Notas iniciais
Saint Seiya não pertence a mim, infelizmente, e sim ao senhor Kurumada (com quem tenho que conversar sobre o destino de alguns personagens Ò.Ó). Isso é só entretenimento, ok?

- Vocês sabem por que os reuni aqui?

- Suponho que queira trazer os seguidores de sua discípula- falou um belo jovem, entediado e um passo a frente da deusa.

- Acertou, faz cinco anos que exito em tomar esta decisão, mas...

- Então façamos de uma vez.

- Hera...

- Explique o que quer.

- Com a balança de minha mãe –Têmis deu um passo a frente- pesaremos os pecados e milagres de cada um deles, trazendo de volta os mais merecedores.

- É um bom plano.

- Conveniente também, afinal metade das constelações foram criadas por você rainha. — Ganimedes murmurou, cansado.

- Isso não vem ao caso.

- E você reaverá seu querido seguidor não é, Astréia?

- E você o seu, que perdeu tão cedo Quíron. É independente.

- Então vamos logo com isso.

- Irmão! O que faz aqui?

- Sou regente de Touro, apesar de seu marido –Poseidon ressaltou a ultima palavra com ironia- ter assumido as responsabilidades.

- Então, que venha o primeiro.

Ares deu um passo a frente, sorrindo.

- Não parece, mas esse era meu. Reconstruiu as armaduras de bronze, lutou contra os espectros, derrubou o muro das lamentações- Ares depositou as palavras que acabara de pronunciar em um prato da balança- Mas, abandonou o Santuário após a morte do seguidor de Quíron, se bem que isso foi minha interferência, e usou um golpe proibido.

Concluiu comum sorriso satisfeito que enojou quase todos no recinto e fez Pólux ter um tremor involuntário.

Os erros do guardião da primeira casa foram pesados, mas o primeiro prato prevaleceu.

- Esta salvo. O próximo.

- É meu. –Poseidon disse, sem muita animação- Lutou contra os espectros, derrubou o muro, coisa e tal. Contudo desobedeceu o Mestre do Santuário favorecendo os cavaleiros de bronze.

- Esta salvo. O próximo.

- Os nossos...

-...Pois estavam destinados...

-...A lutar juntos.

Os gêmeos eternos se completaram, aproximando-se da balança.

- Meu discípulo... Tentou assassinar Atena... –Pólux novamente estremeceu, como se estivesse se controlando para não cometer um desatino- Matou o mestre do Santuário, causou a morte de dois dos seus, traiu Hades, alem de ter usado um golpe extremamente proibido.

- Por que...?- Astréia lhe pousou suavemente sobre o ombro, com a voz pesada- Por que começar pelos erros?

- São muitos.

- O meu incitou o irmão a matar Atena, plantando assim a semente do mal em seu coração, traiu Poseidon- este ultimo fez uma expressão de profundo desagrado- e tentou dominar o mundo as custas de seu mestre.

-Ainda assim, o meu indicou ao Pégasus como salvar Atena, sacrificou a própria vida –Astréia desviou o olhar- derrubou o muro da lamentações, e encarou as provações de enfrentar seus companheiros como espectro.

- O meu se arrependeu, pedindo perdão a Atena, enfrentou Hades e seus espectros, sacrificou a vida lutando contra um juiz do inferno.

Eles depositaram tudo sobre a balança chamando a atenção de todos.

- Está... Equilibrado!

- O coração de um...

-...A alma de outro.

- Estão ligados eternamente em uma profunda harmonia.

- Estarão salvos com uma condição. O discípulo de Pólux deve abrigar Ares em seu corpo novamente.

Ares deu uma gargalhada, Castor abraçou o irmão, e Astréia segurou a mão da mãe, em um gesto implorativo.

- Mãe...

- Somente assim voltarão. O próximo.

Hera deu um passo a frente.

-Se sacrificou no muro das lamentações...

- Mas isso todos fizeram Rainha.

- Cale-se Ganimedes. Deixe-a falar.

Hera se controlou. Estar entediado não dava a Ganimedes o direito de humilhá-la na frente de sua antiga rival, teriam que se entender depois.

- Se dispôs a voltar para auxiliar Atena. Matava por prazer, debochou do poder de sua deusa.

A ultima balança prevaleceu, mas diante da cega Justiça, Hera utilizou uma pena se seu sagrado pavão para salvar o canceriano, não queria ser a única a não salvar o discípulo.

-Está salvo.

Astréia viu e imediatamente levou a mão a sua espada, mas foi suavemente impedida por Pólux. Não valia a pena.

O julgamento se seguiu entre conflitos de Hera com Ganimedes, suaves repreensões de Artemis para o rapaz quanto a isso, a adrenalina que corria o corpo de cada regente que prezavaseu protegido ao depositar seus erros e milagres nos pratos da balança de Têmis...

Comentários maldosos sobre o discípulo de Quíron, que foram violentamente rebatidos, o julgamento do sexto guardião, que por pouco não continuou selado, gelando a alma orgulhosa de Astréia, a balança passar de mãe para filha no julgamento do sétimo guardião, a discussão entre Artemis e Castor pelo fato de seus guardiões terem se enfrentado de forma injusta no ver de Castor, onde Ganimedes e Pólux entraram com tudo, causando confusão e dividindo opiniões.

A de Astréia foi decisiva.

- Atena aprovou a atitude do protegido de Artemis, então não deve ser julgada como um erro.

E assim continuou, com Quíron justificando as reais atitudes de seu discípulo e aturando as interferências desonrosas de Ares, a aparição inesperada de Amaltéia, a quase condenação do guardião consagrado a Afrodite (só fora salvo por que no fim da vida admitira todos os erros e se arrependera, o que contava muito naquele julgamento), até o fim de tudo...

- Finalmente.

- Esperem! -Têmis lembrou- Esquecem-se do Mestre do Santuário?

- Tem razão!

-Era meu. Um orgulho, guerreiro poderoso, enfrentou a fama de traidor que podiam lhe dar, enfrentou até seu próprio discípulo, o tolo que também era meu, tudo para proteger Atena. Se bem que derrubar o muro das lamentações não é algo do qual ele possa se orgulhar, não era a geração dele, hehe. Escolheu o substituto errado, e isso foi fatal para um velho como ele. O discípulo de Pólux deu um “jeito” nele por mim.

Assim que ele depositou as palavras nos pratos, Pólux caiu sobre ele com todos seus golpes possíveis e imagináveis, fazendo Astréia, Castor e Afrodite se desesperarem. Com algum custo Quíron os separou, ambos feridos, mas Pólux muito satisfeito de ter feito Ares engolir as palavras, se no momento eles tivessem incorporados seriamalguns dentes também.

-Está bem querido?

- Um zinho como ele nunca feriria meu corpo. –disse Ares enraivecido, se desvencilhando de Afrodite- Bastardo! Filho de uma cadela!

- Um bastardo que conseguiu ferir seu orgulho?

Até Hera aprovou o comentário de Ganimedes, odiava os eternos irmãos por serem filhos extraconjugais de seu marido, mas seu filho legitimo, Ares, estava precisando de limites. Noutro canto da sala...

Astréia passara as mãos porsob os cabelos de Pólux com a desculpa de verificar algum possível ferimento, mas estava mesmo tampando-lhe os ouvidos contra as injurias de Ares. Castor era mais controlado, não sentia sangue divino queimar suas veias ao ouvir este tipo de comentários pejorativos. Quíron curava pacientemente os ferimentos de Pólux praguejando baixinho contra Ares.

- O que pensa que estava fazendo?

- Não pude me controlar.

O sorriso dele fez sua boca voltar a sangrar e Astréia concertou, novamente, o estrago.

- Não se deixe levar por essas provocações garoto, ouça o que digo.- Quíron aconselhou.

- Se ainda interessar a alguém, ele foi salvo. Minha filha deve se pronunciar antes de partirem.

- Sim. –Astréia impôs sua voz no salão- Quero intimá-los a cumprir o juramento do Estige de que não atentarão mais contra a vida de Atena e a paz na Terra em pró dos humanos. Que a estes cavaleiros esteja reservado um futuro de paz.

-Mesmo porque são poucos os com passe livre naquele Santuário, alem de você, desde que perdemos a guerra. –Hera resmungou- Alguém mais tem?

- Eu.

-Você?! Mas foi um dos primeiros a atacá-la irmão!

- E primeiro a ajudá-la também.

- Vou ter o passe novamente. –provocou Ares e Pólux rosnou.

- Chega! Vamos embora.

Partiram para seus templos ou moradas de descanso, satisfeitos. Somente Ares levava grande planos de vingança.

- Shion!

- Atena.

- Eu... Vocês...

- Estão todos de volta. Vivos, senhorita.

- Como... ?

- Interferência de nossos regentes, que eram os únicos que poderiam cancelar nossa condenação.

- Shaka!

- Mestre,eu creio que isso pertence a você. –ajoelhado, Saga devolveu a Shion suas vestes e máscara de Mestre do Santuário.

- Saga!

- Estamos aqui Atena. – Milo se ajoelhou diante dela.

- Para novamente te proteger com nossas vidas, se necessário. –Aiolia se aproximou.

- Até o fim. – clamou Dohko.

- Até o fim. –repetiriam os outros oito em uníssono.

Saori estremeceu, estava feliz demais por seus fiéis aliados terem saído do eterno sofrimento e voltado para ela...

Uma lagrima lhe correu pela face.

- Não chore por nós Atena.

- Mu tem razão. Ninguém voltará anos perturbar depois de que os olímpicosforam derrotados.

- Sim. E tudo graças aqueles jovens, — todos se voltaram para voz, como se não tivessem ainda notado sua discreta e humilde presença, ainda assim tão imponente-em quem tivemos razão de confiar, desde o inicio.

-Irmão...

-Aiolia, meu irmãozinho... –Aiolos deu um leve tapa no braço do irmão cujos olhos estavam rasos d água- Não foi só você que cresceu.

- Os deuses acharam que devia reter o peso dos anos? Considere-se sem sorte, por que todos temos a mesma idade da ultima vez em que morremos.- riu Dohko- Inclusive eu e o Shion. Dezoito...

- Me considero com sorte, pois tenho mais vivencia do que um garoto de catorze anos, e não gostaria dessa aparência... Vinte e sete fica bem melhor em mim. –Aiolos riu também- Alem do que, morri muito antes que vocês, devia ter mesmo essa idade hoje, senão nãoia ter nem graça chamar o Aiolia de irmãozinho.

Saga saiu e bateu a porta. Kanon foi atrás dele.

-Espere Saga, pensei que já tivéssemos resolvido isso!

O clima ficou um tanto pesado e Shion dispensou todos de volta as próprias casas, não sem antes pedir a Mu para reconstruir as armaduras que Thânatos destruíra.