Kyodai - The Awakening Of Chaos (Interativa)
61 Capítulo 51 - Internal conflicts
Sayuri Kishimoto, Lucy Rouvier e James Anthony Krum. Em uma pequena praça do bairro em que moram, na cidade de Konton, eles caminham lado a lado. Respirando, sem medo, o leve ar que os cerca, conversam tranquilamente. E isso já se dá há bons minutos, desde que começaram o sereno passeio.
– Você não tem mais a sua habilidade, não é? – pergunta Jimmy, no meio das duas garotas, fitando a “cientista maluca”.
– Não. – responde ela, sem nenhum tipo de expressão classificável. – Porém, para mim, talvez seja melhor assim...
– Teremos um pouco de paz antes das coisas ficarem agitadas outra vez. – fala Sayuri, tentando escapar do assunto, para que Lucy não se lembre da morte de Saito. – É melhor aproveitarmos.
– Fica meio difícil depois de tudo o que ocorreu. – argumenta James. – Muito difícil...
Ao longe, o trio vê duas pessoas assentadas em um dos bancos da praça: os únicos presentes no local, além de Lucy, James e Sayuri. Um deles é Eric White e o outro é um garoto desconhecido. Sendo assim, o trio permanece caminhando em direção à dupla até se aproximarem o suficiente.
– Boa tarde. – Sayuri, sorrindo, os cumprimenta.
Somente agora Eric e seu provável amigo os percebem. Levantando-se, o jogador de basquete induz seu companheiro a fazer o mesmo.
– Boa tarde, pessoal. Tudo bem?
– Tudo sim. – responde James, com meio sorriso. Por alguma razão, sente-se corar ao olhar para o jovem que está junto de Eric.
– Este é Anthony Christhurt, um amigo meu. – afirma Eric, apresentando-os para eles. – Estes são Sayuri Kishimoto, Lucy Rouvier e James Anthony Krum: também são meus amigos.
– Prazer. – fala Sayuri, sorridente.
– Igualmente. – corresponde Anthony, mantendo-se sério.
James, por sua vez, estende sua mão direita para um aperto de mão. Contudo, o outro se recusa a tirar as mãos dos bolsos. Por isso, um clima desconfortável paira no ar e Eric sente a necessidade de intervir.
– Ele também é um humano avançado. Quando entra em contato físico com alguém, a pessoa é intoxicada e morre. – afirma, alternando seu olhar entre os três “velhos” companheiros de Kyodai.
– He, então não tem problemas! – exclama Jimmy, exibindo um sorriso maroto, chamando para si a atenção dos demais presentes. – Todos nós aqui também somos, certo? E eu tenho o dom da neutralização e já aprendi a dominá-lo muito bem.
Por isso, a mão dele permanece estendida. Anthony o fita por alguns segundos e se sente na obrigação de acatar o aperto de mãos. E o faz, mesmo estando sério.
Repentinamente, duas silhuetas surgem, bem próximas do grupo. Jimmy toma um susto daqueles, dando por encerrado o aperto de mãos devido a tal fato.
– Sou obrigado a me acostumar com os sustos que você me dá, Kenny-sensei? – questiona, um pouco revoltado.
– Creio que sim. – alega o teletransportador, cruzando seus braços.
Ao lado do assistente pessoal do mais novo diretor de Kyodai, Yuki Arima, está Luka Trancy Gold. Veio junto do mesmo para dar um aviso.
– Eric, ainda bem que te encontramos. Yuki-sama está convocando todos os integrantes da Carmesim.
Como Raiabaru Yamagato foi morto, Yuki agora não é apenas o diretor de Kyodai como também o líder da organização. E, por isso, aceitou a entrada de Daniel Strauss, Akemi Pégasus – além de Eric – na Carmesim. São ambos legítimos membros do grupo.
– Reunião de última hora? Não faz muito o tipo dele... – afirma Eric, tornando-se sério.
– Venha logo. – exige Kenny, com um timbre de voz de assustar.
– Calma, já vou... – diz, colocando-se ao lado direito do mesmo e virando-se para Sayuri, Lucy, James e Anthony.
– Pessoal, por favor, mostrem a cidade para ele. Anthony-kun veio de longe e ainda não se acostumou com os ares de Konton.
– Não sou guia turística. – reclama Lucy, fechando seus olhos e fazendo bico.
– Está de mau humor, é? – Jimmy a alfineta, segurando o riso.
Colocando cada palma sobre o ombro mais próximo dos seus dois companheiros de organização, Kenny fala:
– Adios!
E o irmão mais velho de Senshi desaparece, junto dos dois. Com isso, Sayuri se manifesta:
– Bom, Anthony-kun, acho que você vai gostar daqui. Veio para Kyodai também?
– Sim. – responde ele, devolvendo o olhar que ela está lhe dando.
A flautista fica feliz com a resposta. Em um primeiro momento, pode afirmar que seu recém-conhecido parece ser uma pessoa aprazível e de bom coração. Concordando, talvez, com essa opinião, James exclama:
– Então temos muitas coisas para te mostrar!
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Bem próximo dali...
Yuong Tsukyomi e Christopher John Huxley. Lado a lado, eles caminham juntos. São conhecidos de longa data, aliás, amigos. Pode-se dizer assim, afinal, desde que se encontraram há pouco, não pararam de falar um com outro um minuto sequer.
– Então as coisas vão bem, certo? – pergunta Yuong, sorrindo e olhando para a frente, com as mãos nos bolsos.
– Digamos que sim. – responde Chris, de braços cruzados, alternando seu olhar entre ele e o que há diante de si. – Acho que em uma situação melhor que a sua e de seus amigos estou, sem zoação nem nada...
– Tudo bem. – diz, tomando para si um ar mais triste. – É a verdade, no fim das contas. Não tenho a intenção de fugir dela.
– Sabia que ela também veio para cá? – questiona o recém-chegado em Konton, ao notar que o tema faz mal para seu amigo e desvia do mesmo, sem a intenção de prejudicá-lo.
– Ela quem? – pergunta, virando seu rosto para ele e arqueando sua sobrancelha direita.
– Yuoooooooooooooooooooooog-kuuuuuuuuuuuuuuuuun!!! – escandaliza a voz de uma garota, ecoando por todo lado.
O garoto, junto de seu amigo, para assustado. Conhece esse timbre de voz e o terror que a sua dona pode expressar. Teme que seja mesmo quem está pensando e, quando se vira de uma só vez para trás, seus olhos se arregalam ao dar de cara com quem menos esperava encontrar agora na face da Terra.
– Humanos são nojentos, menos você!! – declara ela, sorridente, ao abraçá-lo inesperadamente.
– A-Amaya!? – o mais alto, extremamente surpreso.
É Amaya Ome, uma ex-namorada do humano avançado. Nunca mais se encontraram desde que ele veio para Kyodai. Tiveram uma relação conturbada que ficamos, digamos... Mal acabada.
– Mal-educada, egoísta, escandalosa, estressadinha e de TPM contínua, aproveitadora, dissimulada, superficialista, ordinária, pessimista chata e viciada em animes. – Chris enumera, sem ter em mente nenhum exagero nas suas palavras. – É ela mesmo!
– Não vim falar com você. – alega a garota, desatando o abraço em Yuong e desfazendo seu sorriso, passando a olhar com seriedade para o outro presente. – O único que me faz sorrir e que merece minha atenção no planeta é ele, mais ninguém. Todos, exceto Yuong-kun, não passam de vermes.
– Até hoje não acredito que, um dia, você namorou com essa coisa, cara! – exclama o amigo dele, franzindo a testa e passando a encarar o veterano estudante de Kyodai fervorosamente. – Quem tem a coragem de beijar essa menina!?
– Não sou uma coisa, imbecil! – grita ela, aproximando sua face da do amigo de Yuong por alguns segundos, apenas para enfatizar sua afirmação. – Além disso, tenho muitas qualidades!
– Quais!?
– Chega, por favor, chega... – pede o mais velho, abaixando seu rosto de olhos fechados, balançando a cabeça em negação por alguns instantes. – Eu não mereço isso.
– Boa tarde. – de repente, surge Daisuke Saruma.
É quando a cara de Yuong passa de branco, vermelho, roxo, cinza, amarelo... Todas as cores primárias, secundárias, terciárias e qualquer outro tom possível! Logo agora, inesperadamente, Daisuke o encontrara.
– Minha vida acabou... – pensa Yuong, sentindo seu coração à mil.
– São seus amigos? – questiona o melhor amigo de Tsubaki, sorrindo ao olhar para Chris e para Amaya após se posicionar ao lado direito de quem tanto preza.
– S-sim... – o mais alto dos presentes gagueja, com dificuldade para encarar tal realidade: sua ex-namorada louca se encontrando com seu “amigo colorido”, vulgo atual namorado para alguns, bem diante dos seus olhos. – Catástrofe! – pensa, engolindo seco.
– Não. – nega Amaya, ainda mais séria do que antes. – Sou a namorada dele.
– Namorada!? – indaga Daisuke, de olhos arregalados. Sente uma pontada no peito ao ouvir isso.
– Ele terminou com você quando veio para cá. – afirma Chris, com o forte desejo de pular no pescoço da garota. – Não invente coisas, sua doida.
– Não invente coisas você! – esbraveja ela, para ele.
Os dois recém-chegados à cidade se conheceram quando também conheceram Yuong, anos atrás. Quando Amaya se tornou namorada dele, Chris se tornou o melhor amigo. Porém, ela sempre desprezou Christopher e por isso o amigo do Tsukyomi nunca a suportou. E quando se encontravam, discutiam. Hoje em dia, não é diferente. Ambos vieram para cá devido ao renome do colégio Kyodai – e devido a outros assuntos secundários também...
– O que ela disse é verdade? – questiona Daisuke, voltando seu rosto para Yuong.
– Sim, é. – Amaya se coloca entre os dois, afastando o amigo de Tsubaki Seijitsu com suas mãos, empurrando o peito do mesmo. – Não me lembro de termos terminado quando ele veio para cá, só demos um tempo, pois não podíamos nos encontrar.
– Entendi. – afirma Daisuke, com uma voz perceptivelmente tristonha.
Ele está arrasado. Quem diria que esse tipo de coisa aconteceria logo agora? Depois de ter se entregado daquela maneira para uma paixão que parecia incontrolável, o jovem Saruma nunca poderia pensar que sentiria tamanha dor em seu coração: e provocada, justamente, por Yuong.
– Bem, acho que estou sobrando por aqui, certo? – indaga ele, olhando para Amaya, Chris e Yuong, respectivamente.
– Não, não! – declama o mais velho, tentando consertar o estrago todo. – Essa garota é louca! Não tenho mais nada com ela desde que me mudei para cá!
– Jura? – Amaya, voltando sua atenção para seu “ex-namorado”. – Nunca acabamos com a nossa relação. Por isso, pelo que me consta, nosso namoro ainda está de pé.
– Se é por falta de boas palavras, resolvo o problema! – exclama o mais alto, virando-se para ela. – Não te quero mais, o namoro acabou! Melhor assim!?
Cansado de participar do que julga como uma grande palhaçada, Daisuke se vira em direção ao ponto de onde veio e começa a se afastar. Percebendo isso, Yuong também se vira e clama:
– Daisuke, não vai embora!
– Nem pense em vir atrás de mim! – grita o amigo de Tsubaki, sem nem olhar para trás. – Muito menos em me persuadir! Não sou seu bonequinho pessoal!
Dessa maneira, ele vai embora, com um andar triste e a alma em frangalhos. Yuong tem até o desejo de correr em seu encalço, mas antes de tomar coragem, Amaya se coloca na sua frente.
– Você não vai a lugar algum!
– Saia da minha frente! – grita ele, explodindo de raiva.
A jovem obedece, desviando do mesmo com alguns passos para o lado esquerdo. As habilidades de Yuong acabaram de entrar em ação. Contudo, quando ele dá o primeiro passo para ir até Daisuke, a voz do seu amigo o interrompe:
– Deixe-o ir. Tentar conversar agora não vai resolver nada.
– Eu poderia convencê-lo de outra maneira. – afirma, olhando para Chris, referindo-se ao seu dom de persuadir os outros.
– Se gosta mesmo dele, não fará isso. – opina Christopher, recolocando-se ao lado direito do amigo e repousando sua palma direita sobre o ombro esquerdo do mesmo. – Deixe a tempestade passar...
Enquanto isso, afastando-se cada vez mais, Daisuke tenta reter seu choro. Seus olhos até coçam para derramar lágrimas, mas se recusa a fazê-lo.
– Não vou chorar por ele, não mesmo! – exclama em pensamentos. – Mas quem mandou confiar seus sentimentos a um imbecil!? A culpa é sua, Daisuke, seu idiota!!
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Nagashi Swords, Senshi Yujo, Tsubaki Seijitsu, Daniel Strauss, Kaoru e Saori Tohara... Juntos, eles conversam com Julie Gray.
– Então ela é sua amiga, Strauss-kun? – pergunta Tsubaki, com dificuldade para falar o nome de quem está bem ao seu lado direito.
O local agora é uma sorveteria. Cada um está com um sorvete em torno de uma grande mesa branca circular. Vieram aqui aproveitar a inauguração da sorveteria nova, que por acaso, fica bem próxima do colégio.
– Sim. – responde Daniel, sorridente. – Julie é uma ótima pessoa!
– Não fala assim... Sabe que fico envergonhada. – pede ela, sentindo-se corar, do outro lado do seu conhecido.
– Você é muito parecida com a Tsubaki-chan. – opina Senshi, assentado ao lado direito de Nagashi, enquanto saboreia o seu sorvete.
– Como você sabe? M-mal me conhece... – alega Julie ao voltar seu olhar e atenção para o namorado da “garota indomável”.
– Acredite: ele sabe. – afirma Nagashi, sorrindo também.
– Gente, eu estou morto de fome! – exclama Kaoru, chamando para si a atenção de todos.
– Você acabou de terminar seu sorvete. – afirma Saori, ao seu lado direito, saboreando o seu próprio.
– Ainda assim, estou com fome. – diz ele, retribuindo-lhe o olhar. – Além disso, quando chegar em casa, quero assistir Inu Yasha.
– Quando chegar na casa do Senshi, você quer dizer... – intervém Daniel.
Como a casa dos Tohara é relativamente longe – e como Kaoru não quer estragar seu tempo de descanso ouvindo as broncas do pai – e quer permanecer ao lado de Saori sem nenhum problema, pediu a Senshi para ficar na casa do mesmo por alguns dias até o retorno das aulas. Assim como Nagashi, os dois irmãos estão “hospedados” na mansão que está em nome de Azori Atlus.
– Foi o que eu quis dizer. – argumenta o loiro.
Julie, vez ou outra, olha para cada um deles. De certo modo, se sente feliz no meio deles. Sente que são boas pessoas e fica feliz por poder se divertir com todos. Nunca soube o que é curtir um bom programa com amigos – pois, por ser filha adotiva de um casal homossexual, sofrera muito preconceito e discriminação e fora deixado de lado por quase todos que conhecia – e sempre fica grata por fazê-lo. Por consequência, acaba sorrindo aqui.
– Está feliz, não é? – indaga Senshi, fitando-a.
– S-sim... – admite, um pouco tímida, apesar de tudo. – Nunca tive amigos de verdade.
– Chegou a hora de ter. – Kaoru, outra vez.
– Daniel... – ecoa a voz de Akemi Pégasus, quando a mesma surge entre eles, ao vir andando até aqui. – Preciso que venha comigo.
Todos olham para a jovem que permanece de pé atrás de Nagashi e Senshi. Séria, a melhor amiga de Sherry Fontaine continua encarando o Strauss até Saori e Tsubaki dizerem juntas:
– Oi!
– Oi. – corresponde, tentando esboçar um sorriso de leve.
– Qual o problema? – indaga Daniel, fitando-a.
Ela retorna sua atenção para ele. Cruzando os braços, articula:
– Uma reunião de última hora da Carmesim. É urgente.
– Reunião de última hora? – desconfia Kaoru, “sentindo o cheiro” de coisa séria.
– Bem, se é isso, vamos indo. – diz o filho adotivo de um dos senadores mais importantes e ativos do país, empurrando sua cadeira para trás e se levantando do seu lugar.
– Strauss-kun, você vai embora? – questiona Julie, um pouco desconfortável com isso, fitando-o.
– Não se preocupe. – responde, sorrindo para ela. – Você ficará em boas mãos.
– Vamos logo? – pede Akemi, batendo o pé direito, impaciente.
– Sim. – corresponde.
Daniel dá meia volta na mesa e se posiciona ao lado esquerdo da Soldada da Carmesim. Com isso, se despede:
– Até mais, pessoal!
– Até. – dizem, juntos: Nagashi, Senshi, Tsubaki, Kaoru e Saori.
Em seguida, a dupla Carmesim se vira para o outro lado. Juntos, Akemi e Daniel se afastam e são observados pelos que permaneceram em seus lugares.
– Será que é algum problema mesmo? – indaga Saori, para seu irmão.
– Para falar a verdade, acho que sim. – admite o loiro. – Ainda temos desafios nos esperando por aí a fora.
– Tem a Yukino Arima, mãe do Yuki-sama. – diz Senshi. – Pelo que parece, ela se tornou uma assassina em série.
– Sem contar que a Gênese foi dissolvida, mas os seus membros restantes podem estar planejando algo. – opina Nagashi, chamando a atenção de todos.
– Do que vocês estão falando? – pergunta Julie, sem entender absolutamente nada.
– De assuntos complicados. – define Kaoru, ao virar sua face para ela. – Melhor nem tentar entender...
E, assim, todos continuam a aproveitar seus sorvetes. Vez ou outra, alguém fala algo depois disso. Todavia, o clima estranho deixado pelo anúncio da reunião inesperada dos Carmesim veio para ficar...
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Alguns poucos minutos depois, já no interior de Kyodai...
– Yukino Arima? – questiona Daniel, caminhando ao lado de Akemi.
– Isso. É esse o tema da reunião. – corresponde a jovem, que já tinha citado tal coisa segundos atrás, mas percebera a dificuldade do seu ouvinte em acreditar no fato.
– Então ela representa uma ameaça?
– Creio que sim.
Por mais alguns instantes, a dupla anda pelos corredores da escola até chegarem diante da porta da sala do diretor. Com sua mão esquerda, ele gira a maçaneta e entra.
– Com licença. – pede, ao entrar junto de Akemi.
Com sua mão direita, a garota fecha a porta. E, devidamente, um ao lado do outro, os recém-chegados à sala se posicionam diante do assentado Yuki Arima. Além dele e dos dois que chegaram agora, estão aqui também Sherry Fontaine, Kenny McGiven, Luka Trancy Gold, Eric White e duas outras pessoas. Uma delas é um homem um pouco mais velho que Yuki: alto, magro, pele clara, olhos azuis, dono de curtos e lisos cabelos loiros – Pierre Fontaine. A outra pessoa é uma senhora de idade: estatura mediana, mais magra que qualquer outro aqui, pele negra, olhos castanhos e cabelos brancos presos em um coque – Lygis Pégasus.
– Meu pai e Uria Yumeda, de nossa organização, foram mortos por ela. – afirma Yuki, levantando-se do seu lugar, mas permanecendo de pé no mesmo ponto. – Yukino, minha mãe, ressurgiu para deter Fênix, mas acabou não fazendo-o e se tornando um problema ainda maior do que ele. Ela está buscando por vingança e, com o poder que tem, pode não ser parada tão facilmente.
– Ela pode ir longe demais. – afirma Pierre, o pai de Sherry, com um forte sotaque francês.
– Infelizmente. – confirma o líder do grupo.
– Desse modo... – sugere Kenny, receoso.
Apesar de repudiar esta alternativa, Yuki não conhece, no momento, nenhuma outra solução. Não pode aceitar sangue sendo derramado por aí a fora. Além disso, ninguém sabe com certeza os preceitos da vingança de sua mãe, o que pode levar a algo ainda mais amplo do que estão imaginando. Por isso, olha para cada um dos presentes e diz:
– Desse modo, devemos destruir para sempre... Aquela mulher!
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