Notas iniciais
Oiiii. Tudo bem turma? Obrigada a todos pelas mensagens e pelos comentários. Espero que curtam o capítulo de hoje!!!

O celular começa a tocar outra vez.

Regina- Cadê o celular?

O som parecia vir da poltrona de Snow. Regina se aproxima, tateia a enteada e tira o celular de debaixo de Snow que nem se mexe.

Regina- Alô.

Henry- Mãe.

Regina- Henry? Oi meu amor!

Henry- Mãe eu preciso que venha a Havard.

Regina- O que aconteceu?

Henry- Eu preciso de um advogado.

A cabeça de Regina estava explodindo.

Regina- Henry, não é uma boa hora filho. Acabei de acordar com uma dor de cabeça infernal e eu já tô até ouvindo coisas desconexas. Minha cabeça tá tão zonza que eu entendi você precisa de um...

Henry- Advogado mãe.

Regina- Ah meu Deus.

Henry- Mãe.

Regina- O que você fez?

A morena gritou e se arrependeu na mesma hora. A sua cabeça foi atingida por um travesseiro jogado por Tinker.

Regina sai da sala e vai até a cozinha.

Henry- Antes que você surte, eu...

Regina- Antes que eu surte? Você me liga dizendo que precisa de um advogado e não quer que eu surte Henry Daniel Mills?

Henry- Mãe, eu juro! Eu sou inocente.

Regina- Você tá preso?

Henry- Não.

Regina- Henry por Deus, o que aconteceu?

Henry- Pegaram o Dean e encontraram-no em meu quarto e estão achando que fui eu.

Regina- O Dean? Quem é Dean?

Henry- O Buldogue.

Regina- Espera. Você tá me dizendo que roubaram a mascote de Yale? Por quê?

Henry- Teremos um jogo amanhã. Eles queriam desestabilizar os jogadores de Yale. Eles são muito...

Regina- Supersticiosos. Eu sei. E como esse cachorro foi aparecer no seu quarto?

Henry- Eu não sei. Quando eu acordei o cachorro tava me lambendo.

Regina- É O DEAN VIVO?

O grito de Regina invade os ouvidos de Henry e o garoto faz uma careta.

Regina- Ai que dor de cabeça dos infernos.

Aperta as têmporas.

Henry- Mãe, me ajuda. Eu juro que sou inocente.

Regina- Onde você está?

Henry- Eu tô numa pousada perto do campus. Tô com medo de voltar lá e ser preso.

Regina- Se não foi você por que fugiu?

Henry- O cachorro tava no meu quarto. O decano disse que eu estava encrencado, mas o Dean saiu correndo pelos corredores e quando ele saiu correndo atrás dele, eu peguei a minha mochila e fugi.

Regina- Ai Deus, Henry.

Henry- Me ajuda mãe. Eu preciso de você!

Regina- Fique onde está. Eu vou até aí. Mantenha o celular ligado e só atenda as minhas ligações. Por nada saia desse quarto.

Henry- Muito obrigado mãe.

Regina- Depois eu te ligo!

Desligam.

Regina chega à sala.

Emma- Bom dia prefeita(se espreguiçando)

Regina- Você não devia tá em casa?

Emma- A Ruby me mandou uns vídeos muito interessantes e eu precisei vir aqui ver com os meus próprios olhos.

Regina- Um vídeo?

Emma- Não. Vídeos. Você fica possuída quando escuta Black Eyed Peas.

Regina- Nem sei se eu quero ver.

A morena começa a andar pela sala.

Emma- O que foi?

Regina- Preciso ir pra casa(pega a bolsa no chão) Vem cá. Você não bebeu não né?

Emma- Só suco. Muito suco. Não posso dizer o mesmo da minha mãe.

As duas olham pra Snow que estava roncando e babando com a boca aberta.

Regina- Onde está o meu...

Emma- Tá procurando o sapato?

Regina- É. Você viu?

A loira aponta pra cima e Regina vê seu sapato preso no ventilador de teto.

Regina- Ah meu Deus. O que foi que eu fiz ontem?(faz um movimento com a mão e o sapato surge no seu pé)

Emma- Sei que você divertiu muito.

Regina- Eu espero que sim. Não quero saber os detalhes.

Emma- Nem quer saber como está vestindo as calças da Tinker?

A morena olha pra própria roupa.

Regina- Meu Deus é oficial: Eu não posso beber tequila.

Sai dali apressada enquanto Emma gargalha.

Na mansão Amy dava comida a Lana quando sua mãe chega.

Lana- Mama...

Regina logo sente Lana no seu colo.

Amy- Ela tá aprendeu muito fácil se tele transportar.

Regina- Bom dia minha princesa(aperta Lana nos braços) Bom dia minha outra princesa.

Amy a abraça.

Amy- Bom dia minha rainha.

Regina- Tá tudo bem por aqui?

Amy- Está.

Regina- Achei que ainda estivesse na casa da sua tia.

Amy- Liguei pra saber se aqui estava tudo bem e o papai disse que você não tinha dormido em casa. Então resolvi vir mais cedo.

Regina- Não precisa se preocupar meu amor.

Amy- Eu sei que não. Mas a Rebecca e o Noah tá com a tia Zelena. Resolvi vir. A noite foi boa?

Regina- Deve ter sido. Cadê todo mundo?

Amy- O papai já saiu na busca pela medica louca. A vovó saiu pra levar o Roland a casa da vovó Isabel e eu fiquei aqui com essa bochechuda.

Regina- Tá ouvindo Lana? Ela te chamou de bochechuda.

A menina sorria pra mãe.

Regina- Tem notícias da Brenda?

Amy- Tia Zelda disse que ela passou a noite bem e que parece mais calma.

Regina- Tudo bem. Pode fazer um café bem forte

Amy- Claro.

Regina- Ontem não tivemos tempo de conversar.

Amy- É (preparando o café).

Regina- Alguma novidade?

Amy- O Enzo e eu voltamos.

Regina- Ah filha que coisa boa. Está feliz?

Amy- Estou.

Regina- Não me pareceu muito convincente.

Amy- É que ainda estou muito magoada com o que aconteceu.

Regina- Coloque o passado no passado.

Amy- É. Tem razão(entrega o café pra mãe)

Regina- Tomou alguma decisão sobre que colégio quer estudar?

Amy- Vou continuar no meu colégio.

Regina- Tem certeza?

Amy- Absoluta. Não vou fugir, eu sou uma Mills.

Regina- Isso mesmo.

Amy- Vou conquistar respeito. O meu espaço!

Regina- Essa sim é a minha garota.

Regina bebe mais um pouco do café.

Amy- O que aconteceu? Parece tensa.

Regina- Eu preciso resolver uma coisa.

Amy- Que tipo de coisa?

Regina- Aconteceu um pequeno problema com o seu irmão e eu preciso ir a Harvard.

Amy- O que houve? Não foi tão pequeno pra você ter que ir lá.

Regina explica a situação pra filha.

Na viatura. Os irmãos conversam!

Robin- Ela tá muito zangada.

Graham- Mulheres. Não tem como agradar o tempo todo. Se as defende como pode elas se chateiam. Se não elas se chateiam do mesmo jeito.

Robin- O que mais me irrita é que esse imbecil aprontou horrores e ainda me fez ser o vilão da história.

Graham- Não é pra tanto Robin. Regina não é burra! Ela só não quer o marido preso. Já imaginou a senhora Prefeita Regina Mills Locksley fazendo uma visita intima?

Robin- Jamais. Foi por pouco Graham. Por muito pouco que eu não atirei nele.

Graham- Eu sei.

Robin- Quando ouvi a voz da Regina, aquilo me fez frear e logo veio na minha mente a Lana e o Roland. Foi o que me fez abaixar a arma.

Graham- Você agiu como qualquer homem faria.

Robin- O David não pensa assim.

Graham- Ele pensa sim. Já foi perdi as contas de quantas vezes ele foi preso por ciúmes da Snow. Sem contar que ele já prendeu até a Snow.

Robin- Isso é verdade. Lembro-me muito desse dia. Quase saia um divórcio. Acho que você só pode julgar se está passando ou passou pela mesma situação.

Graham- Exatamente.

Robin- A Regina saiu ontem e nem se despediu direito de mim.

Graham- Eu sei. Ela dormiu na casa da Tinker.

Robin- Como sabe disso?

Graham- A Ruby também foi pra lá.

Robin- Ela está aborrecida com você?

Graham- Um pouco. Disse que mal voltamos e eu já a troquei pelo trabalho.

Robin- Sinto muito irmão.

Graham- Não sinta. Aquela loba zangada fica um vulcão na cama.

Robin- Que inveja. Regina quando fica zangada faz greve de sexo.

Graham- Ruby também me pune, mas de outro jeito.

O caçador mostra a Robin a tela do celular com uma mensagem de Ruby.

“ Ei caçador, se for dormir em casa hoje, traga suas algemas. Tenho um plano em mente”

Os dois gargalham.

No hospital

David- Acorda.

Brian desperta.

David- Passou a noite bem princesa?

Brian- Foda-se.

David- Onde estão os seus modos?

Brian- Quer mesmo saber?

David- Que bom que está de bom humor. Por que você está de alta e advinha pra onde eu vou te levar?

Brian- Eu preciso de um advogado.

David gargalha.

No corredor Megan vinha chegando de óculos escuros.

Jefferson- Oi doutora.

Megan- Shiiiiu.

Jefferson- Desculpa.

O chapeleiro entrega um copo de café.

Megan- Ai Deus abençoe.

A médica bebe um pouco.

Megan- Delícia(sussurra)

Jefferson-Ressaca?

Megan confirma.

Jefferson- Por que veio trabalhar assim?

Megan- Estamos sem médicos e eu tô me virando como eu posso.

Jefferson- O que bebeu tanto?

Megan- Eu não lembro. Mas deve ter sido muito bom.

Os dois riem.

Megan- Você tá bem?

Jefferson- Estou. Vim fazer uma cobrança.

Megan- Cobrança? Aqui?

Jefferson- Vim cobrar um encontro.

Megan sorri.

Jefferson- Disse que sairia comigo e vive adiando.

Megan- Eu sei. Me desculpa! Tem sido uma correria.

Jefferson- Não se preocupa. Só queria saber se ainda tinha chance.

Megan- Claro que tem. Só te peço um pouco de paciência.

Jefferson- Tudo bem.

Megan- Eu prometo te ligar.

Jefferson- Claro.

O chapeleiro sai e Megan volta pra o quarto de Brian.

Megan- Bom dia.

David- Oi doutora.

Megan- Já assinei a alta dele.

David- Ótimo.

Brian- Eu tô sentindo muita dor.

Megan- Cadê a minha irmã?

Brian- Aquela cadela já deve ter saído da cidade.

Megan- Ela não saiu da cidade. Ela não conhece nada lá fora.

Brian- Ela roubou meu dinheiro e sumiu. Acha mesmo que ela continuaria nessa cidade patética?

Megan e David se olham.

Brian- Eu quero um analgésico.

Megan- Sofra em silencio.

David o arrasta pra dentro da viatura.

Na mansão Regina estava com a mala pronta.

Regina- Nem tinha desfeito a mala quando cheguei de Nova York.

Cora- Tem sido uma loucura.

Regina- Eu sei(verifica seus documentos)

Cora- Tem certeza que não quer que eu vá com você Regina?

Regina- Tenho mamãe. Preciso que fique com meus filhos. Pode fazer isso por mim?

Cora- Acredite minha filha é o meu maior prazer.

Regina- Meu Deus, quanta confusão.

Cora- Vai dar tudo certo. Henry é um ótimo garoto Regina, você o criou muito bem.

Regina- Eu sei. Já contatei uma advogada! Ela estudou comigo e vai me ajudar.

Cora- Ele disse que era inocente.

Regina- Eu espero que seja.

Cora- Já avisou ao Robin?

Regina- Ainda não. Deixei uma carta pra ele.

Cora- Regina não...

Regina- Mamãe, por favor, eu não tenho tempo e muito menos cabeça pra pensar nisso agora.

Cora- Tudo bem. Mas lembre-se querida: Ele te ama e fez o que qualquer homem faria.

Regina- Eu preciso ir.

Cora- Tenha uma ótima viagem e nos dê notícias.

Um bom tempo depois Regina ia dirigindo e respondendo a irmã no viva voz.

Regina- Zelena eu...

Zelena- Que tipo de irmã é você?

Regina- Zelena eu sou...

Zelena- Disse que estaria ao meu lado me ajudando com os gêmeos. Já tá saindo da cidade outra vez.

Regina- Mas...

Zelena- Quando é que você tem tempo pra mim e pra os meus filhos?

Regina- Para de gritar pelo amor de Deus. Eu tô de ressaca! Nem sei o que eu tomei, nem sei o que aconteceu.

Zelena- Você me abandonou Regina. Meu filho doente e você saindo por aí.

Regina- O Marc tá bem ele só...

Zelena- A própria madrinha os abandonou. Eles estão tristes, Regina. Sentem a sua falta.

Regina- Zelena, por favor, não faz isso.

Zelena- Você que está fazendo. Quando chegar aquele eles nem vão te reconhecer.

Regina- Zelena eu tenho a mesma aparência há mais de 30 anos. Claro que vão me reconhecer.

Zelena- Bebês são muito inteligentes Regina.

Regina- Eles...

Zelena- Eles vão saber que a tia e madrinha tá abandonando eles. Estão aqui ouvindo toda a história. Não aguento olhar pra os meus filhos assim.

Regina freia o carro. Tira o cinto! E se tele transporta e surge na sala de Zelena que estava de costas e os bebês dormindo tranquilamente no sofá.

Regina- Você não tem vergonha não?

A ruiva se vira e encara a irmã.

Regina- Eles estão dormindo sua dramática.

Zelena- Eles dormiram agora(desliga o telefone e cruza os braços)

Regina- Zelena o que está acontecendo?

Zelena- Eu to...ade(fala baixo)

Regina- O quê?

Zelena- To..co...Adade.

Regina- Fala direito.

Zelena- Eu- tô- com- saudades.

Regina sorri pra irmã e a abraça.

Regina- Me desculpa Zelena. Me perdoa por estar ausente pra você.

Zelena- Sinto sua falta.

Regina- Eu sei disso, eu sinto o que você sente. Tenho sido mesmo uma péssima irmã.

Zelena- Eu não diria péssima, mas está deixando muito a desejar.

Regina sorri.

Regina- Vem aqui.

As duas se sentam abraçadas.

Regina- Como você está?

Zelena- Eu estou bem. Só estou um pouco cansada. Na verdade eu estou MUITO cansada.

Regina- Eu sei bem como é. Os dois M que nos tiram do eixo. Maternidade e matrimonio.

Zelena- Exatamente.

Regina- Como tá o Marc?

Zelena- Ele passou a noite agoniado, mas tá mais calmo.

Regina- E a Lisa?

Zelena- Manhosa como sempre.

Regina- E a Becca?

Zelena- Bom, a Rebecca tá nas nuvens com o Leon. Ele vem jantar aqui amanhã. Disse que quer conversar com o Noah e comigo.

Regina- Nossa! É um grande passo não é?

Zelena- É. Ainda sou muito cismada, Regina. Depois do que aconteceu com aquele delinquente eu tenho medo pela minha filha.

Regina- Eu sei, Zelena. Como mãe eu também teria essa apreensão.

Zelena- Mas...

Regina- Mas o quê?

Zelena- Cadê o seu sermão em defesa do Leon?

Regina- Não vou defendê-lo. Sei que o Daniel era um bom rapaz, mas não brincarei com a vida da minha sobrinha outra vez. Ficaremos alerta. Eu te prometo.

Zelena- Você me prometeu que ficaria ao meu lado também.

Regina- Mas eu estou ao seu lado Zelena. Eu sei que sente minha falta. Eu também sinto a sua, mas esses últimos dias tem sido uma loucura.

Zelena- Sinto falta de ter uma irmã.

Regina- Por que está tão carente?

Zelena- Ainda pergunta? Não tenho a minha irmã pra desabafar e...Eu pensei que te perderia.

Regina entente a apreensão da ruiva.

Zelena- Foi um dos momentos mais agonizantes da minha vida. Não quero mais perder nem um dia sem termos nossos momentos.

Regina- Você tem razão. Tem toda razão! Também não quero perder mais tempo. Vamos fazer o seguinte, estou indo a Harvard e assim que eu resolver o que tenho pra resolver, venho dormir aqui como combinamos e eu sou toda sua.

Zelena- Promete?

Regina- Palavra de bruxa.

Zelena- Eu te amo minha irmã.

Regina- Eu também te amo.

Zelena- Agora vai lá resolver o problema do tarado juvenil.

Regina- Para de chamar meu filho assim. É estranho.

Zelena- Não é estranho se é verdade.

As duas se despedem, Regina surge em seu carro e coloca o sinto!

Grace- Bom dia.

Regina salta dentro do carro.

Grace- Desculpa.

Regina- Grace? Que susto garota(com a mão no peito)

Regina nota que Grace estava com uma mochila nas costas e um copo na mão.

Regina- O que está fazendo aqui perto da saída da cidade?

Grace- Eu trouxe um Frappuccino.

Regina- Sei( estreita os olhos, aceita o copo e experimenta) Muito obrigada. Foi a minha filha quem fez?

Grace- Foi sim. Eu trouxe Donuts também.

A morena ergue uma sobrancelha e a encara.

Regina- Entra.

Grace sorri , entra no carro e coloca o cinto.

Regina- Eu espero que tenha trazido pão doce também.

As duas seguem viagem e algumas horas depois chegam na pousada em que Henry estava.

Regina- Eu preciso que me diga exatamente o que aconteceu.

Henry- Tudo bem. Anteontem houve uma festa de uma das irmandades e eu fui convidado. Haviam muita musica bebidas e dança.

Regina- Você bebeu?

Henry- Bebi.

Regina- Muito?

Henry- Não o suficiente pra ficar inconsciente.

Regina- Henry, isso é muito importante. Que horas saiu da festa?

Henry- Era madrugada. Quase amanhecendo o dia!

Regina- E pra onde foi?

Henry- Eu fui até o refeitório, tava morrendo de fome. Peguei umas coisas da maquina de lanches, comi e voltei pra o dormitório.

Regina- E depois disso?

Henry- Eu só me lembro de ter acordado com o cachorro me lambendo.

Regina- E o decano entrou no quarto?

Henry- Isso mesmo. Ele invadiu como se já soubesse que o cachorro estava lá.

Regina- Quem é seu companheiro de quarto?

Henry- É uma garota. Eu nem sei o nome dela. Ela é muito estranha. Não conversa, não dorme direito e quase não tem ficado no dormitório. Não a vejo estudando ou fazendo provas. É como se ela ficasse no campus só pra dormir.

Grace- Ela estava no quarto quando o decano chegou?

Henry- Não. Não há vejo desde antes da festa...Não, acho que ela estava na festa!

Regina- Acha?

Henry- Eu não lembro muito bem.

Grace- Henry, faz um esforço. É importante cada detalhe pra provar a sua inocência.

Regina- Ela tem razão.

Henry- Não consigo.

Regina- Você me falou que o decano disse que você estava encrencado.

Henry- Foi. Aí o Dean saiu correndo e ele correu atrás.

Regina- Tudo bem. Eu já entrei em contato com uma advogada e ela vai me encontrar no campus em meia hora. Tem mais alguma coisa a me dizer?

Henry olha envergonhado pra Grace.

Regina- Querida, pode ir andando pra o carro? Por favor?

Grace- Claro.

A jovem dá um selinho em Henry , pega a chave da mão de Regina e sai.

Regina- Essa é a hora da verdade Henry.

Henry- Tem uma coisa que aconteceu durante a festa.

Regina- O que foi?

Henry- A garota tava lá.

Regina- Por que mentiu?

Henry- Por que eu teria que dizer que a garota me beijou e que por um segundo eu correspondi.

Regina- Henry.

Henry- Mãe eu sinto muito.

Regina- Não é a mim que deve dizer isso.

Henry- Eu sei. Eu não entendo o que aconteceu. Tomei dois copos e tudo parecia fora de forma.

Regina- Espera aí. O quê?

Henry- Eu só tomei dois copos e quando ela veio pra cima de mim parecia que eu já estava bêbado.

Regina- Você tá me dizendo que só tomou dois copos de cerveja?

Henry- Isso.

Regina- Você lembra quantas cervejas você tomou no meu aniversário?

Henry- Umas 8 ou 10. Foi muito estranho na festa mãe. Parecia que eu estava em outro mundo.

Regina- Ah meu Deus(pega a bolsa)

Henry- O que foi?

Regina- Henry meu filho. Você foi drogado.

A morena o arrasta pra uma clinica e faz os exames necessários.

No corredor de Harvard.

Regina- Então foi isso.

Ellen- Vamos resolver isso, Regina. Não se preocupe!

Regina- Meu filho é um bom garoto.

Ellen- Eu acredito em você. Quando me ligou eu comecei a fazer umas pesquisas e descobri coisas no mínimo intrigantes.

Regina- Que ótimo.

A secretária do decano chega e as leva até a sua sala.

Na sala dele estavam Regina, a advogada e o decano Charleston.

Charleston- Então senhora Mills? Onde está o jovem irresponsável?

Regina- Em primeiro lugar decano Charleston, meu filho não é irresponsável. Ele está num lugar seguro até que tudo se resolva.

Charleston- Está acobertando e escondendo um jovem infrator.

Regina- Ele não é infrator. Meu filho é inocente e você não tem o direito de acusa-lo sem provas. Eu sou a mãe dele e estou aqui o representando.

Ellen- Vamos nos acalmar. Decano, devemos nos ater aos fatos, não em suposições.

Charleston- E quem é a senhora?

Regina- É minha advogada.

Ellen- Ellen Milstone.

Dão as mãos.

Ellen- Diga-nos o que aconteceu.

Charleston — Fui informado que haveria uma festa em uma das irmandades, mas até aí, nada demais, pois sempre há festas em todo o campus. Pela madrugada fiquei sabendo que o cachorro de Yale havia sido roubado e...

Regina- Sequestrado.

Charleston a fuzila com os olhos.

Regina- O Dean não foi roubado. Foi sequestrado. Admira-me o senhor trocar os termos.

Regina sorri sarcasticamente.

Ellen- Continue decano.

Charleston — Ás 6 da manhã recebi um telefonema anônimo informando que o cachorro estava no quarto do jovem Mills.

Ellen- Então quando o senhor entrou no quarto já sabia que o cachorro estava lá?

Charleston- Sabia sim.

Ellen- E invadiu o quarto?

Charleston- Exatamente.

Ellen- E o senhor entrou sozinho?

Charleston- Sim. E surpreendi o jovem com o cachorro.

Ellen- Depois o que aconteceu?

Charleston- Ele fugiu quando me distrai com o cachorro. Então eu fiz uma investigação no quarto e descobri isso.

O decano apresenta um saco plástico com diversas pílulas.

Regina- Isso não é do meu filho.

Charleston- Estava debaixo do colchão dele.

Ellen- Então o senhor invadiu e revirou os pertences de Henry?

Charleston- Isso mesmo.

Ellen- Sem um mandado?

Charleston- Não preciso de um mandado. A faculdade é minha.

Regina- A faculdade não é sua. O senhor a administra como decano, mas não tem o direito de invadir os dormitórios e investigar coisa nenhum sem uma ordem judicial.

Charleston- Eu tenho todo o direito. Sou responsável por todo o campus.

Regina- Assinei um contrato quando meu filho veio estudar aqui. Há uma clausula específica em que deixa claro que Henry é responsável por seu dormitório.

Ellen- O que quer dizer decano, que tecnicamente e juridicamente, enquanto o filho da senhora Mills estudar aqui o dormitório lhe pertence. Desse modo o senhor jamais poderia invadir sem um mandado.

Charleston- Um mandado não faria diferença se ele é culpado.

Regina- Meu filho não é culpado.

Ellen- Pelo o que me consta o jovem Henry divide o quarto com uma jovem.

Charleston- Sim(engole seco e Regina percebe)

Ellen- Onde está a jovem?

Charleston- Não a encontramos.

Ellen- Como pode afirmar que Henry é culpado se há outro suspeito no mesmo quarto?

Charleston- A Jovem Mellie tem um álibi. Ela não está no campus.

Regina- Desde quando?

Charleston- Dois dias.

Regina- Ela estava na festa que meu filho esteve.

Charleston- Como posso ter a certeza?

Ellen pega seu tablet e mostra ao decano.

Ellen- Essa página é uma rede social dos alunos dessa irmandade. Eles postaram essas fotos há cerca de duas horas. Aqui há relatos de bebidas, drogas e sexo. Festa típica de faculdade.

Charleston- A mesma festa que o jovem Henry estava? Lhe parece muito responsável senhora Mills?

Regina- Meu filho é um calouro decano. Foi a primeira festa que ele participou aqui e ele não tinha dimensão de como eram as festas daqui?

Charleston- Que inocente!

Regina- Meu filho foi criado numa cidade pequena onde sou a prefeita. Ele cresceu rodeado de pessoas de bem e de princípios. Harvard está longe de ser comparada a Storybrooke.

Charleston- Se ele não está preparado pra uma realidade tão cruel, ele devia trilhar outro caminho. Ele foi visto invadindo o refeitório durante a madrugada.

Ellen- Henry relatou isso. Informou-me também que nessa festa, ele ingeriu apenas dois copos de cerveja e logo sentiu a reação em seu corpo.

Charleston- Não está acostumado a beber?

Regina- Meu filho foi drogado.

Charleston se surpreende.

Ellen- Esse é um teste toxicológico feito há duas horas.

A advogada entrega ao direito os exames.

Ellen- Aí confirma os níveis sanguíneos alterados. O exame identificou Ecstasy.

Charleston- Encontramos vários comprimidos no quarto dele. Por que acha que ele foi drogado?

Regina- Por que conheço o meu filho e sei que ele jamais faria isso.

Ellen- Diferente da sua companheira de quarto. A jovem Mellie, como o senhor a chamou, tem várias passagens por clinicas de reabilitação e tem uma irmã que estuda em Yale.

Charleston se surpreende.

Ellen- Henry relatou que esteve com ela na festa e momentos depois sentiu-se alterado. Foi até o refeitório, pois seus efeitos são diversos, mas uma em especial é a fome. Ele correu pra o refeitório por que estava no meio das reações da droga.

Regina- Quando você invadiu o quarto do meu filho ele ainda estava confuso decano.

Charleston engole a seco.

Ellen- A Mellie está traficando dentro da universidade. Henry disse que ela o beijou, mas ele a rejeitou, mesmo estando sob efeito da droga.

Charleston- Onde quer chegar?

Ellen- Acreditamos que ela o drogou e quando ele a rejeitou ela se vingou colocando o cachorro no quarto dos dois e deu um jeito de sumir pra que Henry levasse a culpa.

Regina encara Charleston.

Charleston- Teremos que apurar.

Ellen- Ótimo. O senhor faça a sua parte e nós faremos a nossa.

Charleston- O que quer dizer?

Ellen- Entraremos com uma representação judicial contra a direção da universidade.

Charleston fecha a cara.

Ellen- Bem, nos encontraremos no tribunal.

A advogada sai e Regina ia saindo, mas volta e chega perto do decano que fica no mesmo lugar.

Regina- Eu sei que a jovem é sua filha com uma de suas amantes, serventes daqui.

Charleston arregala os olhos pra Regina.

Regina- Imaginou a manchete? Decano de Harvard persegue aluno inocente para mascarar trafico de drogas da filha ilegítima dentro do campus.

Charleston- Senhora Mills eu...

Regina- Henry é um bom menino. Vive dos estudos e nunca fez nada pra prejudicar ninguém.

Charleston a encara.

Regina-Nunca mais persiga o meu filho decano. Tire aquela menina imediatamente do quarto do meu filho ou eu vou investir em outdoors por toda a cidade com a sua foto estampada neles.

Charleston- Não precisaremos dessa cena senhora.

Regina- Se meu filho for prejudicado mais uma vez, não teremos uma cena decano, teremos um musical da Broadway.

Regina sai e deixa Charleston transtornado.

No outro dia Regina chega cavalgando perto de um riacho e vê Robin sentado do lado de uma cesta. Desce do cavalo e se aproxima.

Regina- Desculpe o atraso.

Robin- Chegou na hora.

Ele estira uma toalha e a morena senta-se ao lado dele.

Regina- O que você quer ladrão?

Robin- Queria conversar com você. Longe de tudo e de todos.

Regina- Tudo bem. Vamos conversar.

Robin- Regina desde o dia em que nos encontramos, quando eu te derrubei do cavalo eu me apaixonei perdidamente por você e esse amor é o que mais eu prezo. Tudo o que construímos, nossos filhos, nosso lar...Tudo o que temos é a coisa mais sagrada que tenho na vida.

Regina o encarava.

Robin- Eu amo você mais que a mim mesmo, Regina! E ver aquele homem, dizer tudo que ele disse daquele modo, me fez perder a cabeça.

Regina- Eu sei Robin, você já me disse isso.

Robin- Eu vi nos olhos dele Regina. Ele disse que se masturbava olhando pra você. Eu enlouqueci quando imaginei ele...

Regina- Robin, eu entendi. Depois de muito refletir eu entendi a sua reação. Mas eu te vi com uma arma na mão, apontando pra cabeça dele, dizendo que queria vê-lo morrer. Aquilo foi surpreendente.

Robin- Eu sinto muito.

Regina- Eu fui, na verdade eu sou a EvilQueen. Já imaginou se eu cedesse a cada instinto meu?

Robin- Eu entendo.

Regina- Não entende. Eu vivi num inferno, Robin. Vivo numa batalha diária. E tenho total convicção em lhe dizer que isso é um caminho sem volta.

Robin- Foi algo isolado Regina.

Regina- Quando eu empurrei minha mãe dentro do espelho e depois arranquei o coração do meu pai eu também tentava me convencer disso. Depois de um tempo nas trevas, você sente prazer nisso. Matar se tornou um vicio pra mim.

Robin a observa.

Regina- Robin, eu te amo. Você e a nossa família são a minha vida. Não posso imaginar o que seria de mim se eu te perdesse. De qualquer forma!

Robin- Não vai me perder meu amor.

Regina- Eu sei que pareceu uma reação exagerada, mas eu fiz com você o que eu queria que tivessem feito comigo.

Robin- Eu sei. Eu sinto muito. Não vai mais acontecer. Eu farei de tudo pra não te decepcionar outra vez.

Regina- Acho bom ladrão.

Robin sorri e a abraça.

Robin- Estou perdoado?

Regina- Está, mas se pisar fora da linha Locksley você sofrerá as consequências.

Eles se beijam e ele se deita por cima da esposa.

Na antiga casa de Tinker, Mikaela entra depois de verificar que não havia ninguém.

Ela se olha no espelho e vê que sua aparência está bem parecida com Regina. O cabelo totalmente preto e curto igual ao da prefeita.

Mikaela- Ah Regina, você não perde por esperar. Posso até ser presa por sua causa, mas eu te garanto que a sua família amargará a sua perda.

A jovem médica caminha até a sua bolsa e olha pra o convite do casamento de Emma em uma mão e uma mascara em cima da mesa.

Notas finais
E vai ter casamento em Storybrooke. E o da Emma com o Hook não será o ultimo da fic! Bjuuuus Ps: Adoro usar referências na fic. Charleston é o nome do diretor de Chilton, escola frequentada por Rory de Gilmores Girls. Milstone é o sobrenome do Asher de How To Get Away With Murderer. A frase Não teremos uma cena, teremos um musical da Broadway é dita no filme Tudo que uma garota quer.