Capítulo 17

Pov. Bella

− Querida, que bom vê-la novamente. Essa é sua filha? Meu Deus! Ela é idêntica a você. – Esme comentou na manhã seguinte a nossa cirurgia maravilhosa, me abraçando assim que chegamos à casa de Edward e eu sorri, segurando Sofia pela cintura.

− Filha, essa é a Dra. Esme Cullen, mãe do Edward e, agora, minha sogra. Esme, essa menina linda é o maior amor da minha vida. – Eu as apresentei e Esme sorriu largamente, dando um passo a frente e beijando Sofia no rosto.

− Ela é realmente linda. Como a mãe. Você se chama Sofia, não é, meu anjo? E, por acaso, você é a Sofia a qual meu neto se refere com tanta afeição? – Esme perguntou a minha filha que corou imediatamente, o que nos fez rir.

− Vovó... – Antony protestou, corando também e eu sorri, me aproximando dele e bagunçando seus cabelos.

− Tá tudo bem, Antony. Todo mundo já sabe disso. – Eu falei, piscando em sua direção e ele corou ainda mais, me lançando um sorriso tímido.

− Esses jovens precisam deixar a timidez de lado e aproveitar melhor a vida. Chega de tanta hesitação. Aproveitem essa fase e esse sentimento tão puro e bonito que vocês sentem um pelo outro. Divirtam-se, saiam juntos, beijem na boca... Um dia, vocês vão perceber que essa é a melhor fase da vida, vão sentir saudades, mas não poderão voltar. Infelizmente.

− Tá, vó, já entendemos. Para, por favor! – Antony pediu envergonhado e Esme riu, mas não fez mais nenhum comentário.

− Sofiaaaaa... Que saudade! – Mia gritou, aparecendo do nada e pulando no colo de Sofia, que riu e a abraçou com carinho.

− Oi, pequena! Eu também estava com saudades. Não a vi mais no estacionamento da escola.

− O papai me proibiu de correr por lá para te ver. Ele disse que é muito perigoso correr entre os carros e que quando eu quisesse encontrá-la deveria pedir a ele. Mas, meu papai está sempre trabalhando e meu irmão não me leva quando vai encontrar você. Por falar nisso, vocês já são namorados? – Mia perguntou interessada e Sofia sorriu, trocando um olhar breve com Antony.

− Ainda não, princesa. – Sofia respondeu e eu vi o rosto de Antony se iluminar ao se dar conta de que minha filha usara a palavra ainda, o que significava que ela poderia sim namorá-lo um dia.

Eu sorri largamente, me sentindo imensamente feliz por saber que eles estavam finalmente se entendendo, sem deixar que minha relação com Edward interferisse no sentimento lindo que estava nascendo entre eles.

− Ainda não o que? Ainda não estão me ajudando com as compras? E o que estão fazendo parados à porta? – Edward perguntou, vindo do carro abarrotado de sacolas e eu sorri para sua provocação, me apressando em ajudá-lo.

− Conversando. Mas, agora, vou cuidar do almoço enquanto nossas crias aproveitam a companhia um do outro. – Eu declarei e Esme bateu palmas.

− Isso aí. Bella e eu vamos para a cozinha enquanto Edward cuida da churrasqueira. Meu marido lindo já está a caminho. Ele vai amar conhecer nossa nora linda e nossa nova neta. – Esme falou animada e eu respirei fundo, me sentindo ansiosa frente à possibilidade de conhecer o meu sogro.

Mas, se ele fosse tão amigável e alegre quanto Esme eu iria adorá-lo.

Fomos para a cozinha e iniciamos os preparativos do almoço, enquanto Antony, Sofia e Mia desafinavam no Karaokê.

Edward estava na churrasqueira e eu podia vê-lo da janela da cozinha. Mas, sempre que ele me pagava encarando-o desviava o olhar. Ele estava estranho desde ontem à noite, quando fizemos amor no meu quarto.

Eu já perguntara o que estava errado, mas ele me respondia sempre que estava tudo bem. Só que eu sabia que não estava.

− Algum problema, querida? Parece preocupada. – Esme perguntou e eu suspirei.

− Edward está estranho, mas não quer me dizer o que está errado.

− Como foi a noite de ontem? Animada? – Esme perguntou de repente e eu corei, o que a fez rir. – Não precisa ficar envergonhada, querida. Uma vez que você já é mãe de uma moça linda, eu sei que virgindade não é o seu caso. Portanto, tenho conhecimento que você e meu filho transam quando estão sozinhos.

− Bem... Eu... A noite foi ótima. Estar com Edward é sempre maravilhoso. – Eu respondi, deixando o decoro de lado e Esme sorriu, enquanto descascava algumas batatas.

− Edward está tão mais feliz desde que a conheceu. Por muito tempo meu filho se entregou a dor de ter perdido a esposa e, praticamente, deixou de viver. Era como se ele tivesse sido enterrado com Tanya. A única coisa que o mantinha lúcido era o amor que ele tinha pelos filhos. Depois que o luto passou, ele conheceu inúmeras mulheres, mas nenhuma que valesse realmente a pena. E claro que Mia espantava todas elas. Eu ajudei em alguns casos, pois as mulheres eram realmente vadias interesseiras. Não me arrependo nem um pouco por ter feito isso. Mas, aí, ele conheceu você. A moça do Tinder. Minha filha e eu estávamos preocupadas com o desfecho desta história, mas relaxamos quando ele voltou do primeiro encontro todo apaixonado. E é visível o quanto ele gosta de você. Então, seja lá o que o tenha deixado estranho, vai passar. Eu te garanto, meu anjo. – Esme falou e eu sorri largamente, olhando mais uma vez em direção ao meu namorado.

Ele estava concentrado na churrasqueira e mais uma vez eu me perguntei o que poderia estar errado.

Nossa noite havia sido incrível. Bem, pelo menos o início dela, antes de Edward ficar todo esquisito.

− Se você está achando meu filho estranho, confronte-o. Edward sempre teve dificuldades para se expressar e não vai te dizer nada se você não colocá-lo contra a parede. Conhecendo-o bem, se há realmente algo errado, ele só irá te contar quando tiver a certeza de que não vai magoá-la ou chateá-la. – Esme aconselhou e eu respirei fundo, tomando coragem e indo atrás de Edward.

− Cuspa, Cullen. – Eu falei, quando me aproximei dele e ele me lançou um olhar confuso.

− O que?

− Você está estranho desde ontem e eu quero saber por quê. Nosso relacionamento é recente e segredos definitivamente não são bem vindos. Então, seja lá o que está te incomodando, eu quero que você me diga.

− Bella, eu... Olha, vamos falar sobre isso depois. – Ele sugeriu e eu revirei os olhos, exasperada.

− Nada disso. Ou você me diz, ou Sofia e eu vamos embora. Você escolhe...

− Bella, eu adoro estar com você. Desde que você se tornou minha namorada minha vida se transformou. Eu quero muito formar uma família com você, mas eu acho que eu bebê agora poderia nos trazer um problema. Mia poderia se sentir rejeitada e...

− Espera. Um bebê? Do que infernos você está falando, Edward? Por acaso você está grávido? – Eu perguntei com ironia e ele bufou.

− É que ontem nós não usamos camisinha e eu fiquei preocupado. Métodos contraceptivos também são de minha responsabilidade, mas é que quando você está nua na minha frente eu perco completamente a capacidade de raciocínio e aí... Bem, o fato é que a gente não se preveniu, exceto na primeira vez que fizemos amor, e eu não sabia como perguntar a você se toma pílula. Seria muito rude, assim como seria o cúmulo da falta de educação engravidá-la...

− Edward, respira. Sim, eu tomo pílula. Por isso não me importei muito com camisinhas. Também não quero filhos agora. Até porque, nós já temos 3 pessoinhas com quem nos preocupar. E claro que não seria rude se você tivesse preguntado a mim sobre a pílula. Pelo menos evitaria que você ficasse preocupado e grisalho à toa. Eu estava imaginando que você não tivesse gostado da nossa noite...

− É claro que eu gostei, meu amor. E, pensando bem, poderíamos ter aproveitado bem mais se não fossem as minhas paranoias. – Edward lamentou, me puxando para o círculo dos seus braços e eu bufei.

− É. Nós poderíamos. Você nem me tocou mais. Achei que tivesse perdido o interesse. – Eu falei, fazendo um biquinho que eu sabia ser ridículo e ele riu, me beijando em seguida.

− Eu vou tocá-la muito ainda, meu amor. Fique tranquila. E, na hora certa, poderemos conversar sobre bebês. – Edward falou e eu sorri, beijando-o outra vez e voltando para a cozinha.

Esme e eu estávamos servindo o almoço quando Rosalie, Emmett, Ethan e Candyce chegaram acompanhados do avô.

Carlisle Cullen era um homem loiro, tão alto como Edward e claro, muito bonito. A beleza parecia ser uma característica marcante naquela família. Todos, sem exceção, pareciam ter saído direto de uma revista de moda para a vida real. Meu sogro tinha os olhos muito azuis, costas largas e postura séria, embora seus olhos transmitissem muita paz e uma inegável gentileza.

E quando ele sorriu, foi inevitável retribuir. Carlisle Cullen tinha o mesmo sorriso torto e lindo do meu Edward.

− Isabella Swan, eu presumo. – Ele falou e eu sorri, aceitando seu cumprimento polido.

− Apenas Bella. É um imenso prazer conhece-lo, Dr. Cullen.

− Doutor só no hospital, minha querida. Aqui, eu sou apenas Carlisle. A propósito, ouvi dizer que você é uma cirurgiã pediátrica brilhante. E é realmente tão bela quanto meu filho insiste em nos dizer. Fico feliz que ele a tenha encontrado. – Carlisle falou docemente e eu sorri, trocando um olhar com Edward.

Ser acolhida tão bem pela sua família significava muito pra mim.

− E essa deve ser Sofia, sua linda filha e minha nova neta. – Carlisle falou, beijando o rosto da minha filha que corou e sorriu.

− Ela é namorada do Tommy, vovô. – Mia declarou e todos riram, enquanto Sofia e Antony reviravam os olhos, rindo também.

Acho que eles já tinham desistido de negar que estavam namorando ou que namorariam um dia. Mia não ia desistir. Aliás, nenhum de nós desistiríamos de afirmar o quanto eles eram lindos juntos.

− Só posso dizer, então, que meu filho e meu neto tiveram muito bom gosto na hora de escolher suas namoradas. Elas são incrivelmente lindas. – Carlisle falou e Sofia e eu coramos.

Depois, as atenções foram desviadas para a comida e passamos as próximas horas sentados ao redor da mesa, comendo, rindo e conversando.

Emmett nos contava casos inusitados do escritório onde trabalhava com Edward e tenho que confessar que ele era um verdadeiro comediante. O problema era que o marido da minha cunhada não tinha travas na língua e, vez ou outra, soltava palavrões, fazendo Rosalie e Edward repreendê-lo constantemente.

− Bella, o que é uma porra? – Mia me perguntou, depois de mais um palavrão escapar da boca de Emmett, e eu arregalei os olhos, não sabendo, definitivamente, como responder àquela pergunta.

Rosalie deu um tapa na nuca de Emmett e Edward lhe lançou um olhar mortal, enquanto eu tentava encontrar alguma resposta coerente que eu pudesse fornecer a uma menina de oito anos, quase nove.

− Porra é como chamamos a urina dos meninos, Mia. Mas, é muito feio se referir ao xixi assim. Damas não fazem isso. – Sofia veio em meu socorro e todos gargalharam enquanto eu respirava aliviada.

Responder àquela questão na frente de toda família Cullen seria mais do que constrangedor. Emmett precisava, definitivamente, pensar melhor no que dizia na frente das crianças.

− Essa foi a melhor saída pela tangente da história. Sofia Swan, você tem um talento raro. Cultive-o. – Ethan gracejou e todos riram mais uma vez.

Depois desse incidente, Emmett passou a se policiar quanto ao vocabulário.

A dinâmica dos Cullen era muito interessante. Eles eram uma família normal, feliz e bela e eu percebi que fazer parte daquela família era algo fácil.

Eu gostava de todos eles. Sem exceção.

Sofia e eu fomos realmente acolhidas e eu já podia imaginar as festas de fim de ano, aniversários e férias que passaríamos juntos. Finalmente eu poderia dar a minha filha uma família de verdade.

Quando todos estavam satisfeitos, a mesa da varanda ficou vazia e as cadeiras que ficavam embaixo de uma frondosa árvore próxima a grande piscina se encheram de Cullen.

Sofia dividiu uma cadeira comigo e enquanto todos conversavam sobre casos jurídicos complicados e pacientes inusitados, eu me concentrei em minha princesa linda, de quem eu estava morrendo de saudades.

− Tudo bem? – Perguntei baixinho e ela sorriu, aconchegando-se sobre meu peito.

− Tommy e eu vamos ao cinema hoje.

− Ah, é? Será que eu já posso me considerar uma sogra? – Eu perguntei e ela corou, o que me fez rir.

− Acho que sim, né? Não é nada oficial ainda, mas estamos caminhando para um namoro. Tudo bem pra você?

− Tudo ótimo, meu anjo. Antony é um menino ótimo. Vou ficar tranquila sabendo que ele jamais a machucaria de propósito. Além do mais, ele é gentil, lindo, educado, tem uma ótima família, um pai maravilhoso... Antony Cullen é o genro que toda mãe pediu a Deus! – Eu gracejei e ela riu, beijando meu rosto.

− Você que é a sogra que todo garoto pediu a Deus, mãe. É linda, inteligente, gentil, generosa e tem um coração enorme. E eu te amo. – Ela declarou e eu sorri, beijando seu rosto lindo, tão parecido com o meu.

− Eu te amo mais, minha princesa. Te amo para sempre.

Já era fim de tarde quando me despedi dos Cullen. Edward se ofereceu para me levar para casa, mas como eu estava com o meu carro, declinei sua oferta.

− Tommy e Sofia foram ao cinema. Mia e eu ficaremos abandonados depois que todos forem embora, já que meus pais irão para a casa de Rosalie. O que acha de um passeio? – Edward ofereceu e eu sorri, me agarrando a ele para poder beijá-lo.

− Por mim, tudo bem, bonitão. Mas, antes, preciso de um banho. Posso espera-lo lá na minha casa. Vamos levar Mia ao parque. – Eu sugeri e ele aceitou prontamente.

Levamos Mia e Candyce, que pediu docemente para fazer parte do passeio, ao parque do píer e acho que eu nunca as vi tão felizes.

− Bella, você vem comigo na roda gigante? – Mia perguntou e eu sorri, olhando contente para Edward que assistia ao pedido da filha muito satisfeito.

− Claro. O papai pode acompanhar Candyce. – Eu sugeri e ele piscou pra mim.

Foi um passeio mágico. Durante nossa volta na roda gigante, Mia tagarelou o tempo todo, falando sobre sua escola, suas viagens e brinquedos e eu ouvia a tudo solenemente, fazendo alguns comentários que, em alguns momentos, lhe provocavam risos.

Depois do parque, comemos pizza e tomamos Milk Shake de chocolate e, mais uma vez naquele dia, eu senti como se minha vida não pudesse ficar melhor.

− Se eu continuar comendo assim, vou virar uma bola. – Eu comentei e Edward sorriu, me abraçando pelos ombros e beijando meus lábios.

− Você vai ser sempre linda e gostosa, amor. Fique tranquila.

− Porque a Bella é gostosa? Ela é de comer? – Mia perguntou mostrando que estava atenta às palavras do pai e Edward pulverizou a bebida, enquanto eu continha o riso.

− Mia... – Ele começou, mas eu o interrompi, colocando minha mão sobre a dele.

Nenhuma explicação coerente sairia de todo o constrangimento que Edward estava sentindo naquele momento.

− Seu pai quis dizer apenas que me acha bonita, querida. A palavra gostosa foi apenas para reforçar a ideia. Mas, não, eu não sou de comer. Sou humana, como você e Candyce. – Eu expliquei e ela assentiu, enquanto Edward se camuflava atrás do seu rubor.

− Essa menina vai me deixar grisalho antes da hora. – Edward resmungou baixinho e eu ri, beijando seu rosto.

Depois do nosso passeio, fomos para o meu apartamento esperar por Tommy e Sofia e enquanto as meninas assistiam um filme na TV, Edward e eu nos agarrávamos na cozinha.

− Se Candyce e Mia não estivessem aqui, provavelmente estaríamos pelados na sua cama. – Edward comentou, beijando meu pescoço e me apertando contra ele e eu ri.

− Com certeza. Mas, teremos tempo para isso, amor. Essa semana, meus plantões estão tranquilos. Acho que poderemos planejar uma escapada romântica para quarta-feira.

− Isso soa maravilhoso. Ficar longe de você está cada vez mais difícil. – Ele se lamentou e eu sorri, sabendo perfeitamente do que a que ele se referia, pois me sentia da mesma forma.

Sofia e Antony chegaram por volta das dez da noite e eu sorri largamente ao reparar nas mãos unidas.

Mia vibrou e nós sorrimos. Acho que, finalmente, outro casal Swan-Cullen havia se formado.

Depois que todos foram embora, exigi que minha filha me contasse as novidades sobre seu envolvimento com Antony e ela sorriu, deixando-se cair sobre a cama e encarando o teto de um jeito sonhador.

− Ele é mais do que perfeito, mãe. Hoje, nos beijamos de verdade e ele me pediu para ser sua namorada. Eu aceitei. – Ela declarou e eu ri, batendo palmas, enquanto a abraçava com carinho.

− Que bom, meu anjo. Fico muito feliz por vocês.

− O que me preocupa é Mary Jane. Desde que eu e Tommy começamos a nos aproximar, ela não para de me perseguir e jogar indiretas. Temo que depois de hoje, as coisas fiquem piores.

− Ela vai ter que se conformar que você foi a escolhida, meu bem. Não se deixe intimidar. Tommy é o seu namorado e Mary Jane não pode mudar esse fato. Já contou para Lara?

− Já. Por mensagem. Ela está pirando. – Sofia falou divertida e eu ri.

− Claro que está. Ela também era uma grande fã do casal Tofia. – Eu falei e ela gargalhou.

− Tofia? Gostei. Tofia e Beward. Nós, mãe e filha, namoramos pai e filho. Isso não é estranho? – Sofia perguntou e eu sorri.

− É pouco convencional, amor, mas combina conosco. E, na realidade, o que realmente importa é a nossa felicidade. Convenções, regras de conduta, regras de moral... Nada disso realmente importa quando atrapalha nosso caminho rumo a felicidade.

− É... Acho que você tem razão.

− Eu sei que tenho, amor. Eu nunca fui de seguir muito às regras. Fui uma garota nada convencional. Não gostava de vestidos, bonecas e não era nada delicada. Engravidei aos quinze anos de idade, fui embora da minha cidade com um bebê nos braços para tentar construir uma vida melhor fora de Forks, mantive uma criança em um alojamento estudantil e, contrariando a todas as expectativas, me tornei cirurgiã. Namorar o sogro da minha filha é apenas a cereja do bolo. Uma cereja deliciosa, devo acrescentar. – Eu falei e ela riu, se aconchegando nos meus braços.

− Você é a mãe não convencional mais incrível que eu poderia sonhar em ter. Obrigada por estar sempre comigo.

− Disponha, meu amor. – Eu falei, beijando seu rosto enquanto meu coração transbordava de amor por aquela garota.

Dormimos juntas e no dia seguinte a deixei na escola antes de ir para o hospital.

Na hora do almoço, recebi um telefonema da diretora, o que eu estranhei. Sofia nunca havia me dado nenhum tipo de trabalho na escola.

O que poderia ter acontecido para que a diretora precisasse entrar em contato comigo?

Senhorita Swan, preciso que venha até a escola. Algo muito grave aconteceu.

− Sofia está bem?

Ela está ótima. Quem não está muito bem é a senhorita Volturi. Sua filha acaba de quebrar o nariz dela com uma bolada violenta.— A Sra. Connor falou e eu arregalei os olhos, completamente surpresa.

− Ela fez o que?

Ela quebrou o nariz de Mary Jane Volturi e eu preciso que a senhorita venha até a escola assinar a suspensão da sua filha.

Suspensão?

Mas, o que dera em Sofia para quebrar o nariz de uma garota?

Alguém teria muito o que explicar.

Notas finais
Espero que tenham gostado, pessoas! Feliz natal a todas/todos!