Lágrimas de Sangue

1 Capítulo 1 - Problemas de Sangue


Notas iniciais
Oi gente!

É a minha primeira fic então estou muito empolgada e nervosa...xD

Espero que gostem :D

Bjs

—...sofia..Sofia..SOFIA! RÁPIDO! LEVANTA LOGO!

Sofia acorda desorientada, com uma dor na cabeça enorme e com o corpo dolorido. Tenta se levantar, mas não consegue. Sua perna está presa em uma das pedras do que foi o Elísio de Indianápolis e a chuva pesada sobre a sua cabeça não ajuda em nada. Desesperada, tenta se agarrar em alguma coisa pra puxar, mas é muito baixa e não alcança. Então, escuta sons.. não passos.. sente alguém se aproximando..

Nervosa, usa o máximo de sangue que possui no corpo pra ter força suficiente pra tirar a perna da pedra.. e falha. Agora está presa e faminta, controlando a Besta o máximo que pode e sem nenhuma ideia de como escapar dessa situação.

Idiota! Deixa que eu controlo agora! Você é uma inútil mesmo!

Sofia sente como se tivesse levado um soco na barriga e perde as forças do corpo, enquanto isso o som dos passos vai aumentando, parece que estão em cinco.

Jess, agora no controle do corpo, simplesmente se concentra e empurra a pedra pra longe.

—Droga DROGA DROGA!!! Sofia! Para de se fazer de tonta e me diga quantos são e se aguento eles!

—Acho que são cinco, mas você sabe que estamos ficando sem forças.. Fuja, por favor! Não temos chance!

—Tsc! Tudo porque você e uma tapada mesmo! Se tivesse seguido as ordens do chefe e saído desta missão não estaríamos passando por essa situação!

—Mas eles me disseram que iam me contar mais sobre as Sombras! E sabe como a Sara quer muito saber disso!

—A Sara pode pesquisar por si mesma boba! Mas agora já está feito.. grrr.. preciso da sua ajuda pra não descontrolarmos ein!

—Ok..

Jess dá alguns estalos, reúne o pouco sangue que tem mais uma vez e se transforma em um morcego.

O bando começa a correr, uns a pular e a tacar pedra atrás do morcego. Gritam e xingam, mas não conseguem pegá-lo. Até que um deles, monta um rifle sniper, mira e atira. E acerta a asa direita do morcego que perde o equilíbrio e cai em cima de um prédio próximo ao dos escombros.

Assim que atinge a superfície do chão, atordoado, o morcego se transforma numa garotinha albina de, aparentemente, 12 anos, cabelos longos, lisos, branco prateados, presos em um rabo de cavalo, com tênis, uma camiseta branca e jeans rasgados e ensanguentados. A garotinha começa a correr na cobertura do prédio, e antes de chegar à borda do edifício, se concentra e salta. O salto que dá é como se estivesse voando de tão alto ao atingir o chão do outro prédio, desfaz o salto em uma cambalhota e continua o percurso sobre os edifícios, nem ligando pra quem pode estar vendo.

Enquanto isso o bando rouba o carro de um taxista, segue na direção que ela foi e fazem um telefonema pra um dos líderes da organização.

—Alô chefe! Parece que ela fugiu, mas a destruição do Elísio e a destruição de alguns vampiros foi um sucesso. Pena que não conseguimos pegar o príncipe e os mais próximos a ele..

Não pegaram o príncipe e não pegaram a garota?!! Como vocês esperam que os superiores vão ficar quando descobrirem isso ein?!!! Acha que eles vão ficar satisfeitos com só a destruição de um mero Elísio?! Não se esqueçam que já fudemos com a Camarilla de Chicago uma vez e o nível de estragos nem se compara né! Acho bom vocês pegarem essa garota, mas não a destruam, parece que ela é importante. Não me desapontem! Voces sabem o que acontece aos que falham em nossa seita... — Desliga o telefone.

—Vish! Parece que o Chefe está irado e nossos corações estarão na estaca se não conseguirmos capturá-la!

—Não se preocupe Bill, vamos conseguir. Ela deve estar lutando contra o Frenesi agora. Hahaha.. ou seja, já é nossa.

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Era uma noite fria em Indianápolis, chovia pesado, as lojas estavam se preparando para fechar, as boates se preparando pra abrir, pessoas corriam apressadas para não perder os respectivos ônibus e poderem finalmente tirar o descanso do dia. O transito estava movimentado e fluido, guardas passavam e enxotavam mendigos que pensavam em sem proteger da chuva nas marquises de lojas semiabertas. E, na frente de um prédio corporativo, um homem, negro pálido, com a aparência de 20 anos, de jeans rasgadas, camisa amassada, coturno e jaqueta de couro, fumava sem paciência.

Aproxima-se uma mulher de 25 anos, branca pálida, ruiva de vestido curto preto e salto alto, toca no seu ombro e diz:

—Eric, está apressado com alguma coisa?

—Claro que sim! Você não percebe que estão atrasados há meia hora?!

—E você não sabe que eles nunca chegam na hora. Só porque ganhou uma missão importante não quer dizer que seja importante. Não se estresse a toa..Ops! Esqueci que é estressado naturalmente ~ hahahahah~

—Alice..Vadia...Pode me zombar a vontade, depois vamos ver quem vai precisar de quem!

Eric cospe o último cigarro da boca, amassa com o calçado e se agacha como se movimentar fosse aplacar um pouco mais a sua ira. Nesse momento estaciona um carro em frente à dupla, desce o motorista com um terno caro e guarda-chuva e abre a porta traseira do carro.

Sai do carro um homem de, aparentemente, uns 30 anos, branco pálido de barba feita, cabelo escorrido pra traz e preso por um elástico preto, blusa social branca com os dois primeiros botões aberto fazendo uma gola em com o colarinho, calça e sapato social preto novos, e logo em seguida sai uma garotinha albina pálida de, aparentemente, 12 anos, de cabelos longos, lisos, branco prateados, presos em um rabo de cavalo, com tênis, uma camiseta branca e jeans.

O homem pega o guarda-chuva do motorista, dá a mão à criança e se dirige em direção ao casal que está debaixo do prédio corporativo. Para e analisa a dupla. Vira-se e dispensa o motorista, volta a olhar pra dupla e com olhos julgadores, comenta:

—Vejo que alguém está cansado de esperar. Por que não ficou do lado de dentro então? Acho que não preciso lembra-lo que nosso apontamento é com o Príncipe e não contigo. Aspirante de Xerife.

Dá uma risada leve e segue para o interior do prédio. Eric se levanta pronto pra socar o almofadinha, mas seu braço é parado por Alice que mexe a cabeça sinalizando que a atitude é errada.

—Tsc! Vadia do inferno! Não precisa me dizer tudo que tenho que fazer! Vamos logo! Senão vai parecer que os atrasados fomos nós!

E corre para dentro do edifício. Alice solta um suspiro e segue-o.

Todos os quatro vão para o nono andar, passam por um corredor limpo e espaçoso, e entram na única porta do andar. Passando da porta, tinha um salão amplo com muitas luminárias de cristal pendidas no teto, muitas mesas e cadeiras com panos e ornamentos florais como em bailes, uma algazarra de vozes e pessoas pálidas de todas as idades e etnias falando alto ao mesmo tempo, e ao final do salão, no canto mais elevado, havia um homem pálido e idoso, com ternos caros e sentado em uma poltrona luxuosa e confortável.

Assim que a porta se fechou atrás dos quatro, Uma mulher madura, loira e pálida, de roupas sociais chama a atenção das pessoas no recinto e fala:

—Príncipe, Primigiene, Harpias, Justiçar, Xerifes e Membros, estamos começando mais um Conclave nesta noite! Convidados, por favor, se aproximem.

Os quatro vão ao meio do salão e ela continua.

—Como decidido na última noite, a cria do Senhor Júlio, Sofia, se unirá ao Brujah Eric e a Tremere Alice para completar tarefas necessárias para o principado de Indianápolis! Estamos entendidos?

—Com sua licença Vossa Senhoria, na última reunião que tivemos neste mesmo Elísio, foi decidido que minha cria iria ajuda-los em uma tarefa e não em várias como a Vs. Senhoria propõe neste exato momento.

—Nobre Membro e Senhor Júlio, está correto quanto ao ocorrido no último Conclave, entretanto, antes de começarmos esta reunião o Príncipe decidiu mudar o acordo. Tem mais alguma coisa a apontar? O senhor sabe que a Camarilla precisa de Membros úteis e – olha para Sofia — que não dá pra esconder certas preciosidades de nós por muito tempo – volta o olhar para Júlio — Mas não se preocupe, pois as missões serão simples e mesmo as mais complicadas não serão nada que a sua pérola não possa aguentar.

Júlio fica inquieto do lado de Sofia e aperta mais ainda sua mão pequena. Sofia olha para o seu Senhor com uma expressão preocupada, Eric e Alice mudam de posição como se a outra fosse muito desconfortável. A mulher sorri polidamente e prossegue:

—Ótimo! A primeira tarefa de vocês será descobrir o porquê dos Lupinos terem invadido Chicago. Srta. Kelly, pode passar o meu número celular para eles? Não se esqueçam, quero relatórios detalhados sobre o que aconteceu e quais foram os planos. Vocês estão dispensados.

E o salão voltou a se encher de conversas.

De repente, o Zelador do Elísio escancara as portas, entra no salão com a mão segurando e apertando a barriga, com as roupas rasgadas e soltando gemidos e deixando um rastro de sangue pelo caminho. Ele para se grita:

—O SABÁ ESTÁ AQUI! FUJAM! ESCONDAM O PRÍNCIPE! – Olha atônito pra Sofia – FUJA GAROTA! FUJA!

E desaba no chão.

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Jess não parava de correr, saltar e correr. Seu Senhor e o Xerife pareceram bem específicos sobre alertá-la para sua condição de “fugitiva-mas-não-sei-porque” e já que a principal não soube ser boa o suficiente, ela iria mostrar para as outras como fugir era.

Mais devagar! Está difícil controlar a Besta! Precisamos nos alimentar!

Sofia, cale a boca! Não estaríamos nessa situação se não fosse por você ser uma idiota! Temos que seguir em frente e encontrar um esconderijo. Sara! Eu sei que você decorou o mapa da cidade! Me diga pra onde ir! Rápido sua lerda!

—Está bem...Aff.. Não agi porque achei que a fodona tinha tudo sobre controle~~

—Deixa de piadas! Vamos logo com isso!

—Deixe me ver.. Após o próximo salto, mude para o prédio da direita e entre dentro do prédio. Senão me engano é um prédio-armazém e possui poucos funcionários, o problema é que tem câmeras por todo lado.. Bom, é melhor do que nada!

—Valeu! Vamos ver se conseguimos um lanche!

Jess faz como Sara manda e entra no prédio dito. Decide descer pelas escadas de emergência até o último andar e sai no térreo.

O térreo do prédio é uma recepção com uma segurança pesada, câmeras de vigilância por todos os lados, grades de contenção e vidros a prova de bala, e o balcão do recepcionista fica dentro dessas proteções e do lado de uma porta de trava automática. Jess olha pras câmeras e procura por pontos cegos, mas descobre que já foi registrada.

—Droga! Já fui vista! Era óbvio que essa saída estaria sendo filmada. Sara, troque comigo e interprete uma criança que quer sair. Rápido!

Jess e Sara trocam e Sara começa a soluçar e a chorar alto. Assustado, o recepcionista vira na direção dos soluços vai a sua direção, tenta acalmá-la, mas não consegue. Decide ir buscar um copo d’água para a criança, quando volta, a porta automática está aberta e a criança sumiu. Chocado, liga pra polícia.

Enquanto isso, o bando no taxi continua a seguir os prédios, atentos a cada movimento de crianças na rua, o que não são muitas.

Sara sai correndo pela rua, entra em um beco escuro, abre um bueiro e entra.

—AAAAAAAAAH! SARAAAAA! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO??!

—Ai minha cabeça Jess.. Não percebe que somos muito chamativas à noite? Quantas crianças você está vendo por aí? E é melhor andar no esgoto que ser pega por esses malditos!

—Você pelo menos sabe para onde está indo?

—Tenho uma noção, mas não vamos chegar ao nosso refúgio rápido se eu não conseguir enxergar no escuro! Troque comigo Jess.

—AFF.. Ok..

Jess troca com Sara, se concentra e passa a enxergar tudo.

Os túneis são corredores longos e apertados, as paredes são pegajosas, o chão é pegajoso e o ar úmido fede a bosta humana recente. Por onde passava, havia uma quantidade incrível de ratos e baratas, que se espalhavam a mínima perturbação, também tinha a sensação de estar sendo observada, é como se as paredes tivessem olhos e ouvidos.

Jess teve que pegar alguns ratos para se alimentar e recuperar as feridas e o sangue perdido. Foi caminhando pelo local a passos curtos, tinha certa pressa de chegar a casa, até que escutou um barulho grande vindo à sua direção. Ela para e adquire uma postura de batalha para o caso de ser algo ruim.

E aparece um monstro.

A criatura usava trapos velhos e imundos, corcunda, muito branca e pálida, tinha a pele rugosa cheia de bolhas de pus, unhas grandes e sujas, uma bocarra aberta com muitos dentes e andava descalça, acrescentando mais chorume ao seu corpo.

A criatura para em frente à Jess e com a sua voz gutural fala:

—Criança....Aqui não é um lugar para você estar.... Volte para a superfície que é o seu lugar...

Jess começa a tremer aterrorizada com a cena e não consegue responder

—Criança....Vou falar só mais essa vez....Volte para a superfície....Você não vai querer confusão aqui...

Quando Jess ia tentar responder, é puxada pra fora do controle e Lina toma conta do corpo. Lina sorri e diz:

—Boa noite Senhor, sei que meus assuntos não são úteis para você, mas seria bom se me ajudasse ou não me atrapalhasse. Pois você sabe muito bem o que acontece com as cidades quando o Sabá conquista e sabe que estão atrás de mim.

A criatura solta um rosnado longo e alto, as paredes vibram e o som ecoa, mas permanece imóvel. Então diz:

—Parece que você não é tão estupida....Criança.... E se quer sobreviver terá de correr muito....Então, contanto que não saia deste tubo em que está....Não vamos lhe fazer nada.....

—Justo. Muito obrigada.

Lina faz uma reverencia e passa pela criatura. Lina faz Jess, que estava se recuperando do golpe, voltar ao controle do corpo.

—Isso é pra você aprender a morder, cachorrinha ~hahahahahaha~

Jess resmunga um palavrão e volta a seguir o caminho.

Notas finais
Oi gente...

E aí? Gostaram?
Estou pensando em continuar e gostaria muito da opinião de todos!

^^
Bjs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.