"Eu odeio a minha vida, a cada palavra que sai daquela boca eu acho que eu vou explodir, por quê? Por que ela tinha que entrar na minha sala? Por que justo eu tinha que ser o colega de quarto dela? Bem fazer o que já que a tortura nunca vai acabar:

Melody – oi Leonardo

Melody – oie Léo

A voz, o jeito de ser tão positiva, as roupas... Tudo me irrita...."

Fernando – cara para de ser tão pessimista

Leonardo – você fala isso por que diferente de mim você não fica o dia inteiro com ela

Fernando – claro que fico

Leonardo – você dorme no mesmo cômodo que ela?

Fernando – não

Leonardo – então

Fernando – mas isso não é um problema, isso é um privilegio que só você tem.

Leonardo – privilegio? Tá mais para punição

Fernando – afff

Leonardo – falando no diabo

Melody – oi Fê

Fernando – oi Mel

Melody – oi Léo

Leonardo – por que você não da "oi" para todo mundo de uma só vez?

Melody – por que assim fica mais interessante

Leonardo – ...........

Todos os dias eram iguais, ela chega (atrasada como sempre) da "oi" para todo mundo (isso me inclui) e vem conversar comigo e com o Fê (que na verdade eu só escuto os dois falando). Mas teve um dia que ela estava meio triste ou algo assim, chegou cabisbaixa, não deu "oi" para ninguém, estava usando uma roupa que eu nunca vi se quer no guarda roupa dela, simplesmente sentou e ficou olhando para a janela. Ela nunca fez isso, NUNCA, nem quando ela está tendo um pesadelo ela fica assim:

Leonardo – oi tá tudo bem com você hoje? – digo sentado a sua frente

Melody – tá

Leonardo – aconteceu alguma coisa?

Melody – nada

Leonardo – como nada? Você nunca foi assim me conta, eu sou seu colega de quarto.

Melody – dês de quando você se importa com qualquer pessoa que não seja você?

Grosseria? Eu achei que qualquer palavra que fosse ligada a grosseria não existia no vocabulário mental dela:

Leonardo –.......

Fernando – oi Mel aconteceu alguma coisa?

Melody – não Fê eu só quero ficar
SOZINHA – ela diz olhando para mim