Em Kyodai, na classe dos alunos “especiais”...

Lygis e Akemi Pégasus, Saori Tohara, Yuong Tsukyomi, Eric White, Julie Gray, Arin Cowne Style, Christopher John Huxley e James Anthony Krum.

– Por que temos que ficar presos aqui? – questiona Yuong, se levantando do seu lugar. – É um momento emergencial, não podemos ficar parados aqui sem fazer nada.

– Precisamos. Nenhum de nós pode lidar com as duplicatas daquela garota. – afirma a professora, diante da turma.

– Então por que, mesmo depois dos que foram com a Nagashi, Sayuri e os outros puderam sair? – questiona Akemi, encarando-a um pouco irritada.

– Sabe muito bem que foi o que ela viu com sua flauta quando tocara aquela melodia há pouco. – argumenta a veterana integrante da Carmesim.

Depois da saída de Nagashi, Senshi, Tsubaki, Kaoru e Amaya, Sayuri Kishimoto tomou a decisão de tocar uma melodia para que os demais pudessem se guiar em uma situação tão problemática. Sua música revelou, para todos, um futuro no qual a flautista – junto de Lucy Rouvier, Daisuke Saruma, Daniel Strauss, Sherry Fontaine e Anthony Christhurt – salvava Juli Arima do ataque de uma das personalidades alternativas de Nagashi Swords. Entretanto, o que Sayuri – nem ninguém – esperava era uma intervenção de uma desconhecida: a da garota que, habilmente, deterá a duplicata da garota Swords. Porém, os que aqui estão não sabem de nada disso.

– Já estou cansada de obedecer às regas daquela garota! – declama Akemi, se levantando do seu lugar, ainda mais irritada. – Não dá para suportar mais tanta palhaçada!

– Não é palhaçada alguma. – afirma Lygis, fitando-a com calma. – Sabe o quanto lhe conheço e posso garantir que a sua habilidade ilusionista não pode fazer frente ao de Sayuri no quesito estrategismo.

Akemi cruza os braços, furiosa. Contudo, de fato, precisa admitir: os dons especiais de Sayuri sempre colocam a artista, não apenas um, mas vários passos à frente dos demais. E como a flautista sempre foi uma das pessoas que mais tem controle sobre suas habilidades no grupo, a “vantagem” que a mesma possui apenas aumenta.

– Ainda assim, será que é o ideal ficarmos aqui? – indaga Arin, chamando para si a atenção de todos. – Enquanto ficamos escondidos, as personalidades múltiplas de Nagashi-san estão espalhando o caos pela escola e, quem sabe, pela cidade. O que será do segredo dos humanos avançados caso isso chegue a ser divulgado?

– Ele tem razão. – pontua Eric, alternando seu olhar entre todos. – Agora que a Sugaku-sensei faleceu e não está mais entre nós, não há ninguém que possa promover um esquecimento em massa para apagar da história esse evento. Quanto mais tempo passamos nos escondendo, mais estragos são feitos.

– E chegará logo o momento de que será tudo irreversível. – Jimmy completa, fitando Lygis com afinco.

– Talvez eles estejam certos. – pensa Lygis, observando-os em silêncio. – Tanto a Gênese quanto a Carmesim chegara, muitas vezes, a colocar vidas em risco para manter nossas verdades escondidas à margem da clara sociedade. Ignorar o perigo que esse evento garante pode ser o mesmo que jogar fora tudo o que sacrificamos até aqui em prol de um bem comum...

Saori, por sua vez, observa com atenção a face da professora. Não poderia negar que está um pouco aflita, preocupada com seu irmão. Depois do que acontecera quando reencontraram Grade Lark , o seu medo de perdê-lo para sempre aumentou ainda mais. Apesar disso, a garota prefere ficar em silêncio e não se manifestar por ora.

– Vocês estão certos. – fala a mais velha presente. – É preciso agir e acabar com esse problema o quanto antes. Vamos depressa procurar os alvos.

– Você fica. – exige Akemi, enquanto os que ainda estão assentados se levantam. – Agora é hora das velhinhas descansarem.

Com isso, tomando a frente, Akemi sai do seu lugar e vai rumo à porta da sala. Os demais estudantes fazem o mesmo e Lygis acompanha o trajeto de sua neta, sentindo uma forte angústia em seu peito esquerdo.

– Sim. – pensa a professora. – Infelizmente, nesses momentos de confrontos diretos, sou uma completa inútil.

Akemi abre a porta. E fica surpresa.

– Oi. – fala a garota que se apresenta bem diante da ilusionista: pelo que sua aparência indica, uma duplicata de Nagashi Swords.

Mais que depressa, a “loira indesejada” acerta um chute com sua perna direita no rosto de Akemi, atirando-a para longe. Contudo, segundos depois, sua vítima se desfaz como névoa, enquanto a neta de Lygis Pégasus reaparece, de costas, do lado direito de Eric White e do lado esquerdo de Saori Tohara.

– Akemi... – sua avó se surpreende, pois não havia percebido o momento em que a ilusão de sua neta se manifestara.

– Momentos desesperados exigem medidas desesperadas. – afirma a amiga da ausente Sherry Fontaine, dando meia volta e voltando a encarar a ameaça presente.

A duplicata de Nagashi Swords sorri. Encarando a garota das ilusões, afirma:

– Pelo que parece, será você a mais complicada de lidar. Mas não tem problemas: quanto mais difícil é um desafio, mais emocionante também será...

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Lucy Rouvier, Sayuri Kishimoto, Anthony Christhurt, Daisuke Saruma, Sherry Fontaine, Daniel Strauss, Yuki e Juli Arima: todos encaram a espadachim desconhecida de negro. Pelo que parece, ela veio vestida – e bem vestida – para matar...

– Lucy, a Obscura? – a “cientista maluca” repete o que acabara de ouvir. – Do que está falando!?

– Como é? – indaga a desconhecida. – Por acaso não sabe do que estou falando mesmo ou está tentando me enganar?

Sayuri, por sua vez, permanece com um olhar mais críticos do que os demais para ela. Diferente da maioria, notara algo de muito estranho na desconhecida. Ou melhor, algo de muito estranho no que a trouxe aqui.

– O que está acontecendo? – pensa a flautista. – Segundo as visões que minha música forneceu, nós é que deveríamos salvar a Juli sem nenhuma intervenção inesperada. Além disso, não houve nada que pudesse indicar a aparição dessa garota. Quem é ela, afinal de contas?

– Qual o mês? Em que ano estamos? – questiona a espadachim.

– Abril de 2014. – responde o diretor da instituição, chamando para si o breve olhar de todos os demais presentes.

A garota, por sua vez, abaixa sua espada. Suspirando profundamente, pensa:

– Aquele idiota cometeu um grande equívoco, para variar...

Na sequência, Luka Trancy Gold também aparece, saindo da sala onde estava desacordado. Apesar de achar toda a situação que vê bem estranha, nada faz além de caminhar e se colocar ao lado direito do líder da Carmesim.

– Você é uma viajante do tempo, não é? – questiona Sayuri Kishimoto ao finalmente compreender todas as divergências nos fatos, incluindo as de suas visões.

Todos olham espantados para a flautista, sem acreditar no que acabaram de ouvir. Todos aqui sabem que somente Alfarion foi apontado como mestre do espaço-tempo e mais ninguém. Como poderia existir alguém com a mesma habilidade que ele?

– Nada menos do que o esperado de Sayuri, a Mensageira Ascendente. – afirma a desconhecida de negro, séria.

– Mensageira Ascendente? Obscura? – repete Daisuke, trocando seu olhar com Lucy. – De onde ela tira nomes tão extravagantes? De uma peça de Shakespeare?

– Eu sou sim uma viajante do tempo, mas não o fiz a partir de nenhuma habilidade que possuo. Pelo contrário, foi uma viagem induzida. Meu nome é Reiko Ushiromiya e, teoricamente, eu deveria ir do mês de maio de 2027 para abril de 2015. Porém, algo aconteceu de errado no processo. – explica ela.

– Pelo visto, você fez a viagem com a intenção de matar a Lucy, estou correta? – pontua a flautista, fitando-a com firmeza e elegância.

– Sim, mas não esta Lucy. É preciso eliminar a Lucy do mês de abril de 2015. – afirma quem se identificara como Reiko Ushiromiya.

– E por que não pode ser feito com essa aqui mesmo? – pergunta Anthony, recebendo o “olhar fatal” de Lucy.

– Mal me conheceu e já quer se livrar de mim? – questiona a “cientista maluca”, cruzando seus braços e encarando-o com suas pálpebras entrefechadas.

Reiko manipula sua espada, guardando-a de volta na bainha em suas costas. Suspirando, cruza seus braços e volta seu olhar para Anthony Christhurt.

– Não são as mesmas pessoas. Afinal, a verdadeira Lucy Rouvier deveria morrer hoje.

Lucy volta seu olhar para ela, perplexa. Sente um frio corroer todo o seu corpo, pensando:

– Eu deveria morrer hoje?

– Uma das duplicatas de Nagashi Swords faria esse trabalho. Contudo, assim como ocorreu com algumas outras pessoas no passado, ela retornaria para esse mundo envolta pela escuridão. Lucy adotaria o codinome “Obscura” e passaria a espalhar o caos pelo mundo já que, hoje, o segredo dos humanos avançados será revelado para todos.

– Isso não pode ser verdade. – opina Daisuke, surpreso.

– Sim, é verdade. – afirma Reiko, séria. – O objetivo das personalidades alternativas da Lendária é divulgar tudo o que é relacionado aos humanos avançados de forma que nada mais permaneça encoberto.

– Lendária? Ela deve estar falando da Nagashi-kun... – pensa o melhor amigo de Tsubaki Seijitsu.

– Elas não estão fazendo tudo isso somente para promover a destruição, mas sim para levar ao mundo o conhecimento sobre nós. Isso não deve ser alterado já que foi o que trouxe uma grande e positiva revolução na humanidade. – explica ela.

– Como assim? – Sayuri tenta entender melhor.

– Por muito tempo, pessoas com habilidades anormais sofreram e ficaram escondidas. Diversas organizações secretas, e não somente a Carmesim e a Gênese, se levantaram para manter a verdade escondida, o que causou ainda mais sofrimento para muitos. Nagashi Swords, no fundo de sua essência, sempre soube disso. E quando suas personalidades se dividiram e se separaram dela, parte desse conhecimento foi com as mesmas, o que levou elas a se organizarem em prol de uma mudança no mundo. – declara Reiko. – “A partir de hoje, a humanidade não será mais a mesma. Ela está ressurgindo das cinzas e caminhando em direção a um futuro brilhante!”. Essas serão as palavras utilizadas por uma delas para inaugurar uma nova fase da história mundial.

– Então as personalidades alternativas da Nagashi não são nossas inimigas? – indaga Lucy.

– Teoricamente não. – afirma a viajante do tempo. – Porém, em um confronto contra uma delas, você, Lucy, morreria e renasceria como uma pessoa diferente. Formaria um grupo de humanos avançados rebeldes que não aprovam a ideia pregada pelas duplicatas da Lendária, a de que pessoas normais e especiais podem viver em paz e harmonia.

– Se bem que o argumento delas é um tanto quanto violento. – opina Daniel, cruzando seus braços.

– Seja como for, minha missão era matar a Obscura. Contudo, se ela nem mesmo chegar a surgir, tendo como primeiro passo para isso a morte de Lucy Rouvier, então estará tudo solucionado. Basta não morrer, garota, e estará fazendo um grande bem para o mundo. – e assim olha diretamente para Lucy quando conclui seu comentário.

– O que fará a partir de agora? – Sherry tenta descobrir. – Vai permanecer aqui ou voltará para o seu tempo?

– Não posso voltar por conta própria. – alega Reiko. – O período mínimo que devo passar por aqui é de uma hora. O meu deslocamento espaço-temporal está programado para ser revertido após esse intervalo.

Ela fecha seus olhos. Dando de ombros, os reabre falando:

– Enfim... Não posso fazer muita coisa.

Juli, por sua vez, se mostra bem desinteressada no assunto. Com uma postura firme, começa a caminhar em direção a Anthony, Daisuke, Lucy, Sayuri, Daniel e Sherry. Passa por eles, ignorando-os. Enquanto isso acontece, Kenny, que estava desmaiado, começa a acordar. Yuki se prontifica a ajudá-lo, andando em seu encalço e auxiliando-o para que se levante.

– Precisa ir falar com ela. – o teletransportador recomenda para o diretor, apoiado no ombro direito dele.

– No meio de tanta confusão? – questiona Yuki, cheio de dúvidas.

Ao ouvir isso, o irmão mais velho de Senshi suspira. E conclui:

– Sim, no meio de tanta confusão...

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Nagashi Swords encara sua duplicata que, no momento, está perante seus olhos. Junto da “verdadeira” garota indomável, estão Senshi Yujo, Kaoru Tohara, Amaya Ome e Tsubaki Seijitsu.

– Nunca mataremos a Nagashi! – exclama Senshi. – Isso é ridículo!

A personalidade alternativa da loira se vira para o empático. Sorrindo, diz:

– Sabia que diria isso.

Com uma incrível velocidade, a duplicata se aproxima do garoto, cerrando seu punho direito com o desejo de acertar nele um soco. Porém, quando está perto o suficiente, Nagashi se coloca entre ambos, segurando o pulso do alvo com sua mão esquerda. Encarando-a com um olhar extremamente furioso, ela declara:

– Jamais ouse tocar em um fio de cabelo sequer do meu Senshi...

A personalidade de Nagashi, de imediato, sente o peso dos sentimentos da garota através da empatia. Chega até a sentir medo como resposta, um pouco impressionada. Contudo, soltando-se dela, logo se afasta com alguns passos para trás.

– É preciso a sua morte para nos tirar do mundo, Nagashi.

– Ninguém aqui quer matar a Nagashi-kun! – declama Kaoru. – Não seja idiota!

O alvo gargalha por longos segundos enquanto todos permanecem em silêncio. Enquanto isso, Amaya decide falar:

– Ela possui uma mente própria. Não sei o que exatamente aconteceu quando suas personalidades se separaram, Nagashi, mas elas não são mais, simplesmente, pedaços da sua essência.

– O que isso significa? – questiona Tsubaki, surpresa como todos os demais estudantes.

– Significa que elas são, agora, independentes. E pior: são Flammings também, o que quer dizer que gerarão maiores problemas. Nagashi... – e vira sua face para a citada, trocando sua atenção com ela. – Talvez você não consiga lidar com isso sozinha.

– Sei disso. – alega Nagashi, voltando sua face para sua duplicata. – Eu já estou preparada para lutar e arriscar tudo ao lado dos meus amigos.

– Há várias de nós por aí. Você sequer sabe o que pretendemos fazer, não conhece nossos objetivos. Gostaria de dizer que Arashi é a nossa líder. – explica, deixando a “loira original” perplexa.

– Como é que é!? – Nagashi, de fato, bem impactada.

– Isso mesmo que você ouviu. – ela garante. – Arashi está liderando o nosso movimento. Mesmo que derrote uma ou outra de nós, não poderá deter todas: isso está fora das suas capacidades.

– Eu não posso permitir que saiam destruindo tudo! – declama a Swords, irritada. – É meu dever cuidar do que estão fazendo de ruim para todos!

Amaya, escutando tudo isso, decide entrar na mente de Nagashi para investigar. Talvez, quem sabe, encontre algo que dê a pista ideal para combater as personalidades múltiplas da Swords. Porém, quando tenta fazer isso, se concentrando e fechando seus olhos, em poucos segundos, ela os reabre, caindo assentada ao chão.

– O que houve, Ome-san? – questiona Tsubaki, se virando para ela e se agachando para ajudá-la.

Apesar da preocupação de Tsubaki, Amaya permanece assentada e perplexa. Sequer dá atenção para a garota das flores, pensando:

– A mente dela é como um enigma indecifrável! Nunca me deparei com uma mente tão misteriosa! Nagashi...

– Estamos preparando uma revolução. – afirma a duplicata, chamando a atenção geral. – Não estamos apenas causando alvoroço. Quando se reencontrar com Arashi, entenderá bem o que estou falando.

– Matar pessoas não é algo do qual deva se orgulhar. – argumenta Senshi. – Não importa qual meta tenham, nada justifica o que estão fazendo.

– Acha mesmo que uma revolução pode acontecer baseada somente em paz? – pergunta o alvo de todos os presentes. – Para que uma mudança ocorra na sociedade, é preciso abalá-la. Mesmo que o sangue de algumas pessoas seja necessário, não pararemos aqui. A não ser, é claro, que estejam dispostos a sacrificar a vida da causadora disso tudo.

– Vocês não entendem. – Tsubaki se manifesta, ajudando Amaya a se levantar e voltando seu olhar para a personificação de parte da essência de Nagashi. – Seus ideais se tornam vazios quando ferem e machucam as pessoas. Não há valor em medidas desesperadas que visam derramar sangue. É preciso lutar por valores nobres e justos e não por metas distorcidas.

A duplicata de Nagashi, ouvindo isso, fica em silêncio. Apesar disso, Kaoru toma a decisão de dar continuidade às palavras da curandeira:

– Durante o tempo que passamos juntos nesse colégio, enfrentando tantos problemas, normais e sobrenaturais, comuns e extravagantes... Descobrimos que há coisas na vida que não devem ser deixadas de lado. Coisas como o amor e a amizade são o que nos dão força para seguirmos adiante, não importando o que possa acontecer como consequência. Nagashi-kun foi uma das pessoas que me ensinou isso. É por essa razão que não posso acreditar que vocês, um dia, foram parte dela...

A personalidade alternativa da Swords encara o loiro por alguns segundos. E pensa:

– Já basta...

– Ela vai fugir! – declama Amaya.

Tarde demais. O “fragmento” de Nagashi se teletransporte, deixando o local. Todos, sem muito que fazer, observam o ponto no qual, há pouco, a inimiga estava de pé. E todos se mantem pensativos até o manifesto de Senshi:

– Precisamos agir.

– Tem razão. – concorda o irmão de Saori Tohara. – Não podemos ficar aqui parados.

– Onde está a duplicata mais próxima? – questiona Tsubaki para Amaya.

– Parem. – pede Nagashi, surpreendendo-os, se virando para todos eles.

O grupo percebe um sorriso misteriosamente brilhante e meigo, e ao mesmo tempo angustiado, da garota. Não entendem, exatamente, o que está ocorrendo. O empático, por outro lado, em poucos segundos capta o sentimento de sua amada: sofrimento.

– Não precisam mais sofrer por minha causa. – ela completa, mantendo seus olhos fechados. – Sabem o que devem fazer...

Nagashi se aproxima um pouco mais de Senshi, colocando-se bem diante dele. Reabrindo seus olhos e mantendo seu sorriso, pega nas mãos do mesmo, falando:

– Você tem aquilo que pode me deter. Eu posso sentir que sua habilidade vai muito além do que simplesmente compreender a essência das pessoas. Senshi, você pode usar os sentimentos como ferramenta para estraçalhar uma alma ou retirar o fôlego de vida de alguém. – seu sorriso se eleva ainda mais. – Então, meu amor, entrego agora a minha existência... Em suas mãos...