Laços de Guerra - 2ª Temporada
6 Segunda versão: “um dia antes da segunda tarefa”.
Notas iniciais

23 de Fevereiro de 1995.
[...]
— É... — disse Sarah, enquanto sentava na poltrona do Salão Comunal — Bora juntar todo mundo e brincar de Verdade ou Desafio?
— Não! — disseram/gritaram Ginny e Amber em uníssono.
— Ah, qual é! — reclamou Sarah.
— Não! — disse Amber — Não, não, não, não, não. E caso eu não tenha ficado claro: não!
— Medrosas — Sarah começou a cantarolar.
— Bela tentativa, mas não vai funcionar, Sarah! — retrucou Ginny.
O sorriso sumiu da cara de Sarah, quando viu a expressão de Amber.
— Vou procurar a Hermione — verbalizou Amber — Ontem fomos para Hogsmeade... Hoje é dia de estudar.
— Ah, não! — gritou Sarah, se levantando — Fred me salva!
— Nada disso! — gritou Amber, se levantando atrás de Sarah — Acabou a moleza!
— Fred! — gritou Sarah, fazendo drama.
— E ai de você, Frederick Joseph Weasley se aprontar! — gritou Amber, quando os gêmeos desceram as escadas do dormitório masculino.
— Como diabos ela descobriu meu segundo nome? — Fred perguntou para o George.
— Não tenho ideia, mas a situação fica séria quando alguém fala nosso nome completo — disse George — Melhor não nos metermos.
— Vocês vão me pagar! — resmungou Sarah.
— Finalmente encontrei vocês! — disse Hermione, entrando no Salão Comunal com Rony e Harry resmungando atrás dela — Onde vocês estavam o dia inteiro?
— Aqui?! — respondeu Amber.
— Bem, não importa! Peguem os seus livros, vamos para a biblioteca — continuou, com os braços cruzados.
— Fala sério... — resmungou Rony.
— Anda, Sarah! — mandou Amber, pegando a mochila.
— Não! — dramatizou Sarah — Prefiro morrer do que perder a vida!
Rony, Ginny e os gêmeos olharam estranho para Sarah, já que eram sangue — puros.
— Acabou a folga! — disse Amber, segurando Sarah pelo braço e a levando para fora do Salão Comunal — Deixa de drama!
— Que dia é hoje? — perguntou Sarah, já deixando o drama de fora.
— Domingo, memória de peixinho dourado.
— AI. MEU. DEUS! CHAMA A GINNY, PELO AMOR DE MERLIN! NÓS TEMOS QUE FAZER O TRABALHO DE HERBOLOGY!
— Nem precisa! Ela está vindo aí atrás.
— Esqueci que temos trabalho de Potions para Terça! — disse Ginny, seguindo os cinco.
— Você fez o de Herbology?
Elas entraram na biblioteca e a madame Pince olhou atravessado para Sarah, por ter falado em voz alta.
— É para isso que estamos aqui — disse Amber.
— Hein? — insistiu Sarah, enquanto eles se ajeitavam em uma mesa da biblioteca.
— Não vou te dar minhas respostas — disse Ginny, já escrevendo em um pergaminho, que já tinha algumas palavras escritas — Tenho que fazer meu trabalho de Potions.
— Nem dica?
— Sarah! Você não pode ficar copiando as respostas dos outros — bronqueou Amber.
Rony resmungou alguma coisa, recebendo um olhar atravessado de Hermione.
— Viu? O Rony me entende! — disse Sarah.
— Vocês ficam deixando tudo para a última hora e ficam cheios de trabalho para fazer! — disse Hermione — Eu pensei que com o quidditch suspenso vocês tomariam jeito, mas nããão.
— Quantos centímetros são o trabalho de Herbology, Ginny? — perguntou Sarah, derrotada.
— Acho que 20 centímetros — respondeu Ginny, concentrada.
Sarah apoiou a cabeça na mão e começou a escrever no pergaminho, o mais mal feito e rápido possível. Depois de alguns minutos em silêncio, Rony resmungou:
— Odeio isso!
— Eu também — murmurou Sarah.
Ginny pegou o livro de Divination da mochila e bateu com ele na parte de trás da cabeça de Rony.
— Ai! Ginny! — gritou Rony, indignado — Olha o que você fez! Eu derrubei todo o tinteiro.
— Para de reclamar — disse Ginny, revirando os olhos.
— Ginny dando uma de Snape — murmurou Harry, fazendo Rony segurar o riso.
— Vocês só vão sair quando tiverem terminado tudo o que foi passado — disse Hermione, terminando o trabalho de DADA.
— Ok, mamãe — ironizou Sarah.
— Olha que a Marlene vai ficar com ciúmes — brincou Amber.
— Calem a boca, vocês! — disse Hermione.
— Mas e aí, Hermione? Como vai o S.P.E.W? — perguntou Sarah.
— É só uma questão de tempo — murmurou Hermione.
— Sarah, porque você foi tocar NESSE assunto? — perguntou Rony.
— Porque eu estava SEM assunto! — retrucou Sarah.
— Não é para ter assunto! — disse Hermione fechando um livro — Primeiro: porque aqui é uma biblioteca e segundo: porque estamos aqui para terminar os deveres.
— Estamos, vírgula — retrucou Amber — ELES estão.
— Claro! Ficam com os deveres atrasados...
Sarah revirou os olhos e se virou para Amber.
— Pronto. Posso ir? — perguntou, se levantando rapidamente.
— Deixe-me ver! — disse Amber firmemente, fazendo Sarah bufar frustrada e entregar o pergaminho.
Amber olhou e mordeu a língua.
— Por que você e o Harry tem mania de escrever as coisas errado? — perguntou Amber.
— Ei! — reclamou Harry.
— Você que é a irmã dele! Posso ir? — perguntou Sarah.
— Não! — retrucou Amber, começando a se irritar.
— Que foi, cacete? — perguntou Sarah, já irritada.
— A raíz da planta não se chama caustro, se chama termostander.
— Ok — disse Sarah, riscando a palavra e escrevendo por cima dela — Posso ir?
— Já fez seu dever de Divination?
— Sim.
Amber respirou fundo, tentando se acalmar.
— Muito bem! — disse Amber, fechando o livro que estava lendo com força — Vamos ver se você sabe a matéria mesmo, sem olhar no livro. O que são briófitas?
Sarah olhou para algum lugar, do canto do olho e respondeu:
— São plantas pequenas, geralmente com alguns poucos centímetros de... — começou, mas Amber a interrompeu com outra pergunta.
— Quantos centímetros? — perguntou, mas voltou a perguntar quando Sarah demorou a responder — Anda! A maioria não passa de quantos centímetros?
— 1,2 a 5 centímetros — chutou Sarah.
Amber sorriu vitoriosa, com os braços cruzados na frente do corpo.
— Se você olhasse no capítulo 4 do livro estaria o trecho: “As briófitas são plantas de pequeno porte, sendo que na maioria das vezes não ultrapassa de 20 centímetros de altura”.
Sarah pegou o livro para confirmar se o que Amber dizia era verdade ou se era alguma pegadinha.
— Ok — disse Sarah, entediada — Posso ir?
— Quer saber? — disse Amber, se levantando frustrada — Vai! Mas também não me peça ajuda para nenhum trabalho ou dever que precisar!
Ela pegou sua mochila e acrescentou:
— Ou melhor, não me peça ajuda para mais nada!
Com isso, saiu da biblioteca.
— Tchau — disse Sarah.
— Ela usou esse truque — murmurou Rony — Cara, você está muito ferrada!
— Cala a boca e faz o seu trabalho, Rony — retrucou Hermione.
— Acabei — disse Harry.
— Deixe-me ver — disse Hermione, lendo o dever de Harry — Ok, pode ir.
— Grande amigo — resmungou Rony, fazendo Harry rir, dar de ombros e sair da biblioteca.
Depois de um tempo, todos voltaram para o Salão Comunal.
— E aí, Fred — Sarah cumprimentou.
— E aí — respondeu — Amber chegou furiosa aqui. O que aconteceu?
— Finalmente! — comemorou Rony, assim que entrou no Salão Comunal.
— Não seja dramático, Ron — revidou Hermione.
— Eu irritei ela com o dever de casa — Sarah respondeu a Fred — Aprontou alguma?
— Ainda não — disse Fred — Só quero saber onde o George se meteu!
Sarah riu abafadamente.
— Sumiu desde manhã — disse Fred e depois olhou para Sarah — Você não acha que...?
— Deve estar com a Angelina, deixa o garoto ele está apaixonado!
Fred bufou, com os braços cruzados.
— Deixa o seu irmão em paz — disse Amber, descendo as escadas.
— Lá vem a nervosinha — provocou Sarah.
— Uma frase típica de Molly Weasley — disse Fred — Já não basta plagiar o Harry e a Ginny, está querendo plagiar a minha mãe também?
Sarah riu zombeteira e Amber os ignorou. Sarah puxou a varinha da bota e começou a praticar com uma pena.
— Wingardium Leviosá — murmurou, fazendo Hermione bufar.
— É “Leviosa” e não “Leviosá” — resmungou a mesma.
Imediatamente, Harry e Rony começaram a gargalhar e Sarah os olhou irritada.
— Ok, Ron não ri! Você errou também que eu sei! — disse entredentes.
— Não estou rindo disso — retrucou Rony.
— Tá rindo do que, então?
— Estou rindo porque já se passaram 3 anos e a Hermione ainda corrige esse feitiço.
Hermione começou a rir também, se lembrando do seu 1º ano. Amber olhou para o relógio e se levantou.
— Tenho que ir — disse — Até mais, Harry, Ron, Mione e Ginny!
Dito isso, ela saiu apressada do Salão Comunal.
— Tchau para você também! — gritou Sarah.
— Virei fantasma agora — Fred resmungou.
Ginny arregalou os olhos como se tivesse acabado de se lembrar de algo e sai correndo do salão comunal.
— Eu, hein! — disse Sarah, olhando na direção em que a amiga foi.
[...]
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