Laços do Passado 2- Predestinados pelo Amor
34 O lado sombrio de um ladrão.
Notas iniciais
Brian se vira e vê Robin com uma arma na mão.
Tinker olhava tão abismada com a cena quanto Graham que continuava no chão.
Robin se aproxima devagar de Brian e fica apenas a um metro dele.
Robin- Me dê apenas um motivo pra eu não estourar a sua cara.
Graham se levanta.
Graham- Robin.
Robin segurava firme a arma enquanto Brian continuava sorrindo.
Brian- Nossa! Como o ladrão fica corajoso quando quer defender a honra da esposinha.
Tinker- Robin, não preste atenção nele.
Graham- Robin me dá essa arma.
Tinker envia uma mensagem pra Regina.
Brian- O ciúme é uma coisa engraçada não é mesmo ladrão?
Robin- Cala a boca.
Tinker- Robin, não dê ouvido a ele.
Robin o encarava com ódio.
Brian- Estou esperando ladrão...Atira.
Tinker- Não. Robin, não!
Graham- Meu irmão, vamos levar ele pra delegacia. Vamos prendê-lo.
Robin- Não se mete Graham.
Tinker- Não faça isso Robin.
Brian- Eu sempre desejei a Regina, ladrão. Mais cedo ou mais tarde ela vai ser minha. Você sabe disso.
Robin- Você é um doente.
Brian- Você ainda não viu nada. Sabe essas fotos que o Whale me mandava?
Robin não respondia.
Brian- Tinha fotos dela com o corpo todo exposto!
Graham- Cala essa boca Brian.
Brian- Com uma lingerie preta de renda...Nossa que delícia. Aquela bunda empinadinha que ela tem e os seios perfeitos...Não sabe quantas vezes gozei olhando pra sua mulher.
Robin atira na coxa de Brian que cai ajoelhado.
Tinker- Para com isso Robin.
Brian se contorce e grita de dor.
Robin se aproxima e aponta a arma pra cabeça de Brian.
Robin- Diga mais uma palavra! Quero ver você dizendo a sua ultima palavra enquanto a minha bala invade a sua cabeça.
Regina- Robin.
A voz rouca e firme de Regina surge nos ouvidos de Robin.
Brian- Olha quem chegou. A mulher mais gostosa que eu já conheci.
Regina- Cala a boca seu imbecil.
A morena caminha até Robin.
Regina- Robin.
O ladrão parecia estar em transe.
Regina- Meu amor. Abaixa essa arma.
Aproxima-se ainda mais.
Regina- Robin, por favor, não faça isso.
Robin- Ele merece morrer Regina.
Regina- Mas você não merece passar o resto da sua vida na cadeia por causa dele.
Robin- Vale a pena.
Regina- Não. Não vale! Pense na sua família meu amor. Pense nos nossos filhos, no Roland e na Lana que são tão pequenos e precisam de você. Eu preciso de você meu amor.
Robin engolia a seco enquanto decidia se apertava o gatilho ou não.
Regina- Meu amor, não abra mão de uma vida toda pela frente junto com a nossa família. Se apertar esse gatilho estará jogando fora tudo o que conquistamos.
Robin parecia ponderar.
Regina- Robin...
Brian- Ou me mata agora ou eu vou tomar a sua mulher.
Regina- Cala a sua boca.
A morena fica na frente de Robin, mas ele mantinha os olhos em Brian.
Regina- Robin me escuta, eu jamais abriria mão de um só segundo com você e com a família linda que construímos meu amor. Tudo que eu mais sonhei na vida foi formar uma família com você. Nenhum homem vai interferir no nosso casamento. Acredita em mim.
Robin tremia a mão que segurava a arma.
Brian se levanta cambaleando.
Regina- Olha pra mim meu amor.
O olhar de Robin encontra o de Regina.
Regina- Por favor, me dá essa arma.
Robin engole a seco.
Regina estende a mão. Mesmo trêmulo Robin abaixa lentamente a arma e entrega a esposa.
Regina pega a arma e entrega a Graham.
Brian- Covarde.
Regina se vira e dá um soco em Brian que cai mais uma vez.
Regina- Leva ele Graham.
Graham- Deixa comigo.
Regina- Leva ele ao hospital pra ver esse ferimento.
Graham confirma com a cabeça.
Tinker- Eu espero que você perca a perna.
O caçador arrasta Brian pra dentro da viatura.
Brian- Calma.
Graham- Cala essa boca!
Regina- Muito obrigada Tinker.
Tinker- Não podia deixar meu amigo fazer uma burrada dessas. Mesmo que fosse merecido.
Regina a abraça.
Tinker- Vamos?
Regina- Pode ir com o Graham.
Tinker- Depois passa lá em casa.
Regina- Com certeza.
Tinker abraça Robin e depois entra no carro com Graham.
Eles saem enquanto Regina e Robin ficam no mesmo lugar.
Robin se aproxima da esposa e tenta abraçá-la, mas ela se afasta.
Robin- Meu amor eu...
Regina- Você enlouqueceu?
Robin- Regina...
Regina- O que foi que deu na sua cabeça? Você me prometeu que o levaria pra delegacia Robin. Disse que eu poderia ficar despreocupada por que não faria nada contra eles.
Robin- Não! Eu não prometi. Eu disse que os levaria, mas não prometi nada.
Regina- Como pode distorcer as coisas desse jeito? Eu confiei em você. Onde arranjou aquela arma?
Robin- É do David.
Regina- Ele te deu?
Robin- Não. Eu peguei.
Regina- Pegou tipo: Roubou?
Robin- Regina...
Regina- Eu não acredito nisso.
Robin- Regina procura entender. Ele é um imbecil.
Regina- Eu sei disso.
Robin- Então por que está nervosa desse jeito comigo?
Regina- Porque você mentiu pra mim e seu ato impensado quase nos custou a sua liberdade. Ele merece sim morrer, mas se fosse pelas suas mãos você seria preso.
Robin fica pensativo.
Regina- Você nem pensou nas consequências, Robin. Não pensou em mim ou na nossa família.
Robin- Eu não pensei em você? Foi por você que eu atirei nele. Aquele maníaco disse que se masturbava olhando pra você.
Regina- Pra uma foto.
Robin- Uma foto sua, Regina! Uma foto de você seminua. Que tipo de homem aceitaria uma provocação dessas e ficaria calado?
Regina- Eu não disse que você deveria ficar calado Robin. Não estou tirando o seu direito de ficar furioso.
Robin- É mesmo? Porque me parece exatamente isso. Sei que quer eu diga que estou arrependido, mas não me arrependo!
Regina-Passaria anos preso por causa dele? Valeria mesmo a pena? E a Lana? E o Roland? Como eles entenderiam que o pai deles estava preso?
Robin- Eu...
Regina- Todos os dias eu luto contra as trevas, Robin. Todo dia sou desafiada a voltar a ser aquela mulher cruel, vingativa e sem coração. Mas agora não sou só eu. Eu tenho uma família e é em vocês que eu penso quando sinto meu ser fraquejar. Tenho responsabilidade sobre a minha família! Sei que meus atos refletem em todos que eu amo e isso me faz frear.
Robin fica calado.
Regina- Eu ouvi o que disse pra ele. Disse que queria vê-lo morrer!
Robin a encara.
Regina- Eu jamais imaginaria você dizendo uma coisa daquelas Robin.
Robin- Ele merecia Regina. Não acredito que está defendendo ele.
Regina- Não estou defendendo ele Robin! Como não consegue enxergar isso?
Robin- Olha, eu sinto muito ter mentido pra você e sinto muito ter te decepcionado, mas não sinto por ter atirado nele...Aliás, eu sinto! Eu deveria ter atirado direto na cabeça dele.
Regina o encara chocava com as palavras de Robin.
Regina- Falando desse jeito eu nem te reconheço Robin.
O celular de Regina toca.
Regina- Fala Zelena...O quê? Fica calma. Eu já tô chegando(desliga o celular)
Robin- O que houve?
Regina- O Marc tá com muita febre e a Zelena tá surtando.
Robin- Vamos. Eu te levo!
Regina- Não. Eu vou sozinha! E você está suspenso do seu cargo de assistente da delegacia até segunda ordem.
Robin- Você não pode...
Regina- Posso sim! Eu estou dando uma ordem como prefeita. Você agiu com abuso de autoridade!
Antes de Robin responder a morena some em sua fumaça diante dele.
Robin- Isso Robin! Você agiu muito bem(vai entrando no carro). Que merda! Aquele idiota me causa problemas de todo jeito. Eu devia ter matado ele!
O ladrão segue de volta a cidade.
Regina surge na casa de Zelena.
Zelena- Que bom que você chegou Regina!
Regina- Fica calma. O que aconteceu?
Marc chora muito.
Zelena- Ele tá muito nervoso e a temperatura tá altíssima.
Regina pega o sobrinho e tenta acalmá-lo.
Regina- Ele tá tão quentinho. Por que não levou logo ao hospital?
Zelena- A Megan não tava lá e eu não confio em mais ninguém depois do que aconteceu com o Whale.
Regina- Vamos levar ele pra Zelda. Cadê a Lisa?
Zelena- A Rebecca saiu com ela. O Marc tava chorando muito e pra Lisa não ficar nervosa ela a levou.
Regina- Veste seu casaco...Fica calmo meu amorzinho. A tia Regina tá aqui.
O choro de Marc era estridente e contínuo.
A ruiva se troca rapidamente.
Regina- Vamos?
A ruiva e Regina surgem no haras.
Zelda- O que aconteceu?
Regina- Ele tá muito quente e tá chorando sem parar.
Zelda pega o bebê e o deita no sofá.
Zelena- Cadê a doida?
Regina- Zelena(a repreende)
Zelena- Desculpa. Onde está a paciente perturbada mentalmente?
Zelda- Tá lá em cima. Calma meu pequeno.
A bruxa mais velha pega sua maleta e o examina.
Um bom tempo depois.
Zelena- E então?
Zelda- Temos que levar ao hospital.
Zelena- Ah meu Deus. É grave?
Zelda- Não! Tenho quase certeza que é dor de ouvido. Como vocês sabem eu não sou médica, mas depois de anos de enfermeira eu aprendi muita coisa. Precisa levar ele pra ter a certeza!
Zelena- Vamos também Zelda. A Megan não tava lá e não confio em mais ninguém naquele hospital.
Zelda- Claro.
Regina- Eu fico de olho na Brenda. Mantenha-me informada!
Zelena- Tá bem.
Regina- Zelda...Não tivemos tempo de conversar, mas eu nem sei como te agradecer por tudo.
Zelda- Foi um prazer querida. Depois conversamos!
Regina confirma e Zelda e Zelena se tele transportam pra o hospital.
A morena pega seu celular e liga pra sua mãe
Regina- Mamãe?
Cora- Oi querida.
Regina- Mamãe a Isabel levou as crianças pra casa dela?
Cora- Levou. Não foi por escolha minha. Tá tudo bem?
Regina- Mamãe eu preciso da senhora.
Cora- O que houve?
Regina- O Marc tá muito febril e a Zelena tá pirando.
Cora e Regina falam em uníssono: Mãe de primeira viagem.
Cora- Onde ela tá?
Regina- Foi pra o hospital com a Zelda. Eu queria ficar com a minha irmã, mas eu tô aqui no haras com a Brenda. A Rebecca saiu com a Lisa...
Cora- Tô indo encontrar ela e...O Robin chegou aqui.
Regina- Que ótimo!(fala irônica)
Cora- Quer falar com ele?
Regina- Não.
Cora estranha a atitude da filha.
Cora- Mas...
Regina- Quando encontrar a Zelena e acalmar ela me avisa.
Cora- Tudo bem.
Regina- Me liga quando medicarem o Marc.
Cora- Tá certo.
Desligam.
Robin- Era a Regina?
Cora- O que aconteceu com vocês?
Robin- Bom, eu fiz uma merda.
Cora- Ah não. Olha, eu quero muito conversar com você, mas a Zelena tá no hospital com o meu neto. Porque não conversamos enquanto você me leva na sua carroça?
Robin- O nome certo é carro.
Cora- Tanto faz!
Robin assente e leva a sogra e conta tudo a ele a caminho do hospital.
Cora- Você tá doido?
Robin- Vai defender ele também?
Cora- Mas é claro que não! Ele merece morrer pelo o que fez com a minha filha, mas você precisa entender que aqui nessa terra não é mais do mesmo jeito que era na floresta encantada.
Robin- Saudades de lá.
Cora- Eu também.
Robin- O pior é que a Regina me ouviu quando eu disse que queria vê-lo morrer.
Cora- Você disse mesmo isso?
Robin- Com todas as letras. Disse que queria ver as ultimas palavras dele.
Robin para em frente ao hospital.
Cora- Nossa.
Cora o olhava abismada.
Robin- O que foi?
Cora- Nada. Olha, quer o meu conselho?
Robin- Claro.
Cora- Regina mudou muito Robin. Tudo que ela mais queria era uma família. Minha filha sempre sonhou em ter alguém ao lado dela que a amasse. Sonhou em ser mãe e eu tirei tudo isso dela enquanto eu pude. E me arrependo mais do que pode imaginar. Hoje ela luta com todas as armas pra não perder tudo que ela conquistou. Ela temeu por você! Como acha que ela se sentiu ao ver as fotos que aquele pervertido tirou?
Robin fica pensativo.
Cora- Ela mesma o mataria, mas a parte boa da minha filha, que hoje é quase toda a parte dela, a fez refletir. Ela temeu perder você!
Robin- Eu sou um imbecil.
Cora- Não. Não é! Qualquer homem agiria desse modo! Mas lembre-se, Regina não está acostumada a ver o ladrão pacato dela, com uma arma na mão ameaçando alguém.
Robin- Já tive meus momentos sombrios, Cora. Não sou nenhum santo.
Cora- Ela não enxerga assim. Deixe ela se acalmar. Depois vocês conversam com calma.
Robin- Tudo bem. Muito obrigado.
Cora- Não tem de quê. Agora vai ficar com a Lana e com o Roland. Eu vou entrar e vê como tá o meu neto.
Cora entra no hospital e Robin segue pra casa da mãe.
Na casa de Leon.
Leon- Cadê a princesinha mais linda do mundo?
Lisa estava risonha no colo dele.
Rebecca- Ela gosta muito de você.
Leon- É o charme. Conquisto as mulheres. Não importa a idade!
Rebecca- Você é muito convencido.
Leon- Sou sim. Lisa, quando você ficar mais velha um pouquinho, eu vou te ensinar a desmontar um ar condicionado.
Rebecca gargalha.
Leon- Não liga pra sua irmã. Ela tá com inveja porque não sabe nada de eletrônica.
Rebecca- Não sei mesmo, mas prova o molho da macarronada.
A ruivinha coloca a colher na boca de Leon e ele experimenta.
Leon- Huumm. Delícia!
Rebecca- Minha mãe me ensinou. O que me diz?
Leon- Você é a melhor.
Ele a puxa pela cintura e a beija, mas ela logo o afasta.
Leon- O que foi?
Rebecca- Não na frente do bebê.
Leon- Ela não entende Rebecca.
Rebecca- Entende sim. Agora coloque-a no carrinho e vamos comer antes que esfrie.
Leon faz o que a namorada pediu e traz o carrinho consigo pra perto da mesa.
Rebecca o serve.
Leon- Que cena mais doméstica. Até parecemos uma família!
Rebecca- É mesmo. Um casal e um bebê. Será que daqui a alguns anos estaremos assim?
Leon- Acho que não.
Rebecca olha pra Leon.
Leon- Teremos mais que uma criança.
Rebecca sorri.
Leon- Uma família grande. O que acha?
Rebecca- É maravilhoso.
Leon- Vamos brindar?
Rebecca- Claro.
Leon se levanta e pega uma caixa de suco.
Rebecca- A que brindaremos?
Leon- A nós. A nossa relação(serve dois copos) A nossa cumplicidade. Ao nosso amor.
Eles brindam e bebem.
Leon- Quer experimentar macarronada Lisa?
Rebecca- Você tá ficando doido? Ela é muito novinha ainda. Só toma leite materno Leon.
Leon- A Zelena nunca vai saber.
Rebecca- Que bonitinho você acreditar que pode esconder alguma coisa da minha mãe.
Leon- Como sua mãe saberia?
Rebecca- Ela vai notar algo diferente na fralda da minha irmã.
Leon- Que tipo de mãe verifica o cocô do bebê?
Rebecca- Que tipo de mãe não verifica?
Leon- Tá bom. Me convenceu.
Rebecca- Não vai cuidar da alimentação dos nossos filhos.
Leon- Pode deixar. Eu cuido da parte do banho e dos passeios matinais.
Rebecca- Fechado.
Eles riem e continuam comendo.
No hospital Zelena estava ao lado do filho enquanto Megan examina Marc.
Zelena- E então Megan?
Megan- Calma Zelena, eu comecei a examinar agora.
Zelena- Que bom que você chegou! Eu não confio em mais ninguém nesse hospital.
Megan- Seu bebê vai ficar bem.
Zelena- O que foi isso na sua testa?
Megan- Escorreguei no banheiro. Fica calmo pequeno! Não chora.
Zelena- Ele é tão quietinho. Quando ele começou a chorar sem parar eu sabia que tinha alguma coisa errada.
Megan- A Zelda acertou. É o ouvido. Mas ele está bem. Vou receitar um medicamento e ele vai se curar rapidinho não é garotão?
Marc continuava seu choro.
Zelena- Tem certeza que ele vai ficar bem?
Megan- Claro. Como você mesma disse: bebês são mais fortes que se imagina.
Zelena- O quê?
Megan- Eu estava na lanchonete quando você falou isso pra Snow.
Zelena engole a seco.
Megan- O que foi?
Zelena- Não é uma boa lembrança.
Megan tira o estetoscópio e encara a ruiva.
Megan- Eu não quis...
Zelena- Tudo bem. Já passou! (pega o bebê)
Cora chega.
Cora- Como tá o meu neto?
Zelena- Ele tá bem vovó(entrega Marc a Cora)
Megan- Eu vou pegar um medicamento pra ele já ir medicado pra casa.
Zelena- Muito obrigada Megan.
Megan- Foi um prazer.
Zelena- Obrigada por tudo que fez pela Regina. Teremos uma eterna dívida com você.
Megan- Não há divida nenhuma. Regina não merecia que fizessem isso com ela.
Cora- Nisso você tem razão. Muito obrigada querida.
Megan- Não há de quê.
A medica sai.
Cora- O que foi meu fofinho?
Zelena- Era ouvido. Acredita?
Cora- Tadinho.
Meia hora depois Zelena estava em casa, com Cora embalando Marc.
Zelena estava mais calada que o normal.
Cora- O que foi?
Zelena- Eu não sei o que estou fazendo.
Cora- Como assim?
Zelena- Eu não sei ser mãe.
Cora- Que conversa é essa agora Zelena?
Zelena- Eu me apavoro quando eles começam a chorar. Nunca sei o que está acontecendo.
Cora- Filha isso é normal pra uma mãe de primeira viagem.
Zelena- Mas eu não sou...
Cora- É sim. Teve a Rebecca, mas não teve a oportunidade de cria-la. Filhos é uma montanha russa. Ninguém nasce sabendo ser mãe Zelena. É uma coisa que aprendemos com um tempo.
Zelena- E se isso não for uma regra? Se isso não se aplicar a mim?
Cora- Zelena, me escuta(coloca o bebê no carrinho e senta perto da filha). Você precisa entender que toda mãe principiante passa por essas dúvidas.
Zelena- A Regina é tão boa com a Lana e com o Roland. Ela parece saber tudo que eles estão sentindo. Eu não posso ouvir o choro deles e começo a surtar pra saber o que estão sentindo.
Cora- Regina não é mãe de primeira viagem. Quando a Lana chegou ela já tinha experiência graças ao Henry. E o Roland é um garotinho muito esperto. Quando ele chegou já sabia muita coisa. Tenho certeza que ela surtou muitas vezes.
Zelena- Eu sei! Mesmo assim ela foi uma mãe incrível pra o Henry. Ela cuidou dele sozinha por anos. Eu, com toda ajuda que eu tenho me sinto perdida. O que me aflige é o futuro, mamãe. Tenho medo de errar com eles.
Cora- Todas as mães tem medo de errar com os filhos. Isso não te faz ser inexperiente. Te fazer ser uma mãe como qualquer outra mortal. A sua família está aqui pra te ajudar Zelena. Você tem feito o melhor papel como mãe. A maior prova disso foi você notar que havia algo errado com o Marc.
Zelena sorri olhando pra o filho.
Zelena- Acha que eu consigo ser uma boa mãe?
Cora- Não. Você já é uma boa mãe. Uma mãe que se preocupa, que protege e que dá amor. Você está sendo uma mãe maravilhosa.
Zelena- Obrigada mamãe.
As duas se abraçam.
No haras Regina andava de um lado pra o outro na sala, pensando na discussão com Robin quando escuta um barulho no andar de cima e corre até lá.
Regina entra no quarto e vê Brenda segurando um abajur.
Regina- Brenda...
Brenda- Quem é você?
A mulher estava descabelada e assustada.
Regina- Fica calma.
Brenda- Quem é você?
Regina- Sou a Regina. Lembra? Regina Mills.
Brenda -Onde eu estou?(se tremia)
Regina- Você está na minha casa. Acalme-se, por favor.
Brenda continuava em posição de ataque.
Regina- Eu...
Brenda- Não se aproxime de mim.
Regina- Eu não vou te machucar Brenda. Você precisa confiar em mim.
Brenda- Eu não vou voltar pra lá. Vai ter que me matar primeiro.
Regina- Eu não vou te levar pra lá. Eu prometo! Olha, eu sei que passou por coisas horríveis...
Brenda- Não. Você não sabe!
A médica agarrava o abajur com força.
Amy surge entre elas.
Amy- Mãe?
Brenda ergue o abajur, mas antes que Amy pudesse reagir Regina a impede.
Regina- Amy!
A voz firme da mãe faz Amy paralisar.
Regina- Tá tudo bem meu amor.
Amy- Mãe...
Regina- Fique tranquila. Vá ficar com os seus irmãos.
Amy consente e some em sua fumaça.
Brenda- Eu não sou louca.
Regina- Claro que não é louca. Por isso eu te tirei de lá. Aqui você está protegida.
Brenda- Vocês são feiticeiras.
Regina- Somos sim. Mas somos do bem. De Storybrooke lembra?
Brenda aos poucos se acalmava.
Regina- Confie em mim Brenda. Aqui ninguém vai te atacar!
Brenda- A menina que apareceu ia me atacar.
Regina- Não. Ela não ia atacar você, ela ia me proteger. Ela só ia proteger a mãe dela.
Brenda- É a sua filha.
Regina- É sim. É a Amy. Ela e eu fomos visitar você.
Brenda sacudia a cabeça como se quisesse ordenar seus pensamentos.
Regina- Você me ligou e me pediu ajuda e eu fui te buscar. Eu quero te ajudar. Não precisa ter medo de mim.
Brenda respirava forte.
Regina- Vamos nos acalmar. Tá bom?
Brenda confirma e abaixa o abajur.
Regina- Vamos ter muito tempo pra conversar. O que acha de tomar um banho? Vai te ajudar a relaxa. Eu vou preparar um chá pra nós duas.
Brenda a olha ainda assustada.
Regina- Tem toalha e roupas limpas no guarda-roupa. Quer ajuda pra tomar banho?
Brenda- Não.
Regina- Tudo bem. Eu vou preparar um lanche pra gente. Posso confiar que você não vai fazer nenhuma besteira?
Brenda confirma e entra no banheiro.
Regina movimenta as mãos e cria uma grade na janela.
A morena desce e prepara um lanche.
Amy- Mãe(surge na fumaça)
Regina salta e coloca a mão no peito.
Regina- Jesus. Amy que susto!
Amy- Desculpa.
Regina- Eu sabia que você voltaria.
Amy- Eu só queria saber se estava tudo bem.
Regina- Está.
Amy- Eu liguei pra vovó e ela disse que você estava aqui. Eu fiquei preocupada. Quando cheguei ouvi os gritos dela.
Regina- Ela ainda está um pouco confusa.
Amy- Ela não é perigosa mãe?
Regina- Não. Ela vai se acalmar aos poucos.
Amy- Vai perguntar alguma coisa sobre o Brian agora?
Regina- Não. Deixa os efeitos dos remédios da clinica passarem e ela ficar mais calma. Tenho a impressão de que eram muito fortes.
Amy- Por que concordaram em fazer isso?
Regina- Não sei meu amor, mas vamos descobrir.
Amy- Cadê o papai? Ele já achou o Brian?
Regina fecha a expressão.
Amy- Mãe, cadê o papai?
Regina- Seu pai fez besteira.
A morena vai pega uma xícara, mas sente sua mão doer.
Amy- O que foi?
Regina- Minha mão tá doendo.
Amy se aproxima.
Amy- Mãe! Sua mão tá inchada.
Regina- Que ótimo! Era só o que me faltava.
Amy- Foi a...(aponta pra o andar de cima)
Regina- Não.
Amy- Você deu um soco no meu pai? (num tom divertido)
Regina- Não. Mas ele merecia.
Amy- O que aconteceu?
Regina- Seu pai atirou no Brian.
Amy- O quê?
Regina conta toda a história a Amy.
No hospital Brian estava algemado a uma maca.
Brian- Cadê a Mikaela?
Megan- Eu achei que você poderia me dizer.
Brian- Eu não tenho nada haver com o que vocês estão falando.
Megan- É mesmo?
Brian- Não sei o que aquele médico amador disse, mas eu sou inocente.
Megan sorri e enfia uma agulha nele.
Brian- Ahhiii.
Megan- Eu vou retirar a bala. Fica quieto.
Um tempo depois Megan sai da sala e encontra David e Graham.
David- E então?
Megan- Ele vai sobreviver.
Graham- Quando podemos levar ele?
Megan- Eu aconselharia deixa-lo passar a noite aqui. Se movê-lo agora ele pode ter uma hemorragia e perder a perna.
David- Ele mereceria.
Megan- Prefiro não opinar. Mas saibam que eu sou a médica responsável por tudo aqui por enquanto e estou me redobrando. Eu pediria que não fizesse isso.
Graham- Vamos deixar ele aqui. Mas vou passar a noite vigiando!
David- Não. Eu fico! Você acabou de chegar de viagem.
Graham- E você prometeu a Snow.
David- Snow vai dormir na casa da Emma enquanto o Hook fica de olho no Whale na delegacia.
Megan- Por que o Robin não ficou?
Graham- Regina o suspendeu.
Megan- O quê?
David- Não foi a Regina. Foi a prefeita Mills. E ela tá certa.
Graham- Eu não tiro a razão do Robin. Esse cara não presta e se ele tivesse dito com a Ruby o que ele disse sobre a Regina, eu te garanto, ele não estaria aqui. Estaria no necrotério.
David- Não é assim que resolvemos as coisas Graham.
Graham- Você é um herói. Não encara a vida como encaramos.
Megan- O Graham tem razão. Heróis não enxergam a vida como nós enxergamos.
David- Precisamos colocar os pés no chão. Vivemos num mundo real agora! Regina estava certa. Robin podia ter estragado a vida dele.
No haras.
Brenda desce as escadas ainda um pouco assustada. Mas com o semblante mais tranquilo.
Regina- Sente-se melhor Brenda?
Brenda não responde.
Regina- Vem. Eu fiz chá.
A médica senta-se a mesa.
Regina- Eu sei que está confusa, mas isso vai passar. Eu prometo!
Brenda- Por que está fazendo isso?
Regina- Eu sei que você foi uma vítima.
Brenda- Eles me prenderam. Eu não fiz nada.
Regina- Eu sei e...
Brenda- Eu não fiz nada.
Regina- Eu sei disso. E eu quero te ajudar.
Brenda- Por quê?
Regina- Já sofri muita injustiça e hoje luto pra que as pessoas não passem pelo o que eu passei. Você não merecia estar naquele lugar Brenda.
Brenda encara Regina.
Regina- Tome um pouco de chá. Vai te fazer bem! Gosta de camomila?
Brenda- Gosto.
Elas tomam o chá em silencio.
Algumas horas depois Regina surge na prefeitura e vê Emma dormindo em seu sofá.
Regina- Emma?
A loira se mexe.
Regina- Emma?
Emma- Cubs(desperta afobada)
Regina- Calma.
Emma- Ah oi. Eu apaguei?
Regina- Parece que sim. Me desculpe por te abandonar.
Emma- Não tem problema. Resolveu o que tinha de resolver?
Regina- Sim. Como foi o jogo?
Emma- Estamos na final.
Regina- Maravilha.
Emma- Vamos assistir a final juntas né? Me apeguei muito a sua tv.
Regina- Eu prometo. Agora vem. Vou te levar pra casa! Sua mãe já está lá.
Emma- Por quê?
Regina- O Hook vai passar a noite na delegacia.
Emma- Ele foi pego roubando?
Regina- Não(ri) Ele vai dar uma força ao David. Você e a sua mãe farão companhia uma da outra.
Emma- E eu só sou avisada agora?
Regina- Olha eu não sou muito de defender piratas, mas seu celular tá desligado. Ele tentou ligar várias vezes!
Emma- Tá.
Regina- Vamos. Deixa de fazer birra. Parece um bebê gigante!
Emma- Não sou um bebê. E não gostei muito. Gosto de dormir com meu noivo. Ele me esquenta durante a noite.
Regina- Melhora se eu te disser que quando eu falei com a sua mãe ela disse que tava fazendo torta de frango?
Emma- Pensando bem é bom dormir numa cama espaçosa.
As duas gargalham e seguem pra casa da loira.
Anoitece.
Regina sai do banho e veste uma roupa casual.
Robin entra.
Robin- Boa noite.
Regina- Oi.
A morena vai até o espelho e se maquia.
Robin- Tinker disse que você vai passar um tempo com ela..
Regina- É. Eu já coloquei a Lana pra dormir e a mamãe tá dando banho no Roland. A Amy vai dormir na casa da Zelena.
Robin- Tudo bem.
Regina- Eu não sei que horas eu chego, mas me ligue se algo acontecer!
Robin- Não se preocupe.
Regina vai saindo, mas Robin a segura.
Robin- Regina me desculpa.
Regina- Depois conversamos Robin.
Robin- Meu amor não fica assim.
Regina- Eu não quero conversar agora. Ainda estou muito chateada com você.
Robin- Eu entendo.
Regina- Não, não entende! Passo os dias me preocupando com o meu lado negro e agora vou me preocupar com o seu?
Robin- Não desencadeou um lado negro Regina. Foi um caso isolado.
Regina- Eu espero que sim.
A morena sai e vai até o quarto do filho.
Regina- Oi meu anjinho.
Roland- Mamãe já tô limpinho.
Regina- Que bom meu amor.
Roland- Você vai sair?
Regina- Vou, mas o papai e a vovó vão ficar aqui com você.
Roland- Tá bom.
Regina- Lembra como usa o celular?
Roland- Lembro.
Regina- Se precisar da mamãe me chama. Tá bom?
Roland- Tá.
Regina- Agora se deita.
Roland se deita com ajuda da mãe.
Roland- Canta pra mim?
Regina- Sempre meu amor.
A morena canta junto com Roland e aos poucos o garoto vai adormecendo.
Regina-Eu te amo meu amor.
Regina sussurra, beija a testa do filho e sai.
Um tempo depois ela estava na nova casa de Tinker. Bem perto da casa de Emma!
Regina- E ele falou de um jeito que me assustou Tinker. Ele nunca havia falado daquele jeito.
Tinker- Não. Você nunca o presenciou falando daquele jeito.
Regina- Está me dizendo que ele era violento?
Tinker- Robin não é violento, mas ele é justiceiro. Ele já cometeu erros em nome da justiça e em nome dos princípios dele.
Regina balançava a cabeça.
Tinker- Olha Regina. O Robin é homem! Eu vi as fotos que aquele louco mandou o Whale tirar. Eu não teria feito menos.
Regina- Eu sei.
Tinker- Ele quis te defender. Ele sempre odiou o Brian e acho que quando tudo se confirmou ele quis defender a honra da esposa.
Regina- Eu sei disso. Não posso tirar a razão dele, mas...
Tinker- Mas achou que ele não seria capaz de matar.
Regina- Exatamente. Eu já fiz tanta coisa errada Tinker. Você sabe! Matei dezenas de pessoas e só eu sei o quanto me arrependo disso. Quando matei a primeira vez eu senti um prazer tão grande que quase se tornou um vicio divertido.
Tinker- Eu sei.
Regina- Não sabe. Você é boa! Você sempre foi boa.
Tinker- Não mesmo. Lembra-se do que aconteceu na terra do nunca?
Regina- Não conta. Você estava perdida naquela maldita terra. Além do mais você não seguiu em frente em se vingar de mim. Meu medo é maior que isso.
Tinker- Mas o Robin é bondoso, Regina. Acredite!
Regina- Eu acredito. Só tenho medo que ele entre nesse mundo negro. Eu já estive nele e só eu sei o quanto é difícil sair.
Tinker- Ele tem você pra ajuda-lo a não entrar nesse mundo.
Regina- É. Tem sim.
Tinker sorri.
Regina- Tinker, eu nem sei como começar a te agradecer.
Tinker- Não precisa agradecer Regina.
Regina- É claro que precisa. Você a Megan e a Zelda conseguiram descobrir tudo. Desmascaram aquele psicopata. Acabaram com meu pesadelo.
Tinker- Não sabe o quanto estamos felizes por você estar bem.
Alguém bate a porta.
Regina- Está esperando alguém?
Tinker- Estou.
A fadinha abre a porta.
Megan e Ruby entram com bebidas.
Ruby- Eu soube que essa seria a noite das meninas.
Regina sorri.
Megan- O que é uma noite de meninas sem bebidas?
Tinker- Olha Regina, eu sei que você passou um inferno nesses últimos dias, então hoje vamos extravasar.
Ruby- E comemorar a casa nova da nossa fadinha.
Tinker- Isso mesmo, demorou pra ficar pronta, mas finalmente posso morar aqui. A casa que eu ganhei da prefeita de Storybrooke.
Regina- Para com isso.
Tinker- É a verdade. Não me incomodo nem um pouco em admitir isso.
Regina- Eu fiz você perder as suas asas uma vez. Achei que era justo.
Tinker- Ainda não estamos quites, mas tá quase lá.
Regina ri da fadinha.
Tinker pega as bebidas das mãos de Megan e Ruby a acompanha.
Regina- Alguma notícia da sua irmã?
Megan- Não. Mas não vai demorar muito acharem ela.
Regina abraça a médica.
Regina- Depois de tudo que eu fiz a sua família passar, você continua sendo uma heroína em minha vida.
Megan- Você não merecia Regina. Se tornou uma pessoa boa e que ajuda todo mundo. Se sacrificou diversas vezes por todos nós. Mesmo sendo minha irmã, eu não poderia permitir que ela e outra pessoa continuasse com aquela farsa.
Regina- Obrigada Megan. Muito obrigada!
Ruby- Que bom que estamos agradecendo a tudo, mas agora é hora de encher a cara(entrega a Regina uma dose)
Tinker- Hoje não tem plantões, família ou celulares(entrega a Megan um dose)
Regina- Tudo bem. A que vamos brindar?
Ruby- Que tal brindarmos a essa noite?
Tinker- Pra mim serve.
Elas riem. Brindam e viram as doses.
No outro dia.
Um barulho irritante despertava a rainha e aos poucos ela foi abrindo os olhos.
Percebeu que estava deitada no tapete da casa de Tinker. Olhou ao redor e viu Emma deitada no sofá e Snow dormindo numa poltrona também da sala. Algumas garrafas espalhadas pelo chão e várias cartas de baralho espalhadas.
Regina- Ah meu Deus.
O celular da morena volta a tocar.
Tinker se pronuncia ao surgir atrás do sofá.
Tinker- Regina(ainda de olhos fechados) Acho que tem alguém na porta.
Regina- É o meu celular.
A morena procura pela sala, mas o celular para de tocar.
Regina- Você sabe mesmo fazer uma festa Tinker. O que colocou na minha bebida sua doida?
Tinker- Eu não sei, mas foi poderoso. Acha que fizemos alguma besteira?
Regina- Acha mesmo que eu me lembro?

Ruby- Acho que eu fui drogada.
A voz de Ruby saia e Regina nem sabia de onde vinha.
Regina- O que a Emma está fazendo aqui com a Snow White?
Tinker- Regina, eu não sei nem onde estão as minhas calças.
O celular começa a tocar outra vez.
Regina- Cadê o celular?
O som parecia vir da poltrona de Snow. Regina se aproxima, tateia a enteada e tira o celular de debaixo de Snow que nem se mexe.
Regina- Alô.
Henry- Mãe.
Regina- Henry? Oi meu amor!
Henry- Mãe eu preciso que venha a Boston.
Regina- O que aconteceu?
Henry- Eu preciso de um advogado.
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