Laços Familiares?
2 Conhecendo a novata
Pouco tempo depois os amigos estavam caminhando pelas ruas enquanto conversavam e riam. Já era noite quando o grupo de amigos estava andando para suas respectivas casas. Por algum motivo, Yugi estava pensando na nova garota e no porque que Anthyrra dera o numero do telefone dela justo a ele.
O garoto chegou em casa, removeu os sapatos e foi até a sala de estar, onde encontrou o avô – "Boa noite, Yugi. Estou bebendo chá. Quer um pouco?" – Solomon ergueu uma xícara vazia em direção ao neto – "não, vovô, mesmo assim obrigado. Bom... vou tomar um banho e fazer minhas tarefas." – "pois bem, então. O jantar já está quase pronto."
Yugi subiu as escadas em direção ao quarto. Adentrou no cômodo e foi direto para o banheiro. Dez minutos depois, saiu já vestido com a toalha em mãos, colocou-a na janela e sentou na escrivaninha para fazer a tarefa.
Fez todos os requisitos de forma rápida. O problema foi história. Yugi parou de se concentrar e voltou a pensar em Anthyrra, tanto que fechou os livros e deitou-se na cama olhando para o teto.
Uma luz dourada saiu do Enigma do Milênio e um 'Yugi mais velho' apareceu – "No que está pensando, Yugi?" – era Yami. O espírito que residia dentro da Relíquia ancestral há 5000 – "è que... apareceu uma garota nova na sala hoje" – o baixinho falou sem olhar para Yami e continuou falando – "e as pessoas ficaram me irritando por ela ser muito parecida comigo fisicamente."
"e no que isto tanto lhe incomoda?" – o espírito perguntou – "chegou ao ponto de meus próprios amigos acharem que eu tenho algum parentesco com a garota... Anthyrra" – Yami arregalou os olhos ao ouvir a ultima parte – "O que você disse Yugi?" – o menor olhou para o amigo dessa vez — "Anthyrra, o nome da garota é Anthyrra Kashiawa. Mas, por que pergunta?" – "não sei por que, mas tenho a sensação de que este nome não é estranho para mim"
No dia seguinte, em Domino High School, os estudantes e funcionários em geral iam chegando. Entre eles, a jovem de cabelo 'bagunçado'. Na sala de aula do primeiro ano...
"Hey, Anthyrra! Aqui!" – a garota virou o rosto para o que parecia ser a voz de Joey. Reconhecendo quem eram (já que o resto do grupo estava lá), Anthyrra respondeu – "Bom dia Joey, Téa, Tristan..." – ela falou, olhando para cada um – "E Yugi".
Anthyrra então se lembrou de algo – "Yugi, eu gostaria que você desse uma opinião sobre uma coisa" – ela abriu a mochila e tirou uma caixa relativamente pequena – "Eu trouxe meu baralho. Tenho uns probleminhas com ele. Pode me ajudar?"
Yugi pegou a caixinha e abriu, logo no topo, uma carta poderosa e rara – "Você tem a Feiticeira Valkyria?" – a garota afirmou – "Meu irmão me deu" – Joey se intrometeu e perguntou – "Você tem irmão?" – o sorriso no rosto da garota desapareceu. Nisso, Téa pisou no pé do garoto loiro.
Após toda a analise – "Bom, seu baralho é ótimo. Não há de errado com ele. Talvez um pouco de pratica ajude. Também confie em suas cartas, que elas lhe retribuirão" – Yugi falou e Anthyrra afirmou enquanto pensava – 'Ele continua confiando no Coração das Cartas, ah meu irmão... '
A professora chegou, dando inicio ao dia letivo. Dessa vez, Anthyrra prestava muita atenção na aula de matemática, invés de desenhar nos livros e cadernos, acompanhava os cálculos com precisão.
No Almoço...
Os amigos, junto com Bakura, (A/N: vocês preferem que eu o chameele de Ryou ou de Bakura mesmo? É que sempre associo 'Bakura' ao espírito do Reis dos ladrões aprisionado no Anel do Milênio) sentaram-se nos bancos ao ar livre. Joey e Tristan estavam com duas bandejas – "Eles vão comer tudo isso?" – Anthyrra perguntou. Ela não havia estado com Joey ou Tristan nesse horário no dia anterior. Téa virou para ela e respondeu – "Vão sim, e não se assuste se repetirem. Esses dois são sacos sem fundos" – Elas riram.
Bakura olhou para a 'Novata' com desdém, era perceptível que aquele não era o garoto bonzinho, e sim, o espírito maligno. – ' então a queridinha Anthyrra voltou. Isso pode mudar meus planos, mas nada drasticamente'
O tempo livre acabou (e por algum ato divino, Joey e Tristan não repetiram). As aulas continuaram, após o termino do ultimo período, como sempre, vieram os duelos. Dessa vez, Anthyrra não ficou para ver, nem Joey foi xavecado, nem Yugi duelou. Todos seguiram o rumo de casa.
Assim a semana seguiu Cada um conhecendo um pouco sobre a garota que pouquíssimo falava dela mesma, mas aos poucos perdendo a suposta timidez. Telefones foram trocados. Uma nova companheira de aventuras nasceu.
Na sexta-feira...
Era um dia chuvoso. Anthyrra esperava por Téa embaixo de uma arvore – "Estúpida! Da próxima vez, preste mais atenção na Previsão do Tempo!" – ela gritou consigo mesma. Téa finalmente chegou, mas um pouco envergonhada – "desculpe pelo atraso, 'Thyrra. O Yugi me pediu uma coisa" – "e o que era? Pode dizer?" – Anthyrra perguntou mais curiosa do que frustrada. As meninas foram andando enquanto conversavam
"Ele me pediu para sair amanha" – Téa falou. Anthyrra se assustou – "M-mas não é nada disso que você está pensando não!" – Téa falou tão vermelha quanto um pimentão. A companheira riu e a mais alta continuou – "Ele quer que eu vá com ele nessa nova exposição sobre o Antigo Egito".
'Não é exatamente ele. O Yugi quer que eu acompanhe o Espírito do enigma do Milênio' – Tea pensou. Anthyrra falou, olhando para algum lugar arbitrário – "Ele parece bem entusiasmado com este assunto. A julgar que eu nunca o vi sem aquela pirâmide de cabeça para baixo no pescoço..." – "O que você sabe sobre isso, sobre o Enigma do Milênio?" – a menina de cabelos rebeldes olhou para a morena, espantada – "sobre 'O' o que? – "N-nada, nada não" – Tea desviou o assunto.
Percebendo que haviam chegado à casa de Anthyrra, a morena acenou um Tchau e a novata entrou em casa, antes de fechar a porta, gritou – "Tenha um bom encontro com o Yugi amanha!" – Tea ficou totalmente envergonhada enquanto a baixinha ria.
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