L.A. Academy of Arts
4 Labor and Freedom
Notas iniciais
Bradley Clifford
Era o dia da reunião entre teatro e música. O roteirto do clipe estava realmente muito bem escrito e a música já tinha sido gravada no estúdio. Noah é um ótimo editor musical, parece até que trabalha em estúdio musical a anos. Chegamos no apartamento do pessoal do teatro e Connor Hood me atendeu. Ele estava muito empolgado com a produção desse clipe e ele ia concorrer em festival de clipes de Los Angeles, ou seja se eles ganhassem esse prêmio seria o primeiro reconhecimento da academia em escala nacional.
— Bradley! Skye! – ele falou empolgado – Só estavámos esperando vocês!
— Boa noite pessoal, desculpa o atraso, as aulas de dança pedem um banho após seu encerramento. – Skye falou se sentando a mesa.
— Bem, acho que vocês já leram o roteiro do clipe e ele é realmente bem simples. – Lena diz nos cumprimentando. – Nós já temos alguns clipes definidos para o semestre, mas tudo vai depender desse.
— Por que nos escolheram? – pergunto curioso com as escolhas, eles não nos conhecem.
— Vocês dois tem uma imagem carismática, ou seja, perfeita para um primeiro teste. – Gabriel fala olhando para nossas fotos.
— Interessante essa visão! – digo impressionado com o estudo que fizeram.
— Sim! Levou um tempo para podermos juntar vocês em pares e também qual tipo de música vocês se encaixam. – Lena responde paciente. – Próximo sábado será as gravações e pretendemos encerrar ele pelo fim de semana mesmo.
— Próximo sábado? – me espanto porque no próximo sábado é aniversário de Rose e eu tinha que estar lá.
— Sim Bradley, a partir das 17h. – Connor informa o horário e fico arrasado na mesma hora.
No geral a reunião foi muito boa, vimos o figurino e o prédio onde íamos gravar, mas como eu falaria pra Rose que não estaria no aniversário dela? Disse a Skye que precisava tomar um ar e saí um pouco daquele prédio. Vesti o capuz do meu casaco e saí caminhando, quando dei por mim eu estava na frente do teatro de Los Angeles e escutava o som de um violoncelo. Peguei meu celular e resolvi conversar logo com Rose, quanto mais eu adiasse, pior seria.
Tell ON
— Brad? Amor? Que surpresa! Como você está?? – Rose atende animada.
— Amor… Me perdoa mesmo, mas eu não vou poder estar ai no fim de semana. – disse de uma vez.
— Mas é meu aniversário amor… — ela diz meio pra baixo.
— Eu sei… — falo sabendo que ela nã ficaria menos triste – É só que eu vou estar trabalhando no fim de semana, não posso mudar as datas.
— Tudo bem querido…. – ela diz com a voz borrada. – É o seu trabalho e eu entendo querido…
— Rose…
— Tudo bem Brad… — ela tenta disfarçar o choro.
— Me perdoa… — digo e ela diz que me ama, desligando o telefone.
Tell OFF
Fiquei um tempo caminhando, o quanto eu teria que me sacrificar para ficar aqui? Ninguém entende que por mais que eu cante bem, nem se compara aos vocais profissionais do Noah e do Joshua, e que eu ensaio mais tempo que os os outros e recebo material extra para o desenvolvimento da minha voz. Eles não ficam com raiva por isso, até me incentivam e ajudam, mas eu fico chateado de eles não terem tanto trabalho como eu ou de serem considerados literalmente os melhores e eu tenho que ser o que corre atrás.
Voltei a passos lentos para os dormitórios e ainda pensava no que significava estar na academia, só que ao abrir a porta vejo a cena mais estranha do mundo: Rachel andando de um lado para o outro e Helen estava sentada, só olhando para amiga, meio que esperando seu próximo movimento, Luke estava na outra ponta do sofá meio confuso e Skye olhava estática para a varanda.
— Bradley Clifford! – assim que me vê, Rachel para de andar de um lado para o outro e vem marchando na minha direção, Helen se levanta quando Rachel me vê e anda meio próximo a amiga. – Por onde esteve? Como pode achar que podia sair sem avisar a ninguém???
— Avisei a Skye que não voltaria logo. – disse olhando pra Skye e ela não teve reação. – Qual é o problema Rachel?
Helen e Luke só olhavam a pequena discurssão, Skye tinha se retirado para a varando e Ashton não estava na sala.
— No escritório agora! – Rachel falou entredentes. Fui andando até lá e Rachel vinha atrás de mim. Ao abiri a porta vi Josh falando nervoso ao telefone e fez cara de alivio quando me viu.
— Ele já está aqui. – ele fala pra outra pessoa no telefone. – Falaremos com ele sim! Não se preocupe! Isso não vai se repetir. Muito obrigado. – ele desliga o telefone e respira fundo. – Brad porque saiu dos dormitórios?
— Eu precisava de um tempo sozinho, só fui até a praça do teatro. – disse não entendo porque de tamanha confusão.
— Olha Brad, é que não podemos sair do dormitórios sem supervisão. – ele diz segurando a mão da Rachel. Ela não estava com raiva, mas sim preocupada.
— Eu não sabia Josh. – digo sendo sincero.
— Sabemos e a direção também. – ele diz compreenssivo. – Por isso não será penalizado por sair, mas é por questão de segurança sabe.
— Entendo. – digo reconhecendo o erro. – Mas tem câmeras aqui?
— Nas entradas e elevadores, para nossa segurança. – Rachel falou mais calma.
— Desculpa gente. – disse e eles assentiram, entao saí do escritório.
Saí e fui sentar perto da Helen, Skye tentou se desculpar pela bronca que eu levei, mas não era culpa dela, Helen notou que não era a bronca que me deixava triste e me abraçou com cuidado, como eu não disse nada, ela também não quis perguntar, agradeci a ela mentalmente por isso. Essa falta de liberdade vai ser algo bem dificil de lidar porque eu podia sair de casa e sem hora pra voltar, meus pais eram bem liberais em relação a isso. Mas é isso, aqui vai ser um dia de cada vez.
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