Capítulo 22

Pov. Bella

Eu respirei fundo mais uma vez e me remexi na cama tentando dormir, mas era simplesmente impossível.

Jacob voltara. Voltara depois de todos esses anos e fora atrás de Sofia.

O choro sofrido da minha filha por conta da volta de um pai que ela nem sequer conhecera ainda ecoava em meus ouvidos, me causando uma agonia intensa e despertando uma raiva que há muito tempo eu não sentia.

Raiva de um passado conturbado e das minhas escolhas erradas que sempre afetaram minha filha, de um jeito ou de outro.

Soltei um longo suspiro e olhei atentamente para Sofia que estava adormecida ao meu lado depois de muito chorar.

Jacob Black não tinha o direito de estar aqui e fazê-la sofrer e tudo o que eu queria era que ele desaparecesse outra vez.

− Bella? – Ouvi o sussurro de Mia e me ergui em meus cotovelos para encontrá-la parada na porta do meu quarto, parecendo muito vulnerável e confusa em seu pijama de unicórnio.

− Oi, meu anjo. Não consegue dormir?

− Eu acordei assustada e estranhei quando não vi Sofia lá. Pensei que ela estivesse com o meu irmão, mas Tommy está roncando sozinho na sala. Então, eu vim procurá-la aqui, embora ela seja um pouco grande demais para fugir para a cama da mãe no meio da noite. – Mia falou e eu sorri, estendendo a mão para que ela se aproximasse de mim.

− Os filhos nunca crescem o suficiente para dormir na cama da mãe quando estão com problemas, carentes ou quando têm algum pesadelo. Na verdade, Sofia dorme mais aqui do que no quarto dela. − Eu declarei e ela sorriu com tristeza, me encarando atentamente com seus grandes olhos azuis.

− Se eu tivesse uma mamãe, fugiria para a cama dela também. Todas as noites. – Mia murmurou e eu senti meu coração apertado após aquela declaração.

− Ah, meu amor... Vem aqui, deita comigo. – Eu falei, abrindo espaço para a pequena em minha cama, que sorriu e deitou-se ao meu lado imediatamente. Eu a aconcheguei em meus braços e beijei seus cabelos, gostando de tê-la tão próxima a mim. – Melhor agora?

− Sofia não vai ficar zangada por eu estará aqui? – Mia perguntou preocupada e eu ri, a apertando em meus braços mais uma vez.

− Não, meu amor, não vai. Sofia já disse que me divide com você sem problema nenhum. Fique tranquila. Além disso, ela está dormindo e nem vai notar que tem outra princesinha em minha cama.

− Sendo assim, eu posso dividir o meu pai com ela também já que ela não tem nenhum. – Ela falou inocentemente e eu fechei os olhos com força ao me lembrar da volta inesperada de Jacob Black.

− Tenho certeza de que ela vai gostar de ser filha do seu pai. Ele é um homem maravilhoso.

− É sim. O melhor pai do mundo. Sabe, eu fugi muitas vezes para o quarto dele a noite. Papai também é muito bom em lidar com pesadelos. Mas, a verdade é que eu sempre senti falta da minha mamãe. Não queria que ela tivesse morrido.

− Eu sei que não, Mia. Mas, a vida nem sempre é como a gente quer. Mas, eu ouvi dizer que sua mãe foi uma mulher incrível e tenho certeza de que ela está cuidando de você e do seu irmão de onde estiver. – Eu falei, enquanto acariciava os cabelos loiros dela e a ouvi suspirar.

− É. Ela está sim... É muito bom ter a cama de uma mamãe para dormir. Seu abraço é quentinho. – Mia sussurrou e eu sorri ao perceber que ela já estava praticamente adormecida. Beijei seu rostinho e me recostei novamente eu meu travesseiro, tentando esquecer todos os problemas que me rodeavam para finalmente me entregar ao sono e ao cansaço.

Acordei com o barulho insistente do despertador e gemi baixinho, me lamentando pela noite mal dormida. Eu me sentia exausta e concluí que hoje seria um longo dia.

Virei meu corpo lentamente e sorri ao ver Mia dormindo serenamente ao meu lado.

Quando eu conheci Edward e soube que sua filha odiava e infernizava toda e qualquer namorada do pai, eu confesso que senti medo de que jamais pudesse conquistar Mia Cullen. Mas, ela era apenas uma garotinha carente que precisava de atenção e amor materno.

Houve certa rejeição no início, mas agora ela já me aceitava como namorada do seu pai e até como uma mãe substituta e eu não podia me sentir mais feliz com esse fato. Edward, nossos filhos e eu seríamos uma família e nada poderia atrapalhar isso.

Beijei seu rosto mais uma vez e me virei para minha outra princesa que já não estava mais ao meu lado.

Era cedo e eu sabia que Sofia não devia ter voltado para seu quarto. E como Tommy estava dormindo na sala, eu sabia exatamente para onde minha filha fujona tinha ido.

Fui para sala depois de vestir meu roupão e, como imaginei, encontrei Sofia dormindo ao lado de Tommy, que a mantinha segura em seus braços.

Respirei fundo, tentando não me preocupar com o fato de a minha filha de quinze anos estar dormindo com o namorado, ainda que no bom sentido da palavra, e fui para a cozinha a fim de começar o preparo do café da manhã.

Minutos depois, Sofia apareceu na cozinha e me encarou meio ressabiada.

− Bom dia, mãe... – Ela murmurou e eu respirei fundo e me virando para encará-la.

− Bom dia, Sofia. Dormiu bem? – Eu perguntei ironicamente, cruzando os braços sobre o peito e me recostando no balcão da cozinha e ela fez uma careta, suspirando em seguida.

− Mãe, eu dormi a noite toda na sua cama. Eu acordei para ir ao banheiro um pouco antes do seu despertador tocar e, como Tommy estava acordado, eu me deitei com ele para conversar, contar o que aconteceu ontem na escola e acabei cochilando. Não aconteceu nada demais. – Ela falou séria e foi minha vez de suspirar.

− Ele não sabia sobre Jacob?

− Não. Apenas Lara sabia. Eu não quis preocupá-lo. Além disso, essa história de pai é tão confusa que eu não estava pronta para dividi-la com ninguém além de você. – Ela murmurou, me encarando com os olhos verdes mais lindos do mundo e eu respirei fundo, atravessando a cozinha e tomando-a em meus braços. – Eu não quero ir pra escola, mãe. Não quero me encontrar com aquele homem nunca mais. – Sofia falou chorando e eu a apertei mais ainda em meus braços, beijando seus cabelos.

− Ah, meu amor! Eu sinto muito por você estar passando por isso agora. Eu jamais imaginei que Jacob fosse voltar às nossas vidas, não depois de tantos anos.

− Mãe, qual é a verdadeira história por trás do meu nascimento? Por que eu sei que você não me contou tudo. – Ela perguntou e eu fiz uma careta antes de me afastar dela.

Eu simplesmente não poderia contar tudo o que acontecera desde o momento em que eu me descobrira grávida dela até o dia que Jacob fora embora de Forks sem deixar vestígios. Era sórdido demais e eu não poderia magoar a minha filha daquele jeito.

− Não há nada para contar, Sofia. Eu fiquei grávida e Jacob desapareceu quando ficou sabendo que seria pai. Ponto final.

− Não é só isso. Eu sei que ser abandonada grávida deve ter sido horrível, ainda mais em uma cidade como Forks. Mas, você sempre alimentou por ele um ódio que ia além do abandono. O que ele fez a você para que o odiasse tanto? – Sofia perguntou e eu suspirei, voltando para a massa de panqueca que eu preparava antes de ela entrar na cozinha.

Eu simplesmente me recusava a dizer para minha filha que seu pai pagara pessoas para me bater a fim de que eu perdesse o bebê quando eu me recusara a fazer um aborto.

Sofia não podia saber o tipo de monstro que Jacob fora um dia. Não agora que ele se apresentara a ela como pai.

− Sofia, Jacob e eu... Bem, nosso namoro estava passando por tempos difíceis e brigávamos muito. Éramos jovens demais e inconsequentes. Quando eu descobri que estava grávida, ele não reagiu muito bem e sumiu. Foi isso. Mas, no fim deu tudo certo. Nós duas sobrevivemos e sempre fomos felizes, apesar de todas as dificuldades. – Eu declarei e ela bufou, mas por fim acabei ganhando um sorriso lindo dela.

− Você foi e é a melhor mãe do mundo. E claro que somos felizes. Mas, eu sei que você está mentindo pra mim. – Ela resmungou e eu respirei fundo, mas, antes que eu pudesse respondê-la, Mia entrou na cozinha toda descabelada e com a cara amassada, o que me fez rir.

− Já está na hora de ir para a escola? – Ela perguntou com a voz cheia de sono e eu sorri, me aproximando dela e dando-lhe um beijo na testa.

− Quase. Sofia vai te ajudar com o banho enquanto eu preparo o café. – Eu falei e as duas seguiram para o banheiro.

Minutos depois, Tommy entrou na cozinha e eu lhe lancei um olhar sério. Ainda não tinha engolido muito bem aquela história de Sofia dormir com ele, mesmo que por pouco tempo.

− Bom dia, Bella. Sofia vai para a escola? – Ele perguntou baixinho e eu suspirei, negando com um gesto de cabeça. – Bella, Sofia e eu não fizemos nada. Ela quis me contar sobre o pai e acabamos cochilando. Saiba que eu respeito muito sua filha e sua casa e jamais faria... Bem, você sabe. – Ele falou enrubescendo e eu acabei rindo da sua timidez em mencionar a possível, e espero que bem distante, vida sexual dele e de Sofia.

− Tudo bem, Tommy. Eu sou apenas uma mãe que enxerga na filha mesma menininha banguela que brincava de bonecas e que andava arrastando um coelho de pelúcia para todos os lados. Mas, eu sei que Sofia cresceu e que está se tornando uma linda mulher. Eu sei que ela tem um namorado que a ama e que iniciar uma vida sexual vai ser inevitável um dia. Mas, eu também sei que você a ama e a respeita. Então, fique tranquilo. Só evite estar na mesma cama que ela por enquanto pelo bem da minha sanidade mental. – Eu pedi e ele riu.

− Pode deixar. Mas, e sobre o pai dela? Sofia está tão confusa depois do aparecimento repentino dele.

− Sim. Ela está. Sofia nunca tinha tido contato nenhum com o pai antes de ontem. É normal que ela se sinta confusa. Por isso, vou mantê-la comigo hoje. Você e Mia vão para a escola e eu e Sofia vamos curtir um dia preguiçoso. Depois, você ajuda minha filha com a matemática. – Eu falei, piscando em sua direção e ele sorriu.

Neste exato instante Sofia voltou para a cozinha e se encaixou nos braços dele, que beijou a testa da minha filha com carinho.

Eles eram tão bonitinhos juntos que era quase impossível ficar brava por muito tempo por conta das peripécias românticas deles.

Depois do café, Alice passou pela minha casa e levou Tommy e Mia para a escola juntamente com Lara. Sofia e eu ficamos sozinhas e ela me pediu para ver nossos álbuns de fotos.

Nos sentamos no sofá e eu me peguei sorrindo para todas as lembranças que aquelas imagens impressas me traziam.

− Você é linda desde o nascimento. As pessoas em Forks eram apaixonada pelo meu bebê, apesar de eu ser uma mãe solteira. – Eu comentei, encarando uma foto onde Sofia tinha uns quatro meses e ela sorriu, deitando a cabeça no meu ombro.

− Eu não me pareço em nada com ele, né? – Ela perguntou em um murmúrio e eu suspirei, abraçando-a de lado.

− O tom de pele, talvez. Você é mais morena do que eu. Mas, tirando isso, não. Você não se parece em nada com ele. – Eu falei e ela suspirou.

− Porque ele não me quis? – Ela murmurou e, pelo seu tom de voz, eu sabia que ela estava chorando.

− Filha, Jacob era muito jovem quando eu engravidei. Ele tinha muitos sonhos e planos que não incluíam filhos aos dezoito anos de idade. Eu sei que isso não é desculpa, pois eu era ainda mais jovem e assumi você. Mas, você estava ali, no meu ventre. Eu era capaz de sentir você e desde o primeiro instante eu te amei e quis você. Muito. Seu pai... Quer dizer, Jacob, não compartilhava desses sentimentos. É só isso. Mas, eu tenho certeza de que se ele tivesse ficado em Forks e te conhecido ele iria te querer. Claro que ele iria. Você é maravilhosa, meu amor. A menina mais linda e mais incrível desse universo. – Eu falei, não conseguindo conter a emoção e ela sorriu entre lágrimas.

− Será que ele vai querer ser meu pai agora? – Ela murmurou insegura e eu sorri tristemente, tirando o cabelo do seu rosto e fazendo com que ela me encarasse.

− O que você quer?

− Eu não sei, mãe. Ele me abandonou. Você pode negar, mas eu sei que ele fez algo mais grave do que isso para que você o odeie tanto. Então, ele não merece ser chamado de pai. Ele não foi meu pai por quinze anos. Mas, eu nunca tive um pai. Não sei como é ter um. Então, eu não faço ideia do que eu quero. Eu queria que ele não tivesse aparecido, na verdade. Eu queria que fôssemos eu e você para sempre e, quem sabe, Edward, Tommy e Mia. Eu só não queria ter que lidar com a volta do pai pródigo agora. – Ela falou chorando e eu respirei fundo, chorando junto com ela e odiando ainda mais Jacob Black por, mais uma vez, estar fazendo mal a minha filha.

Ficamos ali unidas pelo choro por algum tempo até que ouvimos a campainha. Eu suspirei, beijei minha filha e fui atender a porta, quase gritando de felicidade quando me deparei com Edward e seu sorriso lindo me esperando do outro lado.

− Alice me ligou. Ela disse que eu deveria vir, pois você e Sofia precisavam de mim. E, bem... Aqui estou. – Ele declarou e eu sorri, me agarrando ao seu pescoço e beijando seus lábios com entusiasmo.

− Obrigada por vir. Precisamos mesmo de você. – Eu murmurei, olhando com adoração para seu rosto lindo e ele sorriu, beijando minha testa com carinho.

− Minhas meninas precisam, eu venho. Simples assim. – Ele falou, entrando no apartamento e minha filha sorriu timidamente ao vê-lo, aceitando o abraço que ele ofereceu ao abrir os braços pra ela. – Pronto, pronto. Seja lá o que aconteceu, nós vamos dar um jeito. – Ele falou, beijando os cabelos de Sofia que começou a chorar novamente.

− Edward, você aceita ser o meu pai? – Ela murmurou depois de algum tempo e Edward trocou um olhar confuso comigo. Eu dei de ombros sorrindo e ele suspirou, abrindo um largo sorriso para Sofia quando ela o encarou.

− Claro que eu aceito, Sofia. Eu teria muito orgulho em me tornar pai de uma menina tão fantástica como você. Eu já sou o seu sogro. Ser seu pai será apenas um bônus. E um imenso prazer. – Edward declarou e Sofia sorriu, me olhando por um instante.

− Ele poderia ter sido o cara de quem você engravidou há dezesseis anos. – Sofia declarou e eu ri.

− É. Edward seria um pai incrível. Ele é um pai incrível. Mas, se ele fosse o seu pai, Tommy não poderia ser seu namorado e eu acho que você não ia querer isso, ou ia?. – Eu a lembrei e minha filha fez uma careta, fazendo com que Edward e eu ríssemos.

− Não. Tommy tinha que existir e ser meu namorado. Tinha que ser assim. – Ela declarou apaixonada e eu ri, a enviando para o banho, já que ela ainda estava de pijama, enquanto Edward e eu conversávamos.

Levei meu namorado até a cozinha, deixando-o a par dos últimos acontecimentos enquanto lhe preparava panquecas.

− E ele voltou assim, sem mais nem menos? Sabe o que ele quer, afinal? – Edward perguntou enquanto comia e eu suspirei, dando de ombros.

− Não faço ideia do que ele pode querer. A família de Jacob vive em Forks também. Enquanto eu vivia lá com a minha filha, nenhum deles nos procurou. Nunca. Eles não conhecem minha filha pessoalmente. Depois que Jacob se foi, após a formatura, quando eu ainda estava grávida, eu jamais tive qualquer notícia dele. E agora, ele cerca minha filha na escola e se apresenta como pai dela? Não sei o que pensar, sinceramente. – Eu falei e Edward suspirou, me puxando para seu colo.

− Vai ver ele ficou curioso. Ou, após ter filhos com outra mulher e amá-los, quis conhecer Sofia e tentar reparar sua ausência por todos esses anos.

− Ou quer me infernizar. Terminar o que não concluiu quando eu estava grávida... – Eu falei com amargura e Edward suspirou, fazendo com que eu me virasse para encará-lo.

− Eu sei que você tem todos os motivos do universo para odiá-lo. Mas, tente não pensar o pior. Mais de quinze anos se passaram desde a última vez que vocês se viram e ele pode ter mudado. O pai de Sofia pode ter se tornado uma pessoa melhor. – Ele declarou, sendo fofo como sempre, e eu revirei os olhos, não querendo nutrir nenhum sentimento bom por Jacob Black. Ele simplesmente não merecia nenhuma consideração da minha parte.

− Eu só não quero que ele a faça sofrer, Edward. Sofia já foi muito afetada por todos os homens errados da minha vida. Ela não merece sofrer mais.

− Ela não vai sofrer. Ela tem você, que a ama mais do que tudo. Tem os tios e a prima, que é sua comparsa e companheira de crimes. Tem Tommy e Mia. Tem a mim, Rosalie, Emmett e meus sobrinhos. Tem meus pais e os seus pais. Todos nós prontos apara amá-la e apoiá-la. Além disso, se o tal Jacob Black fazê-la sofrer de alguma forma, eu vou me sentir bem satisfeito em quebrar a cara dele. E tenho certeza de que seu irmão e meu cunhado irão me ajudar de bom grado. – Ele declarou e eu ri, abraçando-o pelo pescoço e beijando seus lábios.

− Você é maravilhoso e eu não me canso de me perguntar onde é que você esteve durante todos esses anos. Eu devia tê-lo conhecido antes, Edward. Eu teria me poupado de muitas desilusões amorosas. – Eu declarei e ele sorriu, me beijando mais uma vez.

− Não importa o tempo em que ficamos separados, meu amor. O que importa é o fato de que estamos juntos agora e que eu não vou deixa-la. Eu vou apoiá-la e ajuda-la com Sofia sempre que você quiser e precisar. Eu estou aqui por vocês agora. Você, Sofia, meus filhos e eu somos um time e juntos vamos vencer qualquer batalha. – Ele falou e eu sorri largamente, enchendo seu rosto lindo de beijos e agradecendo aos céus por tê-lo ao meu lado.

Depois do banho, Sofia parecia mais calma e, por isso, Edward e eu a convencemos a dar uma volta com a gente. Hoje eu não trabalharia, pois minha filha precisava de mim e nada era mais importante do que Sofia. Nem mesmo o meu trabalho.

Nós três seguimos para a casa de Edward para que ele pudesse tomar banho e trocar de roupa e depois fomos dar uma volta pela orla da praia.

Almoçamos no restaurante preferido de Sofia e quando deu a hora de buscar Tommy e Mia, seguimos para a escola.

− E se ele estiver lá, mamãe?

− Nós o enfrentaremos juntas, meu amor. Fique tranquila. Além do mais, você não pode passar o resto do ano sem vir para a escola com receio de se encontra com o seu... Bem, com aquele homem. – Eu falei e Edward me olhou pelo canto do olho, sorrindo de leve.

− Diga a palavra, Bella. Pai. – Ele falou e eu fiz uma careta, bufando em seguida.

− Ele não é o pai dela. Nunca foi. – Eu resmunguei e ele riu.

− Ele pode querer ser agora, querida. O melhor é se acostumar em tratá-lo assim. – Edward declarou e eu suspirei, querendo ter o poder de sumir com a minha filha e escondê-la para sempre de Jacob Black.

Ficamos no carro esperando por Tommy e Mia e quando os dois já se aproximavam de nós eu o vi.

Parado do outro lado da rua, encostado em uma moto e olhando ansioso para os lados estava Jacob Black e sua imensa cara de pau.

Eu até tentei, mas não pude me conter. Antes que Edward ou Sofia pudessem me deter, eu saltei do carro e marchei decidida em sua direção.

− Olha só quem apareceu com o vento. O que infernos você está fazendo aqui, Jacob Black? – Eu perguntei com raiva e ele me encarou surpreso.

− Bella?

− Eu quero que você desapareça e deixe minha filha em paz. – Eu exigi e ele sorriu, o que me irritou mais ainda.

− Nossa filha, Bella. Nossa filha. E eu tenho todo o direito de conhecê-la.

− Você perdeu qualquer direito no dia em que me abandonou grávida, seu cretino. Então, desapareça e nos deixe em paz. Sofia e eu não precisamos de você. – Eu declarei com raiva, mas entes que ele pudesse responder, Edward, Sofia, Tommy e Mia se aproximaram de nós e Jacob os encarou sério.

− Quem são esses? – Jacob perguntou, analisando Edward de cima a baixo e eu sorri, indo até o meu namorado e entrelaçando nossas mãos.

− Esses são a minha família, Jacob. Minha verdadeira família. – Eu declarei e ele bufou.

− Independentemente de você ter uma família ou não eu voltei e quero reconhecer Sofia como minha filha. Eu tenho esse direito e você não pode me negar. – Jacob declarou, encarando minha filha e eu mordi a língua para não manda-lo para o inferno.

Aquele cara voltara para me infernizar, mas eu não era mais a menina boba que ele abandonara grávida um dia. Eu era forte. A vida me fizera forte. Sofia me fizera forte. Edward, seu amor e seus filhos me faziam forte e eu não deixaria que Jacob Black me fizesse sofrer outra vez. Nunca mais.

Notas finais
Está aí, meninas. próximo capítulo teremos uma conversa entre Jacob e Sofia e todas entenderão o que ele realmente quer. Ele pode até não ser um vilão, mas entendam que é muito difícil que Bella confie nele. Ele foi um cretino quando ela engravidou de Sofia. Mas, vamos ver no que dá. Espero que tenham gostado. Não deixem de comentar! Beijos!