Kyodai - The Awakening Of Chaos (Interativa)
58 Gaiden: Eric - Living the life
Notas iniciais
“Todos nós podemos ser alguém, basta ter o desejo e força de vontade para tal. Não importando qual papel venhamos a assumir na trama da vida, o mais importante é não desistir de vivê-la ao máximo. Sendo certas ou não nossas escolhas, apenas a experiência dos nossos erros e acertos é que nos dirá qual dos incontáveis caminhos que surgem diante dos nossos olhos devemos escolher. Afinal de contas, a vida não é um conjunto de regras, mas uma vastidão de exceções.”
– Eric White
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Um ano atrás, no colégio Kyodai...
– Será que você nunca sossega, Eric? – questiona Yuki Arima, assentado em sua cadeira, encarando o “delinquente” da escola.
O local específico é a sala da direção. No momento, o vice-diretor está dando uma baita bronca para o aluno que, novamente, aprontara. Desta vez, agarrou uma garota enquanto ela trocava de roupa no vestiário feminino para sua aula de Educação Física.
– Sabe como é, né? – ele se manifesta, coçando sua nuca com a mão direita.
– Não, não sei como é não. – o mais velho responde secamente. – Se está achando que seus pais sempre livrarão a sua cara de tudo, está bem enganado, viu?
– Certo, certo... – diz, cruzando seus braços e balançando sua cabeça positivamente. – Prometo tentar me comportar de agora em diante.
– Tentar não, conseguir. Seus privilégios, cedo ou tarde, irão acabar. Não espere a chegada desse momento. – recomenda Yuki, fitando-o com um olhar firme e penetrante.
– Tudo bem, obrigado. – agradece Eric, sorrindo. – Algo mais?
Yuki fecha seus olhos e suspira, Segundos depois, reabre suas pálpebras, declarando:
– Seus pais já foram avisados. Ainda hoje, eles devem vir aqui conversar com você. Além disso, o que não é novidade, você está tomando uma advertência.
– Merecido, né?
– Com toda a certeza. – afirma Luka Trancy Gold, ao de repente abrir a porta e entrar. – Com licença.
– Toda. – permite Yuki. – Algum assunto importante?
– Uma garota está na portaria querendo falar com ele. – garante Luka, dirigindo seu olhar para Eric.
– Comigo? – questiona o jovem, surpreso, voltando sua face para o recém-chegado.
– Sim, com você.
– E quem é? – questiona Yuki.
– Se apresentou como Alaska Snow.
– Alaska!? – Eric fica ainda mais surpreso, virando-se totalmente para Luka, chamando a atenção de ambos os presentes.
– Exato. – confirma o bibliotecário. – Suponho que a conhece...
– Conheço. – fala Eric, dando as costas para os dois. – Irei agora falar com ela.
E o adolescente se retira daqui. Desse modo, levando algum tempo, ele faz seu trajeto pelo colégio, sendo alvo dos olhares de outros estudantes. Ultimamente, Eric vêm cometendo muitos “delitos” por Kyodai, desde agarrar garotas a preparar armadilhas para professores. Porém, devido à influência dos seus pais, sempre conseguira escapar. Certa vez, uma psicóloga disse à direção do colégio, após alguns dias de acompanhamento com o estudante, que ele apenas procurava chamar a atenção dos pais por uma falta da mesma durante sua infância. No fim das contas, ninguém consegue lidar com esse comportamento rebelde do garoto, que continua fazendo o que bem entende.
– Oi. – Eric cumprimenta a tal garota, ao finalmente chegar à portaria.
Alaska, de costas, se vira para ele. Sua pele é extremamente clara, seus cabelos cacheados são de um loiro dourado que impressiona – vão até metade das suas costas – e seus olhos são verdes como pedras preciosas. Seus seios são médios, mas seu corpo é curvilíneo. Algo que chama atenção nela é que seus cílios, sobrancelhas e outros pelos do corpo são brancos. E por estar de saia, é possível ver o pedaço da tatuagem de um laço na sua coxa esquerda.
– Oi. – corresponde ela, sorrindo para ele.
– O que faz aqui? – pergunta Eric, cruzando seus braços, mantendo seu olhar sobre ela.
– Que grosseiro da sua parte falar assim comigo. – opina Alaska, mantendo seu sorriso, apesar das suas palavras. – Eu vim aqui por você.
– Por qual objetivo, na realidade? – questiona ele, sendo bem objetivo.
Alaska é uma ex-namorada de Eric. Apesar do garoto, há dois anos, ter terminado o namoro deles, ela continua apaixonada pelo estudante de Kyodai. Por outro lado, não corre atrás do mesmo e aceita normalmente o fim do relacionamento. Sempre aceitara, ainda que preferisse continuar ao lado dele.
– Seu pai vai ao túmulo da sua mãe hoje. – afirma ela, deixando de sorrir.
– E o que tenho com isso?
A mãe biológica de Eric morreu no parto do mesmo. Por essa razão, de algum modo, ele sempre sentira que seu pai lhe via com olhos de desprezo. E, talvez, estivesse certo, já que dali em diante, ele focara por completo no trabalho. Até hoje, é assim, mesmo após ter se casado novamente. A madrasta de Eric, por sua vez, tenta ser mais próxima do garoto, mas ele se recusa a aceitá-la.
– Sei que ele só me colocou nesse colégio para se livrar de mim. – afirma ele, entrefechando um pouco os seus olhos, mas normalizando-os instantes depois.
– Não seja tão ríspido sempre. – pede ela. – Você sabe que seu pai queria te dar uma vida melhor se focando no trabalho e, agora, te colocando neste colégio.
– Se veio aqui apenas para me dar um aviso desses, agradeço, mas dispenso. – garante ele, dando suas costas para Alaska.
– E se você fosse um personagem de um livro, o classificaria como um anti-herói. – determina ela, impedindo-o de dar qualquer passo para se afastar.
– Por quê? – indaga ele, instintivamente, sem nem se virar para ela de novo.
– Geralmente, não se preocupa com nada por ser uma pessoa bem calma e despojada. Porém, o mais importante é que você não é mau, apenas comete tantas infrações às regras por querer chamar a atenção. Sei que, no fundo, seu coração é bondoso e gentil. Uma pessoa amiga e leal é quem é de verdade. – o define.
– Como tem tanta certeza de que sou assim? – pergunta Eric. – Pode estar enganada, Alaska.
Repentinamente, uma sensação estranha começa a invadi-lo: algo que não saberia nem explicar caso fosse necessário. Seu coração, por algum motivo, começa a bater mais rápido. Parecendo não perceber isso, Alaska começa a andar em direção ao garoto. Recostando suas mãos nas costas do “gigante”, ela ri e declara com um tom de voz diferente do seu anterior:
– Garotas inteligentes não costumam se enganar quando precisam definir um homem que almejam.
– O que você está fazendo? – pergunta ele, se virando bruscamente para ela e se afastando com alguns passos.
É possível ver um estranho sorriso na face de Alaska. Com um olhar lascivo, ela o encara, acariciando sua coxa esquerda com sua respectiva mão, levantando um pouco de sua saia e revelando toda a proporção da tatuagem que nela se encontra.
– Você é meu, Eric. – afirma ela, sorrindo sedutoramente. – Não importa o quanto tenta fugir, você é o meu anti-herói. E, cedo ou tarde, virei te buscar para mim.
– Tá pirando!? – ele tenta entender. – Terminamos faz tempo, não tenho intenção nenhuma de voltar para você.
Com rapidez, Alaska se joga sobre ele e os dois caem no chão do local: ela parece não se importar com os possíveis olhares de outras pessoas. Ou melhor, nem mesmo parece ser a mesma pessoa de minutos atrás.
– Você pode fugir, mas não pode se esconder.
– Posso correr. É o que sei fazer de melhor, ainda mais quando as coisas ficam sérias. – garante ele, no instante em que suas mãos são presas contra o chão com as dela.
Alaska se assenta acima do umbigo dele. Provocante, afirma:
– Tente. Veremos até quando será capaz de fugir de mim.
A sensação estranha de Eric começa a se elevar mais e mais. Ele, inclusive, chega a pensar que o que está acontecendo agora não é nada normal.
Alaska, por outro lado, permanece como está. E avança ainda mais, na verdade, lançando sua boca contra a dele, retirando do garoto um beijo longo e demorado. Quando termina tal ato, volta a encará-lo, mantendo seu rosto bem próximo do dele.
– Nunca se esqueça de que você foi, é e sempre será meu. – ela deixa bem claro.
– Que cara é essa, meu filho? – indaga Sayuri Kishimoto, ao aparecer perante Eric.
Ao se dar conta, está como momentos atrás: de costas e de pé para Alaska. E mais: Sayuri acabara de chegar e estranhara a expressão “congelada” do colega.
– N-nada... – fala Eric, confuso, olhando para trás e notando que Alaska está como antes da sensação estranha que, inclusive, desapareceu.
– Já vou indo. – afirma Alaska, sorrindo para ele e lhe dando as costas em seguida. – Até mais.
Desse modo, a garota vai caminhando em direção a um carro vermelho estacionado a poucos metros. Os olhos de Eric e Sayuri acompanham o trajeto dela até a mesma abrir a porta, se assentar no banco do passageiro da frente e o veículo – de janelas escuras e fechadas – se retirar dali.
– O que será que foi aquilo? – se pergunta ele.
– Falou comigo? – pergunta Sayuri, chamando para si toda a atenção do colega.
– Não, não. – nega ele, sorrindo em seguida. – Gostaria de sair comigo amanhã à noite?
O dia de hoje é sexta. Durante os fins de semana, como é de praxe, os alunos que têm a permissão dos pais saem do colégio e retornam na segunda. Por coincidência, tanto Eric quanto Sayuri se enquadram nesse grupo.
– Sair com você? – questiona ela, sentindo sua face corar.
– Eric! – grita alguém, quebrando o clima dos dois.
É Gingamaru Pride, se aproximando do garoto com uma cara de poucos amigos.
– Quem você pensa que é!? – esbraveja Gingamaru, extremamente irritado. – Por que fez aquilo!?
– Aquilo o quê? – pergunta Eric, arqueando sua sobrancelha direita.
– Ainda pergunta, imbecil!? Você se aproveitou que sou do mesmo quarto que você e que durmo sem roupa para tirar aquelas fotos de mim!
Ouvindo isso, Sayuri fica ainda mais vermelha: e com o desejo de enfiar sua cabeça em qualquer buraco que ver pela frente.
– Você não é o gostosão? – Eric o provoca, sorrindo desafiadoramente. – Só mostrei as características do produto nas fotos que espalhei pela escola.
– Fotos do Gingamaru-kun sem roupa espalhadas pela escola!? – pensa Sayuri, sentindo seu coração disparar a cem mil por hora.
– Cara, isso não se faz! – declama Gingamaru, tentando defender o resto de honra que tem. – Tudo bem que eu goste de ficar com as garotas e tudo mais, mas isso não te dá o direito de fazer o que fez, pô!
Eric começa a gargalhar, colocando sua mão direita na barriga e se curvando por não suportar tal situação. Ficando ainda mais irritado, Gingamaru aponta seu indicador esquerdo para ele, prosseguindo com suas palavras:
– Você é ainda pior do que eu! Não tem moral alguma para me criticar!
– Idiotas! – exclama Sayuri, mostrando sua flauta com sua mão direita e acertando a mesma na cabeça de Eric e, em seguida, na de Gingamaru.
– Ai! Essa doeu! – reclamam os dois, juntos, acariciando o local do impacto com ambas as mãos.
Irritada, e ao mesmo tempo decepcionada – mais com Gingamaru do que com Eric –, a flautista sai às pressas, tentando se afastar o mais depressa possível dos dois. Com isso, os garotos se entreolham por alguns segundos, tentando entender a reação dela.
– Entendeu alguma coisa? – pergunta Eric.
– Tudo o que preciso entender é que socarei a sua cara! – grita Gingamaru, voltando à sua ira.
– Ai que graçaaaa... – fala Sugaku Megumi, ao aparecer bem diante deles.
– Sugaku-sensei!? – os dois se surpreendem.
– Tudo bem com vocês? – pergunta ela, sorrindo gentilmente.
– Acho que sim. – responde Eric.
– Na verdade, não. – alerta ela, levantando seu indicador direito por alguns instantes enquanto coloca sua mão esquerda em sua cintura. – Vocês estão com péssimas notas na minha matéria.
– Eu sei disso. – admite o ex-namorado de Alaska Snow, fazendo bico. – Estou me esforçando, acredite! Mas a Matemática não nasceu para mim! Ou eu não nasci para ela, sei lá!
– Tenho uma proposta que pode ajudar os dois. – afirma ela, alternando seu olhar entre Eric e Gingamaru.
– Qual? – pergunta o garoto que teve fotos de suas “intimidades” espalhadas pela instituição.
– Eu vi que você é um pitelzinho naquelas fotos, querido. – diz a professora, focando em Gingamaru, utilizando um tom de voz sensualizado. – E o Eric sempre está tirando a roupa por aí e eu tenho que repreendê-lo. Acho que fariam uma perfeita combinação.
– Do que você está falando!? – pergunta Eric, confuso.
– Transem! Transem diante dos meus olhos! – exclama a mulher, exibindo um sorriso quase sádico. – Me deem uma visão da qual jamais esquecerei! E não se esqueçam dos gemidos, viu?
– Você tá ficando doida!? – Gingamaru a confronta. – Eu não sou disso não!
De repente, Eric enlaça a cintura dele com seu forte braço direito, surpreendendo o mais jovem que, de imediato, o empurra e se afasta do mesmo.
– Wow, tá confundindo as bolas da árvore de natal, camarada! – alega Gingamaru, com uma expressão séria para confrontá-lo.
– Da árvore de natal? – pergunta Eric, rindo muito. – Pode ter até bolas na história, mas não da árvore de natal.
Sem pensar duas vezes, Gingamaru levanta sua perna esquerda e dá um bom chute na cara do mais alto, jogando ele no chão. Vendo isso, a professora começa a saltitar, declamando:
– Violência é sexy! Vão, vão! Se batam, se agridam, se arranhem, se mordam!
– Cheirou xixi de gato, foi? – Gingamaru se coloca perante ela, nervoso, e pergunta tal coisa.
– Eca! – repudia ela, abanando sua mão direita em negação.
Bufando, Gingamaru se retira. A vontade que tem é a de surrar a cara do Eric, mas não fará isso diante da professora, por mais estranha que tenha sido a manifestação da mesma. Enquanto ele se afasta, ela estende sua mão direita para quem está caído ao chão, ajudando-o a se levantar.
– Tá sujinho aí. – fala ela, indicando a narina esquerda do garoto, da qual escorre um feixe de sangue.
Com sua mão esquerda, o jogador de basquete limpa seu nariz. Respirando profundamente, questiona, encarando ela:
– Por que falou aquilo com ele?
– Dois garotos excitantes devem ficar juntos. – afirma ela, dando de ombros. – Sou a rainha do Lemon, querido!
Ele começa a rir, mas de imediato, já para. Mantendo seu sorriso, por outro lado, comenta:
– Você parece ter sido uma pessoa diferente no passado.
– Como assim? – pergunta ela, curiosa.
– Não sei explicar, mas me identifico um pouco com você. – garante ele. – Pelo fato de agir de uma maneira que não transmite sua verdadeira essência.
– Está falando que não sou uma vilã? – indaga a Megumi.
– Você é uma anti-herói. – afirma Eric, cruzando seus braços. – E anti-herói não é o mesmo que vilão.
– Isso parece papo de gente fanática por livros. – garante a mulher, usando seu indicador esquerdo para acertar seus óculos.
– Gosto de ler. – garante ele. – Mas não é disso que estou falando e sim da vida real.
Eric ergue seu rosto para o céu. Sugaku permanece fitando-o e ele continua:
– As pessoas costumam mesmo assumir papéis nessa grande trama chamada vida. Alguns são os inocentes mocinhos ou mocinhas que sempre estão sofrendo em tudo. Outros são os heróis que surgem para salvá-los. E ainda temos os vilões que promovem as tragédias e os conflitos que agitam toda boa obra. – explica com bastante convicção em suas palavras.
– E mesmo assim não me definiria como vilã? – questiona ela. – Acredite: posso ser bem cruel.
– Você nunca será uma verdadeira vilã. – garante o garoto, voltando sua face sorridente para sua ouvinte. – A realidade da sua índole é nobre. Pelo menos, essa é a impressão que tenho quando encaro os seus olhos: eles são tristes.
– Tristes? Meus olhos são tristes? – repete Sugaku, ainda mais surpresa. – Como alguém como ele está conseguindo me compreender dessa maneira? – ela se pergunta mentalmente.
– Acho que todo bom anti-herói foi um mocinho ou mocinha no passado, alguém que fora marcado pela dor. – argumenta o adolescente. – Talvez para você eu tenha que admitir que meu caso não é diferente. Perdi minha mãe tão cedo que, mesmo que quisesse, não poderia me lembrar do rosto dela. E meu pai só me deixou ver uma fotografia dela quando cheguei aos meus 11 anos.
– E por que ele está me falando tudo isso? – pensa a professora, um pouco confusa. – Será que está precisando desabafar? Mas logo comigo!?
– Sei que ele sempre me culpou pela morte dela, sempre me viu como aquele que veio ao mundo através da partida da minha mãe. – conta Eric. – No fundo, eu mesmo me culpo por isso. E talvez não estaria aqui hoje se não tivesse nascido em mim o meu único ideal.
– Que ideal seria esse? – questiona ela.
Por alguma razão, Sugaku está se sentindo interessada pelo que ele fala. Se quisesse, poderia invadir a mente do jovem e descobrir tudo sobre ele em segundos. Apesar disso, o desejo – e estranho desejo – que tem é ouvi-lo normalmente sem atropelar nenhum limite. Quer ouvi-lo, seja lá por qual motivo.
– O ideal de viver. – afirma ele, impactando-a. – Ninguém nasce para morrer, mesmo sendo esse o destino de todo ser vivente, mas sim nascemos para viver. Minha mãe partiu por escolher a minha vida ao invés da dela. Esse foi um presente do qual não posso me esquecer. E por isso a amo sem nem mesmo tê-la conhecido, pois ela me presenteou com a melhor das dádivas e a mais inquestionável prova de amor. E acho que todos que passam por algo do tipo deveriam entender isso.
Sugaku permanece em silêncio, mas prestando atenção em tudo o que ele fala. Eric suspira e dá as costas para a professora. Com a intenção de acabar aqui o seu discurso, ele conclui:
– Não importa por qual situação uma pessoa passe ou qual sofrimento tenha que enfrentar, nada é razão para desistir da maior benção que se pode ter nesta Terra: o direito de viver.
Desse modo, o garoto começa a se afastar. Impactada com as palavras dele, Sugaku se mantem pensativa por alguns instantes, observando-o cada vez mais longe. Ao “redespertar” para o mundo real, retira seus óculos com sua mão esquerda, dando meia volta.
– É por isso que ele se comporta dessa maneira. – pensa ela, sorrindo. – Eric sabe que não está no mais correto dos caminhos aprontando tanto, mas ele apenas quer viver ao extremo até encontrar quem lhe leve ao caminho que, de fato, deve trilhar.
Ela suspira, mantendo-se sorridente: está mesmo contente com a situação que vivera.
– Não sou capaz de apagar a memória de alguém como ele. – fala para si mesma, começando a caminhar e se afastar daqui também. – Sendo assim, Eric White... Viva!
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