Kyuketsuki

11 Capítulo XI- Sakura


–Por que chove tanto...?- perguntei a mim mesma olhando mais uma vez a chuva que caia lá fora.

Faz três dias desde que o Sasuke-kun viajou ao reino da Água e este não mandou nenhuma notícia. Assim como eu, Mikoto-san e Mizuki-chan esperam aflitas por uma carta.

Durante esses três dias o clima por aqui tem sido de pura tensão e frustração. Frustração, pois não sabemos como estão nossos companheiros e por que sabemos que o dia da luta se aproxima; Tenso por que, segundo Mikoto, Mizuki entrará em trabalho de parto em poucos dias e seu filho mais velho não estará aqui para caso o bebê ou a própria mãe precise de sangue.

Sangue... Essa palavra tem deixado a matriarca preocupada. Pelo que parece aquela grande sala possuída de frascos cheirosos está praticamente vazia. Só tem o suficiente para alimentarmo-nos por no máximo um mês ou até menos caso o akachan nasça.

–Sakura-sama, Mikoto-sama a aguarda no grande salão. — Comunicou-me Aoi saindo em seguida.

Com passos calmos segui até onde fora pedido minha presença. Passando pela porta, — Com licença. — Mikoto-san indicou-me a cadeira a sua direita. A sua esquerda estava Mizuki.

–Chamou-me, Mikoto-san.

–Sim, Sakura. Bom... Estamos com um grave problema. Como sabe, Mizuki terá seu filho ainda essa semana e provavelmente Itachi estará lutando.

–Não há sangue suficiente?- perguntei temerosa.

– Tu precisas alimentar-se bastante para ter força já que acabara de se transformar. Seu corpo não durará sem ingerir o alimento. E Mizuki precisará para o bebê ter leite. Eu posso durar sem sangue, mas é por poucos dias. Por isso haverá mudanças.

–E quais são?

– Passaremos a caçar.

–Mas Mikotos-san!Paramos de caçar faz séculos! E pode gerar suspeita. Como iremos explicar ao povo as mortes que surgirão?!

–Inventaremos algo para acalmá-los. Por hora a prioridade é nos alimentarmos para que não haja uma catástrofe no reino.

–Mikoto-san se os Hitori souberem...

–Eles não farão nada contra nós no momento, suas forças estão voltadas para os outros vampiros. Se os derrotarem... Ai sim virão atrás de nós.

– Quando sairemos?

–Assim que a alvorecer.


*~*~*

–Nervosa?- perguntou-me Mizuki ao passar pela porta do meu quarto.

–Um pouco. — Confessei.

–Acalme-se, não irão nos descobrir.

–Mizuki-san, como irás caçar de barriga?

–A pele da minha barriga é resistente para proteger o bebê de um impacto leve.

–Entendo...

–Vou deixá-la se preparar. Até mais tarde, Sakura-chan! Ah! Coloque um vestido leve, te deixará mais ágil.

Quando me tornei vampira, pensei que passaria meus dias me alimentando do sangue do estoque. Nunca pensei que teria que matar pessoas para sobreviver.

Não sei se terei coragem para isso.


*~*~*~*

Trovões, relâmpagos e chuva forte. O dia passou-se assim. Nublado. Triste...

Já é noite e a tempestade continua caindo. Os relâmpagos foram substituídos pela ventania que dava um ar sombrio à noite.

Sentada em uma das poltronas da sala, Mizuki continha uma expressão calma, como se fosse somente mais uma noitada comum. Como eu queria pensar assim...

Ela vestia, assim como eu, um longo vestido preto. Tão preto quanto seus cabelos. A única diferença entre a nossa veste é que a sua era é sem manga e as minhas são caídas nos ombros.

Cô-Cô!Cô-Cô!

–Meia- noite... –sussurrei.

–Estão prontas?-perguntou Mikoto-san adentrando o cômodo. -Sigam-me.

Caminhamos com a nossa senpai até o hall de entrada em silêncio. Diante da porta, três empregados seguravam capas negras para nos camuflarmos na escuridão.

Já vestidas, pusemos os capuzes e prosseguimos uma atrás da outra. Saímos do castelo por uma porta nos fundos, mais discreta do que a principal. Os guardas não nos notaram.

Andamos pelas ruelas do reinos tomando cuidado para que ninguém nos percebesse. Desviando de alguns bêbados e nos escondendo quando preciso chegamos a saída do reino do Fogo.

Continuamos andando por mais alguns metros. Paramos para retirar as capas em um lugar mais escuro onde a visão humana não consegue distinguir ao certo.

Ao sinal da senhora Uchiha, corremos nas sombras até chegarmos a uma estrada que, segundo ela, é longe o suficiente do reino para não nos trazer problemas.

Paramos atrás de umas pedras, em um local mais alto que a estrada e que nos dá uma visão privilegiada da estrada.

Não sei dizer se foi mera coincidência ou se foi proposital, mas nesse momento passava ali uma carruagem. Pelo estilo desta não era o transporte de um nobre. Talvez um burguês.

– Mizuki, quero que apareça na estrada. O cocheiro achará que és uma moça perdida. -disse Mikoto-san séria. — Sakura, quando ele parar ataque-o. — estremeci.

–Mas Mikoto-san! Eu não sei como atacar!

–É só seguir seus extintos Sakura-chan.-Mizuki tentou tranquilizar-me, porém não conseguiu.

–Mizuki... Agora!

Como mandado Mizuki correu na frente. Nós a seguimos, mas paramos em outro lugar mais escuro.

Assustado, o cocheiro parou de súbito a carruagem ao ver a imagem de minha cunhada à sua frente. Como estava escuro e chovendo, o homem apertou mais as vistas para ver melhor e notou que a mulher estava grávida.

–Vai Sakura!

O cheiro de seu medo ativou meus instintos. Como ordenado e sem pensar muito corri em sua direção e, ao alcançá-lo, derrubei-o do acento.

Com o seu pequeno grito o cavalo assustou-se. Mizuki o soltou, porém logo foi para meu lado.

–O-o que sois vós? –perguntou o homem assustado. Tentava em vão soltar-se de nós. Rimos com isso.

Com medo ele gritou. Tapei sua boca rapidamente. Não resistindo mais o mordi sendo acompanhada.


~~~

– O que está acontecendo lá fora?

–Não sei. Vamos ficar aqui dentro, pode ser perigoso... E se forem saqueadores?

–Temos que correr então!

–Certo, tens razão. Vamos sair sem fazer barulho...


–Vós não ides fugir... – Mizuki apareceu na porta da carruagem, entrando nessa em seguida juntamente de nós.

–O que querem? Nós temos pouco dinheiro, aviso.

– Queremos sangue. — ela respondeu.

–Ah!– Novamente não consegui me segurar e ataquei o senhor que estava sentado.

Deliciando-me com seu sangue ouvi gritos de dor e pavor. Não foi somente eu que ataque rapidamente. Ainda estávamos com sede.

Já seco, separei-me do corpo largando-o ali mesmo sentado. Mizuki foi a última a parar de saciar-se. Deixamos os corpos do jeito que estavam e fechamos a portinha.

A carruagem estaria ali parada até o dia nascer.

O cavalo já estava longe.

Ao amanhecer, alguém encontraria os cadáveres e anunciariam.

Nós, já estaríamos longe.


Notas finais
Avisando que esse é o ultimo capitulo do ano!! O próximo post só acontecerá em fevereiro T.T por que em janeiro irie viajar e vou ficar sem computador.

Percebi que a cada capitulo que posto o numero de reviews diminui, mas o numero de leitores aumenta!Não gosto de pedir, mas poxa! Review é bom e eu gosto! Se continuar do jeito que está vou parar de postar.

Espero que tenham gostado do capitulo, kisus ♥

Um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo ^^