L And Me
5 Capítulo 5- Confiança
Notas iniciais
Me seguraram em uma cadeira, e começaram a me interrogar. Aizawa foi o primeiro:
–Quem é você? O que faz você pensar que pode simplesmente invadir as nossas reuniões? O que você quer aqui?
–Olha aqui, não grita comigo! Eu sou a Akemi Ichii. O que me faz pensar que posso invadir as suas reuniões? Se eu achasse que posso invadir suas reuniões eu não estaria escondida, não acha? E eu vim aqui, por quê eu quero, até mais que vocês encontrar o Kira. Ele tem um alto preço à pagar por sua indiferença à certas pessoas. Ah, e eu não sou tão estranha assim aqui. Eu conheço ele. (Apontei para o Light) Ele é Light Yagami, filho do Sr. Yagami (Apontei para ele também). Ele estuda na mesma faculdade que eu. E é um aluno brilhante por sinal. E o cara pálida sentado ali, é o L. Mas pode ser Ryuzaki. Ou Hideki Ryuga.
Após contar toda a minha história, e tudo o que eu tenho feito (Tipo seguir o Light para encontrar a força-tarefa) eles pararam e ficaram me encarando. L quebrou o silêncio.
–Olha aqui... eu confio nela. O que você acha Light?
–Bom Ryuzaki, acho que deveríamos ter cuidado.
–Ah eu acredito nela! Acho que deveríamos dar uma chance! — Disse um dos detetives mais jovens, Matsuda.
–Certo então, é... Akemi. Você é da força tarefa agora. Mas lembre-se que você está aqui para nos auxiliar. Você não é oficialmente uma detetive, ou policial. Ah, e me chame de Ryuzaki aqui, por questões de segurança. — Disse o L.
–Ah muito obrigada! Mas, será que vocês podiam me desalgemar agora?
Eles me soltaram, e eu agradeci novamente. Ficamos investigando, e eu descobri várias coisas. 1- Kira precisa de um nome, e um rosto para matar. E isso não o impediria de ter matado o meu pai, já que foram expostos ambos em noticiários de TV. 2- Light não gosta de mim. Ele tem me olhado com uma cara de raiva e desconfiança o tempo todo! 3- L não parava de me olhar com o mesma cara de hoje cedo... um rosto bobo, fofo, e muito lindo.
O dia acabou, todos estavam indo embora. Em um momento fiquei sozinha com o L, e quando estava saindo, ouvi ele dizer:
–É... Akemi, você, vai embora a pé, e sozinha, a essa hora?
–Não... eu vou pegar um ônibus.
–Mas o ponto fica longe daqui.
–Não tem problema. Estou acostumada a andar por aí.
–Bom... você quer uma carona? Watari pode te levar até a sua casa.
Fiquei sem fala! L me oferecendo uma carona?
–Ham... tudo bem, eu vou com você. Obrigada.
–Bom, não queremos que uma jovenzinha como você seja pega pelo Kira não é mesmo? (Risos)
–Não sou tão jovem! Tenho dezoito.
–Eu ainda sou mais velho.
–Quantos anos você tem?
–Vinte e quatro.
–Não parece Ryuzaki!
–Me chame de L. Aqui você pode.
–Tá bom então... L... você não tem um jeito muito convencional, mas eu queria dizer que acho legal sabe... O jeito que você esconde quem é, e a sua inteligência... Você é um gênio.
–Obrigada Akemi... Eu também percebi que você não é tão convencional. Não é como as outras garotas.
De fato, eu era muito quieta, usava preto a maior parte do tempo, e também estava pálida e com olheiras, devido à esse tempo sem dormir direito, só seguindo o Light, e estudando até altas horas. Meu cabelo era preto, à altura do queixo, e espetado para os lados, e toda essa aparência de fantasma destacava meus olhos claros. Eram um azul, meio verde, muito claro... chegava à parecer cinza às vezes.
–Pois é L... o convencional é chato. Ser diferente é privilégio de poucos. Ah, e me chame de Kemi.
–Tem razão, Kemi. Acho que nunca conheci alguém assim, diferente, como você.
–Nem eu, nunca conheci alguém diferente como você.
–Olha, o carro chegou, vamos Kemi. -Ele disse, enquanto olhava para mim, e sorria.
O quê estava acontecendo comigo? Eu precisava me focar em me vingar do Kira... mas não dava... não dava. Aquele sentimento era maior. Nos sentamos no banco de trás, e ficamos em silêncio. Eu olhava pela janela o tempo todo... mas algo me dizia para olhar para ele. Acho que ele estava olhando pra mim. Virei-me. Era verdade. Ele apertou um botão, e um vidro escuro nos separou do motorista. Ele virou-se para mim, e disse:
–Kemi... er... eu queria te dizer... que... Bom, nós chegamos.
O que ele iria dizer? O carro parou bem na hora! Aah!
–Te vejo amanhã Kemi?
–Sem dúvida, L. E... ah, me desculpe por ter te chamado de cara pálida hoje.
(Risos)
–Bom, talvez eu realmente seja um.
Ele sorriu, e se foi.
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