Lápis e Pincéis
6 5 - O passado dos lápis
Notas iniciais
Acho que algumas pessoas não viram que eu postei o cap 4 XDD Espero que vejam esse, que eu particularmente achei super fofo *---* Eles são uns amores, não?
Boa leitura.
Por favor, olhe para mim.
Por favor, deixe eu te alcançar
Eu andarei junto, ao futuro ainda não prometido, yeah
Continuaremos andando juntos, para o futuro onde você está...
the GazettE – Cassis
Kouyou terminou a sopa por volta de seis horas. Fez leves panquecas de cará e deixou água fervendo para passar um chá e tomar com Yuu assim que terminasse de jantar. Depois arrumou tudo em cima da mesa e sentou-se, podendo aproveitar de sua janta ao lado do pintor.
- Bem, agora que você me falou do seu passado acho que eu devo falar o meu, não? – Kouyou levou um pouco da sopa à boca e continuou assim que Yuu fez um movimento com a cabeça indicando que ele prosseguisse.
- Hum, eu tinha quinze anos quando decidi estudar arquitetura, mas o que eu sempre tive em mente era que poderia trabalhar com alguém amável ou num lugar tranqüilo e bem, — Kouyou deu uma rápida risada – foi totalmente oposto o que aconteceu.
- Você acabou trabalhando num lugar movimentado e agitado e parece ter um chefe que é um porre. – Yuu levou uma colherada de sopa à boca, elogiando o preparo do arquiteto, que agradeceu em seguida.
- Sim, foi tudo ao contrário, uma grande porcaria. Mas, eu sou feliz exercendo a profissão.
- Só exercendo a profissão?
- Sim. Porque veja bem, eu me sinto sufocado em Tóquio Yuu, não quero mais morar lá.
O pintor não conteve um sorriso que Kouyou entendeu.
- Fique aqui então. Porque terá certeza que será feliz.
- Eu quero, quero muito. – Kouyou estendeu o braço até sua mão livre alcançar a de Yuu – Mas, ainda assim preciso pensar com cautela sabe? Não é bom se precipitar.
- Sim, eu sei te entendo perfeitamente.
- Mas, não se preocupe. Quando for arrumar motivos pra ficar você vai ser o primeiro.
Yuu sorriu.
- Mas, e amorosamente falando? Como foi seu passado.
- Trágico. – Kouyou suspirou – Pessoas interesseiras demais.
- Acredito que isso foi realmente dolorido.
- Sim, mas hoje eu estou bem melhor. Mas, tenho de admitir que antes de você, fazia realmente bastante tempo que eu não me apaixonava de novo.
- E não achou estranho ser a primeira vista?
- Não, porque eu acredito fervorosamente nisso.
Os dois sorriram e continuaram brincando com suas mãos livres.
- E bem – Kouyou continuou – acho que é mais isso mesmo. Fora que eu sempre gostei de homens.
- Desde que começou a amar?
- Não, eu tive uma desilusão dolorosa com uma ex-companheira de faculdade e depois daquilo comecei a gostar de homens. Dou-me melhor com eles.
- Já eu nunca consegui gostar de mulheres. Homens sempre me atraíram melhor.
- Na situação que nos encontramos agora eu só posso ficar feliz com isso.
Os dois riram e continuaram conversando por um tempo. Terminaram de jantar e Kouyou serviu os chás. Aquilo rendeu mais alguns minutos de conversa, e por volta de oito e meia da noite os dois saíram da cabana.
- Está uma noite linda, não?
Yuu assentiu. – Pena que eu já preciso ir embora.
- Muito trabalho amanhã?
- Na verdade não, amanhã eu vou sair para comprar tintas apenas e vou ligar para o seu chefe e passar o orçamento final do quadro. Mas, como eu vou andando, é melhor que vá agora.
- Que vai andando o que. – Kouyou segurou num dos antebraços de Yuu – Ta maluco? Essa hora? Nem passando por cima do meu cadáver eu deixaria.
Yuu sorriu e voltou para perto de Kouyou, abraçando-lhe pela cintura e sentindo ser abraçado no meio das costas.
- Você é tão amável comigo, eu poderia ficar aqui para sempre te abraçando.
- Sabe que eu iria amar, não?
- Sei sim. – Yuu sorriu e os dois se beijaram novamente.
- Aliás, isso me deu uma idéia. Que tal a gente passear pela margem aqui do lago? A noite está tão bonita.
- Mas, se ficar muito tarde...
- Não se importe, eu te levo em casa.
Yuu sorriu e agradeceu. Os dois deram as mãos e começaram a caminhar lentamente pela estrada que havia sido feita na margem do grande lago. O céu, brilhante e escuro iluminava os dois e todo o conjunto contando com o próprio lago e as árvores tornavam o ambiente perfeito para pessoas que estavam apaixonadas, como os dois.
Eles caminhavam conversando, às vezes parando para se beijar, outras ainda sentando para observar tudo. E só depois de quase três horas passeando eles retornaram a cabana. Era praticamente madrugada já.
- Kou, não precisa se incomodar.
- Não é incomodo Yuu, eu posso te levar numa boa.
O pintor desistiu e deixou que o arquiteto o acompanhasse. Kouyou tirou o carro da pequena garagem e levou Yuu pela estrada das cabanas, meia hora depois chegando à estrada da cidade. Eles conversavam animadamente e como não havia nenhum trânsito, em quarenta minutos Kouyou chegou à casa de Yuu.
- Obrigado, arquiteto-san.
Os dois riram daquela forma que Yuu chamou Kouyou e ele deu dois tapas de leve no pintor.
- Somente Kou, sim?
- Está bem, arquiteto-san.
Yuu deu uma rápida risada e os se beijaram novamente antes de Kouyou deixar o amado sair de dentro do carro.
- Eu te amo, viu?
- Eu sei pintor-san. – Kouyou riu e Yuu lhe mostrou a língua – Eu também te amo.
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