Laços.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Etto..promessa é divida viu ? Postei como o prometido..não sei se gostaram desse capítulo, e a propósito foi mais focado no Ichigo e na Rukia..Sasori não apareceu muito aqui. Tem uma pitadinha de comédia e um tiquinho de ecchi, mas bem razoável viu ? Tentarei postar, semana que vem ou ainda hoje na Come To Me When Youre Sober, ando com dificuldades lá. Quem quiser mandar idéias ou sugestões para o próximo capítulo lá, eu agradeço. E a propósito dedico esse capítulo a Keithy-chan que foi um fofinha comigo e quando viu que eu voltei me mandou uma mensagem muito fofinha, sentiu saudades de você também viu ? ♥
Ah, e a Kuchiki-chan também, adorei o review que mandou na minha nova fic e digo que também senti saudades viu ? Suas lindas. ♥
Sem mais delongas, boa leitura!
Estava sentada em uma das cadeiras que tinha na cozinha, escorou-se na bancada de mármore, medo era isso o que sentia, tudo bem...medo de que ? Ah, de ser despedida, já podia até imaginar os berros do seu mais novo ex-patrão, viu quando o mesmo puxou uma outra cadeira e se sentou, fitou-a e então indagou:
– Como você pode dormir em pleno horário de espediente, Rukia ?! – Bufou.
– M-mas..Kurosaki-san..g- – Tentava se explicar.
– Sem mais Rukia.. sem mais! – A morena já até sabia..que no final isso tudo daria em demissão, pensou em levantar-se porém antes que pudesse agir ouviu as gargalhadas do ruivo a frente, ele ria que nem uma criança, enquanto a mesma apenas arregalava mais os olhos, o que tinha de tão engraçado ?
– Gomen, Rukia-san, gomen, é que eu não pude deixar de brincar um pouquinho com você, eu vi o quanto estava nervosa e acho que me empolguei..jamais a demitiria por causa de algo assim, pelo contrário, parece que você se deu muito bem com Sasori-kun. – Sorriu.
A morena suspirou de alívio, por Kami-sama como ela poderia pensar que o ruivo a sua frente a demitiria ? Ele era uma pessoa boa, entenderia que ela dormiu apenas para acompanhar seu filho, precisava tanto desse emprego que até se desesperou, só em cogitar a hipótese de ser dispedida, saiu de seus devaneios ao ouvir um barulho estranho, o ruivo a olhou e então sorriu.
– Está com fome ?
– H-hai. – Disse corada.
– Gosta de pizza ?
– H-hai, porém eu fiz comida..se quiser eu coloco para nós dois. – Sorriu ainda corada.
– Claro!
...
Comiam e conversavam animadamente, até pareciam se conhecer a mais tempo, já haviam falado de Sasori, da casa, da cidade até da pobre da Rangiku eles já tinham falado, porém a conversa ainda não havia acabado.
– Etto.. me fale mais sobre você Rukia-san. – Bebeu um pouco do vinho.
– Hn, quer saber o que exatamente ? – Mordeu um bolinho de arroz.
– Namora ? Como foi morar com a louca da Rangiku ? O que gosta de fazer ?
– Uau! Quantas perguntas não é mesmo ? Vamos lá, uma de cada vez. – Sorriu.
– Namora ? – Coçou a cabeça.
– I-i-iie. – Abaixou a cabeça, tentando esconder seu rostinho vermelho.
– Hn. – O ruivo sorriu, não que aquilo o deixasse feliz, até mesmo porque ele tinha sua esposa..que esposa! Mas era sempre bom saber né ? Uma menina tão inocente como Rukia, merecia alguém bom.
...
– Já disse que não precisa me ajudar a lavar a louça! – A morena dizia pela milésima vez e aquilo já estava a irritando.
– E eu digo que precisa! – Ele secava os pratos enquanto olhava a expressão irritada na face tão delicada da baixinha, era divertido irrita-la ou deixa-la sem jeito. – Você é tão teimosa!
– Eu ? Você que é teimoso. – Quase jogou o prato na mão do ruivo, que apenas riu com tal gesto.
– Teimosa e baixinha.. – Sussurrou mais para si do que para mesma, porém ela ouviu e se arrependeu de ter dito tais palavras, ela estava o olhando com fúria.
– Como é que é ? Baixinha ? Ah, não! – O ruivo se virou na tentativa de se defender, concerteza ela o bateria, mas tudo o que veio foi algo gelado, molhou seus cabelos ruivos, fitou a pequena que só ria, ou tentava parar de rir.
– Gomen, Kurosaki-san, é que quando me chamam de baixinha eu realmente fi-. – Dessa vez era a morena que estava molhada, colocou sua mão mais uma vez de baixo da torneira, aparando a água e jogou novamente no ruivo, iniciando assim uma 'guerra'.
Alguns minutos depois a cozinha inteira e ambos estavam completamente encharcados. Rukia estava corada como sempre ou melhor estava mais corada ainda e fitava o chão, não entendia o porquê será que ela não havia gostado da brincadeira ? Entendeu então só depois de fitar ela tentar cobrir os seios. Kami-sama! Aquela parte em especial da blusa dela estava totalmente molhada, e ela estava sem sutiã, quem agora concerteza estava corado era ele. Ele poderia ver perfeitamente os mamilos da morena, rígidos contra a blusa.
Rukia virou-se e Ichigo ficou sem reação, que constrangedor e ao mesmo tempo que cena linda. Como assim linda ? Você tem uma mulher com seios perfeitos! Ah, para de comparar Ichigo. – Deu um leve tapa em sua cabeça, tentando afastar tais pensamentos impuros.
– Rukia-san, me acompanhe eu vou lhe emprestar uma camisa minha. – Ele disse saindo na frente da morena sem fita-la.
Ela nada disse, apenas o seguiu.
– Tome, Rukia-san, vou deixar que se vista. E gomen, não foi minha intenção, olha-los e a brincadeira também, sinto muito se não gostou.. – Ele disse de costas para a morena.
– Tudo bem, Kurosaki-san, enquanto a brincadeira eu me diverti muito. – Sorriu.
– Fico feliz, então. É um alívio saber que não ficou chateada. – Após dizer isso saiu do quarto.
Enquanto se trocava a morena não podia esquecer os acontecimentos de hoje, Ichigo era um ótimo patrão, gentil, engraçado, divertido, lindo, casado. Rukia só podia estar ficando louca, pensar coisas assim de seu novo chefe. Oh, Kami-sama! Tinha que se tratar isso sim. Mas a verdade é que estava morrendo de vergonha de Ichigo, ele viu seus seios. Ele viu pois ele tinha dito que viu. Ela queria morrer naquele momento isso sim. Se olhou no espelho, e surpreendeu-se estava toda desgrenhada, parecia uma louca. Mais ia assim mesmo para casa. – Riu de si mesma. E abriu a porta, deparando-se com Ichigo encostado na parede, com o peito totalmente desnudo. Seu abdômen bem definido, e bronzeado. Que deus-grego!
– Rukia-san ? Está tudo bem ? – Ele indagou, preucupado.
A morena saiu de seus devaneios e apenas assentiu.
– Etto.. – Coçou a cabeça. – Eu vou lhe dar a chave aqui de casa, confio muito em você Rukia-san, então não vejo motivos para lhe dar a chave de casa, e as vezes vai que você precisa para alguma coisa..não sei. Só sei que acho que precisa ter a chave aqui de casa. – Deu um de seus sorrisos amarelados.
– Não sei não. Acho melhor eu não ficar com a chave.. – Ela disse com um pouco de dificuldade, fitando o ruivo jogar seu cabelo um pouco para o lado.
– Precisa, eu confio em você o bastante para dar a chave de minha casa. – Entregou a mesma, que não fez nem questão de contestar, apenas queria ir embora para casa, ver o ruivo assim só deveria estar deixando-a mais boba e mais corada que antes. Já via até a hora em que começaria a gaguejar e isso não seria nem um pouco legal.
– Vejo que a blusa ficou um pouco grande em você. – Sorriu.
– Ééee. P-parece um vestido né ?
– Hai. Mais ficou linda em você. – Foi então que percebeu o que havia dito, tampou a boca. E abriu umas cinco vezes tentando formular uma frase, e tentar concertar o erro que havia cometido. A morena abaixou ainda mais a cabeça, e virou o rosto fitando outro canto da casa, a maça das suas bochechas estavam tão vermelhas que pareciam sangrar.
– Então, eu acho melhor eu ir. Está muito tarde, amanhã eu volto. Prometo! – Disse tão rápido que o ruivo quase não conseguiu acompanhar, falou rápido para não gaguejar, e da mesma maneira que falou, saiu as pressas. Hoje o dia não estava muito do seu lado.
...
Rangiku por sua vez, estava dormindo e babando no sofá inteiro. Tinha adormecido vendo um daqueles filmes, românticos e depressivos. Tudo o que uma morena não presisava ver agora. Entrou em casa na pontinha do pé, não queria acordar a ruiva. Concerteza ela começaria a fazer perguntas e mais perguntas, e quando visse a blusa de seu patrão em seu corpo, começaria a falar coisas pervertidas e só a deixaria ainda mais constrangida. Desligou a tv, e cobriu a amiga, deu um beijinho na testa da mesma, e saiu em direção ao quarto das duas.
Precisava de um bom banho para esfriar a cabeça e tirar aqueles pensamentos que voltavam a atormentar.
Entrou no lavabo e ligou o chuveiro, entrou de baixo do mesmo com tudo. Como um banho bem quentinho depois de tantas emoções era bom, era disso que precisava. Só disso. Assustou-se ao ouvir a porta do mesmo ser aberta.
– Surpresaaaaaaaa! – Rangiku disse com a escova em mãos. – Poxa, Kia-chan não ia me acordar, é ? Só para não falar do seu primeiro dia de trabalho. – Sua voz era manhosa.
– Ran-chan, desde quando você pode espionar os outros tomarem banho ? Pervertida! Deixa eu sair daqui para lhe dar uns cascudos. – Bufou. – E eu não lhe acordei porquê não se acordar uma pessoa que estava dormindo tão serenamente, esse é o único momento do dia que posso lhe ver normal, tive que aproveitar horas! – Dizia enquanto passava o shampoo.
– S..seeeii. M..m...me coonta tudo. – Escovava os dentes com uma empolgação, era sempre assim, tudo que Rangiku ia fazer era na base da animação.
– Não aconteceu nada sua porca!
– S..eeeei. E aquela blusa preta do Kurosaki ? Não vai me dizer que..Kia-chan sua danadinha! – Rangiku sorriu.
– Iie! Para, não aconteceu nada! Ele só me emprestou pois eu me molhei, um acidente de trabalho.
– S..eeeeei, quero um acidente desses para mim.
– Para! Deixa de ser cabeça oca, sua porca! – Jogou a embalagem de shampoo na amiga, que apenas pegou no ar.
– Agressiva! Vou me deitar, e te espero no quarto para você me contar isso direitinho!
...
Levantou-se as pressas, agora entendia o porquê de Rangiku sempre se atrasar. Ficaram conversando a noite toda, sua amiga quase teve um troço quando soube do acontecimento que quase tirou a vida de Rukia, saiu do banho e arrumou-se o mais rápido que conseguiu ainda teria que passar na faculdade para abrir sua matrícula. Tudo começaria de novo. Graças a Kami-sama! Pegou uma tangerina, abriu a porta de casa e saiu correndo e comendo.
...
Ótimo estava mais uma vez atrasada, só que agora para o trabalho, correu e adentrou no elevador que nem um vento. Saiu do mesmo as pressas, e começou a procurar a chave do apartamento do Sasori-kun, será que ele já estava acordado ? Revirou a bolsa inteira e não encontrou a chave, bateu um desespero e foi então que se lembrou que as malditas chaves estavam no bolso de sua calça, abriu a porta.
– Ohayo Gozaimasu! – Fitou o local vázio, nem sinal de Sasori e muito menos de Ichigo. Foi no quarto do pequenino, e o viu dormindo tranquilamente.
Procurou nos outros cantos da casa e nada do ruivo maior, será que ele havia deixado o pequenino sozinho ? Não, concerteza não. Ele era tão atencioso com o filho jamais o deixaria só.
– Rukia-san! Ohayo Gozaimasu! – Sorriu, como o sorriso daquele homem era lindo. Foi então que se deu conta do estado do ruivo, com o peitoral totalmente desnudo, completamente molhado, só uma pequena pecinha o separava da nudez total, a toalha azul-marinho, que estava presa em seu quadril. Kami-sama concerteza não estava do seu lado. Não mesmo! Não bastava os acontecimentos de ontem ? Seus olhos violáceos acompanhavam cada gota d'água que escorria e descia pelo peitoral bem definido e bronzeado, passando pelos quadris e se perdendo nas partes mais baixas ou melhor na toalha. Sua boca estava entre-aberta, seus olhos presos naquele corpo escultural, e suas bochechas novamente vermelhas. Se abrisse a boca iria gaguejar, e talvez até tivesse um sangramento nasal quem sabe.
Ichigo percebendo a situação, tratou logo de se desculpar, ele era muito distraído. Não era para ter feito isso na frente de Rukia, que além de novinha era bastante tímida.
– Gomen, não foi minha intenção. Novamente lhe faço passar por isso. Gomen, mesmo Rukia-san. – Sorriu sem graça. E coçou a cabeça, sinal de que também estava nervoso.
– T-t..t..tudo beeeeem! – Abaixou o olhar, e disse: – V-v-voooou ver se o Sasori-kun acorda para tomar o café, tudo bem ? – Saiu imediantamente deixando o ruivo atordoado.
Ichigo que continuava na sala, ouviu uns barulhos ou melhor o barulho da porta sendo aberta, misto com os gritinhos histéricos que chamavam por seu nome e de vez ou outra falavam amor. Concerteza era Orihime, sua esposa. Era agora que teria que enfrentar a fera.
Rukia por sua vez, apenas saiu do quarto com Sasori no colo. Fitou Ichigo, ele entendeu o que ela quis dizer com aquele olhar.
– Minha esposa. – Respondeu sem graça.
– Amoooooooooooooooooor! Que saudades! – A mulher razóavelmente alta correu e agarrou Ichigo na frente da morena que apenas ficou sem graça. E tratou de sorrir para o meninho que ainda estava despertando. Orihime que não havia notado a presença da pequena, se deu conta de que tinha alguém no recinto e tratou de olha-la de cima a baixo e então indagou:
– Quem é essa ? – Seus dedos finos apontavam para a morena.
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