Laços de amor
62 Capítulo Bônus 9: a vida de Tommy e Sofia
Laços de amor
Los Angeles
Pov. Sofia
Alguns meses depois...
― Tudo isso por uma geladeira? Cinco mil dólares? Esse povo é maluco? ― Revirei os olhos para a milésima reclamação de Tommy e continuei a desencaixotar os utensílios da cozinha, enquanto ele anotava nossos gastos em uma planilha.
A reforma no apartamento estava quase no fim e como Tommy estava impaciente para a mudança, começamos a comprar os eletrodomésticos que precisavam ser trocados e a arrumar os cômodos aos poucos, já que por conta do trabalho não tínhamos muito tempo livre.
Minha mãe sugeriu que contratássemos um decorador e um Personal Organizer, mas eu declinei. Tinha uma relação afetiva com aquele apartamento e como seria a casa na qual moraria com o meu futuro marido, – confesso que ainda era difícil pensar nisso sem sentir um calafrio de medo – resolvi eu mesma arrumar tudo.
No entanto, desde que começamos todo o processo de reforma, compras e organização, Tommy tinha se revelado um grande “mão de vaca” e estava me enlouquecendo com suas reclamações constantes sobre nossos gastos e sobre o preço de tudo.
Às vezes, eu tinha vontade de jogá-lo pela janela.
― Você não queria se casar? Esse é o preço. ― Ele bufou.
― Seis mil dólares por uma televisão? Estamos montando um cinema, então? ― Eu o encarei divertida.
― Tommy, para de reclamar. Que bom que temos dinheiro para comprar móveis e eletrodomésticos para nosso apartamento. Sua indignação não vai fazer os preços baixarem. ― Ele bufou.
― Eu espero que você não invente outra reforma tão cedo, ou iremos à falência. Além disso, temos que economizar para nossa festa de casamento. ― Fiz uma careta, mas me virei para que ele não visse.
As palavras casamento, marido e filhos ainda me causavam arrepios e eu simplesmente não podia evitar.
Às vezes, eu tinha a impressão de que tinha me tornado adulta cedo demais.
― Eu não quero nada grandioso, Tommy.
― Vamos iniciar outra briga, então, porque eu quero uma festa de casamento fabulosa. Igreja, festa, damas de honra, bolo, baile e tudo o que tenho direito. ― Eu o olhei divertida.
― Você já assistiu um filme brasileiro chamado “Se eu fosse você”?
― Não. O filme é sobre o que?
― É sobre um casal que troca de corpo. O homem vai para o corpo da mulher e vise versa. Acho que é o caso aqui. ― Eu declarei e ele me mostrou o dedo do meio, me fazendo rir.
― Homens também podem gostar e sonhar com uma festa de casamento. Não seja machista, Sofia Swan.
― Não estou sendo machista. Juro. Acho até bonitinha essa sua vontade de ter um casamento grandioso. Mas, Tommy, eu serei a noiva. Vou ter que entrar em um vestido que não foi feito para um ser humano caber nele, usar sapatos apertados, passar um dia todo sem comer, porque a noivas nunca comem, agradecer a felicitações que nem sempre são verdadeiras, gastar uma fortuna em flores que irão para o lixo no dia seguinte, borrar minha maquiagem caríssima com lágrimas que vou derramar ao abraçar nossos pais... E tudo isso para que? Para as pessoas reclamarem da comida, da bebida, dizerem que eu não estava tão bonita e que esperavam uma festa melhor?
― Quando você desenvolveu toda essa aversão a casamentos? ― Tommy me perguntou surpreso e eu suspirei, me aproximando e sentando-me em seu colo.
― Eu sempre fui romântica. Você sabe. Mas, hoje, acho festa de casamento algo desnecessário. Preferia viajar com você. ― Eu declarei e Tommy, emburrado, fez um biquinho lindo, que eu beijei.
― Amor, eu sou estagiário e você residente cirúrgica. Uma viagem está fora de questão no momento, mas uma festa de casamento é possível. Uma grande festa. Por favor? ― Ele me pediu fazendo aquela cara de cachorrinho abandonado e eu sorri, enchendo seu rosto de beijos.
Eu não sabia de onde vinha toda essa vontade de ter uma grande festa de casamento, mas se isso o faria feliz, por que não?
― Tudo bem. Mas, vou deixar os detalhes por sua conta. Como você disse, sou uma residente cirúrgica e não tenho muito tempo para ficar atrás de vestido, buffet, flores e outros detalhes que geralmente pedem a presença da noiva.
― Eu tenho carta branca? ― Ele perguntou animado e eu estreitei o olhar.
― Desde que você não faça nada de absurdo e exagerado...
― Não vou fazer. Quero apenas um casamento grandioso para que a gente sempre se lembre com carinho e alegria do dia em que nos tornamos uma só carne. ― Eu sorri.
― Tommy, não quero estragar o seu conto de fadas, mas essa união das carnes a gente já fez há muito tempo e muitas vezes. ― Ele riu, se aproximando mais do meu corpo e me beijando de leve.
― Eu sei. Aliás, eu adoro essa união... Mas, no casamento ela será abençoada pelas leis de Deus e oficial. E eu quero isso, princesa. Quero colocar uma aliança no seu dedo e chamá-la de minha esposa. Quero que você tenha o meu sobrenome.
― Eu já tenho... ― Tommy sorriu e encostou sua testa a minha.
― Não. Você tem o sobrenome do meu pai, porque ele fez de você uma filha. Na prática, nada vai mudar. Você continuará sendo Sofia Swan Cullen. Mas, será a senhora Antony Denali Cullen e não apenas a filha do meu pai. Será minha. Toda e completamente minha. Entende?
― Eu já sou toda e completamente sua. Mas, sim, eu entendo e se ter uma cerimônia de casamento e uma festa é importante pra você, eu me rendo. Só não exagere, por favor.
― Prometo ser o mais sensato possível. Além disso, terei ajuda.
― De quem?
― Mamãe se ofereceu e já contratou os serviços da tia Alice. Mia também está animada. Até a Elena se ofereceu para ajudar. Então, não estarei sozinho nessa organização. Fique tranquila.
― Vou tentar. Agora, o que você acha de unir sua carne a minha? ― Eu perguntei e ele gargalhou, me deitando sobre o balcão.
― Foi aqui que sua mãe flagrou nosso primeiro amasso. Já naquela época eu queria transar com você nesse balcão, mas acho que sua mãe me mataria se soubesse das minhas reais intenções. ― Tommy confessou divertido, enquanto desabotoava minha camisa e eu ri.
― Eu sempre soube que suas intenções eram perversas, Antony Cullen. Mas, elas combinavam com as minhas já naquela época. Quanto a minha mãe, não vamos contar nada a ela. Até porque, esse apartamento agora é nosso e alguém me prometeu que iríamos batizar toda e qualquer superfície plana a fim de comemorar nossa privacidade...
― Prometeu, é? ― Ele perguntou, beijando e lambendo minha barriga, enquanto suas mãos habilidosas me livravam do resto das minhas roupas e eu suspirei, já sentindo deliciosos arrepios tomando minha pele.
― Sim... Será que ele é um homem de palavra? ― Tommy me encarou.
― Ele é, com certeza. E vamos começar nosso sexo de comemoração por esse balcão. Será como relembrar os velhos tempos... ― Ele falou sorrindo e me beijou em seguida e eu me deixei levar para um mundo onde existia apenas nós dois, nossos beijos e toques intensos, quentes e molhados.
Sexo com Tommy era sempre muito bom e em pouco tempo, eu cheguei a um orgasmo forte e ruidoso, que me deixou largada sobre o balcão da cozinha nua, suada e ofegante.
― Isso foi... ― Eu falei ofegante, procurando em minha mente vazia uma palavra para definir o que tinha acabado de acontecer e Tommy me encarou divertido.
― Excelente, maravilhoso, estupendo, magnífico, inesquecível? ― Tommy perguntou convencido e eu revirei os olhos para sua falta de modéstia.
― Você transa bem, Tommy. É isso que quer ouvir? ― Ele gargalhou.
― Eu sei que transo. Seus gemidos e gritos são provas contundentes desde fato. Mas, ouvir é sempre bom... Deixa a gente empenhado para melhorar. ― Eu ri e rolei para cima do seu corpo a fim de poder encará-lo melhor.
― Você é um amante excelente, maravilhoso, estupendo, magnífico e inesquecível. Esqueci de algum adjetivo? ― Ele sorriu e beijou minha testa com carinho, não entrando no clima da minha brincadeira.
O detalhe era que eu não estava brincando realmente. Se havia alguma forma do sexo que já era maravilhoso ficar ainda melhor, eu passaria minha vida elogiando-o, mesmo que isso inflasse seu ego nada modesto de uma forma irremediável.
― Você também é uma amante maravilhosa. Adoro estar com você. Adoro fazer amor com você. Aliás, eu amo você. ― Eu sorri ternamente.
Tommy estava no modo romântico agora e eu adorava esse lado dele, pois fazia com que eu me sentisse como a menina que se apaixonou perdidamente por ele na adolescência.
― Eu também te amo, Tommy... Muito.
― Promete que vai ficar comigo para sempre? ― Ele me perguntou baixinho, todo fofo, e eu não resisti. Beijei meu noivo movida pela força de todo o amor que eu nutria por ele.
Ter Tommy fofo, carente e apaixonado era mais do que eu podia lidar depois de um sexo maravilhoso.
― Prometo. Eu sou sua e estarei sempre com você. Seremos parceiros da vida. Sempre e sempre. ― Ele sorriu.
― Que bom, porque eu simplesmente não aprendi a viver sem você.
Suspirei, tentando afastar o sabor amargo da lembrança de um tempo que eu tive que aprender a sobreviver sem ter Tommy por perto.
Não tê-lo na minha vida como meu amigo, namorado, amante e companheiro era uma experiência pela qual eu não pretendia passar outra vez, pois eu sabia que meu coração não aguentaria.
Portanto, nosso para sempre teria mesmo que existir.
***********
Alguns dias depois...
― Então, agora você tem um marido? ― Adam perguntou enquanto acompanhávamos um paciente até a sala de cirurgia e eu o encarei.
― Não exatamente. Acho que Tommy só será um marido quando a gente se casar oficialmente. O que ele insiste que aconteça em grande estilo. Mas, nós vamos morar juntos. Nosso apartamento já está quase pronto.
Já estava pronto, na verdade. Mas, acho que Tommy, assim como eu, ainda não estava totalmente pronto para deixar a casa dos nossos pais. Essa separação seria dolorosa, mesmo já tendo acontecido antes.
― Está pronta para dar esse passo na relação? ― Fiz uma careta mental.
Como eu podia saber?
A conivência a dois nunca seria um desafio fácil, mas eu estava disposta a tentar, pois Tommy era mesmo a pessoa com quem eu queria dividir minha vida.
― Eu já morei com o Tommy antes, Adam. Além do mais, nós estamos apaixonados e somos adultos, trabalhadores e responsáveis. Vai dar certo. ― Ele riu.
― Torço para que dê. De verdade. Só que essa sua aventura matrimonial trouxe ideias para a cabeça perturbada da Anny. Ela não para de me dar indiretas sobre a gente ir morar juntos. ― Eu o encarei divertida.
― E por que você não quer ir morar com ela?
― Para começar, Anny é maluca. Eu gosto dela, mas não acho que ela tem maturidade para um relacionamento sério como dividir um espaço, contas e problemas. Além disso, minha permanência em Los Angeles é temporária. Não quero criar laços.
― Você acha que está em Los Angeles só de passagem, Adam, mas quem sabe Suzana não te ofereça uma vaga no Staff? Aí será permanente.
― Sofia, Los Angeles não é uma cidade para gente morar. ― Eu o encarei ofendida.
― Como não? Los Angeles é uma cidade maravilhosa.
― Concordo com ela. ― O paciente, que até agora apenas nos ouvia, se pronunciou e Adam riu.
― Gente, esse lugar tem sol demais, praia demais, gente bonita e feliz demais. Esbarramos em estrelas de Hollywood no supermercado, pelo amor de Deus! Esses dias fui comprar uma pasta de dentes e topei com o Homem de Ferro. Vocês imaginam minha reação quando dei de cara com Robert Downey Jr. no supermercado? Não é um lugar para gente normal viver. Prefiro minha boa e velha Boston. ― Eu revirei os olhos.
― Volte para Boston, Adam. Você não merece mesmo viver em Los Angeles. ― Eu resmunguei e, após deixar o paciente sob os cuidados das enfermeiras, voltei para a antessala a fim de me lavar.
Odiava quando as pessoas diziam que LA não era um bom lugar para se viver. Los Angeles era maravilhosa e, aliás, topar com o Homem de Ferro no supermercado era o que tornava aquela cidade ainda mais especial.
― Não fica brava por eu não ser apaixonado por Los Angeles. Estou tentado. Juro. Mas, sinto falta de Boston e acho que após a residência, irei voltar para lá. Aliás, sua avó já me ofereceu um emprego. Eu sou um médico muito bom, sabe? E Esme Cullen sabe reconhecer meu valor.
― Ela tinha planos para mim também. Esme e minha mãe quase me disputaram a tapas. Mas, entre Boston e Los Angeles, fico com a cidade das estrelas. Aqui pelo menos a gente não mofa com tanta chuva e nem congela de frio. ― Adam apenas riu da minha resposta atravessada, mas não falou mais nada sobre a experiência “horrível” que era viver em Los Angeles.
Acompanhamos toda a neurocirurgia e o pós-operatório.
Como Adam era do terceiro ano, ele trabalhava como uma espécie de monitor e me seguia pelo hospital para cima e para baixo. Tommy odiava isso, mas já não surtava por saber que eu trabalhava junto com meu ex-namorado.
― Meus pés doem... E por mais que eu ame a cirurgia, odeio esses motoristas irresponsáveis que me obrigam a trabalhar horas sem fim na emergência. Não sei como você pode gostar do trauma, Sofia... Essa especialidade é para malucos. ― Nicky falou e eu ri, enquanto verificava meus prontuários.
― Quem disso que eu não sou maluca? ― Ela riu.
― Sabe quem é maluca? A Anny. Fica insistindo em ir morar com o Adam, quando é mais do que visível que ele não quer. Ela vai acabar afastando-o. ― Nicky comentou e eu fiz uma careta, olhando discretamente para Adam, que discutia uns laudos com Suzana.
― Ele comentou comigo sobre as ideias matrimoniais da Anny. Disse que é culpa minha. ― Nicky riu.
― Eu que não me inspiro com essa ideia de casamento. Quero apenas curtir e transar.
― Mas, você não pensa em se casar nunca?
― A ideia não me atrai. O casamento dos meus pais sempre foi um desastre total. Meu pai traia minha mãe até com buraco de fechadura e minha mãe se entupia de antidepressivos, fingindo não ver tudo o que o marido aprontava. Eu fui criada num verdadeiro inferno e não quero aquilo pra mim.
― Mas, nem todo casamento precisa ser um inferno, Nicky. Minha mãe e meu pai são muito felizes juntos, apesar de todos os problemas. Meus avós e meus tios vivem bem também. Até Lara que é meio descompensada vive bem com Ethan.
― É, mas eu prefiro não arriscar. E não estou dizendo isso para que você desista de se casar. Sua história com Tommy é épica e acho que casamento é mesmo o desfecho ideal para vocês. Mas, eu não quero isso para mim. Sou livre e feliz e pretendo continuar assim. ― Eu sorri.
― Essa é a magia da liberdade. Podemos ser e fazer o que quisermos.
― Exatamente. Mas, somos livres fora desse hospital, né? Porque aqui vivemos sobre o controle implacável da Dra. Suzana Cooper. E ela já está nos olhando de cara feia por não estarmos praticando medicina. ― Olhei discretamente para Suzana e percebi que ela realmente nos encarava.
E como não estava a fim de um plantão noturno interminável como castigo, tratei de ir procurar o que fazer. E encontrei, é claro.
Outro acidente me obrigou a passar mais de oito horas como auxiliar de uma cirurgia ortopédica, o que me fez chegar em casa após a meia noite.
Tommy me esperava acordado e sorriu assim que viu entrar no quarto.
― Eu quero me aposentar. ― Eu falei e ele riu, me puxando para o seu colo.
― Infelizmente você não pode, amor. Nós estamos começando uma vida nova. Aliás, a reforma do banheiro terminou. Já até acertei tudo com a firma responsável. O que significa que já podemos nos mudar. ― A animação dele me fez sorrir.
― Nem todos os móveis foram entregues ainda...
― Nossa cama já. ― Ele falou sugestivo, balançando as sobrancelhas e eu ri.
― E ela é grande e confortável?
― Não testei ainda. Não tinha companhia, sabe? Mas, eu acho que ela é perfeita para os planos que eu fiz para nós.
― E que planos seriam esses?
― Muito sexo. Sexo gostoso. Sexo intenso. Já falei sexo? ― Eu corei e o beijei de leve.
― Espero sair andando depois da conclusão desses planos. ― Eu brinquei e ele riu. ― Mas, que bom que eles são apenas para a cama nova, pois hoje eu não quero nem saber de sexo. Preciso apenas de uma boa e longa noite de sono. Estou exausta.
― Sério? Eu tenho planos que podem ser concretizados nessa cama velha também. Ou no chuveiro. ― Fiz uma careta.
― Sem chances, Antony Cullen. Hoje só quero dormir. Amanhã pode até ser que você se dê bem, mas hoje de jeito nenhum. ― Eu falei e após beijar seu biquinho de protesto, fui para o banheiro.
Quando voltei ao quarto, Tommy mexia no celular e, depois de tirar o aparelho das suas mãos, eu me aconcheguei em seus braços e ganhei um beijo no rosto.
― Amanhã é sua folga? ― Ele me perguntou e eu assenti, já me sentindo bastante sonolenta.
― É sim. Mas, nada de cuidar da nossa mudança, por favor. Tudo o que eu quero é dormir o dia todo. Essa semana foi muito pesada. ― Ele suspirou.
― Então, é que amanhã... ― Tommy começou a falar, mas eu não cheguei a ouvir sobre seus planos, pois o cansaço me venceu e eu adormeci.
Acordei no dia seguinte com Mia gritando na minha orelha, dizendo que nós estávamos atrasadas.
― Atrasada? É minha folga! ― Eu protestei, cobrindo a cabeça e ela suspirou, puxando totalmente meu edredom, o que me fez bufar.
― Nós vamos atrás do vestido perfeito e como você só tem hoje de folga, precisamos começar cedo. ― Eu a encarei, esperando do fundo do coração que aquilo fosse uma piada.
― Não vou desperdiçar meu único dia de folga na semana procurando vestidos. Eu quero dormir. ― Mia revirou os olhos.
― Você tem vinte minutos para se arrumar. Caso não desça, eu vou te arrastar de pijama para o centro comercial de Los Angeles. ― Eu bufei outra vez, me perguntando onde o filho da puta do meu noivo havia se metido.
Aquele imbecil provavelmente sabia que Mia iria me acordar para a expedição “vestido de noiva” e desapareceu antes de ter que lidar com a minha ira.
Bufei irritada e sai da cama.
Mia era suficientemente louca a ponto de cumprir a ameaça que me fez e só por isso me obriguei a me arrumar e descer.
Descobri que minha mãe, tia Alice e Elena também nos acompanhariam na busca do vestido de noiva perfeito e, ao me deparar com toda a animação delas e com uma lista de mais de vinte lojas que teríamos que visitar, desejei mais do que nunca poder voltar a dormir.
Tommy teria que me compensar a vida toda por me obrigar a passar por isso.
Ah se teria...
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