Lágrimas De Dor

2 Amores, amores,...


Foi em um dia de sol. Eu tinha voltado da escola e tia Cristina estava chorando no seu quarto.

-Tia¿- eu disse- O que foi¿

- Nada meu amor!-disse minha tia.

- Pode me contar tia! Já tenho catorze anos!

- Foi o Fernando! Nós brigamos!

- Mas por que tia¿

- Ele traiu!

Ela chorou mais. Fui e abracei-a.

- Pare de chorar tia!

- A meu amor, dói, dói!

Ela chorou ainda por mais meia hora e depois fomos dormir.

No outro dia de manhã na hora do café da manhã ela disse:

- Olá Kathy! Tenho uma coisa para te contar.

- Pode falar tia!

-Lá pra meia noite, o Fernando me ligou!

- E o que aquele idiota disse¿

- Disse que se arrependeu, e quer voltar!

- E você vai voltar tia¿

- Claro que não. Só que fiquei com a consciência um pouco pesada. Ele me ligou chorando!

- Mas ele é um cafajeste!

- Eu sei, mas não voltei pra ele! Mas tá tudo bem! Mas anda, toma seu café logo por que você já está atrasada para a escola!

Após essa conversa, tomei meu café e fui para a escola.

Foi um dia normal!

Quando cheguei em casa, veio o silencio. Corri por toda casa, mas não encontrei tia Cristina! Quando cheguei à cozinha, encontrei tia Cristina caída no chão sangrando e com uma faca na mão.

-TIA!- eu gritei- FALA COMIGO TIA! POR FAVOR!-mas nada respondia-POR FAVOR, TIA!- e chorei!

Logo liguei para o socorro que constatou que ela estava morta e ela mesma se matou.

Acabou que fiquei com os bens dela e fui morar com tio Antony que se mudou para Santo André em São Paulo após a morte de tia Cristina.

Na casa de tio Antony ele nem me via.

Ele era promotor de justiça e sempre saia cedo e chegava tarde.

Seus cinco filhos eram babacas.

O mais velho Rickon tinha vinte e dois anos e era médico.

A quarta mais velha Sabrina tinha dezoito anos e estava fazendo engenharia civil em Paris.

A do meio Camilla tinha catorze anos, era da minha idade, era uma criança completa.

O segundo mais novo Eduard tinha cinco anos e só pensava em Power Rangers.

O mais novo Félix tinha três anos era um bebê, um inocente.

No meu primeiro dia na escola nova ninguém me deu atenção, menos um menino.

Estava na hora do recreio e ele chegou perto de mim.

- Oi!- disse o menino- Meu nome é Brandon, mas pode me chamar de Bran. Qual o seu¿

- Meu nome é Katherine!- eu disse- Mas pode me chamar de Kathy!

-Legal.

-Sabe que você é a primeira pessoa que fala comigo nessa escola¿

- É! Eu sou sempre o primeiro a me aproximar, mas depois todos se esquecem de mim. Mas já estou acostumado.

- Mas acredite não sou assim!

Ficamos conversando o recreio inteiro, e voltamos para casa juntos, pois ele também morava perto da casa de tio Antony.

E assim a semana se foi. No final de semana combinamos de tomar açaí.

E fomos. Lembro-me de tomar um açaí com leite ninho, banana e gotas de chocolate.

E depois de tomar o açaí. Saímos andando um pouco e perdi a noção do lugar. Quando fui ver onde estávamos, percebi que estávamos na área nobre da cidade. Ele me chamou para entrar em um clube e fui.

Não havia ninguém no clube, só nós. Sem querer eu caí e ele foi me segurar e também caiu e nós ficamos com os rostos colados e só aí percebi a aparência dele. Ele tinha os olhos negros como jabuticabas e os cabelos ruivos.

E foi espontâneo, nós nos beijamos. E foi meu primeiro beijo.

A partir daquele dia nós começamos a namorar.

Ele era muito amável e sempre me dava presentes, bombons, flores, essas coisas que namorados dão para namoradas.

Mas nas últimas semanas não nos comunicamos e fiquei sabendo que ele estava me traindo.

Chorei por muito tempo, meu tio nem percebeu. Minha prima Sabrina que veio de Paris passar as férias no Brasil. Ela descobriu o que eu havia passado e me ajudou durante suas férias a superar tal situação.

Mas chegou a hora de ela ir embora para Paris novamente. Após a saída dela ninguém ligava para mim novamente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.