Kyu Ryu Saigo Saikuru - Nanatsu no Tsumi

1 Daiisshō. - Memorīzu fesutibaru


As pessoas custam a entender, que por mais que você faça sacrifícios, existe sempre uma única pessoa, que faz todas as outras desmerecerem suas ações mais honestas, e como retribuição pelo seu sangue derramado em prol deles, fazem você chorar por causa deles também.

(...)

Andando calmamente pela vila da folha, ele não pôde deixar de chorar em uma combustão de sentimentos, não conseguiu aguentar novamente o peso que era aquilo, não conseguiu suportar a ideia de que os últimos acontecimentos eram sua culpa, esse era o seu pecado. Ele andou pela vila com passos calmos, usando as roupas típicas que ele sempre usava antigamente, não se importava com a opinião das outros sobre sua vestimenta, se importava com a opinião dela perante a história mal contada. Não tivera culpa, doía, doía em seu peito porque ele que havia pedido para o atual Hokage contar aquela mentira, mas era uma mentira que iria o privar de várias outras coisas ruins, andando sem rumo mesmo que estivesse em sua casa, ele só conseguiu imaginar como seria se ele não tivesse ido atrás de Nanatsu...

Muitas pessoas provavelmente não teriam morrido se ele não fosse atrás dela, mas ele e Hyuuni foram, e em no egoísmo de ambos, deixando seu filho, sobre os cuidados de Sasuke, que honrou sua promessa até o fim de sua vida, Hyuto Uzumaki, foi o primeiro e único filho que ele e Hyuuni tiveram, quando ele morreu a raposa branca ficou tão destruída que até mesmo ele tivera que engolir suas lágrimas e cuidar das lágrimas de sua esposa. Ele ao menos ganhou netos, muitos netos, o clã foi reconstruído, mas ele nunca foi parte dele, pelo menos em sua cabeça, pois para os líderes atuais do grande clã, que agora tinha uma parte da vila sobre seu território, ele era mais do que bem vindo, tanto para entrar, quanto para governar o clã, mas ele não tinha mais gosto para isso, em realidade ele não tinha mais gosto para muita coisa, apenas se mantinha ao lado de Hyuuni, e o fazia durante um bom tempo, e ainda faz, e com certeza continuaria fazendo isso, eternamente...

Afinal não é todo dia que se consegue destronar uma Deusa da Criação. E também não é todo dia em que se vence de Tsukuyomi, o marido legítimo da Deusa Megami, e coloca uma raposa no lugar dele, ele tivera muita alegria naquele momento.

Mas foi só até ele começar a perceber as coisas que aconteceriam depois. Quando se vive eternamente, coisas rápidas tendem a acabar, a vida é uma delas, ele desceu novamente até o primeiro mundo, e ficou anos com seus amigos, com todos os que ele havia feito na Guerra, ele observou seus cinco amigos Kages antigos, morrerem um a um, ele observou a mulher que ele teve sua primeira vez morrer, ele observou a Mizukage, ficar o encarando na cama do hospital até ela fechar os olhos, e ele teve que consolar Chõjurõ, Ao também ficou triste com isso, até mesmo pensou em desistir de ser um ninja, mas o impacto maior foi quando ele viu cada uma das mulheres que lhe cuidaram quando criança, morrerem um a um, não por Guerras, não por assassinos, apenas pelo tempo, e isso era algo que ele não tinha o direito de alterar, e nem poderia, ele só criava vida, não controlava o tempo que ela continuaria naquele ciclo vicioso, de nascer, crescer, e posteriormente, morrer. Ele chorou tanto que se alguém guardasse suas lágrimas, podia formar um mar de pura tristeza quando Gaara, o amigo que ele havia salvado da escuridão, se entregou a ela quando fechou os olhos pela última vez, e nunca mais iria abrir, quando ele foi embora ele só pode ficar ainda mais triste quando recebeu a notícia por terceiros que os irmãos dos Kazekage haviam cometido suicídio, sem ao menos deixar nenhum bilhete escrito, que explicasse sua covardia. Ele chorou novamente, quando Õnoki, aquele antigo senhor que só pensava em bens lucrativos e armas, morrer com o pensamento alegre de que ele viveu o bastante para ver a aliança prosperar o suficiente. Naruto estava lá para ouvir seus agradecimentos a ele mesmo, por ter feito a aliança dos Shinobis ser feita, ele morreu segurando sua mão, e viu em seus olhos, sua alma indo para outro plano. Mas quando seu professor morreu, aquele ninja do tapa olho deixou um enorme buraco de solidão em seu peito, era o homem que havia o salvado, juntamente com o bom Sarutobi da explosão do orfanato, que teria o matado tão bem que ninguém se lembraria dele, Kakashi em um pedido extremo pediu para morrer com o olho de seu amigo preservado, ele não pôde deixar de rir quando os conselheiros disseram para ele ser arrancado e ser feito em massa, ele não se controlou e quebrou sua promessa que havia feito com Nanatsu, mesmo que ela já estivesse morta, mesmo que ela tivesse morrido pelas suas mãos, ela foi a primeira vida que ele ceifou, e a dos conselheiros, só foram a segunda, e a terceira. Ninguém o repreendeu, curiosamente, naquela época ele achava que tivera feito o certo, mas nos anos atuais ele viu que foi um tolo por ter resolvido ás coisas com a morte, igual á Nanatsu fazia em seus anos como Sétima Pecadora.

Ele viu muitas pessoas morrerem, em realidade, ele viu todos morrer, Yugao, Anko, seus pequenos e brilhantes alunos também, ele viu o legado de Zabuza, á Zambatou, virar nada mais do que ferro velho, e ele não tinha o direito de devolvê-la a vida, ele não era seu dono. Ele próprio havia perdido sua espada, a espada que antes era de sua mão, ele não usava mais Kirihakuto, ele usava a obra prima de Dõl Hõmel, o artesão dos Deuses, seu nome significava muito para ele, o nome de sua espada, tinha o nome da parte mais importante de sua vida. Ele á nomeou assim depois que ele mesmo havia matado sua mãe com ela, enfiando a espada diretamente no coração dela. ‘’ Mazu Seikatsu’’um nome apropriado, significava primeira vida, pois ele fez isso com ela, a primeira vida que ele tirou, foi a da raposa vermelha de nove caudas, ou Kyuubi, O pecado traiçoeiro. Como todos costumam chamar na história atual. Algumas vidas, Nanatsu que retirou de perto dele, todos os amigos de seu tempo, estavam mortos, e muito bem enterrados, pois ele enterrou cada um deles. Sem exceção. Não deixou nenhum deles ser enterrado por outras mãos se não ás dele.

Passou muito tempo que ele estava quase sozinho, sua única alegria que estava com ele, era Hyuuni, sem ela ele tinha certeza que já teria sido um covarde e fraco, arrancaria a própria vida com suas mãos em torno de sua espada, cravada em seu coração, mas ele não deixaria Hyuuni sozinha, eles nunca mais mencionaram em filho novamente, era como um tabu para eles, Hyuto deixou o mundo com dois pais quebrados, mas viveu ao lado deles até mesmo no último suspiro, isso ele não podia reclamar, ele se lembrou da primeira vez que viu seu filho, quando ele conseguiu terminar com a tirania hipócrita de Megami, e foi o momento mais maravilhoso que ele tivera.

Mas quando ele se lembrava disso, logo ele chorava em agonia, por não poder fazer nada além de observar com seus olhos azuis, a vida saindo de cada um e indo para o lugar onde deveria estar. Ele cultivou várias rosas para cada um. Ele enterrou o corpo de Nanatsu, juntamente ao lado de seu filho, não por pena, na verdade foi como um castigo, á uma crença, que diz que as pessoas só podem ir ao encontro da vida após a morte, quando alguém lhe dá flores como pagamento da viajem, ele cultivou buquês de rosas, para todos, menos para ela, não deixaria existir novamente alguém como ela em outro lugar, ainda mais um lugar onde as pessoas mais preciosas de sua vida estão, não deixaria.

Ás pessoas atuais conversavam com tranquilidade, nenhum ser vivente iria atacar alguém, era uma era de paz, algo que pessoas morreram para conseguir, mas por algum motivo, ele não estava satisfeito, ele viveu para isso, para o momento em que ele fosse andar por aquele lugar e ter a certeza que podia dormir tranquilo, que podia ter certeza que crianças não conhecessem o inferno mais cedo. Mas por algum motivo, ele não conseguia aceitar isso, todas as pessoas felizes, com sorriso em seu rosto, com uma alegria tinida nos olhos de cada um, algo reluzente, enquanto ele era recluso, apenas pelos descendentes de seus amigos, ele não era visto assim, não que eles soubessem que ele era a raposa dos nove ciclos, ele já tivera muitos ciclos, quando criança, adolescente, adulto, e quando ele ficou velho, mas novamente obteve a vida e a sua juventude por ter se tornado um Deus vivo, andando sobre o mundo mais baixo, mas ele tinha que cumprir suas obrigações, mas deixava isso para Hyuuni, que gostava mais de manter o quarto mundo sobre rédeas curtas, como ela dizia. ‘’ Melhor dizimar um milhão de vivos do que todos’’ uma desculpa esfarrapada de alguém que queria lutar tanto quanto ele.

Ele não sabia o que esperar dos próximos anos, afinal de contas, as pessoas estão ficando relaxadas, muito relaxadas, e ele tinha suas tremedeiras ao pensar que Izanami e Izanagi fossem fazer algo com seu mundo, ou com qualquer um dos outros. Ele fez o Hokage atual prometer continuar com os treinamentos ninjas, ele fez isso com todas as nações, a pior coisa da Guerra é o despreparo, logo abaixo, a morte.

Seus cabelos ruivos brilhantes voaram com o passar do vento forte, chamando a atenção de algumas crianças, ele viu aqueles pequenos seres com uma vida finita, mas que tinham um infinito em alegria virem em sua direção, largando as sacolas de compras que a mãe havia feito para irem em seu encontro, prevendo novamente o que aconteceria, ele ficou de joelhos, com a espada guardada em suas costas, crianças não tinham que se interessar por ela agora.

– Olhe Genji, os cabelos dele são iguais os da raposa, ele até tem uma cicatriz em forma de ‘’X’’ – disse o menino, trajando um macacão laranja gritante, obviamente para chamar a atenção, colocando as mãos em seu cabelo como seda, e alisou a ponta da cicatriz com os dedos, os olhos brilhando em alegria. – Você é a raposa do ciclo?

O ruivo em sua frente, não pode deixar de rir quando o irmão, que parecia ser mais velho e ser chamado de Genji, deu um cascudo na cabeça do menor, e se curvou meramente em um pedido de desculpas.

– Desculpe o meu irmão. – disse o mais velho, se virando para seu irmão, novamente um cascudo. – Olhe bem pra ele, ele parece uma raposa malvada, que mata sua própria mãe que tentou salvar o mundo? Ele só tem isso porque deve ter se cortado, não é tio?

Suspirou em descanso, a história era muito fora da realidade, mas ele que pediu isso, tinha seus motivos. Se colocando de pé só conseguiu dar um sorriso acolhedor e mostrar suas mãos.

– Exatamente, não sou um bom cozinheiro, como podem ver. –apontou para suas mãos, algumas finas cicatrizes, não de facas, mas sim de espada de uma raposa que um dia foi sua mãe. – Por isso a cicatriz, uma vez fui fazer um bife assado e acabei por me queimar, coisa de desatentos.

Ele observou o irmão mais novo murchar os olhos e o brilho de alegria se esvair por completo, mas logo retornou, com um brilho ainda mais forte.

– Então por que você é ruivo tio? – perguntou direto, esperando uma resposta que fosse ‘’ porque sou a raposa’’ obviamente, não ouviu isso.

– Por que existem muitos ruivos no clã Uzumaki, e eu faço parte deles. – respondeu simples, sorrindo de canto e fazendo um leve afago na cabeça dos dois, que não se incomodaram.

A mãe de ambos se aproximou ás pressas quando viu que os filhos estavam longe e com as compras no chão, o ruivo as pegou no caminho e estendeu para a mulher loira, que parecia ter os olhos que lembravam muito os Yamanakas, olhos bonitos.

– Me desculpe senhor, crianças são tão energéticas, não vi elas saindo de perto de mim. – se curvou ela para o ruivo, que apenas fechou os olhos em um riso. – Novamente, perdão.

– Não se preocupe, só estávamos falando sobre a raposa dos ciclos. – respondeu ele, fazendo a mulher compreender em seguida, provavelmente ela sabia que um de seus filhos era fanático por ela.

Ela se direcionou em direção ao filho mais novo, colocou as compras nas mãos do mais velho e lhe deu um leve sermão. – Não pode ficar falando disso sem mais nem menos, ainda mais por um estranho, vai ficar sem seus doces hoje!

A criança, como até mesmo o ruivo e as demais pessoas que pararam para observar a cena, imaginaram que a criança iria chorar e fazer um fiasco enorme, afinal crianças faziam isso sempre.

–Mas mãe, eu gosto da história. – disse com seus olhos azuis verdes brilhando, dando pequenos chutes no ar. – A raposa dos ciclos enfrentou o último pecado e venceu a luta entre Mãe e filho, buum

Observando com os olhos curiosos, o ruivo resolveu ficar e ouvir.

– Não se deve falar isso assim, nós devemos nossas vidas a raposa por destruir a maldade da antiga Deusa, devemos odiar a raposa dos ciclos e louvar a raposa vermelha, que era o pecado capital, meu filho, por que você é tão obstinado a me contrariar?

A resposta deu uma pequena luz no coração do ruivo, que estava imerso em uma escuridão gritante.

– Porque ninguém mataria sua mãe sem um motivo. – respondeu genuinamente, convicto de suas palavras, como se fosse uma verdade universal. – Ele que deve ter salvo o mundo, e não Nanatsu, provavelmente ela fez algo de ruim para muitas pessoas, sensei disse que pessoas ruivas são pessoas boas, e a raposa dos ciclos era ruiva, ela não deve ter feito nada de mal para ninguém, pois ele é ruivo!

E o que estava ouvindo isso, só pôde sair dali de perto derramando uma singela lágrima de seu rosto, enquanto caminhava tranquilo pelo centro econômico da vila, feliz com uma criança jovem pensar assim.

Ele sentiu o gosto de cada palavra querer sair de sua garganta, ele sentiu a vontade dele sair por ai e contar a real história, mas ele se manteve firme, e as deixou sufocarem dentro dele, uma de cada vez. Continuou andando, até ir para sua casa, a mesma casa que ele havia ganhado quando foi nomeado pelo finado Sarutobi a um ANBU, ele desejou voltar para aquele tempo, aquele tempo que ele não tinha preocupações. O tempo que ele não sabia que sua mãe era uma cobra venenosa, e não uma raposa carinhosa que mostrava ser.

Ele abriu o portão branco calmamente, estava na hora de pintar aquilo, se impressionou como aquele lugar havia suportado tanto tempo, e ainda se mantinha intacta, ele queria poder ficar sem nunca quebrar também.

– Eu também penso que essa casa vai durar para sempre. – disse uma mulher trajando juntamente com ele um quimono, ela usava um branco, e o ruivo que a viu usava um laranja forte. – É isso que estava pensando, não é Naru?

Naruto apenas concordou com a cabeça em um aceno, afundando o rosto no ombro e nos cabelos brancos da mulher ao seu lado, que logo nove caudas saíram da parte de baixo do quimono, e logo foram escondidas, ele também tinha que ser grato por ter ela ao seu lado.

– Não vi você chegando Hyuuni... – sussurrou no ouvido dela, ainda abraçado a ela, não fazendo questão de soltá-la tão rápido, e ela nem queria isso também, pois apertou ele ainda mais forte em um abraço. – Como foi seu dia lá em cima?

Lá em cima ele se referia no oitavo mundo, onde os Deuses ficam. E por isso também ela também entendia o que ele queria perguntar.

– Eu não os encontrei em nenhum lugar. – respondeu Hyuuni, lascivamente aplicando um beijo áspero nos lábios do ruivo, que havia retribuído, se Hyuuni estivesse com suas orelhas para fora, ela estariam balançando em alegria. – Eles literalmente sumiram. E o mundo é grande só pra mim observar. Ou o universo.

– Eu sei, me desculpe por não te ajudar, é só que...

Ele não precisou continuar, foi calado novamente pela boca dela, mas não por um beijo, apenas por ela estar encostada em sua própria, apenas para o deixar em silêncio de uma maneira diferente.

– Não precisa me explicar nada, Otto. – disse ela, rindo com a cara confusa do ruivo. – Otto significa marido, esqueceu sobre isso?

Naruto ficou com as bochechas mais vermelhas que seus cabelos, havia se esquecido realmente disso. – Preciso estudar mais eu sei, Tsume.. – mostrou a língua pra ela, que devolveu, como duas crianças, apesar dela ser alguns mil anos mais velho do ele.

Ele abriu o portão e ela se pendurou em suas costas, pois a espada voltou para a cintura, onde gostava de ficar. Caminhou pelo caminho curto das pedras, e viu que precisava cortar a grama logo, estava ficando grande, olhou para a cerejeira, ela estava crescendo bem.

A porta antigamente branca, agora estava escura, a cor não desbotava tão rápido. A casa do mesmo modo que estava á um ano atrás, fazia um tempinho que não voltavam ali. Viu que ainda tinham pessoas limpando ela pra eles, não que ele reclamasse disso.

– Eles gostam mais dessa casa do que nós. – comentou Hyuuni, vendo a sala, tão organizada, quando ela fosse se sentar isso mudaria logo. – A cozinha está em ordem. – ela abriu a gaveta em baixo do balcão de onde ela costumava colocar os pratos. – Até mesmo os talheres estão dentro de sacos, que obsessão por cuidado!

– Essa é nova. – disse Naruto, indo para a direita da cozinha, onde havia o corredor, que no final tinha a porta do banheiro, e outros dois quartos. – Está tudo em ordem, mas eu não quero dormir agora, e você?

Ela deixou as caldas darem um oi para o mundo e suas orelhas também, gostava mais dessa forma. – Também não, estou a fim de desarrumar essa cama de casal. E você?

Obviamente que ela se referia a sexo, mas ele gostava de brincar antes de aceitar.

– Vá fazer isso com Shintu. – fez um beiço, como uma criança que ele queria voltar a ser, birrenta, não que Hyuuni tivesse alguma reclamação, era bom brincar com quem se ama. – Ama ele, eu sei que ama ele...

– Isso é ciúmes? – deu o troco, mas o pior só estava por vir. – Amo mesmo, amo tanto que fiz amor com ele várias vezes por dia.

Naruto cruzou os braços e inflou as bochechas, quem visse de longe, acharia que estão sendo crianças, mas eles só estavam sendo eles mesmos, sem mentiras com eles mesmos, como um casal deveria ser. Mas ele não iria deixar barato assim.

– Mei tinha uma bunda gosto... – ele não pôde completar sua fala, pois em um movimento rápido, a raposa estava tomando sua boca com ferocidade, mordendo com seus caninos perolados, fazendo um fino filete de sangue sair da boca do ruivo, que ela observou com orgulho, e o ruivo parecia estar se divertindo.

– Você é cruel ruivinho. – disse ela, derrubando ele no corredor, onde estava antes, fazendo ele ficar de costas na porta do quarto fechado. – Falando de uma mulher na frente de outra,ainda mais da minha antiga rival.

– Não posso mentir, ela era gostosinha mesmo. – provocou ainda mais, não se queixando quando uma mão com garras médias, porém fortes lhe arranharam de leve seu peito por dentro do quimono. – Isso é ciúmes? Tsume?

Ela lhe deu o dedo da mão livre, enquanto retirava o quimono , Naruto ficou um pouco rouco, o toque dela sempre lhe tirou a sanidade.

– Só estou marcando território, Otto... – sussurrou provocante em seu ouvido, mordendo de leve, sem se importar que agora um de seus seios estava para fora do quimono, e não mostrou raiva quando um certo ruivo os abocanhou com força, mordendo o biquinho rosado. – Você adora eles.

– Eles são meus. – respondeu, e logo voltando para o que estava fazendo. Mas retirou completamente a parte de cima da roupa de sua esposa, deixando ambos a mostra, apertando com força o que estava faltando.

Hyuuni desistiu de tentar provocar o ruivo, ele havia vencido aquela vez, retirou o quimono laranja dele, e o jogou no corredor, e logo levantou os braços e deixou o ruivo retirar o seu próprio e jogar no corredor também.

– Estou com saudades disso. – disse Naruto, erguendo-se em um movimento simples, com Hyuuni em seus braços, e as pernas dela, entrelaçadas em sua cintura, puxando ele com força, ele sentiu que as roupas naquele momento só estavam atrapalhando. – Muitas roupas pra esse momento, não concorda?

– Nunca concordei tanto com uma coisa que você disse como agora. – ela respondeu, dando um grito rouco quando ele roçou sua virilidade na sua, para não soltar um gemido baixo ela mordeu o pescoço do ruivo. – Isso é tortura.

– É o que você merece por me provocar. – respondeu, não ficando surpreso quando três caldas lhe envolveram com maestria, e desfizeram o nó de suas calças, lhe deixando completamente nu, com Hyuuni com apenas a parte de baixo. – Andou treinando isso é?

Ela não lhe respondeu com palavras, pois ela fez essas três caldas desfazerem o nó dela. – Não me pergunte quanto tempo treinei isso, a única coisa que pode dizer é meu nome.

– Sem dúvidas direi. – dito isso, sorrindo provocativo, encaixou-se no meio das pernas de Hyuuni com um movimento rápido, entrando de uma vez só. Fazendo ela dar um grito alto. – Você que vai chamar pelo meu nome.

– Sempre chamo. – respondeu, enquanto subia pelas paredes com as investidas fortes do ruivo, colocando ás mãos em seus ombros, colocou suas nove caudas nas costas do ruivo, e o puxou para mais perto, um rastro de saliva saiu de sua boca, mas logo sua boca foi capturada pela boca do ruivo.

Naruto começou um movimento frenético de vai e vem com velocidade, não dando espaço para nada, mal deixando Hyuuni pegar um ar, Hyuuni estava praticamente pendurada nele, com as mãos livre, ele colocou as duas na bunda de Hyuuni, quando ele estocava para dentro, forçava a bunda de Hyuuni a descer com suas mãos, indo mais fundo ainda, ainda a beijando, ele mordeu seu lábio com força. Fazendo um filete de sangue escorrer, e pequenas gotas pingarem no seio esquerdo, e Hyuuni só se permitiu gemer alto quando ele abocanhou o seio com sangue com força, e deixou a marca de seus dentes lá, ela não se importava, na verdade amava.

– Precisava tirar isso dali, sabe não é? – disse Naruto, com um sorriso torto devido ao prazer, as paredes internas dela lhe prendendo era a melhor sensação do mundo. – Você ainda não chamou pelo meu nome.

– Então me faça te chamar agora. – respondeu, fazendo ela mesma o movimento para descer e subir, inundando de prazer.

– Seu desejo é uma...ordem. – ele estava tão afogado nela que nem podia falar direito, mas ele a tirou da parede e a colocou no chão do corredor, empinada para ele, e não demorou muito para ele invadir o seu ser novamente, montou nela como uma raposa que ele bem era, ele chiou mais alto, então ele mandava dessa vez. Hyuuni sentia ele entrando e saindo seguidas vezes, e isso era o melhor presente que ela podia ganhar, as mãos fortes dele em sua cintura, só ajudavam a invadir cada vez mais e mais, mas ele não era um invasor, ele já era da casa mesmo.

Quando estava se acostumando com isso, ele começou a puxar seus cabelos com um pouco de força, nada que fosse importante, como um dominador, que dessa vez ele podia ser...

Novamente, ele trocou de posição e a colocou de costas para o chão, e com uma calma feita para a provocar, colocou seu membro na entrada de sua feminilidade, roçando em seus lábios inferiores, apenas para provocar, quando ela ia reclamar, o que ia dizer morreu em sua garganta, Naruto socou tudo de uma vez, o som e o suor invadiram aquela casa, mas era apenas uma raposa matando a saudade de outra...

E isso se repetiu durante umas boas horas.

Hyuuni estava ofegante, as orelhas para baixo devido ao cansaço, e as caudas também. Um sorriso orgulhoso estampado no rosto do ruivo á fez sorrir também, acabou que ela acabou gritando pelo seu nome, provavelmente algumas pessoas ouviram, nada que fosse importante.

– Cretino. – disse ela, suada, se deitando no peito desnudo dele, sem se importar com o enorme corte lateral que havia ali. – Isso foi vergonhoso, alguém deve ter ouvido tudo!

– Você se importa? – zombou ele – Você não pareceu pensar nisso antes. E além do mais, foi muito bom.

– Talvez. – disse rapidamente, mas um olhar do ruivo a fez rir, ele se zangou com ela. – Adoro sua expressão anterior, você fica bonito quando irritado.

– Não me provoque, você não está em posição para dizer nada. – disse Naruto, colocando a mão no topo da cabeça da raposa, fazendo um leve afago, Hyuuni fechou os olhos, apenas aproveitando o carinho dele. – Quero tomar um banho, vamos?

– Chato, cafuné é tão bom. – disse ela, se levantando e andando poucos passos para a porta do grande banheiro, com uma banheira térmica a esperando. – Abençoado seja o cara que inventou essa coisa. É melhor que termas.

– Você gosta de água quente mesmo. – disse Naruto atrás dela. – Agora, vamos ver se ela ainda está boa.

E estava mesmo, Hyuuni parecia uma criança, suas caldas estavam todas na beira da banheira, e suas orelhas estavam levantadas demais, sinal de sua felicidade. Naruto estava sentado na outra ponta da banheira branca, e Hyuuni na outra parte, estava cansado demais para ter outra rodada com ela, apesar de ser bem tentador quando ela erguia as duas pernas.

Não demorou muito para Naruto escorar sua cabeça para trás e os mesmos pensamentos e as mesmas memórias invadirem sua cabeça, as mesmas vozes.

‘’ – Você não tem o direito de viver –‘’

‘’- Você só um homem brincando de Deus — ’’

‘’- Estou desapontado com você, nunca me contou que você era a raposa dos ciclos – ‘’

‘’- Nanatsu nunca amou você pirralho, você só foi uma ferramenta, sempre foi –‘’

‘’- Já pensou, se alguém que foi a causa da Quarta Grande Guerra Ninja vira Hokage?-’’

‘’- Todos os que um dia foram parte de você estão comigo, no inferno, venha atrás deles – ‘’

‘’- Você é a raposa, filho do pecado capital, filho bastardo do Quarto Hokage-‘’

Doía em seu ser, se lembrar do que ele ouviu, de várias pessoas naquele tempo, aquilo era uma das coisas que ele mais tinha repulsa, ele não queria ouvir, ele não queria ser julgado, era doloroso, é claro que ninguém se importava com isso, toda vez que ele fechava os olhos, ele se lembrava da raiva dos parentes daqueles que morreram na Guerra, sendo direcionado para ele, não eram todos, eram poucos que faziam isso, mas o que faziam isso, gostavam de deixar claro que queriam ele morto, e quando ele assumiu o trono de Megami, arrumou mais vozes em sua cabeça. Sentiu lágrimas saírem de seus olhos, mas logo ele sentiu um peso caloroso em cima de seu corpo, e dedos finos limparem seu rosto.

– Você não é culpado pela morte de ninguém, você é o salvador dela, e sabe disso. – disse Hyuuni, escorada em seu peito, limpando cada gota que saia dele, com todo o zelo possível. – Não escute as vozes, elas não tem importância...

Naruto apenas assentiu com a cabeça, a boca tremendo, seu coração doía, mas agora estava melhor pelas palavras da esposa, colocou os braços ao redor do corpo dela em um abraço apertado, e ele chorou como uma criança em sua frente, Hyuuni apertou forte ele em seus braços, deixando bem claro que ela estava ali, como ele deixou claro também para ela quando seu amado filho morreu. Era o dever de uma esposa partilhar as dores de seu marido, para ele se curar delas também.

– As três palavras que eu proferir... – começou Hyuuni, o choro do ruivo, parou, ele ergueu a cabeça e olhou em seus olhos em fenda, que lhe olhavam com um carinho enorme, um amor muito grande preso naqueles olhos, e era apenas pra ele. – Eu estou aqui...

Com um toque gentil, ela limpou a trilha de lágrimas do rosto fino dele com delicadeza, como uma mãe para o filho, mas dessa vez era para o marido. Deixou a testa grudada na testa dele, olhando nos olhos um pouco vermelhos, deixando bem claro que ele podia sim, contar com ela. Feito isso, Naruto deu um beijo leve nos lábios dela, em agradecimento, e apertou em um abraço, resolveu que estava na hora de dormir, não estava com fome, e nem ela estava.

Ambos se secaram com a toalha e colocaram suas roupas com calma, Naruto só pôde pensar pra si mesmo que sem ela ele já não poderia mais ser chamado assim, já teria ido á loucura. Sem sombra de dúvidas, estaria pior que Nanatsu.

– Dorme abraçada comigo? – pediu Naruto, enquanto abriu a porta a direita da porta do banheiro, onde a cama estava arrumada...

– Sempre. – dito isso, ela esperou Naruto se deitar na cama, e o puxou para perto dela, não iria deixar ele triste, ela devia isso a ele, em seus anos nunca viu alguém com tanto tempo para cuidar de alguém triste como ele, e ela tinha retribuir.

É claro que Naruto, foi atormentado novamente pelas vozes durante uma parte da noite, é claro que ele teve pequenos problemas com suas memórias, ele sempre tinha, não era um problema tão grande, afina de contas.

É claro que Hyuuni, estava lá para espantar todas as vozes que estavam nos sonhos do ruivo, e é claro, que ela sempre faria.

Notas finais
Como sabem, existem quatro finais, esse é o último.Hakusi vai ter um, o primeiro.Moroni, o segundo.Shimai, o terceiro,