Kyuketsuki

9 Capítulo IX -Sakura


Notas iniciais
Desculpem a demora do capitulo, só estou postando por que arranjei tempo.Agora que as provas do concurso estão começando, terei que me dedicar ainda mais.

Espero que gostem ^^

–Ah!-Gritei diante o susto e a dor. Segurei fortemente a camisa de Sasuke na tentativa de aliviar a dor, mas não funcionou.

Senti todo meu corpo tremer incontrolavelmente e perder as forças aos poucos. Meu pescoço latejava terrivelmente tamanho a dor que eu sentia. Sasuke pegou-me no colo ao notar que eu cairia levando-me até a cama, deitando-me nela.

–Ahh!-Toquei o lugar que doía e assustei-me ao ver o quanto de sangue saia do ferimento.

Minhas mãos estavam vermelhas do meu próprio sangue.

Olhei agoniada para Sasuke e este me olhava preocupado na medida em que eu apertava o mesmo de dor. — Sa... suke... AH!

Meu corpo inteiro passou a doer. Uma dor insuportável. Minha garganta ficou seca, parecia que minha boca não produzia mais saliva, e o pouco que restava em minha boca doía engolir, mas eu precisava... Meus olhos ardiam intensamente, como se pegassem fogo. Chorar era uma boa opção, mas as lágrimas não saiam.

– Irás ficar melhor quando tudo isto passar. -ouvi-o dizer agoniado.

Meu coração batia mais rápido. Tão rápido que parecia pronto para explodir! Olhei mais uma vez para Sasuke. Tentei falar algo, pedir para fazer parar talvez, mas não saia nenhum som, minha boca secara de vez.

Meu coração parou de doer. Porém já não batia mais. E aos poucos a escuridão me consumiu.

*~*~*~*~*~* ~*

Acordei ao anoitecer. Tive a impressão que dormi poucas horas. Meu corpo continuava dolorido e meus olhos ainda ardiam, porém bem menos que antes.

Tentei me levantar, precisava andar, mas não consegui, eu estava fraca e com fome. Tentei levantar-me novamente e caminhei devagar até a porta no entanto Sasuke entrou pela mesma.

–O que está fazendo em pé?-perguntou frio como sempre.

– Eu ia te procurar... — Senti-me perdendo as forças. Sasuke me segurou. — Você já está indo viajar?

–Lie, vou depois com Itachi.

–Mas não era hoje que você iria?

–Eu tinha que ter ido há três dias, não fui por que você dormiu o tempo todo.

–Três dias!

–Sim.

–Agh... -minha garganta ardia novamente e dessa vez esta pior. Peguei a jarra com água do lado da cama para beber. Se não fosse por Sasuke ao meu lado eu teria bebido diretamente da jarra tamanho a sede que eu estava.

–Não precisarás mais disto — retirou o copo de mim. –, seu coração já não bate mais.

Não bate...

Levei as mãos ao meu coração e pela primeira vez não o senti bater. E eu estou viva.

–O que...?-voltei meu olhar a Sasuke. Ele abria a camisa para deixar o pescoço à mostra. –Venha. - Inclinou somente um pouco a cabeça para a esquerda, o que bastou para que eu pulasse em direção a parte mais fina daquele corpo.

Fui aproximando-me devagar e ele me incentivava a mordê-lo. Passei a ponto do meu nariz levemente naquele local e depois o mordi.

Seu gosto era tão bom, viciante!Ronronei de pura satisfação. Acomodei-me em seu colo para poder sugar melhor o sangue. Já satisfeita, fui largando-o aos poucos.

Sasuke me olhava de maneira estranha. Ele se levantou e me levou até o espelho que havia ali. Pude ver minha boca suja do líquido que acabara de me alimentar, minha pele estava mais branca e meus olhos pareciam mais verdes.

–Você pertence a mim de agora em diante, faça o que quiser desde que fique no quarto.

–Não poderei sair?

–Por hora, não.

–Doushite?

– Vampiras novas exalam um odor incomum, capaz de atrair atenções para si. É perigoso. Esse cheiro deixa os vampiros fora de si. Enquanto você estiver dentro desse quarto nenhum vampiro poderá chegar a você, tocar-lhe ou morde-lhe além de mim...

–Que possessividade. –Ri. Sasuke não pareceu achar graça.

–Venha, tens que se alimentar mais. – Sasuke me jogou uma capa escura. Vesti-a e ele me pusera o capuz. Saímos em direção a uma parte que eu não conhecia do castelo. Parecíamos ir até as masmorras, mas não sabia ao certo.


Sasuke abriu o cadeado de uma grande porta de aparência velha. Lá dentro era uma espécie de dispensa luxuosa. Todas as prateleiras eram de madeira e em cima delas havia vários frascos de todos os tamanhos.

Tinham um cheiro tão saboroso.

Minha garganta começou a arder novamente com todo esse cheiro. Minhas presas começaram a crescer e me via perdida entre tantas prateleiras.

–Escolha um. -ele disse.

–São tantos... -disse maravilhada. Queria acabar com aquilo imediatamente, não deixar nenhuma gota de sangue em nenhum daqueles frascos. -Quero aquele. –apontei para um robusto cheio até a boca. Sasuke pegou-o mais não me deu.

–O que foi? –perguntou.

–O frasco...

–Depois.

Nunca o quarto ficara tão longe quanto agora. Sasuke não dizia nenhuma palavra e eu não sabia o que dizer. Os poucos vampiros que passavam por nós me olhavam estranhamente, pareciam querer avançar, assim como o Sasuke-kun disse antes.

Ao chegarmos ao dormitório, corri para a cama com o frasco já em minhas mãos, sorte minha que não derramou nenhuma gota. Tirei a tampa rapidamente e estava pronta para saborear aquele líquido vermelho extremamente gostoso quando parei.

Ele me olhou confuso e olhei-o do mesmo jeito. Será que não estava visível o meu problema?

–Por que não bebe?

–Eu não sei como tomar isto, vampiros se alimentam mordendo não é?Por que o sangue está na jarra? E essas presas me incomodam – disse tocando-as. – , não tem como eu sugar.

–É só beber. –respondeu grosso. Podia ter um pouco de consideração! Sou nova nisso...

–Mas não consigo!Os dentes incomodam!

–O que queres que eu faça?Traga-lha em sugador?- Senti um toque de ironia ali. — Bebe.

Mal educado! Pensa que eu não sei beber, é claro que eu sei! Só não consigo no momento por causa dos meus caninos que estão doloridos...


**

Depois de satisfeita, larguei o frasco em cima da mesinha de cabeceira. Sasuke pegou-o e jogou fora. Aproximou de uma mala que estava próxima ao armário. Nela continha algumas peças de roupa, ele apenas colocou algumas a mais.

Não vou poder passar mais um tempinho com o Sasuke-kun, já que até as malas ele já arrumou.

–O que irei fazer enquanto estiveres fora?

–Você ficará no castelo, dentro deste quarto. Minha mãe e Mizuki lhe farão companhia, não se preocupe. Assim que puder sair elas lhe avisarão.

–Mas todos os vampiros não irão contigo? Só ficará vampiras no castelo.

–Deixarei uma guarda rondando o reino e a nossa fortaleza. Não vos deixarei desprotegida.

–Quando irás?

–Amanhã de manhã.

É incrível como consigo acompanhar cada movimento do meu noivo. Seus passos são tão suaves e quase não se escuta. Por um momento parei de escutar suas passadas, mas logo senti seus braços passarem por minha cintura, puxando-me para perto.

Virei-me para ele e o fitei. Estávamos tão perto, quase colados. Não demorou a que nós eliminássemos essa distância.

Nunca tinha beijado assim. Antes era somente um encostar de lábios e beijos rápidos. Sasuke estava mais ousado, pediu permissão para que sua língua entrasse em minha boca e, é claro, que eu permiti.

Juntou-nos ainda mais, logo eu estava por cima dele. Separamos-nos devagar. Fiquei olhando aquelas lindas pedras negras que agora continham um brilho diferente.

–O que foi? – perguntei.

–Ficastes ainda mais bela como vampira. -elogiou-me. Se ainda fosse humana, com certeza estaria vermelha. Agora só consigo desviar o olhar.


–Sasuke-kun... — Ele riu e beijou-me novamente.

Eu ainda estava com sono, sinto- me como se não tivesse dormido por três dias, mas eu posso dormir mais tarde afinal eu tenho a morte toda para dormir.

Só não posso ficar sem os beijos do meu Sasuke-kun.