Notas iniciais
Demorei, como sabemos, devido a fatores além das minhas forças. Mas enfim... Espero que gostem!

– Aguenta firme, Seiya-kun...

– Não dá, Tsubaki-chan. Desculpa...

– Dá sim, você precisa apenas ser forte! – pede, deixando que a mistura das suas lágrimas e de seu sangue caia sobre suas mãos que, em desespero, tentam curar as graves feridas da amiga.

– Não adianta. Tão sem forças dessa maneira, nem mesmo a Tsubaki pode reverter o quadro da Samasha. – pensa Lucy, de pé, diante das duas.

Ao lado direito da “cientista maluca”, Kaoru Tohara. Ao esquerdo, Saito Urushihara. Perante o trio, Tsubaki, ensanguentada, se esforça para estancar as feridas da outra jovem, em um estado ainda mais grave. No centro da barriga de Samasha, encontram-se agora três grossas estacas, que parecem levar sua alma, pouco a pouco, para o mundo da morte...

Lucy também está com seu uniforme e corpo sujos do próprio sangue, mas sua capacidade de regeneração lhe permitiu sair ilesa da crueldade de Rick Mendez, membro da Gênese. Por outro lado, os dois garotos que lhe ladeiam chegaram aqui há pouco, ao ouvirem os gritos de desespero das três amigas. Porém, quando neste ponto colocaram seus pés, tudo o que viram foi uma cena de filme de horror sem a presença do seu “nobre” autor.

– Pare com isso. Se concentre em curar suas próprias feridas ou vai acabar indo comigo. – pede Samasha, com extrema dificuldade para manter seus olhos abertos.

– Ela está certa, Tsubaki. – Lucy intervém, observando o corpo trêmulo e enfraquecido da colega de classe. – Não há mais como salvá-la.

– Tsubaki... – Saito, por sua vez, com uma expressão de tristeza. – Samasha-kun quer nos falar algo antes de partir. Olhe para o rosto dela que perceberá isso.

A melhor amiga de Daisuke, ao ouvir o comentário do primeiranista, se atenta ao rosto da dona de Blue. A expressão desenhada na face de Samasha comprova o que o parceiro de Kaoru dissera. E, mesmo relutante, arrasada por não estar sendo capaz de ajudar sua amiga, a amante das flores compreende que precisa aceitar a realidade.

– Cuide da Blue-chan por mim, Tsubaki-chan... – pede, com a voz fraca. – Ela te adora e vai se acostumar fácil fácil com isso...

– Até mesmo à beira da morte, ela se preocupa com a gata dela? – Lucy, em pensamento, se surpreende, mantendo seus braços cruzados. – Não entendo uma coisa dessas...

Com seus lábios a derramar mais e mais sangue, a fragilizada estudante muda seu foco de olhar para Saito. Ele se sente um tanto quando impotente diante desta situação. Por outro lado, a sensação de Kaoru é a nostalgia, mas uma nostalgia angustiante e sofrível. Ver, bem diante de si, uma pessoa próxima morrer o faz se lembrar daquela triste ocasião, na qual sua governante perdera a vida. Até hoje, carrega nas costas a culpa daquilo. Em outras palavras, para todos, tudo o que é possível de ser sentido agora é a dor.

– Prometem salvar a Sophia-chan? – indaga, cada vez mais fraca.

– Prometemos. Nem que tenhamos que ir até o fim do mundo, salvaremos ela. – afirma o irmão gêmeo de Saori Tohara, bem certo do que fala, enquanto a observa atento.

– Isso me deixa satisfeita... Pena que não estarei aqui para vê-la de novo. Mas valeu a pena todos aqueles momentos. – alega, enquanto vai se lembrando de cada instante vivido com Sophia, Tsubaki, Senshi e os demais. – Até mesmo o clube dos gatos foi uma grande aventura!

Saito, por sua vez, sente um grande aperto em seu peito. Mesmo após ter sido alertado, não foi capaz de proteger Sophia. E agora, quem se vai é Samasha. A angústia do sentimento da incapacidade parece consumi-lo célula a célula do seu corpo.

– Eu te amo, Saito-kun. – revela ela, com um sorriso encantador, apesar do momento. – Amo você com todas as minhas forças.

Uma tosse frenética interrompe as palavras da garota. Mesmo assim, não desiste de prosseguir com seus dizeres, continuando segundos depois de controla-la:

– Eu sei que você não sente o mesmo por mim. Porém, fico feliz por tê-lo conhecido e por ter vivido tantas alegrias ao lado de você e de todos os meus amigos. Todos foram pessoas muito importantes para mim nesses meses que passei aqui em Kyodai. – a garota alterna seu olhar entre Saito, Kaoru, Lucy e Tsubaki, respectivamente. Está sendo sincera, e muito, ao falar tudo isso. – Fui feliz e estou partindo feliz... Obrigada. – agradece, fechando os seus olhos, quase no fim das suas forças.

Um doce e agudo miado chama a atenção de todos. Lucy é a única que não chora, mas como os demais, no fundo também está triste por ter de encarar a morte de uma colega.

– É a Blue. – conclui Kaoru, surpreso, com seus olhos umedecidos, ao virar seu rosto para trás.

Ouvindo a afirmação do loiro, Samasha mais uma vez abre seus olhos. Ela, Tsubaki, Saito e Lucy guiam seus olhares para a mesma direção. Da ponta do corredor, a felina branquinha se aproxima, correndo para se chegar perto de sua dona o quanto antes. Em poucos instantes, Blue já está do lado direito do rosto da adolescente, lambendo-o enquanto mia. É um ato de despedida.

– Você veio se despedir de mim? – pergunta a garota, utilizando tudo o que resta das suas forças para dar o seu adeus para a criaturinha. – Não precisava disso, é perigoso, ainda mais com aquele homem solto por aí.

A felina continua a lamber a pele da garota, como se entendesse tudo o que está acontecendo. Tal fato comove os presentes ainda mais.

Tsubaki, por sua vez, sente sua visão ficando turva e seu corpo, a enfraquecer. Além de estar bastante ferida, o esforço em vão de curar Samasha a fadiga. É quando, de repente, seus olhos se fecham e ela cai de costas ao chão, próxima à dona da gata.

– Tsubaki-chan! – clama Kaoru, preocupado, se apressando para se aproximar dela, inconsciente.

O loiro agacha e a pega em seus braços. A estudante do segundo ano não está morta, apenas desmaiara por todo o seu esforço. Olhando para os dois, Samasha tenta manter seu sorriso. Em seguida, volta a olhar para Blue. Com um tom mais ameno, articula:

– Não se preocupe, Tsubaki-chan cuidará de você...

Lucy curva seu corpo e estende os braços para pegar a felina. Kaoru, por si só, se levanta, carregando a mais nova dona da gata branca.

– Adeus, amigos... E, mais uma vez, obrigada... – se despede, fechando seus olhos definitivamente.

O irmão de Saori, Lucy e Saito, comovidos, continuam a observar o corpo da garota. Pouco a pouco, a energia chamada vida que nela se encontra vai se esgotando até chegar ao seu fim...

– Malditos sejam os Soldados da Gênese! – exclama Lucy, furiosa, ao desviar seu olhar e dar as costas para o corpo, enquanto ainda carrega a felina da falecida.

– Foram eles? – pergunta Saito, fitando Samasha.

– Sim. – confirma, sem olhar para ele. – O homem que nos atacou disse que a missão que ele recebeu era matar Nagashi. Porém, se encontrasse algum dos humanos avançados envolvidos com a profecia, tinha a liberdade de fazer o que bem entendesse.

– Isso não pode continuar assim! – grita Kaoru, virando-se para a ”cientista maluca”, sem a capacidade de aceitar toda essa situação. – Precisamos dar um basta nesses lunáticos! Primeiro a Sophia-kun desapareceu e agora a Samasha-kun morreu. O que mais eles farão?

– Eles não terão descanso enquanto todos nós não estivermos mortos. – afirma Lucy, permanecendo de costas para os outros dois. – Porém, ainda temos o que fazer para impedi-los...

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Os olhos de uma jovem garota se abrem. Samasha Seiya. Seu corpo, com as costas coladas ao chão, se ergue. Analisando todo o local em que se encontra, com suas pupilas nervosas, a estudante de Kyodai tenta entender o que está acontecendo. Mas afinal... Ela não deveria estar morta?

– Onde estou? – se pergunta, percebendo que não está mais no internato.

Ao seu redor, tudo o que há são incontáveis portas e corredores. Mesmo iluminados e claros como o dia, tal visão chega a ser assustadora.

– Samasha Seiya. – a voz de alguém lhe cama.

A adolescente se vira para trás de modo brusco. A certa distância, se encontram três pessoas. Na ponta da direita, uma garota de cabelos negros na altura dos ombros. No meio, outra garota de cabelos loiros e longos. E na ponta da esquerda, um homem de fios escuros repicados e curtos. De ambos, Samasha conhece apenas ele.

– Kenny-sensei? – conclui, surpresa, ao fitá-lo.

– Sim, sou eu. – responde ele.

Os três indivíduos, com certa pressa, passam a caminhar em direção a ela. Em poucos instantes, já se encontram próximos o suficiente para estabelecer um bom diálogo. A loira, séria, se apresenta:

– Meu nome é Sherry Fontaine.

– E eu sou Akemi. – afirma a outra, com um olhar estranhamente desconfiado. – Esses dois aí são integrantes da Carmesim, a organização rival do homem que te matou.

– Então eu...

– Sim, você teoricamente está morta. – Akemi a interrompe. – Mas apenas teoricamente.

– Como assim?

– Akemi, fica quieta. Deixa-me explicar tudo para ela. – exige Sherry, encarando a amiga, brava.

– Então faça isso depressa, perua! – impera, cruzando os braços.

A loira volta o seu rosto, mais uma vez, para Samasha. Respirando fundo, articula:

– Nós somos humanos avançados como você. Em outras palavras, eu também possuo um dom, aliás, dois. Além de ser capaz de me tornar invisível, camuflando-me em qualquer ambiente, posso projetar a minha alma para outras dimensões.

– Projetar a sua alma? – sua ouvinte, boquiaberta.

– Sim. Com o auxílio da habilidade telepática da Sugaku, que também faz parte da Carmesim, pude me conectar à sua alma e trazer comigo o Kenny e a Akemi.

– Então esta aqui é a minha mente? – fica ainda mais pasma, analisando o local novamente, com um rápido olhar.

– Exato. Aqui na sua mente existem tantas portas e passagens porque seu passado possui muitos segredos. Você foi manipulada desde que nasceu. – afirma Sherry, assustando-a.

– Manipulada? – repete, com dificuldade para acreditar nessa ideia.

– Sim. Uria Yumeda, outro integrante da nossa organização, manipula seus sonhos há anos. Mesmo que a grande maioria de nós discordasse dos métodos dele, Uria agiu por conta própria para impedir que o mal citado na profecia tomasse posse de todos os poderes possíveis e trouxesse a destruição para este mundo.

– Mas por qual razão está me dizendo todas essas coisas?

– Em breve, sua alma vai se desconectar deste plano. Contudo, você ainda pode fazer algo por seus amigos. – afirma, encarando-a a todo o tempo. – Você ainda pode ser uma heroína.

Ser uma heroína, fazer algo de bom para as pessoas. Por muito tempo, esta foi a meta de Samasha. Mas, aos poucos, esse ideal foi se tornando algo tão vazio. Afinal, se ela foi mesmo manipulada, até que ponto suas decisões, sua vida podem ser ditas como realmente suas?

– Como posso ajudar se já morri? – tenta entender.

– Concentre-se. Através da sua concentração, a mente de Sugaku se conectará de modo perfeito com a sua. Dessa maneira, ela refletirá na mente de todos os demais humanos avançados deste internato a sua experiência, desde seus primeiros segundos de vida até os finais. Seus laços de amizade, os sonhos induzidos, o objetivo de fazer algo importante... Tudo será passado para eles.

– Isso é mesmo possível, Sherry? – Akemi tenta saber.

– Sei que é perigoso. Sugaku pode sofrer alguns danos com isso, mas ela está disposta a sofrê-los, se necessário. – declara, olhando rapidamente para a amiga. – A própria Sugaku quem me falou.

– Precisamos acabar com toda a desgraça que a Gênese está causando, Akemi. É para isso que Sherry lhe pediu para se passar por uma deles. – alega Kenny, fitando a garota.

– Nossa, enganar aqueles imbecis está sendo uma tarefa difícil demais. Cedo ou tarde, vão acabar descobrindo que aquela Misty Akemi é uma projeção do meu ilusionismo.

– Chega de papo! – exclama a loira, silenciando os dois. – Samasha, está disposta a ajudar a todos?

De repente, a memória da promessa feita para Arashi e seus outros amigos do futuro ressurge. Naquele dia, mesmo que tenha sido uma experiência induzida, a dona de Blue decidiu agarrar, outra vez, o objetivo que já teve um dia.

– Sim. – afirma Samasha, mantendo a fiel conexão visual com a loira, de certa forma, desconhecida.

Sherry sorri. E pede:

– Então, por favor, concentre-se.

A garota obedece. Pouco a pouco, sente algo se conectando consigo, sendo, provavelmente, Sugaku. Fechando seus olhos, ela, que já fez parte daquele adorável clube dos gatos, decide se concentrar e cumprir com a sua última missão antes de partir de uma vez por todas. Mais do que isso, decide, no fim das contas, ser uma heroína.

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No quarto parcialmente destruído de Samasha Seiya, Tsubaki Seijitsu e de Nagashi Swords, essa última tenta, a todo custo, reparar os danos do corpo de seu colega de classe, Senshi Yujo. Mantendo as mãos coladas à barriga dele, a loira já o faz há consideráveis minutos.

– Você está um trapo, Senshi. – diz ela, assentada sobre as próprias pernas, diante dele.

– Bem, suas roupas e as minhas também. – observa ele, com o dorso apoiado a uma das paredes.

Ambos se encontram com seus uniformes bem danificados. Sangue, por quase todo o corpo. Porém, Nagashi já está totalmente regenerada, devido a sua habilidade de recuperação celular. Senshi, por outro lado, está sendo tratado pelo dom de cura que a garota adquiriu de Tsubaki.

– Ainda não consegui dominar direito essa habilidade. É bem complexa... – nota ela, ao perceber que a cura está demorando até demais.

– Não exija demais de si mesma. – pede ele, com um belo sorriso. – Foi você quem me salvou. Pela primeira vez, mostrou ser mais forte do que qualquer um de nós poderíamos pensar que era.

– Está sendo gentil.

– Não, estou sendo sincero. Você, mesmo que por alguns minutos, dominou todas aquelas habilidades. Foi incrível, Nagashi!

Ela sorri, agradecendo, ao abaixar seu rosto e interromper o contato entre seus olhares:

– Obrigada.

– Você não precisa da Arashi. É mais forte que ela. – acrescenta o garoto, analisando cada traço do rosto da colega de turma.

– Eu matei uma pessoa. Assim como, naquela vez, ela matou o Minos. – comenta, no instante em que sua alegria morre. – Eu apenas sirvo para trazer destruição.

– Não, você não traz apenas a destruição. Um exemplo é o que está fazendo comigo agora. E sim, você é responsável pela morte dele. Mas não era tirar a sua vida que ele queria? – questiona, tornando-se sério.

– Talvez ele fizesse um bem para o mundo conseguindo tal coisa.

– Não se culpe tanto. Você também merece viver. Também merece ter amigos e ser feliz.

– Eu machuco as pessoas, as faço sofrer. – alega, abaixando o rosto ainda mais. – Foi assim com meus pais, foi assim com meu irmão, foi assim com minha primeira amiga, foi assim com a minha avó, foi...

– Nagashi, você é humana! – exclama, com um tom doce, apesar de tudo, fazendo os olhos da garota se arregalarem, no reflexo do seu impacto. – Por ser humana, muitas vezes, você erra e perde o controle dos seus atos.

Outra vez, a loira ergue sua face. Restaurando o contato visual com o garoto, permite que seus ouvidos continuem a escutá-lo:

– Apesar disso, todos nós temos o direito de nos redimir de cada ato errôneo no passado. Temos a capacidade de nos renovar!

– Mas eu...

– Dê a si mesma a chance de reconstruir tudo o que foi destruído. – a interrompe, levando sua palma direita para o queixo da amiga, acariciando-o de modo leve e afável. – Seja feliz.

Nagashi nada mais diz. Se rende às palavras dele. Por mais que saiba que, através da empatia, Senshi se conecta profundamente ao seu coração, ela sabe que a verdade aqui é bem mais profunda. Há muito além de um dom especial nisso. Há um sentimento poderoso e uma luz inapagável que o envolve. É algo celestial, que ultrapassa as leis do Universo. Algo que não pode ser ensinado nem aprendido, apenas sentido. Amor...

– Então vamos? – pergunta ele, enquanto a garota o observa, séria, sem dizer nada.

A remanescente da família Swords olha para o corpo ensanguentado dele. Já se encontra totalmente curado e sequer percebera isso antes. Talvez, em algum momento enquanto pensava sobre tudo o que ele falou, a habilidade que absorveu de Tsubaki o tenha feito por si só. Possível?

– Sim.

– Obrigado por me salvar. Isso prova que, assim como qualquer um dos nossos amigos, você não nasceu para a destruição. – afirma, se levantando, sem nenhum arranhão em seu corpo. Apenas sangue que fora derramado por Rick Mendez.

– Não, Senshi. Eu quem tenho que agradecer, afinal eu quem fui salva. Apenas retribui. – argumenta, ao se levantar também.

Apenas meros centímetros os separam. Olho no olho, respirações quase unidas. Nessa situação, ela acrescenta:

– Foi você quem me salvou da solidão e isso não tem preço. – a loira, ao oferecer um belo sorriso de gratidão para ele. – Você é o meu anjo.

O rosto da garota se aproxima do de Senshi. E como brinde, ela beija a bochecha esquerda. Assim que a palma direita da neta de Madallena Swords toca o respectivo ombro do empático, a indomável se afasta, completando:

– E suas asas, são prateadas.

De repente, algo invade a mente dos dois. É a telepatia de Sugaku Megumi. Audaz, a professora transpassa neste exato momento todas as experiências vividas por Samasha Seiya, fazendo com que, finalmente, o desejo da mesma se torne realidade. Além da dupla, Tsubaki Seijitsu, Yuong Tsukyomi, Daisuke Saruma, Lucy Rouvier, Daniel Strauss, Jayden Valentine, Saito Urushihara, Kaoru Tohara, James Anthony Krum, Eric White, Yuko Kurama e Yuki Arima recebem as mesmas informações. O último desejo de uma legítima heroína, então, eternizado para além da própria eternidade.

Notas finais
Bye!