Notas iniciais
Yo!! Pessoal, é a Mogami aqui. Vim postar mais um capítulo "esbeltico" da Mila-chan. Primeiramente, muito obrigada pelos comentários, isso motiva muito. Vcs são incríveis. Bom, anteriormente a Mila-chan disse que eu era cruel (que nada, sou um anjinho), pois bem, agora vcs verão a maldade, haha. ~ar de mistério~ Não vou me prolongar muito para não dar spoilers, hehe. Então, até as notas finais. Boníssima leitura!!

Capítulo Dois – Incerto

Estava... confuso. E a confusão era tanta que nem percebeu estar confuso nas primeiras duas horas, ou seja, a coisa era séria. Rukia o olhou esquisito durante todo o trajeto da casa de Renji até sua própria. A garota ainda tinha que trocar de roupas, afinal. E a escola era a uns minutos da mansão, ela não corria o risco de se atrasar. Logo que chegaram a casa, ela abriu a porta do carro com pressa:

– Volto em quinze minutos, nii-sama. – Byakuya apenas acenou levemente, sentindo-se incapaz de fazer outra qualquer coisa. Sem perceber, levou os dedos à boca, como se pudesse tocar o beijo. Ou tocar Renji...

Argh, às vezes odiava quando fugia para o próprio mundinho psíquico e agia como um idiota. Como agora. Sentia vontade de voltar para onde estava o ruivo e quebrar-lhe a cara. Seria tão relaxante... 'Tá, quem o moleque pensava que era? Por que, de repente, se tornou o alvo de chacotas para adolescentes com fogo nas partes baixas? Não gostava da ideia disso estar realmente acontecendo. Foi tão estranho e, depois, assim que Renji parou, sentiu tanta vergonha. Entregar-se aos beijos de uma criança pode ser extremamente humilhante, não aconselho. Mas as reações de Renji pareceram tão reais...

– Controle-se, idiota. – Repreendeu-se em voz alta, vendo que mal conseguia conter o fluxo de seus pensamentos.

– Quem é idiota, nii-sama? – Rukia brotou do além, assustando o pobre Byakuya. Ela entrou no carro, já de banho tomado e roupas limpas.

– Ninguém, apenas... nada.

– Hum, 'tá.

A conversa terminou aí, ao menos por enquanto. Rukia pôs o sinto e apoiou a cabeça na janela, olhando a paisagem — nada verde — pela mesma. Na verdade, a baixinha estava tentando tirar um cochilo, sabe como é. Ichigo tem muito vigor e ela não fica atrás...

Enfim. Estava quase pegando no sono quando a voz grave de Byakuya a despertou.

– Rukia?

– Sim?

– Você conhece bem os seus amigos?

– Claro.

– Hum... Então eu vou perguntar algo. O Renji é... – Engoliu em seco antes de perguntar. Qual é, ainda era complicado, tudo isso. –... gay? – Rukia esperou um momento para ter certeza que sua audição não amanheceu bulgada e estava lhe pregando uma peça. Opa, hã? Por que diabo Renji seria...? É, parece que a coitada não aguentou a pressão. Começou a rir histericamente como a boa retardada que era.

Ela até queria negar tudo isso e tals, mas, toda vez que tentava falar, a garganta arranhava e a crise de risos só piorava. Além disso, ouviu coisas muito interessantes pela manhã... Coisas como: "Eu te amo", impactos de corpos em portas e sons de sucções de beijos (nojento). Quase achou que seu irmão e seu melhor amigo fossem fazer coisas impróprias ali, enquanto ouvia tudo. O que era uma pena. Adorava assistir pornôs gays e um pornô gay com tanta gente bonita é melhor ainda, só ouvir era deprimente e...

Prosseguindo, pelos céus!

Byakuya ficou vermelho instantaneamente, pobrezinho. Rukia não podia simplesmente dar uma resposta? Por que a miniatura de gente ria tanto?

– Rukia. – Chamou com voz endurecida.

– Desculpa, nii-sama. Renji não conversa comigo sobre sua opção sexual. – Ela respondeu de forma simples quando finalmente se recuperou. ‘Tá, mas... Onde Rukia aprendeu essa palavra? Depois ainda dizem que é exagero falar das más influências que a garota recebe! Não era, você viu!

Estavam chegando à escola da mais nova.

– Se importa de deixar essa conversa entre nós?

– Por que...? – Byakuya mandou o olhar mortal level adava kedavra e Rukia, como boa entendedora, calou-se. – Hum, ok. Sem problemas. Hei, quer que eu descubra se ele é gay?

– Não precisa.

– Não quer mesmo?

– Não.

– Tem certeza?

– Você vai se atrasar. – A Kuchiki menor fez uma expressão terrivelmente decepcionada.

– Certo, nii-sama... – Observou com toda a calma que não sentia a garota descer do carro e caminhar até o prédio do colégio.

...

Estava fazendo um trabalho da faculdade. Algo bem simples e entediante. Ao que tudo indica, os professores gostavam de subestimar seus alunos... Se bem que grande parte dos estudante era deplorável... De qualquer forma, isso não vem ao caso.

A questão era sua tentava falha de ocupar a mente com qualquer coisa, menos com o toque quente de Renji. Qual é, ele tem a idade de Rukia (fala sério que vai ser essa a desculpa...)! Não devia pensar em como suas bocas se encaixavam com precisão e... Alguém o mate para que se livre dos pensamentos tarados? Agradeço.

É que não podia realmente evitar. Estava arrependido e se sentindo culpado. E tudo isso por ter correspondido, mesmo que da forma mais suave. Sentia culpa porque imaginava que, sendo ele o mais velho, não deveria se aproveitar de pirralhos. É, Renji é bem grandinho (e foi ele que agarrou o "Ó pobre vítima sou eu"), talvez pudesse se defender. Ou talvez, apenas talvez, Byakuya estivesse sendo chato.

Byakuya, cai na real. Olha o tamanho do cara e se olha no espelho.

Prosseguindo com o que interessa.

O trabalho era irrelevante. Mas, servia para o que o Kuchiki precisava: distração. Largou a caneta, junto do caderno, encima da mesinha de cabeceira. Levantou e pegou as chaves. Iria para algum lugar onde pudesse clarear a mente. Apenas esperava que seus pés não o traíssem.

...

Estava pensando no que houve pela manhã. Claro que estava curiosa. Estava morrendo de curiosidade, pra ser sincera. Porém, a vida era de Renji e Byakuya. Não que não se importasse com eles, longe disso. Realmente achava que um pouco de amor faria bem a seu irmão, então, se fosse homem ou mulher, não tentaria impedir. O amava, claro que queria que ele fosse feliz.

Agora é um momento para se concentrar em seu próprio plano maligno, ops... sexy.

Sempre se impressionava com a quantidade de livros que aquela biblioteca comportava.

Rukia pegou a garrafa e a analisou melhor. Era bonita, tinha algo de diferente. O líquido opaco dançava aos montes lá dentro. Mordendo o lábio inferior, transferiu um pouco para um vidrinho à parte. Iria usar aquele pouquinho em Ichigo. Certo, o menino parecia estar sempre cheio de fogo, mas queria inovar. Yoruichi-san que deu. Lembrava cada palavra que ela havia dito.

" – Veja, um pouco diluído em alguma coisa é o suficiente pra 'acender o apetite'. – Ela falava fazendo aspas no ar. – Se não quiser transformar o garoto em um ninfomaníaco, eu sugiro que não use muito. Esse é bem forte.

– Aonde conseguiu isso?

– Eu vou usar um pouco no Kisuke. Ele é extremamente santinho. – Ela revirou os olhos. – Mesmo que esses sejam os melhores. Não conte pra Soi Fong. Acho que ela é apaixonada pelo pobre.

– Ela?!

– Uhum... Nem deixe o Byakuya saber, também.

– Eu não vou."

Despertou de suas lembranças com o barulho do telefone tocando:

– Ichigo?

– O chato por nós todos 'tá em casa?

– Não. 'Tá liberado, pode vir.

– Tchau, então. Chego em quinze minutos.

– Okay.

Ela encerrou a chamada, olhando satisfeita para o frasco.

Sem nem perceber, deixou a garrafa na biblioteca, indo saltitante destrancar a porta para Ichigo.

...

Renji estava no quinto sono. Ou quase. Teve a melhor parte do dia – mentira. E pare de fazer esse som malicioso. – interrompida. A porta estava quase sendo arrancada aos murros. Quem é a criatura que não tem vida e vai perturbar o sono inocente dos outros? Eu, hein...

– Já vai! – Assim que abriu a porta, teve a surpresa do século. Byakuya Kuchiki, parado na soleira, maravilhosamente vestido, como sempre, com as mãos nos bolsos e o rosto corado. Aparentava grande inquietação.

– Olá, Renji. – Ele cumprimentou com a voz afetada. – Posso entrar? – Renji hesitou por um momento. Mas, algo falava mais alto, o obrigando a abrir mais a porta e dar espaço ao outro.

– Claro, senpai.

– Que bom. Se você dissesse não, eu não sei o que faria... – Ele suspirou. –... com todo esse desejo. – Renji arregalou os olhos, enquanto Byakuya fechava a porta rapidamente, encostando-se nela como se precisasse de apoio.

– Senpai, você está bem?

– Não. — O Kuchiki ofegava, parecia estar queimando. Passou as mãos pelo rosto e pescoço, para logo em seguida começar a abrir os botões da própria camisa. Nesse momento Renji achou melhor intervir.

– Senpai, pare com isso! – Aproximou-se tentando impedi-lo, mas Byakuya foi mais rápido. Antes que pudesse perceber, o Kuchiki segurava-lhe o rosto com ambas as mãos e o puxava.

Vocês viram! Ele até tentou evitar. Mas, obviamente, não foi o suficiente. Ao que tudo indica, era impossível lutar contra um Byakuya tão... necessitado.

{···}

Notas finais
Gente do céu, vcs estão vivas? Morri com esse cap, sério! Eu sei, eu sei... Somos muito cruéis, hehe. Mas o próximo vem logo... eu acho (brincadeira, vem logo sim). Comentem, isso realmente ajuda muito... mesmo que seja só para xingar, hehe. Beijocas, até a próxima!