Laços do Destino
1 Capítulo 1
Brian é um garoto normal, como todo qualquer garoto de 15 anos, vida monótona, ir para o colégio, comer e dormir. Tinha os cabelos pretos e olhos cor de mel.
Ele estava voltando do colégio em seu ônibus, que o leva até a esquina de sua casa, que era em uma rua deserta. Ele entrou dentro de casa e se jogou na cama, o almoço não estava pronto ainda, ele pegou algum livro para ler, até ouvir sua mãe o chamando para comer.Ele foi até a mesa e se sentou.
– Brian, sabia que eu vou para a escola de música? — Sua irmã mais nova, Ann, falou animada.
– Parabéns, Ann, muito bem! — ele deu um sorriso para a garota e se voltou para o prato, fixou nele e começou a pensar.
– Pensando nas namoradinhas? — Sua mãe disse, dando um sorrisinho. — Você já tá velho pra estar encalhado!
– Mãe, quantas vezes eu tenho que te falar que eu não quero namorar agora? — Ele resmungou, pegando a colher e começando a comer.
– Eu concordo com sua mãe, você nunca teve nem uma garota que você gostasse. — Seu pai complementou.
O garoto se levantou da mesa, soltando a colher no prato. — Eu não sou uma máquina de namoro, entendam isso! — e falando isso, voltou para o seu quarto, estressado.
Um tempo depois, seus pais foram levar a filha à escola, logo após iriam trabalhar — ele costumava ficar sozinho em casa. Se acomodou em sua cama, pegando novamente seu livro.
Finalmente terei paz, pensou.
Ele começou a ler, estava caindo de sono, as pálpebras se fechando cada vez mais...
Estava em um sonho.
Ele ouviu um estalo alto do seu lado, virando a cabeça por instinto. Uma fumaça branca acinzentada estava se formando em espirais para cima. A fumaça se extinguiu e de lá, Brian pode ver alguma criatura parecida com um lobo, era preto e parecia meio transparente, brilhava de azul em volta — ele não estava no chão, ele flutuava parado no lugar. Mas invés de ter uma cauda peluda e normal, ela era algo como uma bandeira em movimento constante, que mostrava a galáxia, os olhos lilás do lobo se encontraram com os de Brian, que recuou.
– Faz tanto tempo desde que eu visitei o sonho de alguém. — a criatura grunhiu.
– Vo-Você f-fala? — Brian recuou mais, mas tropeçou em uma pedra e caiu.
– Claro, por que não?
– Porque lobos não falam!
– Mas eu não sou um lobo comum. — ele disse, enquanto se aproximava de Brian.
– Sai de perto! Não me encoste!
– Você é um dos Escolhidos, acalme-se.
– Eu estou só sonhando, eu vou acordar a qualquer segundo. A qualquer segundo... Vamos lá, cérebro, está na hora de acordar...
– Doomstrings está correndo perigo, não temos tempo para esse tipo de cois-
Brian acordou antes do Lobo completar sua frase. Ele ficou de olhos fechados, com certo receio de abri-los e ver o lobo lá, em cima de sua cabeceira. Ele abriu, percebendo que acima dele só havia o teto.
Ele então se levantou, ainda sonolento, procurando seus chinelos. Havia algo azul brilhante no chão. Era o Lobo do sonho.
Brian deu um grito baixo de susto, se engasgando.
– Eae cara. — O lobo disse, acenando com uma das patas e um sorriso no rosto.
Brian deu outro grito baixo, subindo em cima da cama, em posição de proteção.
– Calma, eu não mordo.
– O-o-o que você está faze-zendo aqui...? Eu devo estar ficando doido... Quem é você...?
– Eu sou Ayinai, Duch em forma de Lobo, protetor de Brian, 511 anos, habitante de Doomstrings. E você é Brian Robert Woods, 15 anos, estudante de 1o ano no Ensino Médio no colégio Lonh, habitante de São Paulo, capital, gosta de ameixas e da estação Outono, tem a cor preferida verde escuro. Acertei?
Brian estava de boca aberta.
– Co-como você sabe isso tudo sobre mim?
– Simples, eu sou o seu Duch. — Ayinai respondeu indiferente.
– Dã... Dã o quê? Dãt?
– Seu Duch. Duch significa espírito. Somos guardiões das pessoas, todos tem o seu, mas a maioria não consegue nos ver... Um Duch é destinado a alguém no dia de seu nascimento, existem Duches de todas as formas, animais, criaturas, mas todos nós somos relacionados ao universo e aos astros.
– Você me acompanha por... 15 anos?
Ayinai assentiu com a cabeça.
– Então... Vocês me protegem do que? Assombrações?
– Não, não, de coisa pior... Dos Opaks. Opaks são seres que eram Duches, mas foram convertidos por alguma coisa ou por vontade própria. Eles não tem mais sentimentos, vagam por aí destruindo qualquer forma de vida que ver.
– Então eu estou sempre em perigo? Eu posso morrer por causa de um desses?
– Não, mas sabe aquele desânimo repentino? Aquela fraqueza, cansaço? Isso normalmente acontece quando um Opak está perto, Duches podem morrer por causa dessas criaturas, mas humanos não, enquanto vocês estão nessa dimensão.
– Mas por que agora eu posso te ver se nunca lhe vi antes?
– Você é um dos Escolhidos. Tem agora o dom de ver seu Duch... Mas eu venho para lhe pedir ajuda, por toda Doomstrings.
– Sim?
– Doomstrings está sendo atacada frequentemente por Opaks, eles estão querendo conquistar nosso território, para converter todos os Duches que conseguirem, peço-lhe que nos ajude, Brian.
– Eu... Eu... Isso... É real? Está acontecendo?...
– Sim, é verdade. Por favor, ajude-nos, imploramos a ti.
– Eu... Eu... Eu não posso lutar em uma guerra, o que falaria para os meus pais...?
– Vai ser em um piscar de olhos. E nos responsabilizamos por quaisquer ferimentos que você sofra.
– Eu... Eu... Não vou morrer, vou?
Ayinai permaneceu calado. Depois de um tempo, respondeu:
– Bem, quando você for para a nossa dimensão... Eh... Você vai poder nos tocar normalmente, do mesmo jeito que nós poderemos te tocar. Então, a resposta é sim, você pode. Mas vamos pensar positivo! Vamos conseguir vencer essa guerra, teremos ajuda de outros humanos também!
– Irão ter outros?
– Claro, estamos convocando vários humanos.
– Então, se for assim... Eu aceito. Eu aceito ir com você para... Doom... Doom o quê? Ah, é... Doomsprings.
– Não são Primaveras do Destino, eu diria Laços ou Teias do Destino... Doomstrings, com T
– Doomstrings. É, isso. Eu decido então ir para Doomstrings com você, para lhe ajudar a defender sua vila.
Um sorriso se formou no rosto de Ayilai.
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