Lápis e Pincéis
11 10 - Para sempre...
Notas iniciais
Esse capítulo saiu maior do que os outros e eu espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei de escrever. A música eu acho que combina muito com os dois e achei que se encaixou bem.
Mas, sem delongas, novamente muito obrigada por terem acreditado em mim e esse cap vai pra todas vocês minhas amadas leitoras. Até uma próxima ♥
Boa leitura.
PS: leiam as notas finais again 8D
Making Love Out Of Nothing At All (Air Supply)
Fazendo Amor Em Troca de Nada (Air Supply)
Eles se desvencilharam lentamente, ainda fitando-se embargadamente, olhares calmos e serenos. Os olhos de Kouyou ainda mostravam resquícios do choro de antes e uma última lágrima desceu por seu rosto antes dele fitar novamente o quadro, o nome de Yuu e a homenagem na parede que também era acarpetada em vermelho, mas só agora ele tinha parado pára prestar atenção.
- Eu fico realmente feliz que você gostou de tudo Kou. E pensei em lhe trazer aqui quando fiz a exposição do quadro, mas achei que fosse melhor num outro dia. A emoção seria diferente.
- E foi como você imaginou? – Enquanto Kouyou falava sentiu Yuu tirar uma de suas mexas falsamente loiras da frente de seu rosto.
- Foi sim, da forma como eu realmente pensei que aconteceria. – Yuu sorriu e Kouyou retribuiu.
Uma aura calma e tranqüila pairava sobre a cabeça dos dois e eles saíram de mãos dadas do local, mas de maneira lenta, Yuu mostrando para o namorado alguns outros quadros seu que estavam ainda naquele corredor que mais poderia ser chamado de Hall Of Fame.
Kouyou notou que muitos dos quadros ali pertenciam á Yuu e que provavelmente seu retrato ficaria muito tempo naquela parede, pois, mesmo não sendo o único pintor da cidade, o namorado era o mais querido com certeza.
E como Dejá Vu Kouyou lembrou-se da primeira vez que o viu. A troca de olhares, o fato de terem corado, a necessidade de tocar o outro mesmo sendo a primeira vez que se viam. Eram diversos sentimentos acumulados, e naqueles poucos segundos que conversaram a ligação mais forte de suas vidas tinha sido criada.
E a vida havia dado uma mãozinha fazendo-os se encontrar no mercado atrás do mesmo produto. Uma simples sopa, um beijo, parecia que desde que Kouyou havia decidido passar as férias numa cidade interiorana que as coisas tinham mudado.
Agora, ele tinha um novo amor, uma nova vida, motivos diferentes para que sua existência fizesse todo o sentido e um coração pulsante e feliz que a cada nova batida lhe dava certeza que ele havia feito a melhor escolha de seus pouco mais de vinte e seis anos. E nada nem ninguém lhe tiraria Yuu.
E não era necessário muito esforço pára saber que Yuu também estava feliz. Aquela tela representava tudo que ele sentia com relação ao amor, e agora conseguia entender como a própria tela havia se guardado para, provavelmente, o melhor trabalho que aquelas mãos poderiam produzir.
Não que Yuu fosse decair em termos de qualidade dos quadros, mas no sentido de ter colocado o maior amor possível naquilo.
Fora que depois daquilo eles haviam se deitado pela primeira vez. Fora uma noite especial para ambos onde a vida deu a martelada final decretando de uma vez por todas que eles deveriam ficar juntos. Seus corações se pertenciam e suas almas estavam unidas por um sentimento forte que o tempo não enfraqueceria.
- Tudo parece estar leve. – Disse Kouyou assim que adentrou seu carro – É como se esse quadro, essa pintura tivesse nos dado a certeza, principalmente para mim, que eu deveria ficar nessa cidade.
- Meu coração não agüentaria ficar longe de você Kou. A vida nos guiou por um caminho tão lindo, seria até pecado desviar dele por qualquer outro motivo.
- Não há motivo nenhum que me faça ir embora dessa cidade, Yuu, meu coração é todo seu.
- E o meu é seu também Kou. E para selar isso, eu queria te pedir que fosse a um outro lugar comigo.
- Outro lugar?
- Sim, é um pequeno fórum que fica perto do estúdio de arquitetura que você vai trabalhar.
Kouyou deixou sua mente trabalhar por algum tempo e lembrou-se do pequeno lugar que havia logo atrás do estúdio. Não entendeu o porquê daquilo, mas também não perguntou. Viu um tom de alegria nos olhos do pintor e sorriu eternamente, dirigindo-se para lá.
E bem, claro que Yuu estava feliz. Seu coração batia fortemente e o pintor desejava que aquele último presente do dia trouxesse mais alegria e conforto ao coração de Kouyou, porque agora ele entraria numa nova vida e o pintor queria que ele estivesse confortável a nova cidade.
Tudo por ele. Tudo por seu amado Kouyou que surgiu do nada e fez seu coração bater cada vez mais forte.
- Chegamos. – Disse o arquiteto saindo do carro. Yuu fez o mesmo e Kouyou trancou o veículo, sentindo o homem atrás de si, tapando-lhe os olhos.
- Que faz Yuu?
- Eu quero que você dê o braço para mim e entre de olhos fechados.
- De olhos fechados? Está bem. – O arquiteto não entendeu nada, mas assentiu.
- E não se preocupe, eu não vou te deixar cair.
Kouyou assentiu e deu o braço para Yuu. O pintor abriu as portas do fórum lentamente com uma das mãos e o arquiteto pôde ouvir algumas palmas. Não muitas, mas parecia que algumas pessoas encontravam-se no fundo do lugar.
E claro, ele não estava entendendo nada. Mas, tampouco importava. Ele sabia que vindo de Yuu era algo especial e ele podia confiar avidamente no outro.
Que nesse momento sentia os olhos encherem-se de lágrimas. Se tudo saísse como ele planejava, poderia se considerar a pessoa mais feliz do mundo.
Só não se deixou levar muito por pensamentos e chegou em frente à mesa de madeira que havia no lugar. Com uma das mãos parou Kouyou que se retraiu um pouco, mas ajeitou-se logo.
- Pode abrir os olhos Kou. – Sussurrou ao ouvido do outro.
E aos poucos o arquiteto o fez. Seus olhos encontraram um homem parecido com um Juiz de paz e ele foi entendendo do que se tratava, apenas confirmando quando baixou a cabeça e seus olhos encontraram duas argolas douradas em cima de uma pequena almofada vermelha.
Depois disso, e já com lágrimas nos olhos, viu algumas pessoas, mais precisamente quatro casais, dois de cada lado e provavelmente conhecidos de Yuu e juntou as peças, deixando as lágrimas descerem por seu rosto. Não podia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo.
Eu sei muito bem como sussurrar
E sei exatamente como chorar
Sei bem onde encontrar as respostas
E sei muito bem como mentir
Seus olhos encontraram os de Yuu e ele assentiu como numa resposta muda à pergunta que o silêncio do sorriso do pintor perguntava.
Depois eles sorriram — um sorriso puro e verdadeiro — para o outro e viraram-se para o Juiz de paz á sua frente. As testemunhas olharam para Yuu sorrindo e ele assentiu levemente com a cabeça, como que agradecendo por ajudarem naquilo.
- Kouyou-san, — O homem tinha uma voz forte, mas calma e num tom de um homem que já passara da meia idade – sei que deve estar estranhando isto, pois, neste país é proibido, mas em nossa cidade, com as próprias leis estabelecidas, o governo conseguiu um parecer e aqui o amor não é proibido, é vivido.
Kouyou assentiu levemente, sorrindo para o homem.
A cerimônia, em si, não era demorada e nem tão detalhada como a religiosa, e os dois apenas tiveram que dizer na frente do homem que estavam dispostos a se casarem e viverem juntos. E claro, as lágrimas estavam presentes a todo o momento, desde que o Juiz de paz leu os termos para os dois que estavam de acordo e decidiram por comunhão total de bens, afinal de contas o bem mais valioso que eles tinham em conjunto era o amor e o respeito pelo outro, e isso não tinha preço.
Depois eles declararam um ao outro que desejavam estar sempre ao lado, apoiando em tudo, enquanto colocavam as alianças em seus dedos.
Quando por fim eles assinaram a certidão, — neste caso sem que qualquer um dos nomes fosse alterado – e os padrinhos assinaram o termo de testemunha, os dois deram um rápido beijo e agradeceram novamente, saindo do local ainda com lágrimas escorrendo por seus olhos.
- Yuu-san, Kouyou-san, sejam muito felizes.
Eles agradeceram e abraçaram os padrinhos, dirigindo-se para o estacionamento novamente.
- Mais alguma coisa para me fazer chorar hoje seu chato? – Kouyou sorriu e deu outro beijo no agora marido.
- Eu não acho que te levar no lugar que eu pretendo hoje a noite vá te fazer chorar, mas sim ainda tenho outro lugar para te levar.
- Yuu desse jeito eu vou querer surpresas todos os dias. – Ele riu, fazendo o moreno rir também.
- Sem problemas.
Os dois riram novamente e foram para a casa de Yuu. Era uma coisa diferente, agora eles eram casados. A sensação que Kouyou teve ao adentrar aquele lugar novamente era diferente, como se aquilo fizesse parte de sua vida agora. E bem, era praticamente certeza de que eles iriam morar juntos, mas a casa que Kouyou comprou poderia servir para outros propósitos.
Mas, eles não pensaram naquilo. Fizeram um almoço juntos, trocando carícias e carinhos a todo o momento. Estavam mais interessados em poderem ficar juntos e se amando do que mesmo comer, mas acabaram por fazê-lo.
Só que Yuu não permitiu que Kouyou limpasse a cozinha e o arrastou para seu quarto. Estava um dia quente e eles se deitaram na cama do pintor, que ligou o rádio numa música calma e tranqüila enquanto eles namoravam.
Os toques eram calmos e sem pressa, apenas sentindo o corpo alheio e preparando-se para o verdadeiro momento à noite. Por enquanto eram apenas carinhos necessitados e beijos longos e calmos, que levavam os dois para um mundo particular onde nada entrava e eles viviam aquele sentimento tão forte por longos momentos.
Eu sei bem como fingir
E sei como fazer meus esquemas
Eu sei a hora de encarar a verdade
E sei muito bem quando sonhar
Nada, em nenhum momento que durou por horas atrapalhou os beijos e carícias dos dois. Eles ficaram horas ali conversando, se beijando e como única testemunha a música que ecoava por seus ouvidos.
Depois, por volta de seis da tarde eles se levantaram.
- Vem Kou, agora é o último presente da noite e provavelmente o mais especial.
- Aonde nós vamos? – Perguntou sorrindo, não que estivesse desconfiado de algo ruim.
- No primeiro lugar em que você me deixou te tocar.
Yuu sorriu e Kouyou retribuiu, assentindo. Os dois saíram da casa por volta de seis e quinze. O vento da noite beijava seus rostos e conforme eles iam se aproximando da cabana seus corações disparavam. O cheiro da natureza adentrava suas narinas e quando Kouyou parou em frente aquela que agora compartilhava segredos com eles, uma sensação de nostalgia adentrou seu corpo.
Eles desceram e dessa vez Yuu é quem tinha as chaves de lá.
Os dois então adentraram o local escurecido, mas que a luz da lua fazia iluminar. Yuu trancou a porta e os dois subiram para o quarto. Kouyou girou a maçaneta lentamente, e a primeira coisa que adentrou suas narinas foi o cheiro das velas aromáticas de copos que davam ao lugar um cheiro suave e gostoso, além de iluminar o suficiente.
As paredes haviam sido cobertas por um tecido branco e apenas a janela estava visível. No chão, pétalas de rosas vermelhas e brancas contrastavam com o vermelho vivo do lençol de seda que havia sobre a cama.
Já as velas estavam espalhadas seguramente pelo aposento e Kouyou fitou sorridente tudo aquilo até sentir ser abraçado pela cintura por Yuu.
- Aqui, nesse mesmo lugar onde a gente se deitou pela primeira vez eu vou selar o meu amor por você.
E sei exatamente onde te tocar
E sei o que provar
Sei quando devo puxar você para perto de mim
E sei quando deixar você sozinho
Kouyou deu um suspiro baixo quando Yuu beijou seu pescoço e inclinou o pescoço para o outro lado dando passagem para ele.
Uma de suas mãos também subia lentamente pelo tórax do arquiteto por dentro da blusa e o toque dos dedos de Yuu em sua pele o fez arrepiar inteiro.
A seguir eles foram andando a passos curtos e lentos em direção a cama enquanto o pintor ainda depositava carinhos na branca pele do arquiteto.
Eles encostaram-se na cama e Yuu fez Kouyou virar para si, beijando-o novamente. Suas mãos caminhavam pelas laterais do corpo do arquiteto e este abraçava o pescoço do pintor suavemente, aprofundando mais o beijo.
Eles intensificavam o ato com gemidos entre o mesmo, sustentando aquilo por longos minutos. Somente desvencilharam-se quando Kouyou sentou-se na cama arrancando os sapatos com os próprios pés. Depois ele começou a arrastar o corpo lentamente pelo macio lençol enquanto Yuu desviava a atenção alguns segundo apenas para tirar os próprios sapatos.
A seguir ele subiu na cama, engatinhando até o outro. Sua mão alcançou o rosto de Kouyou e eles se beijaram novamente, cada vez mais intensamente.
Seus corpos encostavam-se e seus corações disparavam na mesma hora. As cútis necessitavam se tocar intensamente sentindo a textura da outra sobre si com uma fricção que ultrapassava qualquer coisa. Seus corpos precisavam dançar aquele ritmo intenso e prazeroso, mas ao mesmo tempo cheio de amor que unia os dois num clímax final, fazendo-os selar aquele amor que tinham pelo outro.
E eu sei que a noite está acabando
E eu sei que o tempo vai voar
E eu jamais te direi
Tudo que tenho para te dizer
Mas eu sei que tenho que tentar
Desvencilharam-se novamente do beijo, uma fina linha de saliva unindo-os por poucos momentos até se romper e umedecer levemente os cantos de suas bocas.
Yuu acarinhou a lateral do rosto de Kouyou que sorriu com o delicado toque e virou lentamente o rosto encontrando a mão do pintor e depositando suaves beijos.
Yuu sorriu com aquele carinho e aproximou-se do arquiteto beijando-lhe o lóbulo da orelha e descendo bem lentamente para o pescoço. Lá, deu leves mordidinhas que fizeram Kouyou suspirar enquanto fechava os olhos e sentia aqueles toques lhe envolverem.
O pintor dava leves chupões que mal marcavam e voltava a beijar aquela região quente, intercalando com a orelha, assim como com a nuca, com a qual massageava suavemente em pontos estratégicos fazendo Kouyou dar um leve gemido.
O arquiteto sentiu em seguida seu ombro ser levemente mordiscado por cima do colete que usava, sentindo a necessidade de retirá-lo logo.
Por sorte Yuu entendeu aquela ânsia tanto de Kouyou como de si mesmo e ajudou o arquiteto retirar a peça, que escorreu por entre os dedos do pintor até o chão.
Em seguida, Yuu voltou à atenção para Kouyou novamente e o abraçou, cada um dos braços numa extremidade das costas que lentamente foi deitando o corpo do arquiteto naquele macio colchão. Kouyou apenas o abraçou também e deixou-se ser deitado com o pintor sobre si.
Aos poucos Yuu foi baixando o corpo, sua respiração fazendo Kouyou arrepiar-se inteiro, principalmente por ela bater intensamente em seu pescoço.
E eu conheço as estradas da riqueza
E conheço os caminhos da fama
Eu conheço todas as regras
E também sei como quebrá-las
E eu sempre sei o nome do jogo
- Ah... Yuu...
Kouyou apertou levemente o antebraço do pintor quando este baixou o corpo até seus peitos e começou a lhe estimular um dos mamilos por cima da camiseta. Seus gemidos pelo nome do moreno o faziam arrepiar também e o arquiteto arfava, gemendo baixo, mas com ansiedade e necessidade daquele gostoso toque.
Seu corpo começava a dar sinais de uma leve quentura e o arquiteto sentiu uma onda lhe invadir quando Yuu levou uma das mãos ao outro mamilo, estimulando os dois de uma vez. Kouyou podia sentir aquela região enrijecendo e o calor ficar concentrado aí.
Mas, ainda assim seu corpo precisava demais. E Yuu atenderia a cada clemência, a cada pedido implorado, cada palavra arrastada ou gemido lânguido. Assim como aquele olhar chocolate de Kouyou que num grito silencioso implorava ao pintor que o livrasse daquele tecido branco.
E assim Yuu fez. Kouyou ergueu-se na cama e retirou a camiseta, como se assim tivesse libertado uma ansiedade de seu peito. Sentiu-se a seguir ser abraçado pelo pintor e o tecido de sua roupa roçando na pele alva desprotegida fez Kouyou gemer mais alto, um gemido ansioso.
E cada movimento, cada sensação que Kouyou exalava fazia Yuu enlouquecer. Ele baixou o corpo novamente por cima de Kouyou e traçou um caminho de saliva pelo pescoço do loiro até um de seus mamilos, passando rapidamente a língua por cima.
Aquilo, claro, foi mais do que suficiente para Kouyou dar um gemido levemente mais alto, que se intensificou quando Yuu abocanhou aquela região, ainda que com cuidado, passando a língua no local e sentindo a textura daqueles mamilos contra si.
Kouyou arfava, seu rosto ruborizando aos poucos e sua respiração, pesada e ofegante escapando por sua boca. Ele sabia como Yuu conhecia cada pedacinho de seu corpo e sabia ainda lhe passar diversas sensações com mínimos movimentos de seu corpo.
Mas eu não sei como te deixar
E jamais te deixarei cair
E não sei como você consegue
Fazer amor em troca de nada
xXx
Em troca de nada, em troca de nada
Em troca de nada, em troca de nada
Em troca de nada
Fazer amor em troca de nada
Mas, apesar daquilo, Kouyou não conseguia pensar em muita coisa. Fechou os olhos apertando-os firmemente enquanto o pintor ainda lhe tocava tão intimamente. Sentiu, logo em seguida e assim abrindo os olhos, Yuu baixando as carícias para seu ventre.
As mãos foram para as laterais, na cintura, e os beijos focaram-se mais no meio da região, assim como um futuro pai beija a barriga da esposa grávida, mas com um ar erótico. Yuu esfregava levemente o rosto na região e o beijava, fazendo o arquiteto suspirar.
Aqueles suspiros que só Kouyou sabia dar, que na primeira noite foram tímidos e o deixaram ruborizado, mas que agora eram clemências para que Yuu não parasse de tocar aquela cútis que aos poucos começava a banhar-se numa finíssima camada de suor, trazendo um brilho mágico para Kouyou, que se doava inteiramente para o outro.
E que sabia, era recompensado. Centelhas explodiram quando ele sentiu Yuu baixar lentamente o rosto para seu baixo ventre, apenas passando a mão na região, assim como na virilha e nas partes internas das coxas, por enquanto apenas por cima do tecido preto da calça.
Mas, ainda que este bloqueasse algo mais forte, Kouyou já podia sentir aquela região esquentar também. Seu membro, ainda quieto e calmo começava a sentir aquele toque erótico vindo tão quente de Yuu e aos poucos começava a ficar mais atento ao que o pintor fazia.
Enquanto que o peito do arquiteto parecia uma fábrica de fogos de artifício. A todo o momento sensações quentes e provocantes explodiam em seu peito, como centelhas, ou vulcões entrando em erupção, que se misturaram numa coisa só quando Yuu timidamente, mas seguro do que fazia passou o dedo displicente pelo cós da calça, aproximando-se do botão.
Abriu-o e passou a mão na pequena região que este revelou, fazendo o arquiteto gemer leve. Aos poucos dois dedos foram escorregando para o zíper e Yuu o puxou lentamente, o pequeno barulho característico da ação parecendo infinitamente mais alto e necessitado, como se aquilo não fosse mais algo normal de uma roupa e sim uma repulsa que precisava ficar longe dos dois no momento.
E quando Yuu finalmente chegou embaixo e o som parou, ele passou as mãos bem abertas pelo baixo-ventre e membro do arquiteto novamente, levando-o a arquear as costas e gemer levemente seu nome.
Toda vez que te vejo, todos os raios do sol
Estão passando pelas ondas de seus cabelo
E toda estrela no céu está
Mirando teus olhos como um holofote.
E aquele tímido clamor por apenas três letras fez as centelhas explodirem em Yuu. Ele puxou lentamente a calça do outro que ajudou erguendo o quadril.
Yuu desnudava as fartas coxas do arquiteto, revelando aos poucos todo o seu corpo que agora era protegido apenas pela roupa íntima.
E novamente a peça escorregou por seus dedos até o chão e Yuu aproveitou e retirou o blazer que usava juntamente com a camiseta, movimentando levemente do quadril para cima, piscando sensualmente para Kouyou que retrucava com mais piscadelas, beijos estalados e provocantes e mordidas nos fartos lábios.
Yuu então terminou aquela exibição, baixando o corpo até o baixo-ventre de Kouyou e arrepiando-se com o toque de suas peles agora próximas e se tocando sem nenhum tecido para impedir.
A não ser ainda pela roupa de baixo de Kouyou que Yuu ainda assim beijou e mordiscou de leve para estimular o sexo do arquiteto que estritou as sobrancelhas, gemendo baixinho, mais para si do que para o quarto ecoar.
E aqueles tímidos toques que estavam intensificando-se aos poucos faziam Kouyou delirar. Ele agarrou os lençóis e afastou as pernas quando sentiu Yuu beijar a parte interna de suas coxas.
O pintor beijava o local com vontade e aos poucos voltou a ouvir os clamores de Kouyou. Ele podia sentir o corpo do arquiteto quente e sabia que estava indo para o mesmo caminho. Seu peito era uma constelação que fazia parecer com que cada estrela estivesse explodindo de cada vez, fazendo tudo começar a esquentar também.
E quando, por fim, resolveu livrar o arquiteto daquela peça que mais parecia uma tortura, Yuu o fez aos poucos, e sem que ele levantasse os quadris. Apenas puxou devagar, fazendo Kouyou suspirar conforme se sentia sendo liberto daquilo.
A batida do meu coração é como uma bateria
Que está perdido mas procura um ritmo como você
Você pode tirar a escuridão das profundezas da noite
E transformá-la numa luz que brilha infinitamente
xXx
Eu tenho que seguir, pois tudo que sei
Bem, não é nada até eu ter dado a você
Era como se ele tivesse sido libertado de fortes amarras, mas que agora não importavam mais. Ele apenas abriu as pernas e Yuu novamente postou-se entre elas, segurando com firmeza aquele membro com a ponta umedecida e pulsante com uma das mãos e lentamente o levou até sua boca, primeiro bem aberta, e que após comportar tudo, fechou-se, fazendo Kouyou gemer por seu nome.
Yuu começou a chupar bem lentamente, apenas sentindo aquela parte do corpo de Kouyou pulsar em sua boca. Aquilo fazia seu corpo também esquentar e começar a sudorese característica do ato.
Aos poucos ele foi trazendo o sexo do arquiteto para fora novamente, mas logo o inseriu de novo na boca, desta vez chupando ritmadamente mais rápido, aumentando, assim, os gemidos de Kouyou, que clamavam por mais. Por mais e por Yuu.
E aquele eco, aquelas três palavras faziam o moreno se arrepiar inteiro, sentindo seu próprio sexo pulsar dentro de sua boxer branca.
Mas, no momento, apenas o membro de Kouyou e aquela sinfonia sem ritmo de gemidos e suspiros intercalados entre fracos e intensos é que tomava conta de tudo. Seus sentidos estavam todos focados naquele ciclo do arquiteto, que, cada vez mais via-se indo de encontro ao próprio orgasmo.
Mas, não. Ele sabia que ainda teria muito mais coisa e apenas mordeu o lábio inferior arqueando as costas e apertando com mais força o lençol vermelho.
A seda estava embargada pelo suor das mãos de Kouyou e todo seu corpo agora estava banhado numa camada mais grossa de suor, brilhando intensamente. Ele mordia os lábios para não gemer tão alto, mas Yuu tinha um toque realmente quente.
E ele sabia usar todo esse toque para arrancar gemidos do outro. Agora intercalava entre os testículos e o membro, estimulando o último com a boca enquanto massageava suavemente os testículos, finalmente fazendo Kouyou soltar o lábio e gemer o mais alto e intensamente que conseguiu.
Eu posso fazer o corredor tropeçar
Posso decidir o tempo final
Posso resolver qualquer coisa apenas com o som de um assobio
Eu consigo fazer todos os estádios vibrarem
xXx
Posso fazer uma noite durar para sempre
Ou posso fazê-la desaparecer ao amanhecer
Eu posso fazer todas as promessas
Que já foram feitas
E posso fazer desaparecer todos seus temores
- Yuu, eu vou... Eu vou...
Aquele gemido foi como engatilhar uma pistola. Yuu ergueu-se na cama e soltou o cinto sob o olhar clemente de Kouyou. Os dois precisavam daquilo e não poderiam mais agüentar.
Yuu ia abrindo o cinto e dirigindo os dedos ágeis sob o cós da própria calça, chegando ao botão. O abriu apressadamente, passando ao zíper. Abriu-o com vontade, novamente o som do mesmo ecoando pelo quarto.
Aos poucos foi baixando a peça até o próprio joelho, posteriormente retirando a calça. Sentiu seu membro desperto e úmido pela excitação sob a boxer e ia baixando-a quando Kouyou se sentou na cama, ficando de frente para ele.
Ele então esticou as pernas e Yuu postou-se por fora delas, aproximando-se do rosto do arquiteto, que foi baixando a boxer aos poucos, massageando o membro do outro.
Yuu retraiu-se e soltou um gemido quando sentiu seu membro dentro da boca de Kouyou. O arquiteto tinha aquela parte de si fervente e sugava tudo lentamente assim como o pintor tinha feito consigo.
A excitação foi ficando maior entre eles. O suor misturava-se ao aroma das velas e uma aura de prazer envolvia os dois. Kouyou sentia o próprio membro pulsando e pedindo ansioso pelo orgasmo assim como o de Yuu também o fazia.
Seus corpos precisavam daquele último toque, o último e mais profundo ato para encerrar aquele tão perfeito dia.
Mas nunca vou conseguir sem você
Você realmente quer me ver rastejar?
E jamais vou conseguir como você consegue
Fazer amor em troca de nada
Kouyou retirou o membro de sua boca e mencionou deitar-se novamente. Abriu as pernas e segurou-as com as mãos, erguendo um pouco o quadril. Yuu postou-se entre elas e lentamente dirigiu o próprio membro para a entrada de Kouyou, invadindo-o lentamente.
O arquiteto retraiu-se, sentindo um pouco da dor. E claro Yuu não insistiu. Foi indo lentamente, com a permissão do outro, que, aos poucos parecia acostumar-se. E mesmo não havendo lubrificação o suficiente Yuu conseguia abrir caminho, invadindo aos poucos e fazendo Kouyou relaxar.
Não fora muito fácil, mas por fim ele conseguiu. A dor era presente, mas conforme Yuu começou a se movimentar e segurar as pernas de Kouyou para poder também sustentar o movimento, o arquiteto pôde novamente agarrar-se ao lençol.
Yuu começou devagar, ainda havendo muito atrito dentro de Kouyou. Seu membro era apertado pelo canal fervente do outro, que tentava ficar o mais tranqüilo possível.
Não era fácil, mas quando o pintor começou a investir forte contra ele, Kouyou concentrou-se apenas em gemer o nome de Yuu, respirando fortemente pela boca assim como o pintor. Eles respiravam descompassadamente e agora seus corpos eram banhados pela sudorese final.
Eles já estavam devidamente estimulados devido as preliminares e Kouyou podia sentir claramente que aquela ansiedade pelo orgasmo estava voltando novamente.
Ele levou uma das mãos ao membro estimulando-o como conseguia enquanto Yuu ritmava e intensificava os movimentos, algumas vezes chocando-se contra o quadril do arquiteto mais forte, gemendo alto e fazendo o mesmo com o outro.
Suas sanidades estavam longe daqueles quartos há muito tempo e cada um deles só conseguia pensar no clímax que estava chegando.
- Yuu eu vou gozar... Ah...
Eles gemiam do fundo da alma e Yuu ritmou uma última vez mais forte antes de dar um gemido mais alto acompanhado de Kouyou e chegando, assim, ao tão esperado orgasmo.
Em troca de nada, em troca de nada
Em troca de nada, em troca de nada
Em troca de nada, em troca de nada
Em troca de nada
Eles respiravam intensamente, o ar dentro do quarto estava pesado. Permaneceram na mesma posição por alguns instantes antes de Yuu sair de dentro do arquiteto lentamente e baixar suas pernas.
O pintor então se deitou ao lado dele e o abraçou, aninhando-o em seus braços. Os dois cheiravam a sexo, mas nada, nada naquele momento era mais importante do que aquele último e gentil toque.
- Eu te amo, Kou. Para sempre.
- Eu também te amo Yuu. Para sempre e sempre.
Aos poucos sentiram o cansaço tomando conta de suas pálpebras e foram fechando os olhos, levados para um mundo de sonhos.
Escrever é brincar de Deus.
Notas finais
Bem, eu provavelmente vou postar a minha depois de escrever mais capítulos e vai chamar ''Papais e... Mamães?'' Os casais vão ser tradicionais e os grávidos de plantão [XDD] serão: Kai, Uruha e Ruki.
E bem que acham para a side story dessa AoiHa que ta terminando agora uma Mpreg também em? *----* Por favor, respondam nos reviews ♥
Até a próxima [novamente] amores ♥
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