelda— Ninguém podia prever o que aconteceu Cora. Ela morreu protegendo a irmã.

Cora— Eu devia ter matado ele quando tive a oportunidade.

Zelda— Não tinha como. Ele estava com ela. Estávamos todos tensos que ela a machucasse.

Cora— Eu tive tanto medo de machucar a minha filha e acabei perdendo-a de todo jeito.

Zelda também se emociona.

Cora— Como acreditar nessa realidade? Eu nunca pensei...Eu nunca cogitei a ideia de ver minha filha morrer.

Zelda apenas escuta.

Cora— Tudo que eu fiz, tudo que eu arquitetei no passado, era pra que ela se tornasse rainha(enxuga as lágrimas) Eu queria que a minha filha fosse rainha e eu só trouxe desgraça pra ela.

Zelda— Não é bem assim.

Cora— Não é? O rei Leopold maltratava a minha filha. Achei que era frescura dela, mas ele a machucava. Tirei o Daniel da vida dela e tentei convencê-la a ser malvada. Aquele monstro machucava a minha filha de todas as formas. Tirei a felicidade da Regina.

Zelda— Regina sofreu sim, mas e depois? Ela viveu o amor que ela tanto queria. Teve filhos maravilhosos.

Cora— A Amy teve tão pouco tempo com ela(chora)

Zelda— Mas o pouco em que conviveram foi o suficiente pra Regina conhece o amor de verdade. Ela amou o Robin intensamente. Teve a oportunidade de ser mãe, de ser esposa. Teve a oportunidade de ser uma mãe de família feliz.

Cora— E por quanto tempo, Zelda? Lana tem um ano e meio. Roland acabou de entrar na escola. Eu tirei a oportunidade da minha filha criar a Amy e... E agora ela se foi sem aproveitar o quanto poderia ao lado da família dela.

Zelda— Se culpar agora não vai fazer você se sentir melhor Cora.

Cora não responde, mas suas lagrimas induzem Zelda a abraça-la mais uma vez.

Zelda— Precisamos ter força minha irmã. Seus netos precisarão muito do nosso apoio nesse momento.

O luto e as dores da família e dos amigos de Regina se consolidam conforme as horas se passam.

No haras Brenda havia colocado Roland na cama.

Maylo sobe na cama e se deita do lado.

Brenda— Vai ficar aqui?

Maylo confirma e se aconchega do lado de Roland, como se fosse um travesseiro.

A médica sai devagar do quarto.

Desce as escadas e vê Isabel chegando.

Isabel— Eles estão bem?

Brenda— Lana já dorme faz um tempo. O Roland adormeceu agora.

Isabel— Muito obrigada pela ajuda Brenda. Muito obrigada mesmo.

Brenda— Quê isso? Não precisa agradecer. Vamos até a cozinha, eu fiz um chá. Será uma longa noite.

Isabel segue Brenda e as duas se sentam à mesa.

Brenda— O fantasminha ficou no quarto do Roland. Tem problema?

Isabel— Não. Ele fica pra proteger o Roland.

Brenda— Mas não seria mais eficaz ele ficar com a Lana?

Isabel— Lana tem magia. Tem uma proteção própria. Ao menos foi o que a minha nora disse e...

Brenda— Entendo.

Isabel— Meu Deus. Como vou contar ao meu neto que ele acaba de perder outra mãe?

Brenda— Que tragédia, Isabel!

Isabel— O meu filho esta desesperado, Brenda. Minha neta está em completo estado de choque. Na verdade, todos estão. A família toda está chocada.

Brenda— Eu posso imaginar.

Isabel— A Amy está num estado de nervo de fazer pena. Ela não quer comer, beber, dormir. Só chora. O tempo todo chamando pela mãe. O tempo todo ao lado da Regina.

Brenda— Meu Deus, tadinha.

Isabel— Elas se reencontraram há pouco tempo, sabe? Era a primogênita. As duas eram muito apegadas. E a Regina partir dessa maneira?(toma um pouco de chá) A minha neta tá arrasada.

Brenda— Eu sei. É devastador qualquer perda. Principalmente se for com a mãe.

Isabel— Já tentaram dar algum remédio pra ela, mas nem agua ela aceita.

Brenda— Deviam tentar aplicar um tranquilizante nela.

Isabel— Não é uma boa ideia. Ela é muito poderosa. Não é bom forçar nada agora ou pode ser catastrófico.

Brenda— Entendi.

Isabel— Robin pediu que eu mantivesse o Roland e a Lana por aqui. Ninguém terá condições agora pra explicar o que aconteceu.

Brenda— Já decidiram alguma coisa sobre o enterro?

Isabel— Robin disse que um dia conversando ela havia deixado claro que queria ser cremada. Ele não tem condições de resolver nada agora. Mas precisa não é?

Brenda— É sim. É doloroso, mas precisam agilizar as coisas.

Isabel— Eu sei.

Brenda—Por que não volta pra lá?

Isabel— Não. Eu vou ficar aqui com meus netos.

Brenda— Eu fico aqui com eles. Vá ficar com o seu filho e o resto da família. Eles precisam de todo apoio possível.

Isabel— Tem certeza?

Brenda— Absoluta.

As horas se passam e no outro dia. Na casa de Emma.

Emma— Tem certeza que vai conseguir?

Hook— Ei, que insulto comigo. Vou conseguir sim!

A peça que estava em sua mão escapa e o berço se desmonta pela terceira vez.

O bebê começa a chorar.

Emma— Ótimo trabalho, papai!

Hook ri.

Alguém toca a campainha.

Hook— Devem ser os meus sogros. Por que eles não entraram de vez?

Emma— Desde que eu disse a minha mãe que gostávamos muito do sofá.

Hook ri e desce pra atende-los.

Snow— Oi Hook.

Hook— Oi sogra.

Snow e David entram.

Snow— Como a minha filha está?

Hook— Está bem. Mas muito desconfiada.

David— E o bebê?

Hook— Tá ótimo. Só come e dorme. E como estão as coisas?

David— Péssimas. A família toda tá muito abalada.

Hook— Posso imaginar. Já está acontecendo o velório?

Snow— Sim. Regina sempre gostou do campo, então optaram pelo haras.

Hook— É justo.

Snow— Viemos ver Emma e o bebê e depois vamos pra o velório.

Hook— Emma precisa saber.

David— Eu concordo. Ela jamais nos perdoaria se acontecesse o velório e enterro e não contássemos pra ela.

Snow— Não sei como terei coragem.

David—Juntos.

Snow concorda e eles sobem.

Entram no quarto.

Emma— Mãe, que bom que veio!

Snow se aproxima e abraça a filha.

Snow— Oi meu amor.

Emma— Você está bem?

Snow— Estou querida. E você?

Emma— Estava preocupada.

Snow— Eu estou bem. E cadê o bebê mais fofo desse mundo?

Snow pega Liam.

David— Está mesmo se sentindo bem?

Emma— Ainda estou uma pouco dolorida, mas eu tô bem. Cadê o Henry?

Snow— Ele...

David— Tá no haras.

Emma— Ah.

David e Snow se olham.

Emma— Querem me contar o que está acontecendo ou vou ter que sair daqui e descobrir sozinha?

Hook— Eu vou levar o bebê.

Snow entrega Liam a Hook e ele sai do quarto.

Emma— Vocês estão me preocupando. Ninguém me fala o que aconteceu. Ontem engoli meu orgulho e liguei pra Regina, mas ela não se dignou a responder.

Snow— Ah...Bom.

David— A pessoa com quem você discutiu não era a Regina.

Emma— Mas é claro que era.

Snow— Era a Celina, fingindo ser a Regina.

Emma— Sério?(sorri) Então aquelas grosserias não eram da Regina?

David— Não.

Emma— E cadê a Regina? Por que não apareceu aqui pra me ver e ver o afilhado dela?

Snow e David se olham.

Emma— O que aconteceu?

Snow— Ontem o Loran e a Celina entraram em conflito com as Mills.

Emma— Foi isso? Por isso toda aquela agitação ontem. A Madre superiora disse que a Zelena havia matado a Celina.

Snow— Exatamente.

Emma— Conseguiram pegar o pai dela?

Snow— Ainda não.

Emma— Não acredito que o deixaram escapar. Cadê a Regina?

Snow olha pra David.

Emma— Pai, cadê a Regina?

David— Emma, a Regina se machucou.

Emma— Se machucou? Como? Foi muito sério?

Snow— O Pai da Celina a feriu.

Emma tira seu lençol e vai saindo da cama.

David— Filha, precisa se deitar. Não pode...

Emma— Eu vou ao hospital. Por isso ela não atendeu! Está internada.

Snow— Espera filha.

Emma— Não. Eu quero ver a Regina!

David e Snow se olham mais uma vez.

Emma— Parem de se olhar pelo amor de Deus. Digam de uma vez o que esta acontecendo(fala já desesperada)

Snow— Regina não resistiu Emma.

A salvadora sente o impacto das palavras da mãe e sente seu corpo fraquejar.

David a segura e a põe sentada numa poltrona.

Snow— Filha, fala comigo.

Emma— Não(sussurra)

David— Minha querida...

A loira percebe que seus pais usavam preto.

Emma— Por favor, me diz que não é verdade.

Snow— Foi tudo muito rápido Emma. A fera a acertou com um punhal. Ele ia ferir a Zelena e a Regina se jogou na frente.

Emma começa a chorar.

David— Não queríamos te dar essa noticia desse jeito, mas sabíamos que você não nos perdoaria se não contássemos.

Emma— Não pode ser. A Regina não pode estar morta.

Snow— Tentaram tudo querida, mas...

Emma— Não. Eu não aceito isso!(enxuga as lagrimas)

David— Tente se acalmar.

Emma— Como eu posso me acalmar pai? Vocês estão dizendo que eu acabei de perder a minha melhor amiga! E...Ah meu Deus. Cadê o Henry? Como ele está?

Snow— Está no haras. Com todo o resto. Ele precisava estar com eles.

Emma— Ah meu Deus(chora) Meu filho deve tá arrasado. A Regina não pode ter morrido desse jeito.

Snow e David a consola.

Emma— Eu quero ir lá.

David— Não.

Emma— Eu preciso ir.

Snow— Emma, você acabou de ter seu filho. Precisa repousar!

Emma— Me levem até a minha amiga.

Emma fala alto.

Emma— Eu preciso me despedir da minha melhor amiga.

David— Levaremos você.

No haras.

Tinker, a madre superiora e outras fadas criaram uma parede de energia para que o monstro não atacasse naquele momento.

A pedido de Amy e de Henry, a morena estava num caixão de vidro. Bem parecido com o que Snow havia ficado quando foi amaldiçoada.

Ao lado Amy e henry. Cada um de um lado.

O restante dos presentes de pé perto do caixão.

Cora em transe estava sentada ao lado de Zelena.

Todos inconformados.

Graham e Noah retiram a tampa de vidro.

Emma chega, andando devagar, amparada por Snow e David.

A salvadora se aproxima e abraça o filho.

Henry— Mãe. Tá doendo muito!

Emma— Eu sinto muito meu amor.

A loira se aproxima e alisa a mão de Regina.

Emma— Eu não acredito que nos deixou Regina(chora soluçando)

Tinker se aproxima de Robin.

Tinker— Precisa dizer algumas palavras Robin.

Robin, mesmo com o coração despedaçado, concorda.

O ladrão se aproxima mais uma vez do caixão.

Robin— Eu(engole a seco) Quando sai da floresta encantada e vim parar em Storybrooke, eu sabia que algo grande me aguardava. Sabia que eu jamais voltaria a ter a vida normal. Achei que minha vida seria cheia de aventuras e muita magia, mas...Eu jamais imaginei que encontraria o amor da minha vida.

Enxuga as lagrimas e comove a todos.

Robin— Regina representou exatamente o que aconteceu de melhor em minha vida. Deu-me um lar, me deu filhos e me fez o homem mais feliz do mundo. Ela sempre representará o amor em minha vida. Formamos uma família maravilhosa. Tivemos filhos maravilhosos e dividíamos um coração.

Robin chora segurando uma rosa.

Robin— Regina(olha pra morena), você sempre será o amor da minha vida. E hoje estou perdendo não só a minha esposa, mas também a minha melhor amiga. Eu enterro o meu coração com você meu amor.

O ladrão beija a rosa e coloca em cima da mão de Regina.

De repente, as risadas de Amy desperta a todos.

Ninguém compreende a risada repentina e alegre da jovem e se olham espantados.

Robin— Amy?

A jovem ria olhando pra o horizonte e aponta.

Era Maylo saltitando pelos campos.

Zelena— Querida, você precisa descansar!

Ao redor tentam entender.

Amy— É o Maylo.

Amy começa a pular e a gargalhar. Mesmo emocionada Amy sorria largamente.

Henry— Para com isso Amy!(grosseiro)

Zelena— Não fala assim com ela, Henry. Ela pode estar tendo uma crise nervosa.

Amy— Ah meu Deus(com as mãos na cabeça) Ah meu Deus!!

As risadas de Amy eram intrigantes. Amy pulava de alegria.

Henry— Enzo tira a minha irmã daqui.

Amy— Vocês não entendem! É o Maylo.

Grace— Deve ser mesmo uma crise nervosa. Vamos sair um pouco Amy.

Leon e Enzo a seguram.

Amy— Espera, me solta. A minha mãe não morreu.

Henry— Chega disso, Amy!

Enzo— Vamos tomar ar puro Amy.

Amy— Nãooo.

Enzo e Leon a seguram firme.

Amy— Tia me ajuda.

Zelena— Querida você precisa...

Amy— É o Maylo...É o Maylo.

Zelena vê de longe o fantasminha, mas não consegue compreender.

Ruby— Vamos descansar Amy. Você tá muito perturbada.

Amy— Me soltaaa.

Amy olha nos olhos da tia e Zelena viu naqueles olhos um misto de sentimentos: Alívio, emoção, ansiedade e alegria.

Amy— Me ajuda tia. Por favor!

Zelena— Soltem-na.

Os jovens olham pra Zelena.

Zelena— Agora(fala firme) Soltem a minha sobrinha.

Amy corre e abraça a tia.

Zelena— Amy...

Amy— É o Maylo tia.

Zelena o olha mais uma vez.

Amy— Minha mãe está viva.

Zelena— Eu não consigo entender, Amy. O que tem...

Zelena tem a compreensão.

Zelena— Ah meu Deus.

As duas se abraçam.

Cora— O que está acontecendo?

A ruiva vai ate o caixão.

Usa magia no corpo sem vida, mas nada acontece.

Cora— O que está fazendo Zelena?

Zelena— Não é a Regina mamãe!

Robin— O que foi que você disse?

Todos se espantam.

Robin olha pra Zelena e olha pra o caixão e olha pra cunhada outra vez.

Zelena— Não é ela, Robin.

Robin— Tem certeza Zelena?

FLASH BACK.

Regina— Dorme tranquila meu bem.

Regina colocava Lisa no berço.

Zelena— Como ela pode se estressar tanto? Ela só come, dorme e faz cocô. Essa menina me odeia.

Regina— Ela é só um bebezinho Zelena. Ela não te odeia.

Zelena— Então porque ela não suporta mais ficar nos meus braços.

Regina— Alguma coisa você fez pra ela. E é melhor descobrir logo, eu não vou ficar aqui vindo colocar ela pra dormir.

Zelena— Que madrinha ingrata.

Regina— Olha pra mim.

A morena estava vestida com um pijama de seda.

Zelena— Gostei do pijama.

Regina— Não me elogia não. Eu estava dormindo. São três horas da manhã.

Zelena— O que você estava fazendo acordada a essa hora?

Regina— Eu não estava acordada. Você me acordou! Me disse que era uma emergência.

Zelena— Você viu os gritos da Lisa quando você chegou. Era uma emergência. Agora, vamos deixar esse assunto de ser uma emergência ou não ser. Vamos tomar um café?

Regina— Fala a verdade. Não tinha emergência alguma, você só queria que eu viesse aqui.

Zelena— Não.

Regina a encara.

Zelena— Tá. Eu queria te ver.

Regina— Você é muito cínica.

Zelena— Só um pouquinho. Eu tava com saudades.

Regina sorri.

Zelena— Vamos tomar café.

Zelena leva a irmã pra cozinha.

Regina— Acho que vou trocar a função do seu marido. Você fica desocupada durante a noite e resolver tirar o sossego dos outros.

Zelena— Para de frescura Regina.

Regina— Frescura? Você tá usando meus afilhados pra me manter aqui.

Zelena— Você fez a mesma coisa.

Regina— Quando?

Zelena— Você enlouqueceu quando eu disse que ia embora de Storybrooke. Queria me impedir de levar a Rebecca. Não é chantagem emocional?

Regina pensa um pouco.

Regina— Touché. Mas não me dá café. Eu quero um suco.

Zelena serve suco pras duas.

Regina— Então?

Zelena— Então o quê?

Regina— Cadê a Rebecca?

Zelena— Saiu dizendo que ia pra casa do Leon. Poucas horas depois recebi uma mensagem dela dizendo que ficaria por lá.

Regina— O namoro entre eles está ficando sério né?

Zelena— Muito sério. Já perdi as contas de quantas vezes o Noah surtou.

Regina— O Robin também não fica atrás.

Zelena— Como pudemos arrumar esposos tão ciumentos?

Regina— Não tenho uma resposta certa. Se eu tivesse dado oportunidade o Robin já teria trancado a Amy no porão.

As duas riem.

Zelena— Quem diria não é? Nós duas, mães de famílias lindas como as nossas, assim(aponta pra irmã e pra si mesma), amigas, discutindo assuntos caseiros.

Regina— É uma loucura não é?

Zelena— Muita loucura.

Regina— Eu adoro ver você assim, sabia?

Zelena— Assim como?

Regina— Brincalhona.

Zelena sorri.

Regina— Posso te perguntar uma coisa?

Zelena— Mas é claro que sim.

Regina— Quando sumiu aquele rancor todo que você sentia?

Zelena— Olha minha irmã, não sei exatamente o momento, mas a minha convivência com você me ensinou o valor de ter uma família. O quanto é importante ter por perto as pessoas que amamos e que nos amam.

Regina sorri.

Zelena— A primeira vez que eu me preocupei de verdade com você, foi quando você teve aquele sangramento enquanto estava grávida da Lana. Foi um dos momentos que eu mais tive medo de te perder.

Regina— Eu sei.

Zelena— Parecia que eu estava com as mãos atadas. Eu queria te acordar, mas não conseguia.

Regina— Você foi muito além do que eu poderia imaginar Zelena.

Zelena— É sério?

Regina— Mas é claro. Eu sonhava em ter ao meu lado uma irmã, até imaginava como ela seria, mas eu jamais idealizei ter uma irmã tão maravilhosa igual a você.

Zelena se emociona e as duas se abraçam.

Regina— Eu te amo Zelena.

Zelena—Eu também te amo.

A energia cósmica passa pelo corpo das duas.

Regina se afasta um pouco e segura firme a mão da irmã.

Regina— Isso que está sentindo, essa energia, não é só o sangue Mills, é o amor que sentimos uma pela outra.

Zelena— É sim. E sempre sentiremos essa nossa energia.

Se abraçam mais uma vez.

FLASH BACK OFF.

Zelena— Essa não é a minha irmã.

A ruiva sorri emocionada.

Robin— Como...Como...

Zelena— Essa pessoa(aponta pra o corpo), não tem magia! Não tem o sangue Mills.

A comoção é geral. Todos estavam sem reação.

Cora— Do que está falando?

Cora olha pra o caixão.

Zelena— Não é a minha irmã que está nesse caixão.

Robin— O que está dizendo?

Zelena— Olhem.

Todos observam Maylo dando cambalhotas.

Cora— O que tem aquela coisa?

Amy— Maylo é um amigo imaginário vó. Fruto da imaginação da minha mãe.

Cora— Então, se ele está vivo...

Zelda— A imaginação da Regina está intacta.

Robin— Zelena(sorri), tem certeza disso? Certeza absoluta?

Zelena— A Regina tá viva Robin.

Ele a abraça.

Amy— A Celina deve ter usado algum feitiço de ilusão.

Zelena— Não foi a Celina.

Robin— Como sabe?

Rebecca— Se tivesse sido a Celina, assim que ela foi morta, o feitiço teria se desfeito.

Zelena— Essa é minha garota.

As ruivas sorriem uma pra outra.

Henry— Ah meu Deus! Minha mãe está viva?

Emma sorrindo largamente, abraça Henry com força.

Robin aperta Amy nos braços.

Zelena e Zelda se abraçam a Cora.

Todos comemoram emocionados.

Rebecca— Espera, mas se a tia Regina está viva, então quem essa que está no caixão? Quem o Loran usou pra nos enganar?

Robin— O que importa é que a minha esposa está viva.

Antes de outro comentário, ouve-se um abalo nos céus.

Loran surge perto da parede de energia.

Tinker— Ele não vai poder romper e...

Ele se transforma mais uma vez na fera.

Amy— Vamos pegar esse desgraçado e descobrir onde está a minha tia.

Zelena, Amy, Rebecca e Leon passam pela energia e começam a atacar Loran, que se defende como pode, mas suas forças não eram suficientes pra se proteger de toda o ódio que estavam sentindo.

Tinker e Zelda ajudam.

Loran vai perdendo as forças.

Todos o seguram com magia.

Amy se aproxima.

Amy— Onde está a minha mãe?

Loran— Nunca saberá.

Amy sente o fogo e o ódio em seus olhos e encara a fera.

Antes que Loran tivesse qualquer chance Amy, a doce Amy, se transfigura numa energia cósmica assombrando a todos os presentes, atravessa o corpo da fera, como se fosse um fantasma e surge do outro lado do corpo dele com o coração na mão.

Amy— Nos leve onde está minha mãe.

Em transe, Loran some e leva Amy junto.

Amy surge na floresta.

A jovem emana magia e poucos segundos depois chegam Zelena, Cora e Rebecca com Leon.

Zelena e Cora correm pra cabana e veem Regina, deitada numa cama.

Zelena— Regina.

A ruiva usa magia no corpo da irmã e sente a energia correndo em seu corpo.

Zelena— É ela mamãe (A ruiva abraça a irmã emocionada)

Cora se emociona.

Zelena— Você tá viva minha irmã.

Cora— Ela está aqui Amy.

Cora grita despertando a jovem, que corre pra dentro da cabana.

Amy— Mãe.

Amy se abraça a Regina e sente uma alegria indescritível lhe invadir.

Amy— Ah meu Deus mãe. Ela tá viva(a aperta em seus braços) O que...O que ela tem?

Zelena— Parece uma maldição.

Amy— Precisamos do meu pai.

Cora some e surge no velório.

Robin— E então Cora?

Cora— Regina está viva.

Robin a abraça emocionado.

A comemoração é unanime. Aplausos e muita agitação.

Robin sorri e chora ao mesmo tempo.

Robin— Eu não acredito.

Henry— Minha mãe está viva!

Cora— Está sim.

Henry— Eu quero ver a minha mãe.

Cora— Já vamos trazer ela. Robin, nós precisamos de você.

Antes da resposta, Cora some na fumaça e eles surgem onde Regina está.

Cora— Temos que agir rapidamente.

Robin corre pra perto da amada.

Robin— Meu amor(a abraça) Regina?

Regina continua desacordada.

Robin— Por que ela está assim?

Cora— Acreditamos que é uma maldição.

Zelena— Beija-a Robin.

O ladrão a beija, mas diferente do que imaginavam a morena não acorda.

Robin— O que aconteceu?

Amy— Por que ela não acordou vó?

Cora se aproxima e vê o braço da sua filha arranhado e uma macha escura perto da mão.

Cora— Não é uma simples maldição. É a maldição do pesadelo.

Amy— O quê?

Cora— Precisamos levar ela agora pra casa. Imediatamente!

Zelena— E o Loran?

A jovem sai da cabana e encara Loran.

Amy— O que fez com a minha mãe?(segurando o coração)

Loran— Mataram a minha filha. Merecem sofrimento.

Amy— Atacou a minha mãe. Merece queimar no inferno.

A fera olha pra mão de Amy que agora era puro fogo. Vaporizando o coração dele lentamente. Loran se corroía e Amy nem piscava os olhos assistindo a cena.

A reação de Amy choca até mesmo Cora.

Loran estava morto.

De volta ao velório.

Tinker— Mas que loucura, eu...

Snow— Ah meu Deus.

Todos olham pra o corpo.

Ali diante de todos, aquela aparência de Regina vai sumindo, dando lugar a verdadeira vítima.

Megan— Mikaelaaaaa.

A médica desmaia ao ver o corpo de sua irmã.

Tinker— Me ajuda aqui Noah.

Noah pega Megan nos braços e a leva pra dentro do casarão.

Zelda— Ah meu Deus. É a Mikaela.

Emma— Como? Por que o feitiço se rompeu agora?

Zelda— Quem a enfeitiçou acabou de morrer!

Snow— Mas a Celina morreu ontem.

Zelda— Não foi a Celina.

David— Foi o pai dela!

Emma— Onde será que a Regina está?

Zelda— Ela já está em segurança.

Snow— Isso é o que importa. Agora vamos pra casa. Você precisa descansar.

Emma— Tá certo.

Henry— A Rebecca passou uma mensagem. Eles vão pra cripta da minha mãe.

Emma— Por quê?

Henry— Não sei. Eu gosto muito da doutora Megan, mas eu me recuso ficar aqui e velar o corpo da irmã dela. A Mikaela se uniu aqueles doidos pra montar aquela farsa com a minha mãe. Ela quase arruinou a nossa família.

David— Henry tem razão, mas a doutora Megan merece apoio nesse momento. Eu vou deixar vocês em casa e volto pra cá.

Zelda— Fique aqui, David. Eu levo o Henry e as levo.

David— Tem certeza?

Zelda— Absoluta.

David—Obrigado Zelda.

A Mills deixa Henry na porta da cripta.

Henry— Obrigado tia.

Zelda— Diga a elas que já volto.

Ela leva Snow e Emma pra casa.

Zelda ajuda Emma se sentar no sofá.

Snow— Está bem querida?

Emma— Melhor impossível.

Zelda— Foi um pouco imprudente Emma.

Emma— Eu sei, mas eu precisava ir...

Snow— Era a sua amiga que havia morrido. Nós estendemos! Mas agora vai repousar o máximo possível e...

O choro de Liam ecoa pela casa.

Zelda— Hora da mamada.

Emma sorri.

A ruiva some na fumaça.

Na cripta.

Amy— Então ela está numa maldição?

Cora— É sim.

Robin— E como a acordamos?

Cora— Ela precisa acordar sozinha.

Zelena— E como ela fará isso mamãe?

Cora— Ela está presa em seus pesadelos e precisa se dar conta de que está numa maldição e perder o medo das coisas que a apavoram.

Rebecca— Eu não entendo.

Cora— É como um pesadelo assustador, onde seus piores medos lhe cercam.

Zelena— Medos de Regina? São vários.

Amy— Agua.

Rebecca— Solidão.

Cora— Fracasso.

Robin— Leopold.

Todos se olham.

Zelena— Ela está na floresta encantada.

Amy— Como podemos nos comunicar com ela?

Cora— Não tem como.

Zelena— Tem que haver um jeito.

Robin— Como acontece essa maldição?

Cora— O que quer dizer?

Robin— Na maldição do sono, a pessoa espeta o dedo numa agulha. Mas e essa maldição?

Cora— É feito com uma poção liquida. É ingerida! Talvez a Regina tenha bebido sem perceber.

Robin— Faça essa poção Cora.

Cora— Não.

Robin— Eu preciso resgatar a Regina.

Zelena— O problema Robin, é que não sabemos onde você vai parar.

Cora— Seria te jogar no precipício sem saber se temos uma corda pra te puxar de volta.

Amy— Eu vou ser a corda.

Zelena— O quê?

Amy— Eu vou com meu pai.

Cora— De jeito nenhum. Já imaginou se a Regina acorda e vê que deixamos vocês dois serem amaldiçoados?

Amy— Mas vó...

Zelena— A mamãe tem razão Amy. Não podemos arriscar perder você.

Robin— E eu não posso arriscar perder a Regina.

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Elas se calam.

Robin— Não vou suportar outra vez.

Cora— O que te faz pensar que você vai acordar?

Robin— O que a Snow sempre repetiu. Fé.

Zelena— Seus pesadelos não são os mesmo da Regina.

Robin— Eu sei que vou encontra-la.

Cora o encara.

Zelena— Tem certeza?

Robin— Eu vou trazer a Regina de volta.

Cora— Tudo bem. Eu vou preparar a poção.

Zelena— Precisa ser rápido.

Eles olham pra o corpo de Regina e a mancha de sua mão estava maior.

Amy— O que isso quer dizer?

Cora engole a seco.

Amy— Vó?

Cora— Que ela está perdendo a fé.

Robin— Rápido.

Cora se apressa e Zelda chega pra auxiliar.

Amy observa tudo.

A poção leva algumas horas, mas fica totalmente pronta.

Cora— Tá na hora.

Robin se aproxima da esposa.

Robin— Meu amor, não sei se está me ouvindo, mas eu tenho certeza que daqui a pouco estaremos juntos.

O ladrão beija a rainha.

Amy— Eu te amo pai.

Robin— Eu também te amo meu amor.

Abraçam-se.

Zelena— Tenha cuidado Robin. Nem você, nem Regina poderão morrer nessa maldição. Se isso acontecer, será o fim da esperança no mundo alternativo e aqui, o corpo vai parar de responder.

Cora— Leve isso.

Entrega a Robin sua aljava e várias flechas.

Cora— Estão encantadas com uma poção poderosa. Uma flechada dessa a pessoa morrerá.

Amy o abraça mais uma vez.

Robin se senta ao lado da amada.

Cora— Você não pode perder tempo.

Robin— Entendi.

Amy— Espera (tira seu colar e coloca no pai)

Robin— Filha esse colar é seu.

Amy— Eu sei. E você vai me devolver quando trouxer a minha mãe de volta pra casa.

Robin aperta o colar em sua mão. Bebe a poção e segundos depois apaga.

Amy abraça a tia.

Cora— Ele vai conseguir.

Zelda— Vai sim. Agora não precisam de mim, eu preciso ir até a Megan.

Amy— Como ela está?

Zelda— Abalada. Tinker disse que ela está em choque.

Zelena— Deve estar. Acreditava que a irmã havia saído da cidade.

Zelda— Preciso dar um apoio a ela. Me avisem quando eles acordarem. E não se preocupem com os pequenos. Isabel está com eles.

Zelda sai da cripta e Cora a acompanha.

Cora— Zelda, espera.

Zelda para e a encara.

Cora— Obrigada (abraça a irmã) Muito obrigada pelo apoio quando eu pensei que havia perdido a Regina.

Zelda— Não precisa agradecer Cora. É o que os irmãos devem fazer não é?

As duas se olham.

Cora— Conversamos depois?

Zelda— Sim.

A ruiva some na fumaça.

Na mansão Mills.

Brenda— Não coma tão rápido Roland.

Roland ria comendo um pedaço de bolo de chocolate.

Isabel— Roland?

Roland— Vovó.

O garoto corre e pula no colo da avó.

Isabel— Comendo chocolate meu pequeno?

Roland— Um pedacinho só.

Brenda— Ele insistiu tanto. Achei que não faria mal.

Isabel— Tá tudo bem. E a Lana? Se comportou?

Lana tava sentada no tapete com Maylo.

Ela soltava bolhinhas e Maylo tentava estourar.

Brenda— Dei um banho nela, dei um lanche e ela tá brincando com o fantasminha.

Isabel ri.

Brenda— O que houve?

Isabel— Roland, vai brincar com a sua irmã.

Roland— Conversa de adulto?

Isabel— Isso mesmo.

Roland— Mas eu já sou grande.

Isabel— Não é tão grande.

Roland faz bico.

Isabel— Se você se comportar, eu prometo te levar amanha pra piscina da tia Zelena.

Roland— Jura?

Isabel— Juro.

O garoto beija a vó e corre pra perto de Lana.

Isabel conta a Brenda tudo que aconteceu.

No meio da floresta.

Graham— Que loucura não é?

Ruby— Nem fala. Eu estou tão feliz, principalmente pela Amy.

Graham— Era muito sofrimento pra aquela família.

Ruby— É sim.

Graham— Mas onde será que aquele desgraçado se meteu?

Ruby— Não consigo rastreá-lo.

Graham— Tá perdendo o olfato lobinha?

Ruby para numa das arvores, se começa a vomitar.

Graham se apressa a segura.

Graham— Tá melhor? (entrega um lenço a esposa)

Ruby enxuga o rosto.

Graham— O que houve? Bolas de pêlo?(debocha)

Ruby— Eu não sei. Mas eu culpo o seu filho.

Graham— Já disse pra não comer os...O quê?

Ruby— Parabéns papai.

Graham começa a ri.

Graham— É serio?

Ruby— Sim.

Graham a abraça.

Ruby— Não me beija agora.

Graham— Eu vou ser pai?

Graham a ergue e a gira no ar.

Ruby— Vai sim caçador.

Eles comemoram.

Graham— Mas espera e como vai funcionar?

Ruby— O que quer dizer? Não sabe como funciona uma gravidez?

Graham— Não é isso. É que...Será humano?

Ruby gargalha.

Graham— Eu não sei se eu saberia criar um filhote de lobo Ruby.

Ruby— Você se sai muito bem comigo.

Graham— Mas estamos falando de um filhote.

Ruby— Para com isso caçador. Nós o concebemos na minha forma humana.

Graham— Então...

Ruby— O bebê será humano sim.

Graham respira fundo.

Ruby— Mal sabe que vai ser pai e já tá surtando caçador?

Graham— É, parece que vai ser uma longa jornada.

Ruby ri outra vez e Graham a abraça.

Na mansão.

Brenda— Eu não posso acreditar.

Isabel— Eu sei. Olha, nada mais me surpreende.

Brenda— Então quer dizer que quem morreu foi a irmã da doutora Megan?

Isabel— Isso mesmo.

Brenda— Coitada.

Isabel— É sim. Ela estava desolada.

Brenda— Vai ao velório?

Isabel— Não. Sinto muito pela doutora Megan, mas a irmã dela era o capeta. Tentou seduzir o Robin e tentou destruir a minha família com uma infâmia.

Brenda— Bem, ela não estava sozinha não é? Meu filho e aquele médico lá, eram cumplices.

Isabel— Eu sei. Mas prefiro ficar aqui com meus pequenininhos.

Brenda— Então eu vou dar um apoio a doutora. Se meu filho não tivesse entrado no caminho dessa moça, ela talvez estivesse viva.

Isabel— Pode ir. Eu fico com os meus netos.

Brenda— Tudo bem.

Isabel— Sabe dirigir?

Brenda- Desde os 15.

Isabel— Vá no carro da Regina(entrega a chave)

Brenda concorda e sai da mansão.

Depois de parar um sinal, a médica é surpreendida por seu filho.

Brenda- Brian o que...

Brian— Surpresa mamãe(segurando uma faca)

O jovem parecia perturbado e Brenda reconhecia aquele olhar.

Brenda— Fique calmo. Eu posso...

Brian— Cala a boca.

Brenda teme.

Brian— Vamos. Dirija.

Brian instruía Brenda a dirigir e seguem pra casa de Megan.

Brenda— Filho, eu...

Brian— Cala a boca(grita) Eu disse pra calar a boca.

Os dois entram na casa de Mikaela e Megan.

Brenda— O que vai fazer?

Brian— Você vai ligar pra Regina. Vai pedir pra ela vir aqui!

Brenda- Brian, me escuta.

Brian— Agora(grita e entrega o telefone à mãe.

Brenda— Regina morreu.

Brian— Mentira sua(bate na cabeça) Tá querendo proteger ela.

Brenda— É verdade.

Brian— Não.

Brenda— Está acontecendo o velório agora. Eu estava indo pra lá.

Brian fica perturbado e bate na cabeça.

Brenda— Me deixa eu te ajudar filho.

Brian— Nãooo. É mentira.

Brenda— Eu...

Brian— Então ligue pra irmã dela.

Brenda— Eu não posso. Ela está velando a irmã e...

Brian— Agora. Liga agora ou eu te mato.

Brenda— Filho(chora)

Brian— Eu já sei. Não vou te matar. Vou me matar. Eu passo essa faca nos meus pulsos e você me verá morrendo, o sangue espirrando e você não poderá fazer nada.

Brenda chora.

Brian— Para com isso!

Brenda tenta se conter.

Brian— Ligue agora pra Regina. E diga que venha aqui.

Brenda— O que quer com elas Brian?

Brian— Eu vou embora dessa maldita cidade e vou levar a Regina.

Brenda o encara.

Brian— Não fica me olhando. Não fica me analisando!

Brenda olha pra o telefone.

Brian— Ligaaaaa.

Brenda se treme.

Brian estava perturbado.

Abraçada a prima.

Amy— Ela tá viva Becca.

Rebecca— Eu estou tão feliz.

Amy— Eu também. Eu...Nunca senti uma alegria desse jeito. Só se compara ao momento que eu descobri que ela era a minha mãe.

As duas olham pra Regina.

Rebecca— Isso é maravilho Amy. Daqui a pouco ela seu pai acordam e tudo volta ao normal.

Amy— Nunca mais deixarei a minha mãe sozinha outra vez.

Rebecca— Nenhuma de nós deixará. Me perdoa por não ter feito nada na hora.

Amy— Não precisa pedir perdão. Eu tava do lado e não pude fazer nada.

Rebecca— Foi tudo tão rápido que não houve tempo pra pensar.

Amy— Eu sei. Agora sabemos o porquê dela se jogar na frente...Não era pra proteger a tia Zelena, era pra proteger a doutora Megan.

Rebecca— É verdade. Eu...

O celular de Zelena toca e Rebecca atende.

Rebecca—Alô?

Brenda— Regina, é a Brenda.

Rebecca— Doutora Brenda aqui é a...

Brenda— Eu preciso que vem aqui.

Rebecca— Aqui onde? Está tudo bem?

Brenda— Preciso que venha a casa da doutora Megan.

Rebecca e Amy se olham.

Rebecca— Chego em 20 minutos.

Brenda- Obrigada.

Desligam.

Amy— O que foi isso?

Rebecca— Ela sabia que não era a minha tia.

Amy— Ela tá com medo. Tem alguma coisa errada.

Rebecca— Será o ...Ah meu Deus. Será o Brian?

Amy— Não há mais ameaças em Storybrooke. Ele tava sumido. Só pode ser ele.

Rebecca— Eu vou lá.

Amy— Não vá sozinha. Eu queria ir, mas...

Rebecca— Não. Não saia de perto da sua mãe. E não avise a minha. Dona Zelena precisa ficar aqui agora.

Amy— Tudo bem.

As duas se abraçam.

Rebecca— Quando ela acordar me avisa.

Amy— Prometo. Leve o Leon!

Rebecca— Prometo.

Rebecca encontra Leon e logo surgem perto da casa de Megan.

Rebecca— Esteja preparado Leon.

Leon— Pode deixar.

O casal se aproxima de casa e vê pela janela, Brian ameaçando a própria mãe.

Rebecca— Ah desgraçado.

Leon— Como quer agir?

Rebecca— Eu vou entrar pela portar e você se tele transporta por trás dele.

Leon— Cuidado

Rebecca— Você também.

Rebecca bate a porta.

Brenda— Entra.

Rebecca entra e Brian corre pra perto de Brenda.

Brian— O que tá fazendo aqui?(encosta a faca no pescoço da mãe)

Rebecca— Fica calmo Brian.

Brian— Cadê a Regina?

Rebecca— Solte a sua mãe e conversamos.

Brian— Cadê a Regina?(grita)

Leon surge por trás de Brian e de Brenda. E Rebecca faz um sinal pra que Leon não ataque Brian.

Rebecca— A minha tia...(faz cara de choro)

Brian— Cadê ela?

Rebecca— Minha tia morreu Brian.

Brian— Mentira.

Rebecca— É verdade Brian.

Brian começa a surtar.

Rebecca— Eu posso te provar.

Brian encara Rebecca.

A jovem Mills movimenta as mãos e surge uma pequena nuvem e as imagens da morte e velório de “Regina” fica no meio da sala.

Brian— Não...Nãooo

Brian solta a mãe e cai ajoelhado.

Brenda respira aliviada.

Leon domina Brian e o jovem chorava.

Rebecca— Com calma, Leon.

Leon o amarra.

Brenda— Brian? Meu filho?

Ele já não respondia. Brian acabara de entrar em surto mental.

Rebecca e Leon ajudam Brenda a levá-lo ao hospital.

Amy se aproxima da mãe e do pai.

Zelena traz um lanche pra sobrinha.

Amy— Tia, eu não tô com fome.

Zelena— Mas vai comer assim mesmo. Nosso maior temor sumiu. A nossa rainha está viva.

Amy sorri.

Zelena— Sua mãe vai me matar quando ela acordar e vê que eu deixei a filha dela passando fome. É isso que você quer Amy?

Amy— Não.

A jovem bebe um pouco de suco.

Zelena— Como está se sentindo?

Amy— Eu estou muito bem tia. As ultimas horas foram apavorantes. Eu nunca senti tanta dor na minha vida.

Zelena— Eu sei. Eu também senti.

Amy— Mas era estranho. Mesmo os meus olhos enxergando aquela cena, mesmo a médica dizendo que a minha mãe estava morta, eu não acreditava sabe?

Zelena confirma.

Amy— Bem antes de descobrir que a minha mãe era a Regina, eu já me sentia muito ligada a ela. É um amor que não tem como explicar. E de repente, saber que eu a tinha perdido, não fazia sentido. Meus olhos diziam uma coisa, mas meu coração dizia outra. Eu ainda sentia o amor da minha mãe batendo forte no peito.

Zelena— Foi você incrível querida. Eu senti um pânico tão forte, que em nenhum momento eu consegui me lembrar desse detalhe.

Amy— Desde que a minha mãe...Quer dizer, desde que a Mikaela caiu no meu colo, eu fique o tempo todo tentando me agarrar a alguma coisa e quando eu vi o Maylo, eu senti...Senti que eu poderia ter esperança. Alguns instantes a

Zelena— Se não fosse por você, teríamos enterrado a Mikaela , pensando que era a minha irmã e provavelmente sucumbiríamos a dor.

Amy— Era isso que o Loran queria. Ele queria que sentíssemos a dor que ele sentiu. Ele não contava com a nossa descoberta.

Zelena— E teve o fim que mereceu.

Amy— Sim. O fim que mereceu.

O celular de Zelena toca e a ruiva atende.

Zelena- Oi filha... O QUÊ?...Não... Mas... Sei... Mas você foi sozinha?

Amy desconfiada bebe o suco e Zelena aperta os olhos, olhando pra sobrinha.

Zelena— Tudo bem! Você é demais filha(desliga)

Amy— Esse suco tá uma delícia.

Zelena— Deixou a minha filha sair pra pegar um psicopata com o namoradinho e não me avisou?

Amy— Tia, a Rebecca é uma feiticeira incrível. Ela não correria perigo com um mortal como Brian. Além do mais ela foi com o Leon.

Zelena— Não faça mais isso Amy. Quero saber tudo a respeito da minha filha.

Amy— Tudo bem. Eu prometo que não haverá uma próxima vez.

Zelena— Ótimo.

Amy— E ai? O que aconteceu?

Zelena— O Brian tava ameaçando a mãe com uma faca, mas a Rebecca disse que ele surtou quando pensou que a Regina tinha morrido.

Amy— E o que vai acontecer agora?

Zelena— A doutora Brenda está no hospital com ele preparando a papelada pra levar ele pra um manicômio.

Amy— Tia, politicamente correto é clinica psiquiátrica.

Zelena revira os olhos.

Zelena— Eles vão embora ainda hoje. Eu devia é dar uma surra nele.

Amy— Ele está perturbado tia. Merece um tratamento.

Zelena— Sim. Tratamento de choque.

Amy e Zelena riem e continuam conversando.

Robin acorda no meio da floresta. Fica um pouco desorientado, mas logo desperta da confusão.

Entra pelas matas e acaba achando um acampamento e como um bom ladrão, rouba uma muda de roupa e uma espada.

Robin— É, Robin(termina de se vestir), parece que você não perdeu o jeito.

Ele avança pra o povoado e procura saber sobre a temível Evil Queen.

Era unanime, ali, todos odiavam Regina e torciam pra que ela fosse enforcada pela morte do rei.

Usando um cavalo roubado, Robin chega as terras reais e de longe avista uma morena sendo atacada por um homem.

Robin— Eiii.

O ladrão desce do cavalo e corre até os dois e tem a certeza de que aquela morena era sua esposa.

Robin arranca o homem de cima de Regina que chorava.

O ladrão dá um soco no desconhecido que reage.

Os dois travam uma sequencia de socos e Robin sofre um golpe e cai no chão.

O desconhecido sai correndo.

A morena estava atônita com a cena.

Robin— Regina?

A morena parecia perturbada.

Robin— Meu amor?

A mulher assustada o encara.

Robin— Regina?

Regina— Quem é você?

Robin— Meu amor eu...

Regina— Não se aproxime de mim.

O ladrão a observa com cuidado.

Regina estava arranhada, seu rosto machucado e suas roupas rasgadas.

Robin— O que aconteceu com você?

Regina— Não aproxime de mim. Eu...Eu não fiz nada.

Robin— O que fizeram com você?

Regina— Eu não fiz nada.

Robin— Regina...

Regina— Meu nome não é Regina(grita pertubada)

Robin— Seu nome é Regina. Meu amor. Você precisa lembrar.

Regina o encarava.

Robin— Isso aqui é um pesadelo. Você não pode acreditar nisso aqui.

Robin tenta se aproximar, mas Regina se assusta.

Regina— Não chega perto de mim.

Robin— Fique calma, Regina.

Regina— Eu não sou a Reginaaa.

A morena sai correndo e Robin começa a persegui-la, mas não por muito tempo.

A Guarda real chega e alcança a morena, que se debate, mas os Guarda a dominam.

Robin— Soltem-na.

Guarda— Sinto muito alteza, mas essa mulher atacou o rei Leopold.

Robin— O rei Leopold é um monstro. Deve ter merecido. Soltem-na agora.

O ladrão visto pelos guardas como um membro real, puxa as suas flechas encantadas e começa a atirar nos guardas matando-os. Restando-lhe apenas uma.

Emma— Poupe sua flecha Robin.

Emma chegava rodeada de guardas.

Emma— Não sei o motivo de você estar defendo essa assassina, mas seus esforços foram em vão. Essa mulher será enforcada.

Regina se debatia, mas os guarda a arrastam pra uma espécie de prisão ambulante.

Robin tenta intervir, mas os guarda o impede.

Emma— Fique de olho nesse imbecil.

Emma sai em disparada.

Guarda- Não tente nada senhor Robin. O senhor nunca poderá salvar a rainha má.

Robin se enfurece com as palavras do guarda. O golpeia e o deixa inconsciente. Ataca o outro guarda e o imobiliza.

Robin— Nunca desafie um ladrão.

Dá mais um soco, finaliza o guarda e veste as roupas dele.

Robin segue a trilha e logo ali, no meio dos gritos eufóricos, ele vê sua amada de pé. Com uma corda grossa no pescoço.

A morena tinha os olhos vendados e seus braços estavam amarrados pra trás.

Emma— Essa mulher trouxe ódio pra nosso povoado. Trouxe rancor pra todos os habitantes da floresta encantada. Tentou matar a minha mãe quando ela tinha apenas 9 anos. Tentou por diversas vezes amaldiçoar a todos nós e hoje, sem piedade matou o meu bondoso avô. Ela matou o nosso rei.

Os gritos dos aldeões eram de revolta.

Regina chorava contida.

Emma— Ela merece morrer.

Todos os aldeões aplaudem.

Robin sente a angustia lhe abater.

Ele sabia que não teria como lutar com tantos guardas e tinha em seu poder única flecha. Mas ele tinha uma única certeza.

Morreria lutando pra salvar Regina.

STRORYBROOKE.

Cora chega perto.

Cora— E então?

Amy— Ainda nada.

Zelda chega.

Rebecca— Foram sozinhos?

Zelda— Não. Graham e Ruby os acompanharam. Mas o Brian viajou dopado. Graham garantiu que deixarão ele internado.

Rebecca— Ele ficou transtornado quando pensou que a tia Regina tinha mesmo morrido.

Amy— Agora vai se tratar bem longe daqui.

Zelda— Aproveitei e selei outra vez a fronteira.

Cora— Ótima ideia. Chega de malucos entrando aqui.

Zelena— Como foi o enterro?

Zelda— Mais deprimente que um enterro normalmente é. Só haviam as lágrimas da Megan. Era de se esperar.

Rebecca— Sinto muito pela doutora Megan.

Cora— É sim. Ela sempre foi maravilhosa com a nossa família.

Amy— Depois que tudo isso acabar eu vou visitar ela.

Zelena— Todas nós daremos assistência a ela.

Zelena— Ah meu Deus.

Elas se preocupam quando Zelena mostra a mancha maior perto do peito de Regina.

Cora— Vamos Robin. Traga a minha filha.

Na floresta encantada.

O guarda aperta mais uma vez a corda no pescoço de Regina.

De longe, Robin prepara sua flecha.

Emma— Agora.

O guarda puxa uma alavanca e Regina fica pendurada.

Robin sabia que sua flecha estava envenenada e que se atingisse a morena isso a mataria.

Mas sem mais opções, ele solta a sua flecha, mas não acerta a corda.

Todos olham ao redor tentando encontrar o dono da flecha, enquanto Regina se debatia mais devagar, claramente perdendo as forças.

Robin sente seu corpo gelar e seu primeiro pensamento é que perderia Regina pra sempre.

E observando a sua amada se debatendo ele aperta o colar que Amy havia lhe dado.

‘Filha esse colar é seu.

‘Eu sei. E você vai me devolver quando trouxer a minha mãe de volta pra casa’

Ao apertar mais seu colar ele sente algo acontecer. Uma flecha surge na sua aljava e sem perder tempo, ele mira e fecha os olhos. Abre-os mais uma vez e atira a flecha.

A flecha atinge em cheio a corda, rompendo-a, derrubando Regina no chão.

A cena choca a todos. Robin derruba um dos guardas, puxa a sua espada e monta num cavalo.

Com uma espada em punho, ele cavalga ao redor de Regina, protegendo-a.

Robin— Você está bem?

A morena estava no chão tossindo muito.

Emma— Prenda-os(grita)

A morena consegue soltar as cordas das mãos e tira a sua venda.

Vê Robin lhe estendendo a mão.

Robin— Suba.

Regina olha ao redor.

Robin— Agora(grita)

Regina sobe no cavalo e eles saem em disparada.

Depois de muito cavalgar, abraçada aquele “desconhecido”, Regina sente um cheiro característico vindo do pescoço de Robin.

Robin para perto de um riacho.

A morena desce e ele desce.

Robin— Deixe-me ver isso.

A morena se afasta.

Robin— Não vou lhe fazer mal.

Regina engole a seco e deixa Robin observar o ferimento no pescoço dela.

Robin— Não foi tão ruim.

A proximidade de Robin, desperta flashes na cabeça da morena.

Regina leva às mãos a cabeça.

Robin— O que foi?

Regina— Minha cabeça...Minha cabeça.

Robin— Regina, resista! Isso é um pesadelo. Acorde meu amor.

A morena se contorcia com as mãos enterradas em seu cabelo.

Robin— Tente lembrar meu amor.

Regina— Minha cabeça. Minha cabeça!

O ladrão a toma em seus braços a beija apaixonadamente.

O beijo era mais que desesperado. Num momento a morena estava com as mãos na cabeça, mas no outro os seus braços estavam ao redor dos braços de Robin.

Robin cessa o beijo e olha pra Regina. Que depois de alguns segundos abre os olhos e encara aquele par de olhos esperançosos.

Regina— Robin(sussurra) Você me achou!

Robin— Meu amor(sorri)

Uma explosão impulsiona os dois corpos.

Eles estavam abraçados, sem ambos querer abrir os olhos.

Lana— Mamãe. Papá.

Robin e Regina abrem os olhos e veem seus filhos os abraçando e comemorando.

Abraçados a Henry, Amy, Roland e Lana, Robin e Regina tiveram a certeza que haviam voltado pra casa, sã e salvos.

Zelena, Cora, Zelda e Rebecca estavam abraçadas emocionadas.

A família estava reunida outra vez.

4 ANOS DEPOIS

No haras.

Regina estava no quarto de Henry, dando o nó na gravata do seu príncipe.

Regina— Não acredito que ainda estou fechando a sua gravata Henry Mills.

Henry— Eu não sei fazer isso direito.

Regina— Mentira.

Henry sorri.

Regina— Pronto. Está perfeito.

Henry— Eu sei que está.

Regina— É um grande dia. Está nervoso?

Henry— Muito. Alguma dica?

Regina— Sobre o quê exatamente?

Henry— Como devo me comportar?

Regina— Não.

Henry— Não?

Regina— Henry, você se tornou um jovem maravilhoso. A única coisa que posso lhe aconselhar é que seja sempre sincero e honesto com sua esposa.

Henry— Eu serei mãe.

Regina o olha de cima a baixo e sorri.

Henry— O que foi?

Regina— Eu troquei as suas fraldas. E não foram poucas.

Henry ri.

Regina— Eu vesti o seu primeiro uniforme colegial. Coloquei a sua primeira gravata pra o baile da escola e...

A morena se emociona

Regina- Não acredito que estou arrumando a gravata do meu filho no dia do casamento dele.

Henry— Eu não imaginei que fosse diferente.

Regina o abraça.

Regina— Estou muito orgulhosa de você, Henry.

Henry— Eu não seria quem eu sou hoje, se não fosse a mãe maravilhosa que você sempre foi.

Abraçam-se mais forte.

Perto das mesas.

Lana— Papa, a Lisa não quer me dá a minha boneca.

Robin— Lana, deixa a sua prima brincar com a sua boneca. Depois ela devolve.

Lana— Mas é a minha boneca favorita.

Robin— Não é não. A sua favorita está no carro.

Lana— Essa agora é a minha favorita.

Robin sorri, pega a filha no colo e a beija.

Robin— Ah filha, você está cada dia mais parecida com a sua mãe.

Um pouco afastados.

Noah se aproxima de uma ruiva que estava sentada.

Noah— Posso sentar com a senhorita?

Zelena— Não é senhorita. É senhora. E eu sou casada(mostra a aliança)

Noah—Ah, seu marido deve ser um homem muito bonito.

Zelena— Não muito. Dá pra o gasto.

Noah— Dá pra o gasto? Uma gata como você está com um cara que dá pra o gasto?

Zelena— É que ele compensa na cama.

Noah ri e beija Zelena.

Aos poucos os convidados vinham chegando.

Ruby com Graham. Granny trazendo sua bisneta Lauren no colo.

Emma e Hook unidos pelos bracinhos de Liam.

Neal corre pra perto de Emma, enquanto Snow vem um pouco mais atrás com David.

David— Com cuidado meu amor.

Snow— David, relaxa(senta-se ao lado da filha)

David— Você tá com 8 meses.

Snow— A gestação são de 9 meses.

David—Foi quando a Emma nasceu.

Snow— Não vai nascer hoje.

David— Se sentir qualquer coisa me avisa.

Snow— Prometo.

Em outras cadeiras.

Tinker com August, aos beijos e só param quando Gepeto dá um peteleco na cabeça do filho.

Megan conversava com Jefferson perto do altar.

Rebecca ao lado de Leon na primeira fileira.

No quarto de Regina.

Amy terminava de se arrumar.

Regina— Tá pronta filha?

Amy— Estou.

Regina— Como você está linda meu amor.

Amy— Obrigada mamãe. Nossa a senhora está perfeita.

Regina— Obrigada.

Amy— Eu tenho um presente pra você.

Regina— Pra mim?

Amy vai até o guarda roupa e pega dois grandes embrulhos.

Regina— Dois?

Amy— Sim. E não pode abrir agora ou...

Henry— Querem atrasar o meu casamento?(entra no quarto apressado)

Amy e Regina riem.

Amy— Ou o meu irmão mimado vai surtar.

Robin chega.

Robin— Estamos prontos?

Amy— Estamos.

Amy dá a mão e sai com o pai.

Regina vai saindo e Henry estava parado no mesmo lugar.

Regina— Filho?

Henry continuava parado.

Regina— Você está bem?

Henry— E se...

Regina— Shiu.

A morena fica frente a frente com o filho.

Regina— A Grace é uma menina maravilhosa Henry. Vocês já passaram por diversos desafios e superaram. Ela te ama e você a ama. Vocês estão dando o passo correto. Não tenha medo da felicidade.

Henry a abraça.

Henry— Eu te amo mãe.

Regina— Eu te amo meu pequeno príncipe. Agora vamos, o normal é a noiva atrasar e não o noivo.

Amy e Robin aguardavam o momento pra entrarem.

Amy— Então? Está preparado pra quando estiver me levando ao altar?

Robin— Eu tenho esse pesadelo desde que soube que você era a minha filha.

Amy gargalha.

Amy— Sabe que vai chegar esse momento não é?

Robin— Sei sim. E terei muito orgulho de te levar ao altar meu amor.

Robin a abraça.

Robin— Minha filhota linda.

Amy continua o abraçando.

No corredor de cadeiras, com um tapete vermelho no chão,

Primeiro Lana e Roland.

Em seguida os gêmeos encantando a todos.

Logo em seguida Zelena e Noah como padrinhos de Henry e Amy entra com Enzo como padrinhos de Grace.

Com a emoção escancarada invade Regina, que entra deslumbrante num longo vermelho, de braço dado com Henry.

REGINA ON.

Meu coração está tão acelerado que mal consigo respirar. Meu príncipe, meu pequeno príncipe está segurando firme o meu braço enquanto caminhamos até o altar. Como isso aconteceu tão rápido? Parece que foi ontem que troquei as primeiras fraldas dele e agora...Agora ele será o esposo de alguém. Grace é uma menina fantástica, ama meu filho e já provou que será uma ótima esposa pra ele, mas não posso deixar de pensar que ela está roubando meu filho de mim. Na verdade foi a minha acusação primária quando ele me disse que ia pedir a Grande em casamento. Foi uma noite difícil. Eu sei que chegaria o dia em que meus filhos alçariam voo e teriam suas vidas independentes, mas depois de tudo que a nossa família passou, achei que pudesse retardar esse momento.

Eu beijo a testa dele. Está muito gelado.

Regina— Se acalme meu querido.

Henry confirma.

Emma acompanhada de Hook também fica ao lado do meu filho. Em outra ocasião eu nem imaginaria isso, mas hoje é realmente um prazer dividir o posto de mãe do noivo.

Alguns minutos se passam.

E outros. E outros minutos. Tudo bem, a calma inicial já passou e estou começando a entender a preocupação do meu filho.

Um filho estava visivelmente nervoso.

Amy— Henry para com isso.

Henry— Fica quieta Amy.

Emma— Henry, precisa se acalmar.

Henry— Ela não vem.

Amy— Para de ser mimado.

Henry— A minha noiva me abandonou.

Regina— Parem com isso vocês dois. Ela não te abandonou Henry.

Os dois se olham e dão a língua. Como pude criar dois adultos que ainda discutem como crianças?

Regina— Ela vai chegar.

Zelena— Por isso eu votei pra ter cadeiras no altar.

Regina— Sério? Cadeiras no...Você tá ficando doida?

Zelena— Estou cansada Regina! Não leve a mal meu sobrinho, mas minha coluna tá me matando.

Regina— Talvez devesse reconsiderar a forma selvagem que você e seu esposo tran...

Cora— Regina.

Minha mãe chega e interrompe minha frase.

Zelena— Essa dor na coluna é por causa da gravidez.

Regina— Você acabou de descobrir que está grávida. Como isso afetaria a sua coluna?

Zelena— Eu sei o que estou sentindo.

Cora— Parem você duas.

Henry— Mãe, aconteceu alguma coisa. Acho que o chapeleiro a impediu de vir.

Regina— Henry, isso não aconteceu.

Amy— A Grace vai vir. E o pai dela tava aqui agora há pouco.

Henry— Eu vou atrás dela e...

Zelda— Não precisa.

Minha tia chega ofegante.

Henry— O que aconteceu?

Zelda— Uma pequena emergência com o vestido.

Henry— Então ela ainda vai vir?

Antes que minha tia respondesse, aquela musica, aquela tão conhecida musica, invade todo o ambiente.

Meu filho abre um sorriso encantador ao ver Grace vestida de noiva vindo em sua direção.

Ela estava linda. Ela havia me mostrado o vestido, mas parecia que a alegria e emoção dela deixaram o vestido ainda mais perfeito.

E ao chegar ao altar eles ignoraram o resto de nós.

Henry— Eu estava preocupado com você.

Grace— Desculpa.

Henry— Achei que tinha desistido.

Grace— Acha mesmo que eu desistiria da minha maior felicidade?

Henry— Espero que não. Por que eu esperaria por você por toda a eternidade.

Um own foi ouvido por diversos convidados. E parece que isso os despertou.

Finalmente a cerimonia foi realizada.

Como Henry havia pedido, as palavras de Archie não foram exaustivas.

Jovens e sua pressa por tudo. Mas mesmo sendo uma cerimonia rápida e sem muitos discursos, foi perfeita.

A recepção estava animada. Todos dançavam e sorriam. Era lindo de ver. Meu filho estava feliz com sua esposa. Meus pequenos Lana e Roland se adoravam. Lana e Roland raramente brigavam. Eram os irmãos mais amigos que eu poderia imaginar. Diferente dos gêmeos.

Sorrio ao ver Zelena e Noah os separando mais uma vez.

Rebecca conversando empolgada com o Leon. Agora que moram juntos parecem mais unidos que nunca.

Olha pra o outro lado e vejo minha mãe dançando com o seu companheiro Maurice

Sinto uma pressão pulando no meu colo.

Liam— Tia.

Regina— Oi meu pequeno.

Eu o abraço e sinto amor. Meu afilhado é amoroso. Liam é uma das crianças mais adoráveis e carinhosas que já vi. Sempre que pode está comigo.

Emma— Você já veio pra cá?

Regina— Sua mãe tá com ciúmes Liam.

O garoto sorri de forma encantadora.

A salvadora senta-se ao meu lado.

Emma— Ele adora esse colo não é Liam?

Lima confirma.

Regina— E a madrinha adoro que ele fique no colo.

Liam— Tia?

Regina— Oi meu anjo.

Liam— Cadê o meu cavalo?

Emma— Liam.

Regina— Deixa ele Swan. Meu amor, eu já te expliquei, ele ainda vai nascer.

Liam— E quando ele nasce?

Regina— Em poucas semanas?

Liam— Eu posso levar ele pra casa?

A inocência dele é adorável.

Emma— Não vai. O seu cavalo vai ficar aqui com a mamãe dele.

Regina— Isso mesmo. Mas eu prometo, assim que ele nascer eu trago você pra conhecer tá bem?

Liam confirma, mas logo me abandona ao ver seu pai lhe oferecendo um pedaço de bolo do outro lado do salão.

Ele sai correndo.

Emma— Esse garoto é esfomeado.

Regina— Tal mãe tal filho.

Emma— Como isso aconteceu?

Ambas olhamos pra Henry e Grace que ainda não tinham se desgrudado desde o ‘sim’.

Regina— Ainda estou me perguntando. Ele está feliz não está?

Emma— Exultante. Nosso filho já é um homem.

Regina— O tempo passou correndo. Parece que foi ontem que ele teve catapora e eu passei a noite acordada.

Emma— É, parece que foi ontem que eu carreguei ele nas costas...Espera, foi ontem mesmo.

Eu rio.

Regina— Palhaça.

Emma— Obrigada.

Regina— Pelo quê?

Emma— Por ter transformado ele nesse homem incrível.

Regina— Ele já tinha muito de você.

Emma— Nossa, um elogio tão fácil assim?

Regina— Hoje é um dia especial.

Emma— Com certeza é.

Regina— Fique de olho na sua mãe. A barriga dela...

Emma— Tá muito baixa. Eu já notei! Eu vou dar uma olhadinha nela.

Ela vai saindo.

Regina— Ei.

Ela para e olha pra mim.

Eu olho pra Emma. Alguém que surgiu pra quebrar a maldição e destruir minha relação com o Henry, na verdade veio pra adicionar tanta alegria em minha vida.

Emma— O que foi?

E eu a abraço.

Emma— Ei, o que foi?

Ela me abraça.

Regina— Obrigada por trazer tanta alegria Emma. Grande parte da felicidade que eu sinto hoje, é graças a você Swan.

Emma— Foi realmente um prazer rainha.

Eu rio e a vejo se afastando.

Zelena— Regina. Precisamos conversar.

Regina— Então deixa eu me sentar primeiro.

Zelena— Dramática.

Sento-me com minha irmã.

Regina— Qual é a queixa?

Zelena- Como sabe que é uma queixa?

Regina— O que quer verdinha?

Zelena— É sobre a prefeitura.

Regina— Zelena, você é a prefeita.

Zelena— Eu preciso de ajuda Regina.

Regina— O que quer dessa vez?

Zelena— Os relatórios da delegacia estão me enlouquecendo.

Regina— A letra da xerife é péssima não é?

Zelena— Eu já falei pra ela isso. Eu quero saber se posso delegar.

Regina— Você está me dizendo que quer que outra pessoa analise os relatórios é isso?

Zelena— Só um pouquinho.

Regina— Você não tem jeito.

Zelena— Olha só, só os relatórios que estão me perturbando. Sou uma excelente prefeita. Melhor que a anterior.

Eu dou uma gargalhada e minha irmã acaba rindo.

Lana vem correndo pra mim.

Regina— Oi minha princesa linda.

Lana— Mamãe, o Henry vai embora?

Regina— Não meu amor.

Lana— Mas o Roland disse que sim.

Zelena— Eu preciso ir ao banheiro outra vez.

Sai apressada.

Regina— Mas isso não é verdade. Ele vai morar com a Grace.

Lana— Mas por quê?

Regina— Porque eles dois precisam de privacidade.

Lana demonstra tristeza.

Regina— Vem cá.

Ela sobe no meu colo.

Regina— Henry não vai se afastar de você.

Lana— Mas ele não vai mais ficar perto.

Regina— Vai sim. E olha, a casa não vai ficar vazia. Todos nós estaremos lá. O Henry vai nos visitar diversas vezes e nós vamos poder visitar ele também.

Lana— E eu vou poder dormir na casa dele?

Regina— Vai ter que perguntar a ele.

Lana— Tá bom.

Regina— Mas não...

Ela sai correndo pra perto do irmão.

Henry se abaixa pra ficar na altura dela.

Ela tem a minha postura. Parece que a resposta é positiva. A pequena sorri e ele a coloca no ombro.

Amy— Está tudo bem?

Regina— Está meu amor.

Amy— Por que não está dançando?

Regina— Estou um pouco cansada.

Amy—Foi uma cerimonia linda não é?

Regina— Foi sim minha querida.

Amy— Eu queria conversar com você.

E lá vinha a velha sensação. O temor de afastamento de outro filho. Sei que ela também se afastará, mas não estou preparada pra isso.

Regina— Pode falar filha.

Amy—Eu preciso muito da sua ajuda num projeto que eu estou desenvolvendo.

Regina— Projeto?

Soltei a respiração que nem sequer notei que estava segurando.

Amy— Sim.

Regina— Que tipo de projeto?

Amy faz surgir os dois embrulhos que havia me dado.

Amy— Abre.

Eu abro um deles e vejo um livro. O livro era o mesmo que eu havia lhe dado no dia do meu casamento com o Robin. Ele tinha a fotografia da nossa família envolta de uma nuvem de magia.

Regina— Ah meu Deus. É o...

Amy— É sim.

Eu folheio algumas paginas e vejo os títulos dos capítulos e aquilo me encanta.

Amy— Eu comecei usando o computador. Depois que eu o finalizei, eu repassei tudo escrito a mão pra você.

Regina— Querida isso é maravilhoso.

Amy— É mesmo? Amy- Esse é um novo conto de fadas. É a história da nossa família.

Regina— Meu amor ,obrigada.

Amy— Eu espero que goste.

Regina— Eu já adorei. Então esse é o projeto! Escritora?

Amy— Escritora.

A minha filha sorri um pouco tímida.

Regina— Isso é maravilhoso Amy.

Amy— Acha mesmo?

Regina— Mas é claro. Eu já disse que você é talentosa e terá sucesso em qualquer coisa que escolher.

Amy— Eu não vou abandonar a magia. Eu não abrirei mão do meu papel de guardiã.

Regina— Eu sei disso. E esse outro?

Eu o abro e encontro outro livro em branco.

Amy— Há quase 5 anos me deu esse livro e me deu a chance de contar a minha história. Eu pude detalhar nesse livro até o dia do seu casamento com o papai. Agora é hora de contar uma história na versão de uma rainha.

Me emociono e agarro a minha filha com muita força.

Amy- Você é a minha inspiração mãe. É o exemplo de tudo que eu quero ser.

Nem consigo mais responder.

Amy— Obrigada por ser a melhor mãe do mundo.

Regina—Eu te amo meu amor.

Amy— Eu também te amo. Agora vamos parar de chorar. Hoje é dia de alegria.

Enxugo as minhas lágrimas.

Regina- Tem razão.

Roland— Mamãe?

Regina— Oi meu amor.

Roland— Por que está chorando? O que fizeram com você?

Meu garoto entra no estado defensivo. É o mini Robin. Meu defensor por natureza.

Regina— Não fizeram nada meu amor. É só emoção.

Roland— Tem certeza?

Regina— Absoluta.

Roland— Tá bom.

Me beija e sai.

Henry— Achou mesmo que não dançaria com o noivo?

Amy sorri.

Meu filho me guia ao meio do salão e começamos a dançar.

Henry— Então? O que achou?

Regina— Foi tudo emocionante Henry. Está feliz?

Henry— Muito feliz mãe.

Regina— Então eu estou feliz também. Eu vi que a Lana estava lhe cobrando algo.

Henry— Minha irmã não quer se afastar. Eu também não quero. Eu amo a minha família e jamais me afastaria de vocês.

Sorrio e continuamos dançando.

Dançamos por um bom tempo, mas então meu filho pega nas minhas duas mão e me gira e me vejo nos braços do meu esposo.

Robin— Olá minha rainha.

Regina— Oi ladrão.

Então dançamos.

Regina— Sabe do que eu estava lembrando?

Robin— Do quê?

Regina— De quando tudo começou.

Meu esposo sorri pra mim.

Regina— De como tentou me impedir de tomar a poção do sono.

Robin— E como você grudou os meus pés no chão?

Eu sorrio ao lembrar.

Regina— Robin, você foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida meu amor.

Robin— Você também minha rainha.

Regina— Nossos filhos e essa família maravilhosa que temos. Sem você nada faria sentido.

Robin— Me sinto do mesmo jeito Regina. Quando éramos só eu e o Roland não conhecia outro amor a não ser o de um pai pra o filho. Mas desde que eu te conheci eu nem consigo explicar tudo que eu sinto por você.

Regina— É como um laço não é?

Robin— Sim. Um laço que nos uniu. E nos manterá unidos pra sempre.

Regina— Sempre meu amor.

Não sei dizer se dançamos por minutos ou horas.

Mas é sempre assim. Nos braços dele as horas voam e o tempo passar num instante.

Regina— Robin.

Robin— Oi meu amor.

Eu paro de dançar e encaro aquele olhos apaixonados.

Regina— Eu tenho um presente pra você.

Robin— O que é?

Eu pego a mão dele e a coloco em meu ventre.

Vejo os olhos do amor da minha vida se iluminar olhando pras nossas mãos.

Ele me olha e aquele olhar era capaz de tirar meus pés do chão e deixar meu coração em festa.

Robin— Meu amor.

Meu esposo me beija e se afasta.

Robin— É sério?

Regina— Mais um laço meu amor.

Robin— Meu amor, eu não acredito.

Ele me beija outra vez. A notícia o surpreendeu com certeza. Depois de meses e meses tentando, finalmente, quando havíamos desistido de tentar, aconteceu.

Ele se ajoelha e beija a minha barriga. Estou bem no comecinho da gravidez.

Robin— Oi meu pequeno?

Regina— Robin, ele não tá ouvindo.

Robin— Está sim. Oi você aí dentro. Meu bebezinho lindo.

Ele me olha e me abraça e depois começa a pular. Robin pulava como criança diante de mim e gritava 'Eu vou ser pai'.

A nossa família vê a cena e se aproxima. Zelena já havia desconfiado quando eu já tinha a certeza. Bom, nós duas grávidas ao mesmo tempo será um desafio, mas isso não quer dizer nada.

Meus filhos me rodeiam e a família toda festeja.

Quando eu era criança, eu acreditava que meu destino era ficar sozinha. Os anos passaram, maldições e monstros passaram, foi tudo uma loucura, mas agora, sendo abraçada pela minha família, eu tenho uma única certeza: Quando conheci o Robin e descobri que tínhamos uma filha, eu soube que tínhamos uma grande historia de amor pra viver. Fomos destinados pra sermos uma família com laços do passado e estávamos predestinados. Predestinados pelo amor.

FIM

Notas finais
Haverão plateia contra e a favor. Não é assim aquela musica? rsrs Laços do passado 2 chegou ao fim. Gostaria de agradecer a todos que tiveram paciência com Ldp 2 e comigo(principalmente comigo) Finalizar essa fic foi de longe um grande desafio. Tentei fazer o meu melhor, mesmo estando num turbilhão emocional na minha vida pessoal. Fiz o possível, me desculpem se não superei as expectativas, mas saibam que tentei o máximo, tentei de verdade agradar a todos, mas é impossível. É difícil escrever com pressão né? Como eu havia explicado há alguns capítulos atrás, não poderei estender mais a fic. Não deixarei de escrever, de jeito nenhum rsrs, tenho uma em mente, mas não postarei como Amy, usarei outro apelido. Espero realmente que tenham gostado dessa fic, recebi muito carinho da maioria de vocês e da minoria...Bem, ninguém pode agradar a todos o tempo todo né? Obrigada a todos que leram Ldp e Ldp 2, que deixaram mensagens e comentários, que favoritaram a fic e que acompanharam até o fim. Mil bjus pra vocês e até a próxima. Obs: O facebook que tem o nome da Amy, será desativado em alguns dias, por isso se quiserem se comunicar comigo deixem suas mensagens aqui. Responderei assim que possível. E mais uma vez desculpem se em algum momento eu desagradei ou magoei algum de vocês com algo que escrevi. Bjus e até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!