Lágrimas de Maroto - 1ª temporada

5 Capitulo 5 - Injusta justiça


Notas iniciais
olá pessoas!!! mais um capitulo pra vocês! este esta mais curtinho, mas foi um dos mais dificeis de escrever, então espero que vocês gostem!! um agradecimento especial para Ellryn e para a Princesa Mestiça pelos comentários, vocês são umas fofas! obrigada por todo o carinho, e por favor, continuem por aqui esta bem? Boa Leitura!

Sirius continuou parado no mesmo lugar, atordoado com a destruição a sua volta, perdido em meio ao silencio sombrio que se tornara aquele lugar que até pouco tempo transbordava vida.

“O que acabara de acontecer? Onde fora Pettigrew?” o cérebro do maroto parecia processar a cena que se desenrolava ao seu redor muito lentamente, como que em câmera lenta. Seus olhos absorviam a destruição a sua volta, registrando cada corpo caído, cada foco de incêndio, cada resquício do feitiço que assolara a rua.

Aos poucos, ele pareceu começar a se recuperar do choque que a cena toda lhe causara, submergindo devagar da apatia e confusão que encobriam sua mente. Pedro fugira. Mais uma vez, ele fizera tudo errado, colocara tudo a perder. Não conseguira fazer com que ele pagasse. Mas não ia desistir, tinha que acha-lo!

Fez menção de se mover, virar-se para outra ponta da rua e sumir para longe do caos que o rodeava, mas antes que conseguisse dar mais de dois passos, braços fortes o seguraram, forçando-o a se virar na direção contrária.

Tudo aconteceu rápido demais. Em um segundo, Sirius era forçado a se virar para encarar quem o interceptara, no segundo seguinte, sem pensar no que estava fazendo ou se dar conta das implicações que seus atos teriam, ele havia estuporado o homem a sua frente, que foi ao chão com um baque surdo.

No mesmo momento, o maroto se deu conta que não era mais o único bruxo nos arredores. Ele estava cercado. Havia pelo menos dez bruxos, contando com o homem estuporado (que ele percebera ainda apertar uma varinha negra na mão direita). Os outros nove agora se aproximavam dele com passos cautelosos, como se temessem outra reação violenta similar aquela que haviam presenciado há poucos instantes.

Enquanto continuava parado ali, Sirius começava a compreender os olhares que lhe eram lançados. Olhares de medo e repulsa em sua maioria, como se ele tivesse feito algo terrível, inominável. Por aqueles olhares ele entendeu, a compreensão o atingindo feito um raio. Rabicho escapara, e ele fora encontrado em meio a uma cena sanguinolenta com a varinha em punho e os olhos inflamados pela raiva. Imaginou o que passaria em sua mente se estivesse do outro lado, junto com os bruxos do Ministério, que impressão teria de si mesmo? Com certeza não seria a de inocência.

Tentou avançar, chegar mais perto do bruxo a sua direita, para que não tivesse que gritar para ser ouvido quando fosse se explicar. Ao seu menor movimento, no entanto, o bruxo ergueu a varinha um pouco mais alto, falando em tom firme: — Fique onde está, ou complicara ainda mais a sua situação.

“Complicar minha situação? Porque eu complicaria minha situação? Não fiz nada! Do que eles estão me acusando?”. A mente de Sirius agora trabalhava em força total, mas ainda não conseguia entender o que estava acontecendo.

Foi arrancado de seu devaneio por outra voz, vinda de um ponto a sua esquerda: — achei alguma coisa aqui! Parece um...parece um dedo humano! – a voz parecia atemorizada, e quando Sirius virou o rosto por cima do ombro, encontrou um rosto branco cera que o encarava de volta, fazendo levitar com um gesto de varinha, uma coisa pequena e roliça com uma unha tão cumprida que mais parecia uma garra.

Um outro bruxo, moreno alto, aproximou-se do dedo que flutuava, murmurando um encantamento. – O que você está fazendo? – perguntou o primeiro, a cor aos poucos retornando a suas faces.

— É um feitiço de rastreamento. Vai nos permitir saber de quem é esse dedo e nos mostrara onde a pessoa está. – “Ótimo!” pensou Sirius. Assim eles encontrariam Pedro e ele iria pagar pela morte de seus amigos e também pelas mortes de todos aqueles trouxas que ainda tinha seus corpos espalhados pela rua.

Uma nuvem de fumaça roxa subiu da ponta da varinha, aos poucos formando um rosto. Um rosto muito redondo e com olhos de bolinhas de gude. O rosto de Pedro Pettigrew.

— Eu conheço esse ai. É O Pedro Pettigrew....um cara gordo e meio desengonçado sabem? Amigo dele. – disse o homem que estava do lado esquerdo de Sirius, apontando para ele em seguida.

— Onde ele está, O que aconteceu? porque ele está sem um dedo? – a primeira pergunta fora dirigida ao homem que executara o feitiço, e a outra se dirigia a Sirius. Antes que o maroto tivesse a chance de responder que não fazia a menor ideia de porque aquele traidor estava sem um dedo (e acrescentar que não se importava), o outro respondeu: — Está morto.

Aquela era a ultima resposta que Sirius esperava. A mais improvável e absurda de todas, a resposta que ele tinha absoluta certeza estar errada. Pedro não estava morto, apenas transformado. Como ele e seus amigos eram animagos ilegais, o ministério é claro, não tinha consciência de sua existência e não poderia supor esta hipótese, e como bruxos sob a forma animaga não aparecem em feitiços de rastreamento comuns como aquele, todos supuseram sua morte.

A simplicidade e a genialidade do plano concebido por Rabicho atingiu Sirius com a força de um balaço errante. É claro! Aquele verme fingira sua morte e matara todos aqueles trouxas para que toda a culpa recaísse sob seus ombros.

Se todos acreditassem que Pettigrew estava morto, ninguém mais o procuraria e ele poderia muito bem viver em sua forma animaga. Ninguém descobriria sua traição (todos os membros da ordem acreditavam que Sirius fora o fiel do segredo dos Potter, os únicos que sabiam da troca eram o próprio casal, ele e Pedro). Sem se dar conta, Sirius acabara preso em uma armadilha. Carregaria para sempre o peso daquelas mortes, sem ter sido realmente culpado por nenhuma delas. Estava condenado, e nem mesmo haveria um julgamento.

— Mas que bela surpresa o destino me reservou. – pensou com amargura, não podendo evitar gargalhar com sua desgraça iminente. Um filho da mui antiga e nobre casa dos Blacks ia passar a vida como jantar de Dementador, e nem merecia isso. Desapontara sua querida mamãe duas vezes naquelas poucas horas: um filho traidor do sangue que tentara evitar que seus amigos fossem cobertos pelo manto negro da morte e que seria condenado sem nem mesmo ser um verdadeiro assassino. Ele realmente fora uma decepção para sua família, só não maior do que a decepção que era para sí mesmo.

Notas finais
E então, o que acharam?? espero realmente que tenham gostado! talvez saia um capitulo novo ainda hoje...no máximo amanha. Comentem!! Quero saber a opinião de vocês! Até o proximo capitulo! Beijokas!