Notas iniciais
Humm... vai acontecer algumas coisas importantes nesse capitulo o/ Espero que gostem!!! Boa leitura...

Richie e Jon acordaram ao mesmo tempo, se arrumaram e saíram para dar umas voltas em LA.

Durante toda a noite passada, Richie dormiu sem ter qualquer tipo de sonho ruim. Mas a dor de cabeça horrível que sentia nesse momento era o preço que estava pagando pelo bom sono.

Decidiram dar um passeio no Pan Pacific Park na Beverly Boulevard. David, Tico e Alec preferiram ficar no hotel. Entraram e logo se encontraram no meio de diversas crianças. Jon sorriu. Gostava delas. Richie permaneceu sério. Ele poderia estar passeando com seu filho e não com Jon, se houvesse conseguido se casar. Não gostava, mas qualquer coisa lhe fazia lembrar o que acontecera e como poderia estar sua vida se tudo fosse diferente.

Percebeu que Jon se sentava em um banco e continuava a sorrir para as crianças. Sentou-se com ele e também passou a observá-las, tentando colocar um sorriso na face, o que parecia ser impossível. Começara a imaginar coisas que jamais sequer pensou. Como seria um filho seu com Rosalie? A imagem que se formou em sua cabeça o fez sorrir de canto. Uma menina, parecida com Rosalie. Era assim que queria. Uma garotinha que se parecesse com sua amada. Balançou a cabeça, rindo por dentro, de si próprio. Pensamentos inúteis. Jamais teria um filho com ela. A mulher fugia de suas mãos em New Jersey como se ele fosse um carrasco. Não voltara a vê-la depois do acontecido e pelo que soube por Ryan, irmão de Rosalie, eles também não a encontravam. Nunca mais a veria novamente e isso o machucava por dentro.

— O que foi? Está sorrindo por que? – Jon indagou, olhando-o.

— Porque você quer saber? Até agora você parecia um idiota sorrindo a toa para as crianças, aí.

— Eu sorria para as mães... – Sorriu ao ver a careta de Richie. – E para elas também, claro.

— Aham.

— Mas o que você estava pensando? – Perguntou, curioso. Richie não era muito de sorrir, ainda mais quando não tinha motivo.

— Estava pensando em como meu filho com Rosalie seria. O que só vai ficar em pensamento mesmo. – Sorriu torto.

Jon segurou a língua para não contar ao moreno o que Lizzie havia falado. Se contasse, teria de segurá-lo para não procurar pela garota e estrangulá-la quando a encontrasse. Se não contasse e ele nunca mais encontrasse com Rosalie, ele não o espancaria. Mas caso viesse saber daquilo de alguma outra forma, não queria imaginar a dor que sentiria ao receber um soco de Richie. Era melhor deixar para lá e levar a conversa como se não soubesse de nada.

— Ah, vai saber. Você pode encontrar com ela algum dia e acabar resolvendo tudo... – Passou a mão no cabelo, afastando-o para trás.

— Como, Jon? Essa mulher foge de mim como o diabo foge da cruz! Eu não sei mais o que fazer para encontrá-la, juro. Virei New Jersey ao avesso para achá-la. Cansei. – Suspirou.

— Não custa procurar mais um pouquinho.

— Custa sim. Custa meu tempo. As vezes eu sou tão idiota, tão cego e imbecil que enquanto estamos fazendo o show eu a vejo lá no meio, na grade. Estou precisando esquecê-la, porque até miragem eu estou tendo! E o pior é que acontece isso em todos os shows! Vou começar a tocar com o olho fechado... – Segurou o queixo com o punho direito, apoiando o cotovelo no joelho.

Diversas vezes a via, cantando todas as musicas e olhando diretamente para ele. Estava ficando louco, pois não havia outra explicação para o que acontecia. Se Rose fugia, jamais iria em todos os shows que o Bon Jovi fazia pelos EUA e em outros países, e ainda ficaria na grade olhando-o. Loucura.

Jon hesitou. Até Richie tinha tal visão? Muitas vezes via uma garota de cabelos castanhos e longos, branca e com lábios grossos na grade e tentava se convencer de que não era Rose. Será que era ela mesmo? Talvez... Por que, não?

— Talvez seja ela, mesmo.

— Sem chance. Ela não é burra o bastante pra fugir de mim quando estou fora do palco e ficar cara a cara comigo quando estou nele. Eu poderia muito bem descer e pegá-la pelos cabelos e ela não teria como fugir.

Jon riu ao imaginar a cena de Richie descendo do palco, nervoso e pegando Rosalie pelos cabelos, puxando-a para o basckstage.

Richie acompanhou Jon na risada, até olhar para um enorme brinquedo, cheio de crianças. Uma em especial lhe chamou a atenção, pois perdeu o fôlego ao observá-la.

Uma garotinha de cabelos escuros estava prestes a cair do brinquedo. Levantou-se correndo e antes que ela desse o passo fatal para sua queda, pegou-a.

Com ela nos braços, sentiu o coração bater mais forte e inspirou todo o ar que podia. Suas mãos estavam trêmulas. Tudo acontecera tão rápido que nem sabia como tinha conseguido correr a tempo de tirá-la. A pequena menina se agarrava em seus braços com força, mas não chorava. Devia estar assustada, pois a tirara de modo bruto, sem medir forças.

Abaixou e colocou-a no chão, observando-a. Respirou fundo mais uma vez, pois seus pulmões imploravam por mais ar que chegava a doer. Ela mantinha os olhos castanho-esverdeados arregalados, assustada. Os cabelos um pouco abaixo dos ombros, lisos e castanhos, da mesma cor que os seus, estavam desalinhados do penteado e o vestidinho branco amassado por conta da força do seu abraço. No queixo, notou uma leve covinha que se igualava à sua, o nariz reto, o lábio inferior carnudo e o superior um pouco mais fino e bem torneado... Uma criança linda.

— Você quase caiu, criança. – Suspirou, sorrindo de leve.

— É. Obrigada por me salvar, moço. – Disse a menina claramente.

Richie se impressionou com o modo de falar da menina, que com certeza tinha menos de três anos.

— De nada. Como é o seu nome?

— Bella. – Sorriu. — Você não vai me dizer o seu?

Uma menina esperta, Pensou.

Claro. Meu nome é Richie. Quantos anos você tem, Bella?

— Vou fazer três no mês que vem. – Mostrou três dedinhos da mão direita para Richie. – Está certo assim?

— Sim.Você é muito esperta para essa idade, mocinha. – Sorriu. — Acho melhor você ir com sua mãe. Já estou ouvindo-a te chamar.

— Oh, sim. Obrigada senhor Richie. – Sorriu e se virou, saltitando para longe do moreno.

Richie se levantou e acompanhou a menina com os olhos até ela sumir de sua vista. Era linda e muito esperta. Como queria que fosse sua filha... Tinha os olhos muito parecidos com os de Rosalie, o que fez lhe doer a alma. Sentiu um aperto no coração ao vê-la se afastar, mas ignorou. Voltou para o lado de Jon, que o encarava. O amigo fazia uma careta estranha. Não sorria.

Jon vira a criança que Richie havia acabado de falar e ficou atormentado com a semelhança entre ela e Richie. Era muito evidente. Qualquer um que olhasse os dois juntos falaria que a criança era filha de Sambora. Por um momento pensou nas palavras de Lizzie de novo, que ecoavam em sua mente. Por mais que estivessem em Los Angeles, aquela poderia muito bem ser a filha de Rosalie com Richie. A garota era a cara dele e não tinha como negar, assim como os olhos grandes e castanho-esverdeados era como os de Rosalie. Mas seria muita coincidência e fora do comum. Se estivessem em New Jersey, todas as peças se encaixariam perfeitamente.

— Que foi? – Ele perguntou. — Alguma coisa errada?

— Nada não. – Se eu estiver certo das idéias, você acabou de falar com a sua filha, Pensou.

Mas o que a criança fazia ali, na realidade? Foi tomado por uma curiosidade que chegava a sufocá-lo. Não conseguira ver a mãe da criança e se a menina não fosse filha do amigo, a semelhança era muito estranha. Seus instintos berravam que estavam a poucos metros de distância de Rose e que Richie conversara com a filha que nem sabia existir. Talvez, Lizzie não mentira... Só não sabia como comentar com Sambora sem levar um soco ou sem deixá-lo louco de raiva, ou fazer o amigo ter um ataque cardíaco.

— Aquela menininha é muito esperta. – Não se cansava de dizer. – Falou como se tivesse cinco ou seis anos e não três.

A idade... Pensou Bongiovi.

— Muito bonitinha, não é? – Sorriu para Jon.

— Sim, muito. Qual era o nome dela? – Tentou desviar alguns pensamentos que lhe vinham à mente.

— Bella.

— Hum. De fato, muito linda. Chegou a ver a mãe?

Sambora pensou por um momento. Não havia visto a mulher de frente, mas a voz lhe era muito familiar.

— Não. Só ouvi ela chamar pela menina. O pai dela deve ser muito orgulhoso da filha que tem...

Não. Ele é idiota mesmo. Nem sabe que a menina existe e é tão cego que não nota semelhança. Bongiovi censurou seu pensamento e reprimiu um riso de deboche.

— Que sorrisinho é esse, Jon? O que eu disse de engraçado?

— Nada, Richie. Eu quero um sorvete.

— Então vai comprar. – Riu, ao ver a cara de aborrecido de Jon.

Conversaram por mais alguns minutos, sentados, observando todas as crianças que brincavam, gritavam, sorriam e outras vezes choravam por cair de algum brinquedo ou de outra forma. Sambora sempre voltava os olhos para Bella e tentava ver a moça que estava com ela, mas sempre a mulher estava de costas. Conhecia aqueles cabelos de algum lugar, mas suas lembranças estavam falhando demais naquele dia.

Jon passara todo o tempo pedindo o maldito sorvete que Richie já estava farto de ouvir. Queria mandar o amigo à merda com o sorvete dele, mas já sabia o que ele queria: que comprasse para ele. Jon tinha que parar com aquela mania de moleque mimado.Às vezes ele conseguia ser um perfeito idiota ao agir assim...

— Sambo...É sério, eu quero um sorvete. – Fez uma voz manhosa.

— Pára de falar assim! Você parece gay! Que inferno, eu vou comprar essa porra de sorvete e espero que você coma por trás! – Levantou-se exasperado, e ficou ainda mais nervoso ao ouvir risadas altas.

Odiava Bongiovi com todas as forças quando ele fazia esse tipo de criancice e ria quando conseguia algo. Em passos duros e com o cenho franzido pela raiva que sentia, foi até o carro de sorvete. Logo, uma presença se fez ao seu lado, e virou o rosto para saber quem era. Antes não o tivesse feito.

— Custava você esperar no banco? Tem que vir me importunar?

— Ah Richie, eu quero escolher o sabor, cara. Você nunca vai saber o que eu gosto. Você não é mulher... – Riu. – Elas sempre sabem...

— Cala a boca.

Seguiu em passos mais rápidos, deixando-o para trás, chegando ao carro primeiro. Sabia sim o que ele queria, pois sempre pagara a porcaria do sorvete para o amigo.

Bongiovi sentiu seus músculos se contraírem ao ver quem ficava logo atrás de Richie na fila do sorvete.Como era possível? O que fazia ali? O destino conseguia brincar de uma forma impressionante. Um pouco diferente, mas ainda a reconhecia. Os cabelos castanhos pouca coisa mais longos, nunca o confundia. Rosalie estava à pouco menos de meio metro de Richie, segurando a mão da menininha que Sambora salvara da queda. Agora não tinha dúvidas. As duas juntas, a criança a cara de Richie, as peças se encaixavam, apenas não estavam em New Jersey. Bella era filha de Richie e Rose não tinha consciência do perigo em sua frente. Sambora a mataria com certeza!

— Bella, você vai querer de qual sabor? – Richie ouviu uma voz muito familiar, que lhe trouxe imagens diversas em sua mente, das quais queria se esquecer.

Ao escutar a voz doce e inocente responder “Um delicioso de chocolate”, sorriu e virou-se. Mais uma vez, não o tivesse feito. O sorriso largo se apagou lentamente de sua face ao ver quem acompanhava a garota. Encarou-a por um momento e retirou os óculos escuros. Sentiu o peito se contorcer e doer, enquanto a respiração enfraquecia. Era realmente ela que estava ali em sua frente?

Rose sentiu o coração querer sair pela boca. Richie a encarava. Ele não mudara muito. Havia acompanhado-o pela mídia e nos palcos, mas vê-lo pessoalmente era diferente. Fazia o amor que guardara com tanto carinho vir à tona e com força total. O homem de sua vida estava ali, parado, observando-a no lugar mais improvável do mundo. Quem imaginaria que o guitarrista do Bon Jovi passearia no parque onde apenas tinha crianças nas horas livres? E compraria sorvete no mesmo lugar que ela? Segurou forte a mão de sua filha e não desprendeu seus olhos dos dele.

— Ro-Rosalie? – Richie chamou-a, num sussurro.

— Olá, Richie. – Tentou manter a voz o mais firme que pôde.

Depois de três longos anos, estavam frente a frente outra vez. Queria despejar todas as perguntas que tinha para fazer à ela, principalmente uma que se formara em sua mente no momento e que respondia metade das outras. O que ela fazia com Bella? Era sua filha e por ter engravidado de outro não se casara? Fazia sentido, mas tal questão deixava seu coração morrer mais um pouco.

— Mamãe! Você conhece ele? – A menina sorriu de Rosalie para Richie.

Mamãe? Então era verdade. Ela fugira do casamento por ter engravidado de outro. A idade da pequena fazia as coisas se encaixarem.

— Sim, o conheço querida.

— Ele me salvou de cair do brinquedo.

— Obrigada, Sambora. – Falou num tom azedo, mesmo não querendo.

— De nada, MacTierney.

— Eu já gosto muito dele, mamãe. – Soltou-se da mão de Rose e abraçou a perna de Sambora, sorrindo.

Rose tentou, fracamente, impedir Bella. Jamais imaginou que a garota ficasse tão perto do pai.

— Acho que precisam conversar. – Jon intrometeu-se, se aproximando. – Eu deixo até meu sorvete de lado... – Tentou brincar, inutilmente. Não era hora para brincadeiras.

— Não temos muito que dizer um ao outro. – Rose não desviou os olhos de Richie nem por um segundo. Na realidade, seus lábios imploravam por serem acariciados pelos de Sambora novamente. Como sonhara com isso...

— Temos sim. E muita coisa. – Finalizou Richie.

— Bella, vamos brincar um pouco? – Jon sorriu para a criança que encarava Rose e Richie.

Viu-a resistir e olhar para a mãe, que acenou, para que confiasse em Bongiovi.

— Vamos. Mas quero que me diga seu nome e que brinque de pega-pega comigo. – Sorriu.

— Fechado. – Retirou-a de perto dos dois.

Richie, com o coração pronto para sair pela boca, conduziu Rose à uma banco e sentou-se com ela. Queria saber tudo e principalmente sobre Bella.



Notas finais
o que dizem???? :D