Lágrimas de Maroto - 1ª temporada

35 Capitulo 35 - Natal em família - parte II


Notas iniciais
Oii oii pessoas! Como vocês estão? Sei que andei um pouco sumida, e peço mil desculpas por isso, as coisas estavam um pouco corridas, mas agora estou de volta! Antes de vocês lerem o capitulo, quero conversar um pouquinho com vocês. Para que a fic não fique extremamente longa, vou dividir a história em temporadas, sendo este aqui o ultimo capitulo da 1ª temporada. Quanto ao capitulo, ele é mais um fechamento, um termino, e espero sinceramente que tenha ficado bom, haha Espero que todos tenham gostado de acompanhar esta primeira temporada, e prometo que logo logo vou postar a continuação! Obrigaada a quem comentou o ultimo capitulo, sei que demorei para responder, mas poor favoor, não me abandonem, hahaha Enfiim, espero que gostem! Boa leitura!

— Bom....- começou o maroto, duvidando muito que seu afilhado iria aprovar o que estava prestes a lhe dizer. – Bom Harry, a verdade é que não tenho nada de novo para lhe contar, pelo menos nada que eu já não tenha escrito nas cartas...tenho apenas uma ideia, que vem fermentando em minha mente desde que tomei a decisão de retornar.

— E qual é exatamente esta ideia? – perguntou Harry, começando achar que não iria gostar muito dela, só pelo tom que seu padrinho estava utilizando, cuidadoso, como se escolhesse cada palavra de forma a mostrar atrativa uma ideia que talvez fosse no mínimo perigosa e problemática.

— Eu...estou pensando em retornar a Hogwarts Harry. Acho que...- o maroto não teve chance de completar a frase, sendo interrompido por um berro de surpresa de Harry, que estava reagindo aquela ideia pior do que ele previra.

— VOCÊ O QUE?? FICOU MALUCO SIRIUS?? VOCÊ NÃO PODE VOLTAR A HOGWARTS!

—Calma Harry, se acalme. – respondeu o maroto, ao mesmo tempo espantado e buscando uma forma de fazer com que seu afilhado aceitasse melhor aquela ideia. O garoto era a primeira pessoa a quem ele revelava aquela ideia além de Aluado, e se o afilhado estava reagindo tão contrario ao que ele dissera, como reagiriam os demais?

— Sirius, voce não pode fazer isso, é perigoso demais! E se alguém te descobre, e você acaba em Azkaban novamente? – o medo e a preocupação eram palpáveis na voz do garoto, o que fez com que o coração de Almofadinhas se apertasse.

— Harry, por favor, me escute. Eu pensei muito antes de tomar essa decisão, e acredite, pesei todos os prós e contras. Mas você sabe que não vou poder ficar por muito tempo escondido na casa da família Dumbledore. Em breve, de qualquer jeito eu teria que encontrar outro lugar para ficar.

— Mas você não tem a casa que seus pais te deixaram? A mansão dos Blacks? – tentou o garoto novamente, desesperado em tentar dissuadir seu padrinho a voltar a Hogwarts.

Sirius era sua única família, a única pessoa que lhe restara, e ele não suportaria perder mais alguém em sua vida. Simplesmente não conseguiria lidar com isso. Se seu padrinho continuasse com essa ideia, alguém poderia descobri-lo e delata-lo aos dementadores, ao Ministério....e além disso, ainda havia o Torneio Tribruxo. Por conta daquela competição, a segurança e a vigilância na escola seria reforçada, todos os holofotes estarão voltado para Hogwarts....era perigoso demais, como viver com a faca no pescoço constantemente, e Harry não queria esse tipo de vida para seu padrinho.

— Sim Harry. – respondeu o maroto, soltando o ar, sem conseguir conter o pesar em sua voz ao se lembrar do Largo Grimmauld. – Eu tenho a casa que foi de minha família, mas simplesmente não consigo colocar os pés lá dentro. Não ainda. Eu tentei, juro que tentei, mas são lembranças demais, recordações com as quais eu ainda vou precisar de um tempo antes de conseguir lidar. Além do mais, ainda não sabemos se a casa está realmente vazia. Quem garante que eu de meus primos detestáveis não tomou posse da casa? Ou ao menos colocou feitiços de detecção para minha presença? Não Harry, ainda não posso me arriscar a voltar lá.

— Não há nenhum outro lugar? Olha Sirius, não quero que você pense que eu não gostaria de ter você em Hogwarts, seria realmente ótimo, mas ao mesmo tempo isso me preocupa. Por conta do Torneio a escola vai estar cheia de gente diferente, gente que não conhecemos, e se alguém te vê e acaba delatando? E se você voltar para Azkaban, ou pior, e se você morrer? Não posso perder mais ninguém, já perdi gente demais por uma vida inteira entende?

Aquelas palavras do afilhado, Sirius não pode deixar de sentir o coração aquecido. Após tantos anos de solidão, não pode deixar de se sentir feliz com a preocupação demonstrada pelo garoto. Sabia que Harry só queria protege-lo, garantir que iria continuar a ter o afilhado, que não iria perde-lo também, e no fundo, o maroto ficava feliz em ver o quanto o garoto se afeiçoara a ele.

Ainda assim, a ideia de voltar a Hogwarts continuava fixa em sua mente. Afinal, que lugar mais seguro e cheio de esconderijos para um foragido do que a escola onde passara os melhores sete anos de sua vida?

Hogwarts era, com toda certeza, a melhor escolha. Além de conhecer cada palmo dos terrenos da escola, contaria com a proteção de Dumbledore, e melhor que isso, poderia ficar perto de Harry, ajuda-lo a passar pela difícil e perigosa tarefa que ele tinha pela frente.

Com estes pensamentos, Almofadinhas voltou a falar, tentando dissipar os temores e as preocupações do garoto: — Olha Harry, sei que parece ser uma péssima ideia, mas pense comigo: não existe lugar mais seguro ou cheio de esconderijos que aquela escola, nem lugar que eu conheça mais. Se eu for para lá, poderei contar com a proteção de Dumbledore, e com a sua ajuda e a de seus amigos. Já passei tempo demais sozinho Harry, passei tempo demais sem poder ajudar as pessoas com as quais me importo. Passei muito tempo preso entre as grades de Azkaban Harry, preciso voltar para casa entende? E Hogwarts...bom, Hogwarts sempre foi a minha casa, muito mais que o Largo Grimmauld.

Diante dos argumentos do padrinho, Harry não pode deixar de abrir um sorriso contrafeito. Ele entendia exatamente como o padrinho se sentia. Hogwarts também sua casa, seu lar, muito mais do que a casa dos Dursleys um dia chegara a ser.

De certa forma, Sirius tinha razão. Ele conhecia Hogwarts de ponta a ponta, todos os seus esconderijos e segredos, e com certeza, não havia lugar mais seguro do que aquela escola em todo o mundo bruxo. Além disso, o garoto não poderia negar que seria muito bom ter o padrinho por perto, especialmente naquele ano, que mal começara e já estava se revelando tão complicado.

— Tudo bem, eu entendo o que você quer dizer. E confesso que vai ser ótimo ter meu padrinho por perto, mas quero deixar registrado que ainda acho essa ideia maluca. – respondeu o garoto, soltando uma risada nervosa.

Almofadinhas deixou que a tensão que estava sentindo se esvaísse como se fosse levada pelo vento diante da resposta de Harry, abrindo um largo sorriso para o afilhado. Seria ótimo voltar a Hogwarts depois do natal, não via a hora de voltar a circular pelos terrenos da escola, rememorando tempos mais felizes, mesmo que tivesse que agir com uma certa cautela, o que não era exatamente de seu feitio.

O maroto estava prestes a abrir a boca para dizer mais alguma coisa, quando a voz de Molly Weasley chegou até onde eles estavam, chamando-os para o almoço: — Meninos! Desçam, andem logo! O almoço já vai ser servido!

— É melhor irmos, dona Molly não gosta que as pessoas se atrasem pro almoço. Ah, e vá se preparando, ela vai nos empanturrar de comida, ela sempre reclama que estamos magros demais, e me arrisco a dizer que você não será uma exceção.

Ao ouvir aquelas palavras, o maroto não pode deixar de dar uma gostosa gargalhada. Aquele seria realmente um típico almoço de natal em família, e ele estava realmente ansioso para participar. A muito tempo que ele sentia falta de uma boa bagunça natalina.

Quando chegaram à cozinha, já estavam todos sentados a mesa, apenas esperando que os dois aparecessem para começar a atacar os vários tipos de guloseimas natalinas que haviam sido preparadas.

— Finalmente! Achei que ia ter que subir e arrastar vocês dois para a cozinha para que enfim pudéssemos começar a comer! Estou morto de fome! – reclamou Ron, em um falso tom de zanga, que só fez arrancar risadas dos dois membros faltantes a mesa.

— Você está sempre com fome Ronald, isso não é novidade para ninguém. – falou Ginny, arrancando boas gargalhadas de todos os presentes.

— Não enche Ginny! Você só fala isso porque tem o estomago de uma ervilha. – retrucou Ron, suas orelhas ficando vermelhas de vergonha por conta da provocação da irmã.

— É melhor ter o estomago do tamanho de uma ervilha do que ter um dragão morando na barriga...pelo menos não fico ouvindo reclamação da mamãe porque não vou deixar comida pros outros...já você, não preciso nem continuar não é? – a resposta afiada da garota arrancou ainda mais gargalhadas da maioria das pessoas reunidas ali, a não ser da senhora Weasley, que com um tom de voz cortante, mandou que os irmãos parassem de discutir.

— É sempre divertido assim? – perguntou Sirius, ainda rindo da pequena discussão que havia presenciado entre os garotos.

— Costuma ser bem pior. – respondeu Hermione, que estava sentada entre Sirius e Remus.

— Estou vendo que este será um almoço extremamente divertido! – continuou o maroto, feliz por estar participando de um almoço daquele, com cara e jeito de almoço de família, cheio de discussões sem importância e provocações.

— Você nem sabe o quanto. – respondeu Harry, embarcando na risada junto com o padrinho.

Naquele momento, enquanto estava ali, desfrutando de um verdadeiro almoço em família, junto com seu afilhado e os amigos que ele tinha certeza que aprenderia a chamar de seus, Sirius sentiu seu coração ficar leve e alegre, como há muito tempo não sentia.

Talvez, apenas talvez, as coisas melhorassem. Talvez, tudo fosse diferente daquela vez, talvez ele realmente conseguisse fazer o certo. É claro que ainda haveriam desafios, muitos monstros a serem vencidos, mas apenas por aquele dia, as coisas estavam calmas e felizes, como a muito tempo não estavam. Por aquele dia, o cão negro estava entre amigos, e não mais sozinho com suas dores e perdas.

Notas finais
E então, gostaram?? Por favor, deixem um oi para essa humilde autora, haha uma ultima coisa: estou com um novo projeto, uma fic de Once Upon a Time, então se alguém que gosta da serie, ou mesmo quiser me dar o prazer de dar uma chance a esta historia assim como deram para "Lágrimas de Maroto", vou deixar o link e sinopse para vocês aqui, espero ver vocês lá! In your dreams: https://fanfiction.com.br/historia/713749/In_your_dreams/ Sinopse: "A vida não era o que um dia ele desejara, não estava nem perto disso. Já a vida dela não se podia se chamar exatamente de vida, afinal, que espécie de vida regrada e medicada é esta que ela estava vivendo? O que acontece quando duas pessoas que aparentemente não se conhecem, que nunca se viram, descobrem ter uma ligação inexplicável, que une suas mentes e seus sonhos? Regina e Robin parecem viver em lados opostos, separados pelo tempo e pela distancia, mas esta é apenas a aparência...." Por fim, gostaria a todos que acompanharam, leram e se emocionaram com essa história até aqui, e peço que me aguardem, porque ogo logo estou de volta, com um nova temporada cheia de surpresas! Beijokaas a todos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!