Miguel

No outro dia, alguns minutos antes de Elliot e Priscila chegarem, Miguel estava os esperando. Ouviu passos e viu os pais atrás de si. Pensou que iriam dizer algo, mas ninguém disse ou fez nada. O mais jovem os olhou.

“Estou indo embora em uma missão. Posso morrer e nunca mais voltar É típico de vossas majestades não mostrarem nenhuma emoção.” – pensou rindo

–Por que está sorrindo? – Rodrigo perguntou.

–Nada de mais, só estou feliz por ir embora.

– Admiro sua coragem, por conseguir dizer isso sem medo. – o rei disse.

–Obrigado senhor.

–Vamos? – ouviram Elliot.

–Sim. – disse o príncipe.

Os pais lhe deram as costas sem dizer mais nada e ele fez o mesmo.

O príncipe rerveano olhou para o céu. A lua estava vermelha como Elliot havia dito. Aquilo não era um bom sinal, faltavam duas semanas para a primavera e a lua já estava ferida. Ela teria que estar vermelha na época das flores, não na do gelo.

O Mestre estava montado em um cavalo negro e Priscila em um cavalo marrom. O cavalo de Miguel era branco. O jovem colocou a mochila nas costas e eles partiram.

–Elliot. Não deveria haver uma quarta dupla? – Pricila

–Sim. Mas não foi reconhecida ainda.

–Imagina quem seja?

–Sim. E não gosto disso. – disse se distanciando do castelo e seguindo ate o vilarejo.

O vilarejo de Rever era bem próximo ao palácio. Pequenas casas e estabelecimentos estavam espalhados pelo chão coberto por grama. As pessoas pareciam felizes enquanto trabalhavam, conversavam e caminhavam pelo local. Não havia distinção de cor ou classe, simplesmente todas eram julgadas como iguais e era assim que se tratavam.

Ninguém pareceu se importar muito com os viajantes, simplesmente faziam uma reverencia e voltavam as suas tarefas.

–Olhem. É para lá que vamos. – disse Elliot apontando uma floresta no fim do vilarejo

Elliot os levou até a floresta que era chamada de “A floresta oculta dos magos” ou “A floresta sagrada dos magos” dependendo da região.

–Eu nunca vim aqui antes. – Miguel

“Somente ontem. Quando consegui fugir de casa.”

–Nunca?Por que? Fica tão próximo ao palácio. – Priscila.

–Meus pais não permitirão. Uma pessoa ia me trazer uma vez, mas, eles não permitirão.

–Desculpe em dizer mas... Seus pai foram muitos bons comigo. Mas com você eles parecem ser...

–Estranhos, frios e não se importam comigo.Não se preocupe é algo normal para mim.

–Entrem – ouviram o Mestre dizer.

A floresta possuía arvores altas prateadas, ela era iluminada por uma luz esverdeada e era “cortada” por um rio dourado.

O príncipe reparou em duas pessoas. Havia um garoto de pele branca, loiro e olhos azuis, que aparentava ter 18 anos. Vestia uma camiseta sem mangas preta, uma capa laranja e uma calça tambem negra. A outra pessoa, era uma garota de longos cabelos lisos ruivos, pele morena e olhos cinzas, que aparentava ter 16 anos. Esta vestia um top azul escuro, calça até as canelas preta e botas marrons. O moreno se lembrava dos dois, mas não sabia da onde.

–Você não se lembra do seu irmão? – disse o loiro olhando para Miguel.

– Carlos. — disse quando o nome lhe veio a memoria. — Eu me lembro de você. Mas eu sou seu irmão? E porque você não mudou?

–Sim. Você diz que eu deveria estar com a aparência de 23 anos de idade. Certo?

–Eu...Não estou entendendo nada.

–Eu lhe disse, Carlos. Ele nem sabe quem realmente somos. – disse a garota ruiva.

–Eu também me lembro de você... — disse Miguel, olhando a garota.

Ela sorriu e disse:

–Depois conversaremos sobre isso.

–Se aproximem do circulo. – o Mestre disse

O circulo desenhado no chão estava dividido em seis partes, em cada uma continha um desenho: Um leopardo, uma raposa, um golfinho, um tigre, uma águia sobrevoando o fogo, um lobo da neve e no meio uma estrela vermelha simbolizando os Mestres. O símbolo começou a ficar elétrico, depois veio a terra, o fogo a água e finalmente o circulo brilhou e eles foram enviados para outro local. Uma floresta com arvores coloridas.

–Então agora Krawlling está segura? – Carlos perguntou a Elliot.

–Aqui não é seguro? — Miguel.

Sem responder Carlos atravessou a floresta se dirigindo até a cidade. Uma marca de águia começou a aparecer em seu pulso, mas ele não percebeu.

–Onde ele esta indo? – Manu.

–O Anjo dele está aqui. Vamos segui-lo – Elliot.