Laços de amor
51 Capítulo 50
Capítulo 50
Pov. Bella
Alguns anos depois...
─ Bella? Amor? Acorda! ─ Ouvia a voz suave de Edward e abri os meus olhos, sorrindo largamente quando o belo rosto do meu marido entrou no meu campo de visão.
─ Eu estava te esperando. Juro. Mas, o cansaço foi mais forte que eu. ─ Ele sorriu e beijou minha testa com carinho.
─ Tudo bem, amor. O voo atrasou. Mas, agora eu já estou em casa e sou todo seu.
─ Hum... Isso é bom. O que você acha de irmos pra cama, então? Esse sofá me deu dor no pescoço. Além disso, corremos o risco de sermos flagrados por alguma das crianças.
─ Cama me soa bem. Mas, antes de me juntar a você eu preciso dar uma olhadinha nas crianças e tomar um banho. Acha que consegue me esperar acordada dessa vez? ─ Edward me perguntou e eu ri, me inclinando para poder beijá-lo.
─ Acho que sim. Minha saudade e carência vão me manter acordada.
─ Ótimo. Então, eu já te encontro... ─ Ele falou, correndo escada acima e eu suspirei, indo até a cozinha para conseguir um copo d’água.
Já fazia duas semanas que meu marido havia viajado para New York a trabalho e eu estava morrendo de saudades, já que em todo esse período nem mensagens pudemos trocar. O caso era sigiloso e o governo dos Estados Unidos não deixava com que os advogados envolvidos falassem com ninguém sem alguma supervisão.
Eu já estava enlouquecendo sem notícias, quando hoje de manhã recebi uma ligação de Emmett me avisando que os dois estariam em Los Angeles nas primeiras horas da noite, o que me deixou radiante.
Sai mais cedo do trabalho, busquei meus filhos na escola e os mantive bem entretidos e cansados para que eles dormissem cedo e eu pudesse me arrumar para o meu marido, de quem eu estava morrendo de saudades. Mas, aparentemente o voo atrasou e eu acabei dormindo no sofá a espera de Edward Cullen.
Todavia, agora ele estava em casa e eu iria me aproveitar do seu corpo nu no banheiro mesmo.
─ Invadir banheiros com homens nus dá cadeia em alguns lugares do país. ─ Edward falou, quando sentiu minhas mãos em seu peito nu e eu sorri, beijando a pele das suas costas.
─ Eu estava com saudades. Duas semanas é muito tempo para ficar sem você, Cullen.
─ Eu também estava com saudades, amor. É horrível ficar longe de você e das crianças. ─ Ele virou-se para me beijar e eu me perdi em seus braços.
Fizemos amor no chuveiro e depois na cama e quando tudo acabou, eu ainda queria mais.
─ Bella, eu te amo, mas preciso dormir. Eu sou um cara de mais de quarenta anos. Não aguento tanto sexo assim, ainda mais depois de uma viagem. ─ Edward falou ofegante e eu ri, me deitando em cima do seu corpo.
─ Fracote! São duas semanas sem sexo, Edward. Você tem que me recompensar.
─ Posso recompensá-la amanhã? Eu estou realmente cansado. ─ Eu beijei seus lábios e me aconcheguei em seus braços.
─ Pode, amor. É bom tê-lo de volta.
─ É bom voltar. ─ Ele murmurou e eu sorri ao me dar conta de que ele já estava dormindo antes mesmo de terminar a frase.
Levantei da cama e depois de usar o banheiro e verificar minhas crianças, me deitei ao lado do meu marido e me agarrei a ele, dormindo quase que imediatamente com a sensação maravilhosa de tê-lo ao meu lado. Eu devia acordá-lo e pedir que ele vestisse uma roupa, mas não iria atrapalhar o seu sono. Nossos filhos foram educados para nunca entrar em nosso quarto sem bater e, portanto, nenhum incidente iria acontecer.
Era o que eu pensava.
─ Por que o papai dorme pelado? ─ Ouvi uma voz infantil e abri os olhos lentamente, me deparando com Elena em seu pijama de unicórnio parada a beira da minha cama encarando a mim e ao pai com curiosidade. Olhei para o lado e percebi que Edward dormia de bruços e que estava descoberto.
Cobri a bunda do meu marido e me sentei para poder encarar a minha pequena terrorista.
─ O que eu falei sobre entrar no quarto da mamãe e do papai sem bater?
─ A porta estava aberta, mamãe. Nesses casos eu tenho que bater também? ─ Ela me perguntou, colocando as mãozinhas na cintura e eu apertei os lábios para não rir.
Elena era a cópia fiel de Sofia, ao não ser pelos olhos, que eram idênticos aos do pai. Mas, diferente da irmã mais velha, ela não era doce e obediente. Tendo herdado a forte personalidade de Mia, Elena Swan Cullen raramente perdia uma discussão.
─ Nesses casos também. Entrando assim você pode ver o bumbum do papai outras vezes e isso não é legal.
─ Por que o papai dorme com o bumbum de fora? ─ Eu corei e respirei fundo, me preparando para responder a pergunta do dia. Eu podia mentir, mas Elena era esperta demais para ser enrolada. O melhor era editar uma resposta verdadeira e torcer para que ela não inventasse mais nenhuma pergunta.
─ Bem... O papai e eu estávamos com saudades e como somos adultos e nos amamos muito, geralmente namoramos pelados. Como ele estava cansado, acabou dormindo assim.
─ Vocês beijam na boca e namoram pelados? ─ Ela me perguntou depois de uns segundos, levantando uma sobrancelha e eu assenti, contendo o riso. ─ Eca! Eu nunca vou fazer isso. É nojento! ─ Elena falou, fazendo uma careta adorável e eu gargalhei, puxando-a para o meu braço e enchendo-a de beijos.
─ Seu pai vai adorar ouvir isso, amor. Uma pena que sua decisão sobre garotos, beijos e namoros vai durar no máximo até os seus quinze anos. Acho que nem isso.
─ Vai durar pra sempre, mamãe. Eu nunca vou namorar sem roupa. ─ Eu ri de sua certeza. Sofia também era avessa à ideia de beijar garotos, assim como Mia. Acho que toda criança pensava assim no auge dos seus cinco ou seis anos. Mas, minhas filhas mais velhas já haviam mudado de ideia e Elena mudaria também. Era só uma questão de tempo.
─ Certo. Agora, eu posso saber o que a senhorita está fazendo de pé? São seis da manhã.
─ Eu estou com fome. E não tenho mais nenhum sono. Aí, vim te acordar, já que eu não tenho permissão para mexer na cozinha e Mia trancou a porta do quarto. ─ Fiz uma careta. Fome às seis da manhã? Era a vida de mãe cobrando seu preço.
─ Certo. Já escovou os dentes?
─ Não. As panquecas que você vai fazer ficam ruins com o gosto da pasta. Eu escovo depois do café.
─ E quem disse que eu vou fazer panquecas? ─ Perguntei divertida e Elena revirou os olhos. Ela tinha seis anos e já revirava os olhos pra mim.
─ Mamãe, ontem eu pedi panquecas e você disse que as faria hoje. Hoje é hoje. ─ Eu ri da sua lógica e beijei o topo da sua cabeça.
─ Ok, baixinha. Teremos panquecas, então. Espere só até que eu tome um banho.
─ Vou alimentar o Aladin, então! ─ Ela falou empolgada, correndo para fora do quarto e eu suspirei, andando até o corredor.
─ Só duas bolinhas, Elena. ─ Eu a lembrei, antes que mais um peixe viesse a óbito por excesso de comida e eu tivesse que organizar outro serviço fúnebre no quintal.
─ Eu sei! ─ Ela gritou da escada e eu balancei a cabeça, fechando os olhos por um momento. Elena elétrica às seis da manhã era demais para minha sanidade.
─ E não corra!
─ Não estou correndo. ─ Ela respondeu e eu revirei os olhos.
─ Claro que não está... ─ Eu murmurei e fui para o banheiro.
Consegui me arrumar em menos de vinte minutos e quando estava seguindo meu caminho até a cozinha o meu bebê de dois anos apareceu no corredor esfregando os olhinhos de um jeito fofo que me fez sorrir.
─ Bom dia, meu amor! ─ Eu falei, pegando Benjamin nos braços e ele fez um biquinho, deitando o rosto em meu ombro.
─ Xixi, mama. Xixi. ─ Ele falou e eu fiz uma careta, apalpando sua frauda que estava de fato encharcada.
─ Vamos melhorar isso, meu amor. Mas, teremos que pedir a ajuda do papai, pois eu preciso encontrar Elena antes que ela destrua a casa.
Levei meu filho até o pai, que ainda dormia como um morto.
─ Edward, tem um pequeno precisando de você. Levanta.
─ Estou com sono. ─ Ele murmurou e eu bufei.
─ Elena está sozinha em algum lugar dessa casa e você sabe tão bem quanto eu que isso significa problemas graves. Preciso que você levante, pois Benjamin está molhado de xixi e precisa de um banho. ─ Eu falei e Edward me olhou por um momento, antes de enterrar o rosto no travesseiro e gemer.
─ Devíamos ter nos reproduzido menos. ─ Ele reclamou e eu ri, entregando Ben a ele, que sorriu largamente para o pai.
─ Tarde demais, amor. Somos pais de cinco. Dormir até tarde não nos pertence mais. Então, mova-se.
─ Você é muito mandona, Bella. ─ Ele resmungou e eu ri, me inclinando para beijá-lo e ganhando um chega pra lá de Ben. Meu pequeno tinha muito ciúmes do pai.
─ E você me ama mesmo assim. ─ Eu conclui e ele sorriu.
Segui para a cozinha, encontrando Elena e Mia separando os ingredientes para a panqueca. Sorri para minhas meninas.
─ Olha só quem acordou também. Minha mocinha. ─ Eu falei, beijando o topo da cabeça de Mia que fez uma careta.
─ Você e Elena gritando no corredor foi o que me acordou, mãe. Além disso, Noah e eu combinamos de sair para correr. ─ Eu sorri.
─ Noah e você? Sei. Desde quando você corre, Mia?
─ Desde que eu estou gorda. ─ Eu gargalhei.
─ Gorda, Mia? Onde?
─ O treinador Johnson disse que se eu quiser competir no estadual tenho que perder alguns quilos. Noah está me ajudando nisso. ─ Eu suspirei.
Mia estava com dezesseis anos e fazia parte da equipe de líderes de torcida da escola. Há uns dois anos ela havia conhecido Noah, com quem eu tinha certeza que ela estava namorando, ou em vias de, embora não admitisse nem sob tortura e ele a ajudava com tudo relacionado aos esportes, já que era um atleta nato.
Minha filha havia se tornado uma adolescente linda e muito parecida com sua mãe biológica fisicamente. Na personalidade, eu tinha certeza que ela era parecida com o pai. Teimosa e cabeça dura. Edward, claro, não concordava comigo.
─ Vou conversar com seu treinador sobre isso. Essas suas dietas malucas vão acabar afetando sua saúde. Seu corpo está ótimo. Lindo em todos os lugares. Tenho certeza, inclusive, que Noah concorda comigo nesse ponto. ─Ela me olhou irritada.
─ Eu sei o que está insinuando, Dra. Swan. ─ Eu ri.
─ Não estou insinuando, Mia. Estou afirmando. Você e Noah namoram. Não? ─ Ela corou.
─ Não. A gente já... Noah e eu ficamos, mãe. Mas, pra namorar ele tem que vir falar com o papai, de quem ele morre de medo. E eu entendo, sabe? Sofia namorava o cara que o meu pai criou e ele dificultou o quanto conseguiu o namoro dos dois. Imagine eu que vou namorar um garoto que o papai nem sequer conhece? Ele vai surtar e nos deixar surtados. ─ Eu revirei os olhos para o seu exagero, o que a fez rir.
─ Seu pai não tinha nada contra o namoro dos seus irmãos. Edward Cullen era contra a vida sexual dos dois. Iniciou até campanha. ─ Mia corou e desviou o olhar, o que me fez encará-la com desconfiança. ─ Mia, você e Noah transaram? ─ Ela arregalou os olhos.
─ Claro que não, mãe! Que ideia.
─ Promete que quando isso for acontecer eu serei a primeira a ficar sabendo? ─ Ela suspirou e assentiu. ─ Ótimo.
─ O que é transar, mamãe? ─ Elena me perguntou bem no momento em que Edward apareceu na cozinha com Ben e ele me olhou assustado.
─ Que conversa é essa? Por que vocês estão falando sobre t-r-a-n-s-a-r? ─ Ele soletrou a palavra e eu revirei os olhos.
─ Não estamos falando sobre isso... Quer dizer, foi só um comentário. Elena só é curiosa demais.
─ Não sou curiosa! Você falou sobre Mia transar com Noah. Eu ouvi muito bem. ─ Elena falou brava e Edward ficou vermelho na hora, fulminando Mia com o olhar.
─ Mia Denali Swan Cullen, que merda de história é essa? Você é uma criança! ─ Revirei os olhos, assim como Mia. Por que meu marido tinha que ser tão exagerado?
─ Papai, você falou uma palavra feia! ─ Elena falou indignada e Edward bufou.
─ Me desculpe, princesa. Não faça isso, pois você é uma dama. ─ Edward falou e Elena sorriu orgulhosa.
─ Sou. Mas, eu quero dez dólares pelo seu mau comportamento. ─ Elena declarou e eu gargalhei, assim como Mia. Edward nos olhou mal humorado.
─ As mulheres dessa família vão me enlouquecer. ─ Ele resmungou e eu ri, indo até ele e beijando seus lábios.
─ Você que é muito exagerado, amor. Relaxe.
─ Relaxar? Como posso relaxar quando meus filhos mais velhos vivem em fornicação a mais de cinco anos, minha filha do Meio, que ainda é uma criança, fala em transar com um garoto que eu não conheço e minha filha caçula me chantageia antes das sete da manhã? Ainda bem que eu tenho Benjamin. Estaria perdido sem mais um membro para o time masculino dessa família, não é amigão? ─ Edward falou, bagunçando os cabelos ruivos do nosso filho e eu revirei os olhos, voltando para minhas panquecas enquanto ele prendia Ben ao cadeirão.
A gravidez de Benjamin havia sido totalmente inesperada. Elena tinha acabado de completar três anos quando eu comecei a enjoar constantemente.
Eu não queria acreditar em uma gravidez, mas depois de quase desmaiar duas vezes devido a tonturas e enjoos eu acabei fazendo um exame laboratorial que confirmou minhas suspeitas. A família adorou a notícia. Edward chorou de emoção e começou a torcer para que dessa vez ele ganhasse mais um membro para a ala masculina dos Cullen.
Ben só revelou o sexo no dia do nascimento, que foi muito festejado. Sofia e Tommy vieram de Boston especialmente para conhecer o irmão e se apaixonaram perdidamente pelo pequeno que desde o nascimento era todo o pai. Aparentemente meu feitiço só funcionava com meninas, já que Sofia e Elena eram fisicamente idênticas a mim.
Mas, independente de com quem se pareciam, meus filhos eram os mais lindos do mundo. Lindos, perfeitos e amados.
Depois do café, eu fui cuidar das minhas crianças e Mia saiu para correr com Noah, deixando um Edward mal humorado observando-a da janela com cara de gangster. Eu ri da cena e depois de muita insistência consegui arrastá-lo para o jardim comigo e com as crianças.
─ Eu não gosto quando os filhos crescem. ─ Edward resmungou, enquanto observávamos Ben e Elena brincando e eu sorri, beijando seu ombro e sentindo-o rodear meu corpo com o braço.
─ É a vida, amor. Pare de ser tão ciumento. Noah é um bom garoto. ─ Ele bufou.
─ Ele poderia ser o melhor garoto do mundo, mas sabemos exatamente o que ele quer. Sexo. É sempre o que os garotos querem. E Mia ainda é uma criança. ─ Revirei os olhos.
─ Edward, nossa filha já é uma mulher. Namorar é algo absolutamente normal e saudável para adolescentes da idade de Mia.
─ Já ouvi esse discurso antes. E o resultado é nossos filhos morando juntos e vivendo como marido e mulher longe de nós. ─ Eu ri.
─ Tommy e Sofia são adultos. Podem viver como quiserem. Deixe de ser rabugento, Cullen. ─ Edward bufou.
─ Eu não sou rabugento. Apenas me preocupo com eles. Depois daquela história de término eu temo que os dois comecem a se odiar a qualquer momento. ─ Fiz uma careta ao me lembrar dos dois anos em que Tommy e Sofia ficaram separados. Foi ruim para a família toda, mas graças aos céus eles se entenderam e estavam juntos outra vez. Juntos e felizes.
─ Eles já se entenderam, Edward. Foi uma briga boba movida por ciúme, mas já acabou. Tommy e Sofia estão cada vez mais apaixonados.
─ Foram dois anos separados, Bella. Ainda tenho medo de que os dois se desentendam outra vez e causem mais problemas. Além disso, eu duvido que estejam mais apaixonados que nós. ─ Ele comentou, se inclinando para beijar meus lábios e eu sorri, retribuindo o beijo.
─ Eca! É agora que vocês vão para o quarto e ficam nus, mamãe? ─ Elena nos perguntou ao se aproximar tive que rir da expressão de pavor do meu marido.
─ O que? Que história é essa agora?
─ Eu sei o que vocês fazem no quarto, papai. Mamãe me contou tudo. ─ Edward me olhou espantado.
─ Contou? ─ Revirei os olhos para o tom indignado de Edward.
─ Ela viu o seu bumbum. Queria que eu dissesse o que?
─ Elena tem seis anos, Bella! Não tem idade para saber nada sobre s-e-x-o. ─ Ele soletrou a palavra e eu ri.
─ Foi uma versão editada, amor. E pode ficar tranquilo, pois segunda nossa caçula, ela jamais vai querer beijar na boca ou namorar pelada.
─ Que essa ideia permaneça até os trinta anos. ─ Ele resmungou e eu ri outra vez, beijando seu rosto.
─ Eu te dou no máximo mais dez anos para não ter que se preocupar com isso. Elena, assim como Sofia e Mia, vai querer namorar quando for adolescente. Todo esse nojo por beijos e contato físico vai passar. ─ Ele bufou e voltou sua atenção para os nossos pequenos que corriam novamente pelo jardim.
─ Volto a repetir que eu gostaria que eles nunca crescessem. Sinto muita falta de Tommy menino. Pensar em Mia também me deixa saudoso, apesar de sua versão criança quase ter me enlouquecido. ─ Eu sorri ao me lembrar de Mia no auge dos seus oito anos, quase nove, me odiando por ser a nova namorada do papai.
─ Sofia me faz falta também. Ela era minha companheirinha linda. Eu vivia por ela e para ela. Mas, apesar da saudade, eu fico feliz por ela ter crescido e se tornado uma mulher tão linda e inteligente.
─ E médica... ─ Edward falou, referindo-se ao curso universitário da minha filha e eu sorri orgulhosa.
─ É. E médica. Suzana não vê a hora de colocar as mãos nela. ─ Edward me encarou divertido.
─ Não é só a Suzana que está ansiosa. Você também. Sofia será interna e residente cirúrgica do California Hospital Medical Center e eu sei que você, como a mãe orgulhosa que é, não vê a hora de tê-la aqui trabalhando e aprendendo ao seu lado. Isso se minha mãe deixar.
─ Como assim se Esme deixar? Ela não está tentando convencer minha filha a fazer o internato em Boston, está? ─ Edward riu do meu tom indignado.
─ O que você acha? Sofia é a melhor da turma dela e já foi considerada brilhante por vários professores da faculdade que conversaram sobre ela com a Dra. Cullen. Portanto, é óbvio que minha mãe a quer. ─ Eu fechei a cara.
─ Mas, não a terá. Minha filha voltará para Los Angeles daqui a dois anos e fará o internato médico e a residência no mesmo hospital que eu. Já está decidido.
─ Você e minha mãe vão disputar Sofia a tapas. ─ Edward falou divertido e eu bufei me recusando a acreditar que minha sogra estava tentando me manter afastada da minha filha por mais tempo. Tudo bem que ela era uma médica nata e brilhante, mas já tínhamos decidido que ela voltaria para casa ao fim da faculdade e eu faria qualquer coisa para minha filha não mudar de ideia.
Ficar longe de Sofia foi a coisa mais difícil que eu já fiz na vida. Todos os dias eu sentia uma falta dolorida da minha filha e eu não via a hora de t-la perto de mim mais uma vez.
Portanto, ficar em Boston estava fora de cogitação.
E eu fiz questão de dizer isso a ela na noite daquele dia.
─ Mas, eu não vou ficar aqui. Quem disse isso a você? ─ Sofia me perguntou ao telefone e eu suspirei.
─ Seu pai. Ele disse que Esme vai brigar comigo e com Suzana por você, que é a melhor da sua turma. ─ Ela riu.
─ Bem, isso eu sou mesmo. Mas, fica tranquila, mãe. Eu vou voltar para Los Angeles logo após a formatura. Já está decidido e eu não vou mudar de ideia.
─ Esse era o plano de Tommy também, mas ele não voltou para Los Angeles como prometido. Está trabalhando aí e não tem planos para voltar pra casa. Vocês estão enfeitiçados por Boston. ─ Eu reclamei e ela riu outra vez.
─ Tommy não voltou para Los Angeles porque eu não posso voltar ainda. Mas, nós vamos pra casa juntos, mãe. Fique tranquila.
─ Acho bom. Suzana morre se você não estiver entre as próximas equipes de internos do hospital. E eu também. Não aguento mais sentir saudades de você, meu amor. Preciso tê-la em casa outra vez. ─ Eu murmurei a última parte, tentando conter o choro e Sofia suspirou.
─ Mãe, eu também não aguento mais sentir saudades de você. Logo estaremos juntas de novo. Fique tranquila e, pelo amor de Deus, não chore.
─ Não estou chorando. Eu prometo. Agora, vá descansar. Nos falamos amanhã. Eu te amo.
─ Eu também te amo, mãe. Até amanhã.
Desliguei o telefone e sorri. Minha filha voltaria pra mim. Logo. E isso era simplesmente maravilhoso.
**********
Pov. Sofia
─ Era a mamãe? ─ Tommy me perguntou e eu assenti, jogando meu celular sobre o sofá e me sentando ao seu lado.
─ Ela está preocupada que eu resolva ficar em Boston após a formatura. Parece que a vovó vai iniciar uma campanha para me convencer a fazer a residência aqui e minha mãe não quer que eu vá para casa. Ela e Suzana me querem em Los Angeles.
─ Todos querem você. Quantas ofertas você já recebeu? ─ Tommy me perguntou divertido e eu sorri.
─ Algumas. Mas, ainda faltam dois anos para que eu me forme. Não sei o porquê de todo esse alvoroço para meu internato e residência.
─ Você é uma médica nata. Sabemos disso desde o dia do tiroteio onde você salvou a própria vida. Por isso todos te querem. ─ Fiz uma careta ao me lembrar daquele dia horrível.
─ Você salvou minha vida, Tommy. Eu só dei as instruções. Sozinha eu não poderia ter feito nada. ─ Eu falei e ele beijou minha testa.
─ Odeio me lembrar daquele dia. ─ Eu respirei fundo.
─ Eu também. Principalmente quando me lembro de todos que morreram.
─ É... Todos jovens que deveriam estar na universidade como nós.
─ Será que Mary Jane teria vindo para Harvard como nós? ─ Eu perguntei e Tommy me olhou confuso.
─ Por que isso agora? ─ Ignorei sua pergunta e continuei.
─ Sim. Ela teria. Mary Jane viria para Boston para correr atrás de você e me infernizar. Mas, isso não seria de todo ruim. Lidar com Mary Jane seria mais fácil do que lidar com... Com Melissa Flammer. ─ Eu murmurei a última parte e Tommy respirou fundo, levantando-se do sofá e me encarando mal humorado.
─ Combinamos de não falar mais sobre isso. ─ Ele declarou bravo e eu suspirei.
─ Eu sei. Me desculpa... Eu... Eu vou tomar banho. ─ Eu falei e segui para o nosso quarto, deixando-o sozinho na sala. Entrei no chuveiro e deixei que minhas lágrimas escorressem.
Melissa Flammer foi o pior pesadelo que eu vivi durante a faculdade. Ela era colega de classe de Tommy e desde que o conheceu começou uma intensa campanha para conquistá-lo.
E ela conseguiu. Depois que Melissa entrou em nossas vidas, Tommy e eu não paramos mais de brigar, até que a única solução foi o rompimento. Terminei com ele e esse fato quase me destruiu.
Foi muito doloroso estar separada dele. Tão doloroso que eu cheguei a cogitar abandonar a faculdade e voltar para Los Angeles e para os braços da minha mãe, que só soube do nosso término seis meses depois. Lara me fez desistir dessa ideia maluca e por ela e por meus pais, a quem eu não queria magoar e preocupar, eu acabei ficando em Boston.
Passei a dividir o quarto com a minha prima e segui com meus estudos, morrendo um pouquinho sempre que via Tommy com aquela garota, que não perdia nenhuma oportunidade de me perturbar.
Tommy e eu ficamos dois anos separados. Durante esse período eu fiquei com alguns caras, frequentei festas e viajei pra Europa com Adam.
Adam era monitor do laboratório de Anatomia e no meu primeiro ano na escola de medicina escrevemos juntos um projeto de pesquisa que foi premiado e nos rendeu um período de seis meses em Oxford.
Adam e eu tivemos um relacionamento breve durante o tempo em que ficamos em Londres. Eu não estava apaixonada e nem nada, mas como queria esquecer Tommy, me deixei envolver.
Quando voltei para os Estados Unidos, Tommy estava sozinho e pediu que eu terminasse com Adam, pois ele descobriu que ainda me amava e queria tentar de novo. Resisti um pouco, mas acabei cedendo. Não voltei com Tommy imediatamente, mas aos poucos a gente acabou se entendendo e combinamos de nunca tocar no nome dos nossos “namorados”. Mas, às vezes era inevitável não me lembrar do inferno que eu vivi quando Melissa Flammer estava em nossas vidas.
Quando saí do banho e voltei para o quarto Tommy estava lá e me encarou seriamente enquanto eu me trocava.
─ Eu sei que eu te magoei. Eu tenho plena consciência de que fui o pior dos canalhas com você. Mas, eu te amo, Sofia. Amo desde a adolescência e preciso que você esqueça Melissa para que a gente possa ser feliz de verdade. Eu não fico falando sobre Adam e gostaria que você esquecesse Melissa Flammer de uma vez por todas. ─ Eu bufei e o encarei depois de vestir meu pijama.
─ Adam só aconteceu porque você terminou comigo para ficar com Melissa. Adam não precisa ser esquecido, pois ele não fez você sofrer. Ao contrário da sua namorada. ─ Eu falei com raiva e Tommy suspirou.
─ Você é minha namorada, Sofia. A única que eu amo. Melissa foi um erro. Esquece isso, por favor. ─ Ele pediu com a voz embargada e eu suspirei, me sentando ao seu lado na cama.
─ Eu vou tentar. Eu estou tentando desde que a gente reatou. Mas, não é tão fácil como você pensa. ─ Eu falei suavemente e ele suspirou, se aproximando e beijando o meu rosto.
─ Será fácil se eu te amar mais do que qualquer coisa nesse mundo? Se eu jamais te magoar de novo? Se eu te fizer a mulher mais feliz do universo? Se eu me casar com você? Se tivermos filhos perfeitos? Se envelhecermos juntos? ─ Eu sorri tristemente e o beijei.
─ Será fácil se você me der um tempo para que essa garota não me afete mais. Eu te amo e quero ser feliz com você. Eu quero me casar, ter filhos e envelhecer ao seu lado. Mas, eu preciso de tempo e paciência. Eu vou superar. Prometo. ─ Tommy sorriu e me beijou.
─ Você tem o tempo que quiser desde que me deixe fazer amor com você agora.
─ Acho que essa é uma boa ideia. Somos muito bons fazendo amor quando os compromissos da faculdade nos permitem. Mas, você tem que tomar banho primeiro.
─ Eu estou fedido? ─ Ele perguntou, cheirando a própria roupa e eu ri.
─ Um pouco. Então, nada de sexo até um bom banho. Vai! ─ Eu o empurrei da cama e ele foi resmungando, o que me fez sorrir.
Terminar com Tommy tinha sido terrível. Nosso rompimento afetou nossos pais e irmãos e eu cheguei a me arrepender de um dia ter me apaixonado por ele, já que eu sempre soube que aquilo poderia acontecer. Mas, depois que reatamos, ele se esforçava dia a dia para me fazer feliz e provar para mim e a todos a nossa volta que nosso relacionamento ainda funcionava apesar de tudo o que tinha acontecido.
A verdade era que Melissa Flammer e o fim do meu namoro faziam parte do que era a vida adulta. Intensa e complicada. Por muitas vezes eu desejei poder voltar ao tempo em que eu era uma simples menininha que vivia feliz com a mãe e sonhava me tornar uma escritora famosa.
Mas, isso era simplesmente impossível. Eu não vivia mais com a minha mãe e tão pouco era uma menininha. Eu era uma mulher de 24 anos que em breve se tornaria médica e que precisava deixar o passado e os erros do namorado para trás a fim de não sofrer mais.
E era exatamente isso que eu faria.
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Formatura
Hoje eu me tornaria médica. Depois de oito anos na universidade eu finalmente receberia o meu diploma de medicina.
Olhei para o espelho e sorri para a imagem da mulher de beca. Aquela era eu. Dra. Sofia Swan Cullen.
─ Você está linda. Vai ser sem sombra de dúvida a formanda mais linda de Harvard esse ano. ─ Tommy falou, me abraçando por trás e beijando meu rosto e eu sorri pra ele.
─ Só desse ano? ─ Brinquei e ele riu.
─ De todos os anos. A médica mais linda do mundo. ─ Revirei os olhos para o seu exagero.
─ Nossos pais já chegaram?
─ Sim. Toda a comitiva Cullen já está em Boston. Até Noah veio. ─ Tommy fez uma careta ao referir-se ao namorado de Mia e eu ri.
─ Noah é uma graça. Eu não sei por que você não gosta dele. ─ Tommy bufou.
─ Ele transa com a minha irmã, Sofia. Não tem como gostar dele. ─ Revirei os olhos e me virei em seus braços.
─ Não seja chato. Você transa com a irmã da Mia e nem por isso é odiado. ─ Ele riu.
─ Ponto pra você. E sabe o que é pior? Não demora muito e alguém vai transar com Elena também. Isso não vai parar. Vai ter sempre alguém pegando minhas irmãs. ─ Eu gargalhei.
─ É o ciclo da vida, oras. Pare de implicar com a vida sexual dos outros, Antony Cullen. Agora, vamos de uma vez, pois eu não posso me atrasar para minha formatura. Afinal, sou a oradora.
Fomos para o campus e nos encontramos com nossos familiares antes da cerimônia. Fui agarrada por meus pais assim que cheguei e eles só me soltaram quando a cerimônia de formatura começou.
Além de ser a oradora, eu recebi um prêmio por meu histórico impecável, o que me deixou muito orgulhosa de toda minha trajetória até ali. Nem a matemática conseguiu impedir que eu fizesse um excelente trabalho na faculdade.
Ofereci meu diploma a minha mãe, pois mesmo tendo tido o apoio de outras pessoas, foi ela que sempre lutou contra tudo e todos para que eu tivesse uma boa educação. Minha mãe era uma mulher incrível, além de ser uma excelente profissional e eu só podia torcer para me tornar pelo menos um terço da pessoa maravilhosa que ela era.
─ Estou tão orgulhosa, amor. Você foi maravilhosa. Não só em seu discurso, mas em toda sua trajetória acadêmica. Os hospitais estão se digladiando por você e eu sou a mãe mais boba e orgulhosa do mundo. ─ Minha mãe falou, me abraçando após a entrega dos diplomas e eu sorri, beijando seu rosto.
─ Eu sou o que sou graças a você, mãe. Obrigada por sempre ter lutado por mim e pela minha educação. Eu te amo para sempre. ─ Eu declarei emocionada e ela fungou, me apertando ainda mais em seus braços.
─ Minhas meninas lindas! Estou tão orgulhoso das minhas doutoras. ─ Edward falou nos abraçando e eu sorri, me desvencilhando da minha mãe para poder beijar o seu rosto.
─ Obrigada por todo o apoio, papai. Esse diploma também é seu.
─ Não, amor. Ele é seu. Foi um longo caminho até aqui e você o trilhou sozinha e venceu cada adversidade que se interpôs no seu caminho. Sua mãe e eu a apoiamos, mas essa conquista é sua e nós estamos muito orgulhosos. Agora, sua tarefa é decidir para qual hospital você vai. ─ Fiz uma careta para as palavras do meu pai.
─ Edward, ela vai ficar em Boston. Tenho certeza. ─ Vovó Esme falou e eu ri da cara que minha mãe fez.
─ Esme, minha filha vai comigo para Los Angeles. Já está tudo certo para a admissão dela como interna do nosso programa de cirurgia. ─ Vovó bufou o que me fez rir. Aquelas duas iriam me enlouquecer.
─ Senhoras, não briguem. Vamos para nossa festa. Sofia precisa de espaço para tomar a melhor decisão para sua carreira e vocês discutindo na frente dela sobre qual é o melhor programa de residência não vai ajudar. ─ Vovô Carlisle falou e eu o olhei agradecido. Realmente a discussão das duas que já durava anos não iria me ajudar em nada nesse momento.
Depois das fotos, fomos para um restaurante que Esme e Carlisle reservaram para comemorar minha formatura. Todos estavam ali. Meus tios, Alice e Jasper, que a essa altura já haviam perdoado minha mãe por ela ter ajudado Lara a fugir para estudar em Harvard. Meus avós Renée e Charlie, que vieram de Forks especialmente para me ver receber o meu diploma de medicina. Tio Emmett, tia Rosalie, Candyce e o namorado. Meus pais, meus irmãos e meu cunhado, para quem Tommy não parava de lançar olhares mortais. Lara e Ethan, que após a formatura voltaram para Los Angeles a fim de trabalhar na firma de advocacia da família. Sarah também viera, acompanhada de Rachel e Teddy, que não parava de me abraçar e dizer que estava orgulhoso de ter uma prima médica.
─ Você é a primeira Black doutora. Sinta-se orgulhosa. ─ Ele falou ao me entregar uma taça de champanhe e eu revirei os olhos, o que o fez rir.
─ Eu não sou uma Black, Teddy. Meus sobrenomes são Swan e Cullen.
─ Você pode até não querer e não assumir nosso sobrenome, mas é uma Black. Seu progenitor era um de nós e, portanto, o sangue Quileute corre em suas veias, gata. Você querendo ou não. ─ Ele falou e eu ri. Não tinha muito sentido discutir com Teddy.
E, de certa forma, ele tinha razão. Por mais que eu não gostasse, Jacob Black era o meu pai e, portanto, eu era uma Black mesmo que não assumisse nunca o sobrenome.
─ Eu não tenho mais ciúmes do Teddy, mas ele podia desgrudar um pouco de você. Desde a cerimônia de formatura eu não consegui mais te dar nenhum beijo. ─ Tommy falou, me abraçando por trás e eu sorri, me virando para beijá-lo.
─ Teddy estava com saudades e está empolgado por eu ser a primeira médica da família. Além disso, são muitas pessoas para dar atenção. Todos querem um pouquinho de mim hoje. ─ Ele sorriu.
─ Você é brilhante, Sofia. Todos estão muito orgulhosos de você. Inclusive eu que acompanhei toda sua trajetória na faculdade de perto. Que te fiz sofrer e... ─ Coloquei meu indicador sobre seus lábios.
─ Esquece isso. Nós estamos juntos e nos amamos e isso é tudo o que importa. ─ Tommy sorriu e beijou meu dedo.
─ Eu te amo mais que a minha própria vida, Sofia.
─ Eu também te amo, Tommy. Muito. E estou muito feliz que vamos voltar para Los Angeles juntos. ─ Ele me encarou divertido.
─ Vamos? Você já se decidiu?
─ Já. Quero estar perto da minha mãe e me tornar cirurgiã no hospital onde o meu amor pela medicina começou. Além disso, Suzana me prometeu cobrir qualquer oferta.
─ Por enquanto você vai ser apenas uma interna, amor. A ralé da cirurgia e, portanto, não terá nenhum salário milionário. ─ Fiz uma careta pra ele.
─ Eu sei. Mas, no momento certo eu terei tudo pelo que trabalhei duro durante esses oito anos na universidade.
─ E vai se casar comigo? ─ Tommy me perguntou e eu sorri, beijando seu rosto.
─ Você vai ter que pedir minha mão para o meu pai, Cullen. Até lá, contenha-se. Além disso, nem emprego você tem. Como pode querer se casar?
─ Casar? Quem vai casar, Soso? ─ Elena me perguntou, aparecendo do nada como de costume e eu sorri, abraçando minha pequena e beijando seu rosto.
─ Eu. Você. Todos vamos nos casar um dia.
─ Eu não vou. Prometi ao papai que ele será o único homem da minha vida. ─ Eu ri e Tommy revirou os olhos.
─ Você vai mudar de ideia, princesa. Tenho absoluta certeza. ─ Tommy me olhou bravo.
─ Deixa ela, Sofia. Já basta Mia com essa história de namorado. Elena tem todo o direito de não querer isso pra vida dela. ─ Revirei os olhos.
─ Elena tem oito anos, Tommy. É óbvio que ela vai mudar de ideia sobre garotos. Então, não se iluda. Aposto que quando Benjamin aparecer com uma namorada sua reação será outra.
─ É diferente quando é um menino, Sofia. ─ Tommy falou e eu bufei para o seu machismo, me afastando dele em direção a Lara que conversava com Mia.
─ Minha irmã não é a mais linda, Lara? ─ Mia falou me abraçando e eu sorri para minha irmãzinha que já era uma linda mulher de dezenove anos.
Mia Swan Denali Cullen havia rompido com a tradição familiar de estudar em Harvard e decidira fazer sua faculdade na Califórnia. Minha mãe vibrara de alegria por saber que não perderia mais um filho para Boston, embora eu tenha a leve impressão de que Noah fora o verdadeiro motivo para que Mia não se mudasse para Boston.
Como ela e Candyce eram muito amigas, nossa prima resolveu ficar com Mia em Los Angeles, para o desespero de tia Rosalie que não conseguiu de jeito nenhum convencer a filha caçula a seguir os seus passos em Harvard.
O fato era que a nova geração de Cullen era composta por anarquistas.
Mia, Candyce e Elena eram as provas vivas disso.
─ Ela é linda sim. Linda e poderosa. Quantos hospitais estão brigando por você, Sofia?
─ Seis. Sete se for contar o hospital da minha mãe. ─ Eu respondi e elas riram.
─ Você é um prodígio. Por isso que nem me atrevo a estudar medicina. É impossível que existam duas Swan-Cullen médicas fodas e talentosas. Além disso, eu não herdei os genes brilhantes de Isabella Swan. Portanto, acho mais seguro me manter no campo do direito. ─ Mia falou e eu revirei os olhos para suas palavras.
─ Você só está com preguiça de encarar oito anos de faculdade, Mia. Admita! ─ Lara falou e minha irmã fez uma careta.
─ É. Isso também. Eu quero viajar pelo mundo. Oito anos de faculdade e mais Deus sabe quantos de residência estragariam os meus planos. Além disso, ouvi boatos de que durante a faculdade de medicina a gente para de transar e isso é péssimo, pois eu adoro namorar pelada. ─ Lara e eu a encaramos espantadas.
─ Mia! ─ Falamos juntas e ela riu.
─ O que? Vai me dizer que vocês não acham isso? Hipócritas! ─ Ela debochou e Lara e eu acabamos rindo.
Mia seria sempre Mia. Sincera e sem nenhum tipo de filtro.
─ Soso, mamãe está te chamando. ─ Elena falou, aparecendo do nada e me puxando em direção a nossa mãe, que segurava uma caixa de presentes e sorria para mim.
─ Filha, seu pai e eu queremos te dar um presente. ─ Sorri para os dois.
─ Não precisavam ter comprado nada.
─ Não compramos. Só melhoramos. É uma herança, na verdade. E eu estou muito feliz por te entregar isso, pois sempre achei que você fosse se tornar escritora. Mas, uma tragédia revelou o seu verdadeiro talento e aqui está você. Uma médica. Uma linda médica disputada pelos melhores hospitais dos Estados Unidos. Eu estou muito orgulhosa de passar isso a você, meu amor. Seu pai e eu estamos. ─ Ela falou emocionada, me estendendo a caixa e eu sorri, aceitando-a.
E dentro dela estava o estetoscópio da minha mãe. O primeiro da carreira dela. Nós o escolhemos juntas. Compramos um bem simples, pois na época não tínhamos dinheiro. Mas, aquele aparelho significava muito para mim. Para nós. E eu estava mais do que feliz em recebê-lo.
─ Ah, mãe... Obrigada! ─ Eu falei abraçando-a e ela sorriu entre lágrimas, me apertando em seus braços.
─ Seu pai e eu mandamos gravar suas iniciais ao lado das minhas. Caso sua filha ou filho siga pela medicina, você pode passar a eles. Será nossa herança. ─ Ela falou e eu funguei, me apertando mais a ela.
─ Eu te amo, mãe. Obrigada por ser maravilhosa sempre.
─ Você que é perfeita, meu amor.
─ Isso não vale! Suborná-la com um estetoscópio é golpe baixo, Dra. Swan. Se soubesse disso, teria presenteado Sofia com o meu. ─ Vovó Esme falou e todos riram.
─ Vovó, eu estou honrada por todos estarem brigando por mim, mas eu vou para Los Angeles. Quero fazer a residência onde tudo começou. Sinto que isso é o certo. ─ Vovó bufou, mas acabou sorrindo.
─ Tudo bem, meu amor. Quando você for uma cirurgiã certificada voltamos a conversar.
─ Nos seus sonhos, Dra. Esme Cullen. ─ Mamãe murmurou e eu revirei os olhos para a disputa boba das duas.
No dia seguinte a formatura quase todos voltaram para suas casas. Apenas os meus pais e irmãos ficaram em Boston para ajudar Tommy e eu com a mudança.
─ O Tommy falou pra gente alugar um apartamento. Ou ir morar no nosso lá em Santa Mônica. Ele está vazio? ─ Eu perguntei a minha mãe, enquanto encaixotava meus livros e ela me encarou espantada.
─ E por que isso? Vocês podem ficar lá em casa. Na verdade, estou contando com isso.
─ Mãe, Tommy e eu estamos fora de casa há mais de oito anos. Seis deles vivemos juntos, como um casal. Não vamos dormir em quartos separados se voltarmos pra casa. Aliás, nem temos quartos disponíveis para um arranjo assim. ─ Minha mãe revirou os olhos.
─ Eu sei perfeitamente bem que vocês não vão dormir separados, Sofia. Aliás, eu já arrumei tudo para que Tommy e você fiquem no mesmo quarto. Coloquei uma cama de casal e redecorei tudo. Quer dizer, Rosalie redecorou. Eu só paguei a ela.
─ E o que papai acha disso? ─ Minha mãe riu.
─ Ele resmungou um pouco, mas entendeu que não tem como tratar vocês como adolescentes virgens. Essa época já passou. Mas, fique tranquila. Agora a missão dele é vigiar e perturbar Mia. ─ Eu ri. Pobre Mia.
─ Ufa! Fico feliz em saber disso. ─ Falei divertida e ela riu.
─ Você e Tommy cresceram, amor. São adultos e serão tratados como tal. A residência médica é complicada. Plantões intermináveis, muitas cirurgias, muito cansaço e excesso de trabalho. Morar com a gente facilitar sua vida. Você vai poder se concentrar apenas no hospital enquanto eu me preocupo em cuidar bem de você. Além disso, Tommy ainda não tem um emprego. Vocês iriam se sustentar como?
─ Mãe, Tommy e eu temos um bom dinheiro. A herança que Jacob me deixou está quase intacta e a que ele recebeu da mãe também. Além disso, durante todos esses anos nosso dinheiro rendeu bastante. Podemos dizer até que somos ricos. ─ Eu falei e ela riu, fechando uma das malas que arrumava.
─ Se vocês quiserem ir morar em outro lugar eu não vou poder impedir. Mas, sinceramente, gostaria que vocês não fizessem isso, pois acredito que estarão melhores em casa, comigo e com o papai cuidando de vocês. ─ Sorri ternamente pra ela. Minha mãe nos queria de volta ao ninho e eu faria isso por ela. E por mim também, claro. Eu também sentia falta de estar sempre com ela.
─ Certo. Você me convenceu. Vamos voltar pra casa, então. Pelo menos até nosso casamento.
─ Casamento? Vocês estão planejando um casamento? ─ Minha mãe me perguntou espantada e eu ri de sua cara.
─ Não. Mas, mais cedo ou mais tarde vai acontecer, não é? E aí não poderemos mais viver com vocês.
─ Por mim você viveria comigo para sempre. Não vejo nenhum problema nisso. ─ Ela resmungou e eu ri, me aproximando dela e abraçando-a.
─ Eu serei sempre sua menininha, mãe. Mesmo que não more com você.
─ Ah, meu anjo... Eu te amo tanto. Nem acredito que vou te ter em casa de novo. ─ Ela falou emocionada e eu sorri.
Sim. Eu estava voltando pra casa. Por quanto tempo não sabia, mas ficaria ao lado da minha mãe enquanto eu pudesse.
**************
Pov. Edward
Algumas semanas depois...
─ Eu tenho um emprego, então? ─ Tommy me perguntou, olhando para o seu contrato de estágio e eu assenti.
─ Sim. Você agora é funcionário da McCarthy-Cullen advocacia. Esse é o seu salário e seu horário de trabalho. Basta que você assine.
─ Você paga muito mal aos seus estagiários, pai. ─ Tommy comentou e eu revirei os olhos.
─ Nosso salário está acima da média, Sr. Antony Cullen. Aposto que é bem maior que o seu em Boston. ─ Ele sorriu.
─ É. Mas, mesmo assim é baixo. Achei que por ser um Cullen eu teria um bônus.
─ Você sabe muito bem que não há privilégios aqui, garoto. Nepotismo é para os fracos. Ethan e Lara começaram com o mesmo salário que você. Então, pare de reclamar. ─ Eu falei e ele bufou, mas acabou sorrindo.
─ Tá certo, pai. Posso começar?
─ Deve. Mary vai te levar até sua mesa. Seja bem vindo, filho. ─ Eu falei, apertando a mão de Tommy e ele sorriu.
─ Obrigado, pai. Prometo não te decepcionar.
─ Confio em seu talento, filho. Tenho certeza de que Harvard formou mais um excelente advogado. Agora, ao trabalho. ─ Eu ordenei e ele bateu incontinência, saindo da minha sala em direção à sua mesa.
Respirei fundo e sorri orgulhoso do meu menino que havia se tornado um talentoso advogado, muito elogiado pela firma onde havia estagiado em Boston. Ele havia se formado com honras há dois anos e desde então fizera um excelente trabalho. Tanto, que seu primeiro patrão fez de tudo para mantê-lo em sua firma. Mas, o amor por Sofia falou mais alto e Tommy acabou voltando para Los Angeles. E agora ele estava ali, trabalhando ao meu lado assim como Lara e Ethan que também haviam se formado em direito.
Lara teve um sério problema com os pais quando fugiu de casa para estudar em Boston. Jasper e Alice ficaram mais de um ano sem nem olhar para nossa cara, já que Bella ajudou a sobrinha na fuga. Mas, Lara se mostrou uma excelente estudante, surpreendendo a todos quando optou pelo direito. Após a formatura, ela voltou para Los Angeles junto com Ethan e os dois foram aceitos para trabalhar na McCarthy- Cullen advocacia, onde estavam fazendo um excelente trabalho. Lara havia se entendido novamente com os pais, mas se recusou a voltar para casa deles. Ela dividia um flat com o namorado e por mais que Jasper tivesse ameaçado a filha ela se mantinha firme. Não queria se casar, mas continuaria ao lado de Ethan porque essa era sua vontade e nada era mais forte do que a vontade daquela loirinha boca dura que já arrasava nos tribunais por aí.
Mia, a outra loirinha eletrizante da família, já estava na faculdade e seguia firme na ideia de ser se tornar advogada. Mas, pelas matérias que estava cursando eu tinha certeza que ela acabaria optando pela publicidade como a mãe. Tanya havia sido uma excelente profissional na área da propaganda e pelo visto havia deixado seu talento como herança para nossa filha. Mia tinha cogitado até mesmo fazer medicina, mas depois de acompanhar a saga da irmã na faculdade, mudou de ideia. O fato era que, tirando seu namoro com Noah, Mia era a filha dos sonhos. Bella me mataria se me ouvisse verbalizar aquele pensamento, já que ela era fã numero um do namorado de Mia. Tommy e eu não concordávamos com minha esposa, mas éramos voto vencido naquela casa.
Mas, apesar de a Dra. Swan sempre ficar ao lado dos namorados da nossa filha e me enlouquecer com suas ideias liberais e modernas, ela era e sempre seria o maior amor da minha vida.
O viúvo do Tinder havia encontrado seu lugar no mundo ao lado de uma mulher maravilhosa que fizera de uma existência solitária uma vida plena e feliz.
Bella havia enchido minha casa de alegria. Ela cuidou e amou os meus filhos e me deu mais três pessoinhas especiais para amar e cuidar. Sofia, Elena e Benjamin.
Elena era a miniatura da mãe. Tão idêntica a Bella e Sofia que chegava ser impressionante. Minha pequena terrorista, que tinha muito de Mia em seu jeito petulante de ser, cuidava para que meus dias fossem pouco monótonos. Já era incontável o número de vezes que eu ou minha esposa tivemos que ir a escola para livrar nossa criança de encrencas. Em seus oito anos ela já havia quebrado três ossos do corpo. Três. E tudo porque Elena Swan Cullen não conseguia ficar quieta. Nunca. Ela era esperta, falante e extremamente inteligente e a cada dia que passava fazia com que meus cabelos brancos aumentassem em quantidade e intensidade.
Benjamin, por outro lado, era minha cara, com exceção dos olhos cor de chocolate derretido herdados da mãe. Ele era calmo, obediente e carinhoso. Bella costumava dizer que nosso filho era uma versão masculina de como Sofia havia sido na infância. E eu agradecia aos céus por isso. Lidar com crianças como Mia e Elena nunca seria uma tarefa fácil. Ben fora uma completa surpresa, mas eu jamais me cansaria de agradecer por tê-lo. Era nossa cerejinha do bolo e eu o amava mais do que minha própria vida.
Aliás, eu amava todos os meus filhos, sem exceção e na mesma intensidade. Sofia não era minha filha biológica, mas isso nunca mudou meus sentimentos por ela. Aliás, eu me sentia muito orgulhoso da mulher incrível que ela se tornou.
Forte, inteligente e determinada. Uma médica brilhante que estava impressionando a todos já nas suas primeiras semanas de internato.
Bella não estava se cabendo de tanto orgulho. Ter a filha por quem ela lutou a vida toda e de todas as formas trabalhando ao seu lado era a realização de todos os seus sonhos.
E eu estava mais do que feliz por ver a mulher que eu amava realizando seus sonhos. E era melhor ainda saber que eu ajudei a realizar grande parte deles.
Bella sempre sonhou com um grande amor. Eu sou isso pra ela. Minha esposa desejou uma família linda. Construí isso junto com ela. A Dra. Swan sempre quis que a filha tivesse uma excelente educação e se formasse na faculdade. Eu pude ajudá-la com isso também. Bella queria que a filha encontrasse um grande amor. Tommy era o grande amor de Sofia e mesmo que meu filho tenha feito Sofia sofrer com um estúpido término fora de hora (eu o havia ameaçado de morte várias vezes por conta disso), agora estava tudo bem. Os dois haviam se entendido e estavam mais apaixonados do que antes. Bella também desejou que Mia a amasse e minha pequena era simplesmente apaixonada pela mãe que o destino havia lhe dado. Minha esposa desejou conhecer a Europa e no nosso último aniversário de casamento eu realizei mais esse sonho.
Eu faria tudo por ela. Qualquer coisa, pois eu a amava mais do que tudo. Mais do que a mim mesmo.
Minha irmã não perdia a oportunidade de dizer que eu era uma massinha de modelar nas mãos da minha esposa. Mas, eu não podia me importar menos com isso. Eu era simplesmente um homem apaixonado. E seria sempre.
Ainda podia me lembrar de quando vi a foto da Bella no perfil do Tinder. Tão linda e jovem que nem parecia real. Trocamos mensagens por meses até que marcamos nosso primeiro encontro. E eu me apaixonei no minuto em que coloquei meus olhos sobre ela.
Isabella Swan mudou minha vida para sempre e enquanto ela estivesse ao meu lado eu seria imensamente feliz.
Naquela noite, depois do amor, eu a apertei minha esposa em meus braços em meus braços e ela me olhou sorrindo.
─ Já disse que te amo hoje? ─ Ela me perguntou com a voz cansada e eu sorri, beijando-a delicadamente.
─ Você me mostra isso todos os dias, amor. Mas, é sempre bom ouvir. Me prova que isso tudo é real e que eu não sonhei essa vida maravilhosa que temos juntos.
─ Você está tão romântico hoje. Flores e sexo gostoso. Gosto muito dessa versão loucamente apaixonado de Edward Cullen.
─ Eu sou loucamente apaixonado todos os dias, amor. Desde que vi sua foto no perfil do Tinder. Desde o primeiro jantar. Desde sempre e para sempre. ─ Eu falei, acariciando seu rosto lindo e ela sorriu.
─ Eu tive que esperar muito tempo para ser amada, mas eu não me canso de agradecer aos céus por tê-lo em minha vida. Você é tudo o que eu sempre sonhei, Edward Cullen. E o pacote que veio com você só fez dessa nossa união algo mais perfeito. Eu amei Tommy e Mia desde o primeiro momento, assim como você amou Sofia. Elena e Benjamin só vieram para deixar tudo melhor. E eu amo você por cada um deles.
─ Você é perfeita, Bella. Você tornou minha vida maravilhosa. Temos problemas e preocupações, afinal isso aqui é vida real. Mas, seu amor me torna forte e vai ser sempre assim. ─ Ela sorriu.
─ Eu vou sempre te amar, Edward. Estamos unidos pra sempre por laços de amor, carinho, companheirismo e fidelidade. Estaremos sempre aqui um pelo outo, por nossos filhos e netos. ─ Arregalei os olhos.
─ Netos? Que netos? Sofia está grávida? Ou é Mia? ─ Perguntei preocupado e ela riu, me beijando em seguida.
─ Ninguém está grávida, Edward. Mas, um dia teremos netos. Acostume-se. Temos cinco filhos. Netos estão definitivamente em nosso destino. ─ Respirei aliviado. Eu já tinha muito com que me preocupar para pensar em netos.
─ Não me assusta assim. Teremos netos quando chegar a hora, mas por enquanto prefiro pensar que Sofia e Mia são virgens e imaculadas assim como Elena. ─ Bella gargalhou.
─ Você é tão arcaico às vezes, Cullen. Mas, eu te amo por isso também, uma vez que suas paranoias sempre me fazem rir.
─ Não sou paranoico. ─ Resmunguei e ela revirou os olhos.
─ Claro que não é.
─ Não sou. Só gosto de cuidar muito bem das minhas filhas. ─ Ela sorriu ternamente e beijou meus lábios.
─ Eu sei, meu amor. E é por isso que eu te amo. Te amo por esse cuidado exagerado e por esse carinho infinito que você tem por todos os nossos filhos, mesmo aquela que não tem o seu sangue.
─ Sangue é só um detalhe, Bella. Sofia é minha assim como os outros. Tommy e Mia são seus assim como os outros. Somos um do outro. Somos uma família linda e eu te amo, Bella. Hoje e para sempre.
Naquela noite nos amamos várias vezes. Reafirmamos nosso amor a cada beijo e a cada toque. E seria assim pra sempre. Porque nós estávamos irremediavelmente unidos pelos laços do amor. Laços fortes e indestrutíveis, que só se fortaleciam a cada dia que passava.
FIM
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