Laços de amor

61 Capítulo Bônus 8 - A vida de Tommy e Sofia


Laços de Amor

Los Angeles

Tommy

Arrependimento. Segundo o dicionário essa palavra significava “pesar ou lamentação pelo mal cometido”. Mas, quando arrepender-se de algo era cotidiano, esse significado tinha um peso muito maior.

Eu tinha apenas quinze anos quando me encantei por Sofia Swan.

Ainda era nítida na minha memória a primeira vez que eu coloquei os olhos sobre ela. Sofia estava a caminho da quadra da escola, sorrindo e eu fiquei paralisado, vidrado em sua beleza e aparente doçura.

A persegui em silêncio por quase um ano. Subornei o responsável pela biblioteca para ler sua ficha de leitura e vibrei de alegria ao descobrir que ela também era fã dos clássicos. Passei a assistir os treinos da equipe de vôlei e todos os jogos também, enquanto tomava coragem para finalmente me aproximar.

Mas, destino foi generoso comigo e colocou Isabella Swan no caminho do meu pai e eu finalmente consegui me aproximar de Sofia e confessar a ela todo o meu encantamento.

A convenci com muito custo de que nosso envolvimento amoroso não afetaria o relacionamento dos nossos pais e quando ela cogitou um término eu garanti que isso nunca ia acontecer.

Eu estava completamente apaixonado por Sofia, tanto que invadi a escola para salvá-la, mesmo sabendo que poderia levar um tiro e morrer antes de me tornar um herói. Mas, eu não podia perde-la. Ficar sem Sofia Swan não era uma opção. Então, era óbvio para mim e para qualquer um que nos visse juntos que tudo o que eu queria era passar minha vida toda ao lado daquela garota. Não havia motivos para a gente pensar em término, brigas e sofrimento.

Foi com ela que eu tive minha primeira vez. Eu me preocupei com cada detalhe para que aquela noite fosse especial para nós dois e realmente foi. Nossa vida sexual era ótima e mesmo quando estávamos em Boston, vivendo aquela rotina maluca de aulas, provas e trabalhos, sempre encontrávamos um tempo para namorar e nos curtir.

Mas, aí eu conheci Melissa Flammer.

Melissa era uma garota bonita de personalidade difícil, mas eu nunca tive outro interesse nela além da amizade. Portanto, eu nunca saberia dizer em que momento a brilhante ideia de terminar com Sofia para “curtir” a vida na faculdade começou a tomar forma em minha mente.

E eu não poderia culpar apenas Melissa por esse erro que cometi. Eu me deixei influenciar. Deixei que as ideias dela tomassem conta da minha mente e controlassem meus atos e palavras, que acabaram por magoar Sofia até que ela não suportasse mais e me desse um pé na bunda.

No momento em que ela terminou comigo e mudou de quarto eu me arrependi, mas na época fui orgulhoso demais para pedir desculpas e confessar que a única que eu amava e queria ao meu lado era ela, a minha Sofia.

Passei a “curtir a vida” e como estava solteiro, saí com algumas garotas, incluindo Melissa. Todavia, minha relação com ela nunca evoluiu para um namoro. Minha colega de sala era vulgar e seu jeito espalhafatoso e até um pouco agressivo não me atraia em nada e fazia com que eu sentisse cada vez mais a falta da Sofia.

O que na época não me passava pela cabeça era que Melissa provocava a Sofia em todas as oportunidades que tinha. Ela mandava fotos nossas para minha ex-namorada, postava indiretas em redes sociais, falava de nós e de nossos momentos para pessoas próximas a Sofia e essas atitudes imaturas e maldosas fizeram com que Sofia desenvolvesse um ódio mortal por Melissa Flammer e eu não podia culpá-la.

Quando Sofia me perdoou e nós reatamos, combinamos de não tocar mais no nome dos nossos ex-namorados ou ex-ficantes. Deveríamos agir como se aquele período sombrio nunca tivesse existido.

Mas, é óbvio que não seria assim tão fácil e Adam Jones e Rebeca Scott estavam em Los Angeles para nos provar que nem sempre conseguiríamos deixar o passado para trás.

Eu me arrependeria todos os dias da minha vida pelas minhas atitudes que me afastaram de Sofia um dia.

Eu sempre me lamentaria por ter me envolvido com Melissa Flammer e deixado, mesmo sem saber, que ela ferisse Sofia a ponto de despertar em um ser humano tão doce e especial um sentimento tão nocivo quanto o ódio.

Eu sempre teria vontade de me chutar por ter dado brecha para que Adam Jones entrasse na vida de Sofia.

Mas, infelizmente eu não podia mudar o que aconteceu e como Sofia mesmo me dissera há alguns dias, nosso passado, nossa história e as pessoas com as quais nos envolvemos um dia faziam parte do nosso eu no presente.

Melissa foi uma parte ruim da minha vida, mas a convivência com ela me ensinou que nenhuma mulher seria melhor para mim do que Sofia Swan, a garota por quem eu era completamente apaixonado desde a adolescência e que em pouco tempo se tornou minha melhor amiga, amante e parceira.

E agora ela estava ali, no meio da boate me encarando furiosa, enquanto esperava que eu respondesse se ainda mantinha algum contato com Melissa Flammer.

― É claro que eu não mantenho nenhum contato com a Melissa, Sofia. ― Eu respondi por fim e ela continuou me encarando com os olhos rasos d’água.

― Como você sabe que ela está em New York?

― Esse sempre foi o plano dela. Imagino que tenha realizado. ― Sofia riu.

― Rebeca, a nova estagiária da firma, a conhece. Foi ela que te trouxe notícias da sua querida ex, não é? ― Sofia me perguntou puta e eu suspirei, enquanto observava Rebeca saindo de fininho do banheiro, sem nos encarar.

Maldita seja aquela estagiária e sua língua grande.

― Sofia, o que Melissa fez ou faz da vida dela não é da minha conta. Rebeca a conhece, mas isso não me importa. Eu não penso na Melissa e não falo com ela. Nunca. Jamais magoaria você desse jeito.

― Já magoou uma vez. ― Sofia sussurrou, enquanto uma lágrima solitária escorria por seu rosto, e eu fechei os olhos por um momento.

Odiava vê-la sofrer por causa das minhas merdas do passado.

― Eu não te magoei deliberadamente e você sabe. Foi um erro do qual nunca vou deixar de me arrepender. Mas, eu amo você. Amo muito e percebi isso no instante em que terminamos. Eu só fui muito orgulhoso para implorar que a gente voltar e hoje pago o preço. Você trabalha com o seu ex, o que me incomoda pra caralho, e a gente ainda briga a toda e qualquer menção da Melissa.

― Meu ex-namorado só existe por causa da Melissa. Eu nunca teria me envolvido com outros caras se você não tivesse bancado o idiota. Além disso, Melissa me fez muito mal. Ela foi meu pior pesadelo durante todo o tempo em que ficamos separados, mesmo quando eu estava com Adam em outro continente. Eu odeio aquela garota e eu odeio odiá-la. Esse sentimento me fere na mesma intensidade que o pensamento de imaginar você tendo qualquer contato com ela outra vez. Só de imaginar você pensando em Melissa Flammer eu tenho vontade de morrer.

Eu expirei.

― Sofia, eu não penso na Melissa e muito menos falo com ela. Acredite em mim. Eu amo você. Nós vamos nos casar. Nada além disso me importa. ― Eu falei, segurando seu rosto para que ela me encarasse e visse a verdade no meu olhar.

Mas, quando o assunto era Melissa Flammer, Sofia simplesmente não conseguia ser racional.

― Você sabia que a nova estagiária a conhecia?

― Sabia. Mas, eu não te disse nada porque não queria que você ficasse brava ou preocupada.

― Quando eu escondi a chegada de Adam à Los Angeles pelo mesmo motivo, você surtou. ― Fiz uma careta e me recriminei por não ter contado a Sofia sobre a nova estagiária.

Às vezes, eu me comportava como uma besta quadrada.

― Eu devia ter contado. Me desculpe. Você tem o direito de surtar por eu ter escondido de você que a nova estagiária da firma conhecia Melissa. Mas, não tem o direito de surtar por pensar que eu mantenho contado com Melissa ou qualquer outra mulher com quem eu tenha me relacionado. Eu não sou assim e você sabe. ― Ela suspirou.

― Vamos para casa, Tommy. A noite acabou para mim. ― Ela sussurrou e eu respirei fundo, seguindo-a até o camarote para que pudéssemos nos despedir dos nossos amigos.

Lara me fuzilou com o olhar quando Sofia disse que queria ir embora por causa de uma dor de cabeça, mas eu simplesmente a mandei à merda em pensamento, pois não estava com paciência para lidar com a birra de ninguém.

Sofia e eu fomos para casa em absoluto silêncio. Liguei o som do carro para amenizar o clima ruim, mas nada diminuía o aperto que eu sentia no peito por mais uma vez deixa-la chateada por causa da Melissa.

― A gente precisa conversar, Sofia. ― Eu falei quando já estávamos no nosso quarto e ela me encarou.

― Hoje não. Amanhã. ― E dito isso, ela entrou no banheiro e não falou mais comigo.

No dia seguinte, saiu para correr com Mia antes que eu acordasse e eu fiquei em casa ansioso para a conversa definitiva que eu sabia que ainda teríamos que ter. Melissa não podia continuar sendo um problema entre nós, assim como Adam também não podia mais interferir em nossa relação.

Eles pertenciam ao nosso passado e era lá que deveriam continuar.

― Você e Sofia brigaram, né? ― Meu pai me perguntou, sentando-se ao meu lado no banco que ficava na varanda e eu assenti.

― Não foi bem uma briga, mas ela está chateada.

― E tem alguma coisa a ver com a nova estagiária da firma e com quem ela morou em New York? ― Edward me perguntou e eu o encarei surpreso.

― O senhor sabia que Rebeca morou com Melissa? ― Ele riu.

― Claro que eu sabia. Rebeca não fez questão de esconder isso. Aliás, Melissa também se candidatou para uma vaga de estágio e tenho a impressão que as duas esperavam trabalhar juntas. ― Eu praguejei.

O que Melissa tinha na merda da cabeça para achar que podia trabalhar na firma da minha família?

― Por que o senhor contratou Rebeca, então?

― Porque ela é boa. O RH é responsável pela maior parte da seleção dos estagiários e Rebeca teve êxito em todas as etapas. E filho, nós precisamos saber separar as coisas. Não posso deixar que seus problemas pessoais interfiram no trabalho do nosso escritório.

― Mas, Melissa não foi selecionada para fazer a seleção. Ou seja, o senhor deixou que assuntos pessoais interferissem no trabalho de alguma forma. ― Ele fez uma careta.

― Melissa fez muito mal a Sofia. Não a culpo pelas péssimas escolhas que você na época da faculdade, uma vez que você era adulto, mas eu estou ciente que sua ex-namorada perseguia a minha filha de um jeito quase psicopata. Não a contrataria jamais para trabalhar em minha firma. Mas, não selecionar Melissa para concorre a vaga de estágio foi minha única interferência. Eu não podia prejudicar Rebeca ou perder uma boa advogada só porque ela tem um gosto duvidoso para escolher companheiras de apartamento.

Eu queria discordar, pois meu pai teria me poupado muitos problemas se não tivesse aprovado Rebeca para o estágio na firma. Mas, eu sabia que ele tinha razão. Não seria ético desclassificar Rebeca Scott só porque ela era amiga da Melissa.

― Sofia não precisava surtar todas as vezes que minha ex-ficante for mencionada, pois Melissa não significou absolutamente nada em minha vida. É a Sofia que eu amo. É com ela que quero me casar e formar uma família.

― Ela sabe disso, filho. Tanto sabe que aceitou o seu pedido e vai morar com você em breve. Mas, a gente não manda na insegurança e no ciúme. Veja no meu caso.... Bella e eu nos casamos há anos e sempre fomos felizes, mas todas as vezes que sua tia Kate vem para uma visita ela surta. Eu não tive nada com Kate, mas Bella sabe que sua tia queria e só isso faz com que ela me enlouqueça todas as vezes que Kate Denali resolve vir a Los Angeles. ― Eu ri.

Bella realmente detestava minha tia e era sempre muito engraçado vê-la surtar quando Kate cismava que precisava nos visitar.

― Você sabe como lidar com a insegurança e ciúme da mamãe. Acho que Bella nunca duvidou do quanto você a ama. ― Meu pai sorriu.

― Sofia tão pouco duvida do seu amor, filho. Se ela duvidasse não teria reatado o namoro e nem aceitado seu pedido de casamento. Mas, Melissa a feriu, a perturbou e deixou marcas. Então, uma vez que foi você que colocou aquela maluca na vida da Sofia, cabe a você amenizar essas marcas. ― Eu fiz uma careta.

― Sofia e eu jamais devíamos ter terminado.

― Com isso eu concordo plenamente. Quando minha filha chegou sozinha aqui para o Natal, eu juro que quis te matar, Tommy. Planejei mil maneiras de torturá-lo. Eu fiquei muito decepcionado com suas atitudes, mesmo Bella tentando me consolar e me convencer de que era coisa da idade, que vocês eram jovens e que iam acabar se entendendo. Não era daquela forma que eu havia te ensinado a tratar uma mulher. Sofia tentava não demonstrar, mas era óbvio que ela estava sofrendo e cada vez que eu a via triste ou chorando, queria ir até New York e te dar uns bons tapas.

― Eu fui muito imbecil. Ainda bem que ela me perdoou. ― Meu pai sorriu.

― Sofia te ama, filho. Não houve traição e esse fato permitiu que vocês percebessem que separados não iam funcionar. E eu fico feliz em ver que vocês se entenderam, se perdoaram e estão construindo uma relação sólida e bonita. Mas, não alimente a ideia de que por existir amor não existirão problemas. O amor ajuda a enfrentá-los, mas eles não vão simplesmente desaparecer. Adam Jones e Rebeca Scott são as provas vivas disso. ― Eu bufei.

― Aquele Adam não me desce. ― Meu pai riu.

― Claro que não desce. Ele e Sofia ficaram juntos por quase um ano. Moraram juntos em Londres. Você tem ciúmes e é normal. Mas, tenha em mente que Sofia ama você. Ficar fazendo ceninhas e exigências não a faz mais próxima de você. Pelo contrário. Além disso, Adam é um cara legal. Não acho que ele vai travar uma batalha com você pelo amor da Sofia. Então, controle-se. ― Fiz uma careta.

Falar era fácil, mas saber que o ex-namorado da sua noiva estava todos os dias com ela era algo bem difícil de encarar. Sorte que eu confiava plenamente em Sofia.

― Obrigada por essa conversa, pai. Já sou um homem, mas às vezes me sinto tão perdido. ― Eu confessei e meu pai sorriu, enquanto bagunçava meus cabelos e me abraçava.

― Eu sempre estarei aqui por você, Tommy. Pra mim, você sempre será meu garoto. Pode contar sempre comigo. ― Sorri largamente.

Eu, definitivamente, tinha o melhor pai do mundo.

**********

Sofia voltou da sua caminhada perto da hora do almoço e se trancou em nosso quarto, o que significava que ela precisava de um tempo sozinha.

E eu dei esse tempo a ela.

Quando meu pai chamou a todos para comer, minha noiva apareceu e já não parecia tão irritada. Ela interagiu, conversou e até sorriu para alguns comentários do nosso irmão Benjamin, que estava mais engraçadinho que o normal.

Após a sobremesa, Sofia e eu fomos designados para lavar a louça e eu respirei fundo antes de encarar a conversa séria que eu sabia que precisávamos ter.

― Você ainda está brava? ― Eu perguntei baixinho, enquanto ensaboava os pratos e Sofia me encarou.

― Eu não estava brava com você.

― Você não falou mais comigo desde que saímos daquela boate, Sofia. ― Eu falei exasperado e ela suspirou.

― Eu só precisava de um tempo para pensar. Essa semana foi muito difícil. Parece que eu vivi dez anos em apenas sete dias. Adam apareceu do nada, a gente brigou, eu perdi minha primeira paciente e, para encerrar com chave de ouro, a estagiária da firma onde você trabalha é amiga da sua ex.

Fiz uma careta.

― Realmente foi uma semana e tanto. Mas, vamos esclarecer uma coisa: Melissa não é minha ex. Nós nunca tivemos nada sério. A única garota que eu já namorei se chama Sofia Swan. E ela aceitou a casar comigo, sabia? ― Eu brinquei na tentativa de deixar aquela conversa mais leve e ela sorriu.

― Sabia. Você é um cara de sorte. ― Eu sorri e me aproximei dela, tocando seu rosto de leve.

― Sou mesmo. Tenho o privilégio de estar com a garota mais linda, inteligente e doce que eu já conheci. Ela, além de ser a mulher que eu amo, é também minha melhor amiga, amante e companheira. Ela me perdoou depois de eu me comportar como um completo idiota e agora aceitou se tornar minha esposa. Portanto, eu sou, de fato, o homem mais sortudo do universo.

― Eu também sou uma mulher de muita sorte. Vou me casar com um homem íntegro, carinhoso, inteligente, engraçado e bom de cama. Ele também é o meu melhor amigo, além de ser o primeiro e único homem que eu realmente amei. Mas, às vezes, ele me deixa puta, principalmente quando esconde coisas de mim. ― Fiz uma careta e encostei minha testa na dela.

― Você também escondeu a chegada de Adam Jones de mim. Acho que estamos quites nesse quesito. ― Ela fez um biquinho lindo para minhas palavras e eu a beijei, quase pulando de felicidade quando ela correspondeu.

― Não vamos mais esconder coisas um do outro. Fazer isso só nos traz problemas e eu odeio brigar com você. ― Eu assenti e beijei sua testa.

― Está prometido, porque eu também odeio brigar com você. E também vamos tentar superar o tempo em que ficamos separados. Não podemos mudar o passado e por isso não devemos deixar que ele interfira na nossa felicidade. Eu amo você. Só você e isso nunca vai mudar. ― Ela suspirou.

― O passado não me incomoda, Tommy. De verdade. Mas, Melissa Flammer tem o poder de despertar o meu lado sombrio. Eu não a suporto. Mas, prometo tentar não deixar que ela me afete mais.

― Eu sei que ela te afeta e eu sinto muito por isso. Se não fosse por mim, Melissa nunca teria entrado em sua vida. Mas, eu não sinto nada por ela. Nunca senti. Então, por favor, vamos esquecê-la.

― O mesmo vale para Adam Jones. Ele trabalha comigo agora e não tem como eu simplesmente ignorá-lo. Eu amo você e só você. Adam faz parte do meu passado e eu quero que você pare de implicar com ele. ― Eu bufei e revirei os olhos, pois realmente não gostava daquele cara perto da minha Sofia, mas o melhor que eu podia fazer era deixar de ser infantil quanto a isso e parar de implicar com aquele médico de meia tigela, pois pelo visto ele chegou para ficar.

― Tá.... Vou parar de implicar com o tal Adam. Mas, por favor, nada de sorrisinhos no píer. ― Ela riu.

― Certo. Nada de píer para o Adam e eu. E eu também não te quero perto daquela estagiária. Nada de conversinha, risinhos e baladas. Vou falar com a Lara sobre isso.

― Pelo amor de Deus, Sofia, não conta pra sua prima que Rebeca conhece Melissa. Lara e eu já não temos uma relação muito legal, se ela souber desse detalhe, vai fazer da minha vida um inferno. ― Sofia suspirou.

― Ok. Não vou falar nada. Mas, eu não quero aquela ruiva em outra balada com a gente.

― Vou providenciar. Só não diga nada a Lara. Ela já é insuportável o suficiente. ― Sofia revirou os olhos.

― Vocês dois precisam se entender.... ― Sofia resmungou e eu fiz uma careta.

Acho que Lara e eu nunca iríamos nos entender.

― Sofia, sobre isso de não escondermos mais nada um do outro.... Quando você ia me contar que seu apartamento vai ficar vazio nas próximas semanas? ― Eu perguntei, voltando para a louça suja e Sofia corou, o que me fez sorrir.

― Eu ia contar hoje. Mas, aí aconteceu a estagiária no banheiro e eu acabei me esquecendo.

― Sei....

― É verdade. Eu ainda não estou animada com isso de morar longe da minha mãe outra vez, mas eu ia te falar. Juro. Até porque, vamos ter que fazer algumas reformas antes da mudança e essa será nossa primeira despesa como casal.

― Quer dizer que em breve estaremos morando juntos? Só nós dois? ― Ela sorriu.

― Parece que sim, senhor Cullen. ― Sorri largamente.

Eu mal podia esperar!

Notas finais
Hello... Olha eu aqui para alegrar a quarentena de vocês. =) Então, por favor, alegrem a minha e me deixe comentários. Beijinhos e até o próximo!