Lápide [Poemas]

25 Sirius, de Cão Maior


Fulgurante,

Diz-se do sol que pende ao meio-dia.

Mas, fugaz, perdura 12 horas


Conheço, no entanto, o sol da meia-noite.

O astro que observo quando o céu é só matéria escura.


E ela me observa de volta


A estrela que arde quando o cosmo é frio,

que brilha quando tudo é negro,

resiste ao tempo e ao tormento


A mais linda de todas


Astro das minhas presses

Senhora das minhas vontades

Santificada esta que graceja em cantoria

Quando tudo o que eu faço é alegoria


Me deito à tarde, ela arde.


Ela é dos céus, eu sou cético.

Aqui o contraditório é poético.


Seja minha,

Eu te protejo à noite, você me aninha.


Dedico essa reza a você ,

Toda reza é o desnude da alma

toda alma nasce pra um deus

eu nasci pra cultuar os olhos teus





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