Lápis e Pincéis

4 3 - Sim, é amor


Notas iniciais
Yoo amores da Layla-san tudo bem com vocês? *-*
Aparecendo com cap novo pros meus amores, gente, vocês são uns fofos sabia? *Abraça todo mundo de uma vez*
Então, um aviso que eu queria dar: Talvez a fic passe de dez capítulos, mas não é nada garantido ainda.
E o outro aviso é: Da forma como a fic vai acabar, vai dar espaço para uma side-story que já é garantida que eu vou escrever assim que essa finalizar, ok? *-*
Espero vocês lá.
Enquanto isso, boa leitura.

Até agora eu sempre vivi sozinha

Eu realmente nunca me importei até que eu conheci você

E agora isso me arrepia até a espinha

Heart – Alone

Kouyou recolheu a mão quando sentiu a outra por cima da sua. Virou então o rosto, encontrando o de Yuu.

- Desculpe, arquiteto-san, pode pegar se quiser.

- Arquiteto-san? – Indagou Kouyou, rindo – Não me chame assim, é formal demais, desnecessário demais. – Terminou, por fim, sorrindo.

- E qual é o problema? – Riu Yuu – Você me chamou de Shiroyama-san também desnecessariamente. Chame-me apenas de Yuu, sim?

- Mas aí é íntimo demais. – Enquanto falava, Kouyou pegou a tal lata da sopa e colocou dentro do carrinho, mencionando andar pelos corredores com Yuu – E Shiroyama-san não é comparável a arquiteto-san.

Yuu riu novamente. – Então como posso lhe chamar? Kouyou-san?

- Apenas Kouyou, sim?

- Não. – Yuu fez um bico – Você só me chama de Yuu-san, vou te chamar de Kouyou-san então.

- Pelo jeito não vamos entrar num acordo tão fácil. – Kouyou riu, levando o pintor a fazer à mesma coisa.

- Já sei. Posso te chamar de Shima, não? Por causa do Takashima.

- Não é ruim. Então te chamarei de Shiro.

- Por causa do Shiroyama?

- Absolutamente.

Os dois sorriram e continuaram caminhando pelo mercado. De alguma forma eles haviam criado um vínculo realmente forte entre seus corações e se tratavam como se fossem conhecidos de muito tempo atrás. Era estranho, mas realmente gostoso. E bem...

- Sabe Shiro – Disse Kouyou, corando na hora – De alguma forma eu tenho que agradecer ao meu chefe por ter pedido esse favor.

- Aé? – Yuu também corou.

- Sim, você é uma boa pessoa sabe?

- Você também é uma boa pessoa, Shima. Foi bom conhecer você.

Aquilo reverberou na mente de Kouyou. Ele sentiu seu coração disparar e o sangue circular mais rápido por suas veias. Hesitou um pouco, mas virou levemente o rosto para Yuu, olhando-o de soslaio.

- Yuu-san... – Sua voz saiu sorrateira e baixa, como se Kouyou fosse falar algum segredo.

- É estranho, não? Quer dizer, nós ficamos envergonhados assim no primeiro olhar, e agora nos encontramos nesse mercado e discutimos como íamos nos tratar. Não sei, mas é diferente, não?

- Ficou tão na cara né? – Kouyou deu uma rápida risada levando Yuu a fazer o mesmo.

- Sim, ficou.

- Isso é estranho, eu só vim pra essa cidade para descansar e a vida veio e fez isso.

- Mas, de alguma forma é belo, não?

Kouyou assentiu e sentiu Yuu roçando seus dedos nos próprios. Aquilo o fez ruborizar e num pequeno impulso entrelaçou os dedos com os dele, enquanto eles terminavam as compras. Yuu estava com uma pequena cesta, já que não pegou muitas coisas, e Kouyou comprou o necessário para que não precisasse voltar tão cedo ao mercado.

Eles então pagaram as coisas e Yuu acompanhou Kouyou até seu carro.

- Quer uma carona?

- Me daria?

- Claro, assim aproveito e vejo todo o seu acervo de pinturas e descubro porque meu chefe ficou tão necessitado de um trabalho seu.

- Sem problemas.

Os dois sorriram e Yuu adentrou o carro de Kouyou, dando-lhe as referências para chegar a sua casa. O arquiteto demorou uns minutos processando as informações antes de sair do estacionamento do mercado.

Dirigiu atentamente pelas ruas, descobrindo novos lugares da cidade. A casa de Yuu ficava um pouco distante do mercado e Kouyou se perguntou se o pintor não tinha nenhum carro.

- Você se locomove pela cidade a pé ou tem carro?

- A pé mesmo, Shima. Não me importo de andar.

- Mas, deve cansar, não?

- Não me importo muito.

Kouyou deu de ombros e chegou à casa de Yuu um pouco depois. Era uma casa relativamente simples, mas havia uma espécie de garagem ao lado que o arquiteto imaginou ser o ateliê.

- Não é nenhuma mansão, mas... -

- O que importa é o morador, certo? – Kouyou sorriu e levou Yuu a fazer o mesmo. O pintor levou uma das mãos ao rosto do arquiteto, acarinhando suavemente a lateral. Quando se aproximou das bochechas e posteriormente da boca, Kouyou deu um leve beijo, fazendo o dono dos dedos sorrir.

Yuu então soltou o cinto e aproximou-se de Kouyou, que fez o mesmo. Os dois sentiram as próprias respirações se misturarem antes de fecharem os olhos e sentirem os lábios encostarem-se ao do outro, primeiro levemente, antes de intensificarem o contato.

Os dois exploravam a boca alheia, num beijo lento, sentindo o gosto do outro, sem pressa de desvencilharem. As respirações estavam pesadas, mas nenhum deles queria desvencilhar do outro. Só quando seus pulmões clamaram por ar eles se separaram, ainda que tivessem permanecido juntos abraçados.

- Viu, eu disse que o morador vale muito mais do que a casa. – Kouyou sorriu aninhando-se nos braços de Yuu.

- Aposto que lá na sua cabana eu posso dizer o mesmo, não? – Yuu beijou a parte de cima da cabeça de Kouyou, abraçando-o intensamente.

- Eu podia ficar assim para sempre com você, Shiro. Para sempre.

- Eu poderia também, seria o melhor momento da minha vida.

Os dois sorriram e depois de alguns minutos eles se desvencilharam, saindo do carro alguns minutos depois. Yuu pegou as compras e deu a chave para Kouyou, que abriu a porta. Era um lugar bonito e aconchegante, de toda uma simplicidade bonita.

Havia diversos cavaletes com telas e pinturas de Yuu penduradas pela sala. Kouyou notou que os quadros eram extremamente bem pintados, de uma imensidão de detalhes que o arquiteto não conseguiria notar numa primeira olhada.

Todo o lugar exalava um cheiro de tinta e lavanda e o arquiteto maravilhou-se com cada coisinha que havia naquele lugar.

- Agora eu entendo porque meu chefe fazia tanta questão de que você pintasse.

- Posso encarar isso como um elogio?

- Pode ter certeza que deve.

Yuu sorriu e dirigiu-se para a cozinha, deixando Kouyou na sala. O arquiteto observava atentamente os quadros, e viu num dos cavaletes que estava encostado perto da escada que dava ao segundo andar havia um aviso escrito em algo que parecia carvão.

‘’Impossível de pintar. Dedicado a alguém especial’’.

Kouyou leu aquilo em voz alta, sendo surpreendido por Yuu que abraçou sua cintura pelas costas.

- O que é isso?

- Passado.