Kyodai - The Awakening Of Chaos (Interativa)
60 Capítulo 50 - Ice Heart
Notas iniciais
Quando o ser humano se renova, ele renasce. Ao deixar de lado o passado para transformar a própria vida, é possível sim nascer de novo. Até mesmo quando o atual estado se resume a cinzas, nada nos impede de ressurgirmos dentre elas. Afinal de contas, a melhor habilidade humana é a de se adequar aos mais variados tipos de situações. E, em estado evolutivo, é a adequação que nos leva à legítima ressureição...
3ª Temporada: RESSUREIÇÃO – INÍCIO
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Segunda-feira, 21 de abril de 2014. 10h20min. Uma semana se passou desde os acontecimentos no Palácio da Gênese e a invasão do assassino Fênix na renomada Kyodai. O instituto, por ter sofrido graves danos em suas dependências, teve que cancelar as aulas, tendo a previsão de retorno para 28 de abril – ou seja, daqui a mais uma semana. Além disso, com a morte da sub-general da Carmesim, Sugaku Megumi, Yuki Arima se tornou o membro mais importante da organização abaixo do fundador Raiabaru Yamagato, substituindo-a. Após tudo aquilo, a escola está, consequentemente, entrando em uma nova fase.
E, no momento, Nagashi Swords aproveita a bela vista que a janela do seu quarto oferece, tal como a brisa agradável da manhã assopra seu rosto e esvoaça seus cabelos. Na verdade, não é exatamente o seu quarto... Após a derrota de Fênix, a loira foi para a casa de um dos seus amigos. Foi tão bem recebida pela família dele que acabou ficando por aqui mesmo desde então.
– Acordou? – pergunta Senshi Yujo, ao abrir a porta, até agora fechada, e entrar no local, fechando-a em seguida.
– Sim. – responde ela, mantendo seus cotovelos sobre a quina da janela, ainda curvada e apoiada na mesma.
Em nenhum momento, Nagashi vira sua face para ele. Pelo contrário, o garoto tem de se aproximar e se posicionar ao lado direito da loira – assumindo a mesma postura que ela, ao também apoiar seus cotovelos sobre a janela – para então ser capaz de olhá-la nos olhos, diretamente.
– Dormiu bem?
– Na medida do possível. – afirma ela, de certa forma, triste.
Apesar do namoro – para alguns, não seria esse o nome correto para definir uma relação em que os beijos de afeto ainda não tiveram tempo e espaço para “brilhar” – estar firme, não dormiram juntos no mesmo quarto. Senshi é do tipo de pessoa que preza por uma relação mais espiritual e menos carnal, algo que pode também ser dito da jovem Swords.
A casa em questão é, incontestavelmente, enorme e, por isso, possui vários quartos a disposição. Como o “prateado” achou que a loira se sentiria melhor aqui, deixou seu quarto todo para ela: e desde que a mesma chegou. Durante esse tempo, o empático passou a dormir ao lado.
– Ainda está pensando em tudo o que houve, não é? – questiona ele, já ciente de qual é a resposta. Não somente pelo seu dom de empatia, como também pela ligação que tem com Nagashi, algo que supera qualquer habilidade especial.
– Sim. – alega, tomando para si uma expressão puramente tristonha. – Gingamaru... Samasha... Saito... Yuko... Jayden... Sugaku... Sophia... Todos eles se foram de maneira tão revoltante. Sem contar as outras vítimas do Poltergeist e dos Soldados da Gênese.
– Eu te entendo perfeitamente. – diz, ao virar-se completamente para ela, erguendo sua mão direita e repousando-a sobre o queixo da amada, fazendo-a corar e tentar desviar-se deste contato visual: em vão, pois Nagashi não consegue escapar do olhar envolvente do dono do quarto.
– Isso, por acaso, é novidade? – questiona ela, sorrindo.
Ele sorri de volta, sem responder. É quando seus rostos, pouco a pouco, vão sendo atraídos um pelo outro e se aproximando, que um forte empurrão – após o ligeiro girar da maçaneta – faz com que a porta do local se abra bruscamente e se choque contra a parede. O clima entre Nagashi e Senshi é totalmente quebrado e, surpresos, olham para os “intrometidos”.
Daniel Strauss, Daisuke Saruma, Tsubaki Seijitsu e os irmãos Tohara. São eles que aparecem, junto do dono da casa – e também pai adotivo de Senshi: Azori Atlus.
– O que vocês dois estavam aprontando? – questiona Azori, a frente dos amigos do filho, após ter chutado a porta com sua perna direita.
– Nada, pai, nada... – afirma Senshi.
– Filho, se você tiver seduzindo a nossa convidada indevidamente, vou te dar uns bons cascudos! – exclama ele, ao cruzar os braços e esboçar uma expressão séria, que na verdade não passa de fachada.
– Ela é minha namorada, não preciso seduzi-la! – argumenta, franzindo a testa.
– Sei... Sei... – Azori desdenha, tentando irritar o mais novo, mantendo a distância, apesar de tudo. – Como se eu não te conhecesse...
Nagashi não consegue se segurar por mais tempo e acaba soltando algumas risadas, mesmo colocando a palma direita a frente de sua boca. Daniel, Daisuke, Tsubaki, Kaoru e Saori acabam rindo também.
– Seu pai é hilário, Senshi! – exclama Daniel, ainda atrás de Azori. – Mal chegamos e ele quase nos matou de rir!
O grupo chegara há pouco na residência, com a intenção de fazer uma visita aos seus dois amigos. De algum modo, Daniel e Saori – que foram transferidos para Kyodai não faz muito tempo – se aproximaram bastante dos estudantes ligados à profecia. Nós últimos dias, os sete jovens aqui presentes praticamente não se desgrudaram.
– Swords-san, Yujo-kun... Como vão? – pergunta Tsubaki, com um gracioso sorriso.
– Vamos bem, Tsu-chan. – alega o garoto, levando sua mão direita para trás de sua nuca.
De repente, Azori se vira para trás. Com um olhar firme, passa a fitar Tsubaki, deixando-a desconcertada. Usando uma curiosa expressão, pede:
– Tsubaki-sama, por gentileza, fique de olho naquele pilantrinha ali. Se necessário, esmurre-o, mas não deixe de proteger Nagashi-hime! Não podemos permitir que ela seja mais uma vítima das artimanhas dele!
– S-sim, Atlus-san... – confirma ela, meio tímida.
E, então, sem mais delongas, o mais velho dos presentes se retira. Kaoru, com sua sobrancelha direita erguida, leva seu olhar para o ainda distante Senshi. E, com isso, pergunta:
– Tsubaki-sama? Nagashi-hime?
– Não liga não, cara... Meu pai é assim mesmo, doidão...
Em seguida, Nagashi – ainda risonha – volta a fitar seu namorado. Com o mesmo tom de voz, se manifesta:
– Pelo jeito, você não é tão “acatado” quanto parece ser, não é mesmo?
– Do que você está falando? – indaga ele, sem entender.
– Seu pai demonstrou saber bem como funcionam suas táticas de sedução, Senshi... Quer dizer então que já usou esse seu perfil de anjo para...
– Não, não! Não dá bola para o que meu pai fala! – pede, visivelmente desesperado com a situação. – Ele, de vez em quando, exagera nas brincadeiras.
– Eu sei, seu bobo. – fala a loira, ao fechar seus olhos. – Você não é o único que conhece bem quem ama por aqui...
E, depois de mais alguns segundos se entreolhando, os dois pombinhos se reúnem com seus amigos recém-chegados. Com o intuito de esfriar a cabeça, esquecer os problemas e aproveitar o tempo de folga, o grupo sai do quarto e se afasta da casa, assim que Senshi avisa seus pais sobre o destino que por ele mesmo foi escolhido. Afinal de contas, após tantos desafios, os estudantes de Kyodai merecem, mesmo que pouco, algum tempinho na mais simples normalidade...
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Zona nobre de Konton, mansão dos Valentine...
– Como você está? – pergunta Kenny McGiven, diante da dona da casa.
– Acabada. – resume Alice.
Os dois, em uma conversa nada animada, estão na grande sala da mansão. Kenny, grande amigo dela, veio lhe consolar. Afinal, mesmo que vários dias tenham se passado, a estilista não conseguira aceitar a verdade: seu amado filho está morto.
– Sem marido, sem filho... Não tenho mais nada.
– Não diga isso. – a repreende, com um tom bem paciente até. – Você tem que se reerguer. Não pode deixar sua vida de lado por quem já se foi.
– Eles não irão renascer, irão? – questiona, erguendo seu rosto cabisbaixo e voltando seu olhar para o sujeito diante de si. – Não sei se suportarei tanta dor.
Apesar da pergunta, Kenny não responde. Assim como ela, está assentado – e bem acomodado – em uma confortável poltrona de couro. E, com um suspiro pesado, ele se levanta, sem ser acompanhado pelo olhar da ricaça.
– Vou indo. Parece que você precisa de um tempinho a sós.
– Não vai resolver absolutamente nada, mas se é o que quer...
Curvando seu corpo, ele dá um suave abraço na mulher, apesar de não ser correspondido. Por alguns segundos, ela se lembra dos abraços que recebia de seu filho Jayden quando o mesmo ainda vivia. Sente seu coração se apertar ainda mais, mas para seu conforto, Kenny desfaz o abraço sem muita demora.
– Fique bem... – ele lhe deseja.
No segundo seguinte, desaparece, teletransportando-se. Alice, então, se levanta e decide “explorar” a própria casa. Dispensara seus empregados por tempo indeterminado, desde o dia fatídico, e nem faz ideia de quando precisará deles novamente. A estilista está em uma fase de pura depressão, sem vontade de trabalhar ou de sair de casa. A intenção de Kenny ao vir aqui – sendo que hoje não foi a primeira vez – era incentivá-la a mudar de postura. Porém, a tentativa fracassou.
– Jayden... – fala a mulher, após minutos e minutos andando em quase toda a residência, chegando por último no quarto do falecido filho. – Será que serei capaz de viver sem você?
De repente, a morena, parada na porta do quarto em questão para observar cada móvel do cômodo, escuta os silenciosos pingos de alguma torneira da casa. Isso, possível apenas devido ao silêncio tenebroso que tomara conta do local, já que não há mais ninguém além dela por aqui. Então, com sua mão esquerda, fecha a porta para se retirar. Atenta aos sons dos constantes pingos, vai caminhando em busca deles.
– Eu não tinha fechado a torneira quando escovei meus dentes? – pensa ela ao chegar ao local de origem dos pingos.
É um dos três banheiros da mansão. Passando pela porta, a estilista se aproxima da pia. Ao fazê-lo, usa sua mão direita para fechar a torneira e interromper o desperdício de água. Entretanto, a tristeza que até agora imperava em sua face desaparece, quando ela leva seu olhar para o chão.
– Água... – imagina, ao encontrar um rastro de água, possivelmente iniciado pela goteira, algo que se alastra e passa pela porta do banheiro. – Como eu não notei antes?
Assustada, a morena se vira bruscamente para o outro lado. Sabe que precisa sair daqui o quanto antes, já que a água no chão do seu banheiro tem um significado muito mais perigoso do que se pode imaginar. Contudo...
– Alice, há quanto tempo... – uma bela mulher a saúda, assim que a morena sai do banheiro e cessa seus passos, de costas para a porta do cômodo em questão.
É uma linda mulher, com uma beleza extraordinária. Sua pele clara contracena com seus profundos olhos azuis – que mais parecem dois vastos riachos de serenidade e paz. Os perfumados cabelos castanhos, levemente ondulados, vão até seus pés. Um rosto com proporções quase perfeitas – para não dizer exatamente perfeitas. Qualquer um que a ver pela primeira vez, com toda a certeza, teria dificuldades para acreditar que, neste mundo, existe alguém com tamanha imponência.
– Não... – fala Alice, aterrorizada. – Você...
– Sim, eu mesma... Yukino Arima, aquela que foi castigada sem merecer. – corresponde a “agradável visita”, com um sorriso radiante, desenhado por seus lábios naturalmente rosados.
– Veio me...
Os olhos da recém-chegada se entrefecham, mas logo voltam ao normal. Alice, por sua vez, sente seu corpo se arrepiar da cabeça aos pés. É como se o pavor do passado estivesse ressurgindo dentre os mortos para lhe aterrorizar mais uma vez.
– Está com medo? Prova de que tem contas a acertar comigo. – declara Yukino, deixando-a ainda mais apavorada.
– Espere! É um engano! Eu nunca... – Alice não consegue completar sua frase, pois é surpreendida.
Sem ter notado nada, uma poça d’água havia se formado sob os pés dela. E, agora, uma assustadora couraça de gelo vem surgindo da poça, subindo gradativamente por suas pernas. Vendo isso, a estilista implora:
– Por favor, mate-me depressa.
Yukino se espanta ao ouvir o pedido. Segundos em seguida, restabelece a sua expressão tranquila, decidindo indagar:
– Desistiu da vida?
– Perdi meu marido, meu filho. Portanto, não tenho mais nada. Viver, a partir de agora, será pior do que morrer.
Repentinamente, uma intensa fúria toma posse do rosto de Yukino. Sem exaltar sua voz, contra-ataca:
– Eu não perdi nada. Arrancaram de mim. Tiraram tudo o que eu tinha de mais precioso e me trancafiaram como se eu fosse um monstro. Seu sofrimento não é nada comparado com o de passar treze anos lacrada como o pior dos demônios.
A couraça de gelo, que continua tomando o corpo de Alice, já chegara até sua cintura. E continua subindo. Porém, a bela invasora, com o intuito de lhe dizer as palavras finais, se despede:
– Espero que aproveite a companhia dos seus amiguinhos, dos quais já me vinguei... No outro mundo!
E então, do lado de fora da mansão, é possível ver dezenas de gigantescas estacas de gelo destruindo toda a residência. Como extra, o último grito de vida de Alice Valentine ao ser presenteada com o gélido manto da morte...
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Quarta-feira, 23 de abril de 2014. 13h45min. Kyodai, sala da direção...
“Mortes misteriosas intrigam autoridades: a morte do empresário Raiabaru Yamagato e de outras figuras importantes do país podem estar interligadas”. Essa é a manchete do jornal nas mãos de Yuki Arima, vice-diretor de Kyodai. Ou melhor, o novo diretor de Kyodai...
– Foi ela, não foi? – pergunta Sherry Fontaine, de braços cruzados e de pé, perante o atual líder da Carmesim.
– Possivelmente. – responde Luka Trancy Gold, ao lado direito da loira, já ciente de quem ela está falando. – Agora sim o que eu disse sobre sermos caçados está começando a fazer sentido.
– Nós, integrantes mais jovens da organização, não temos nada a ver com isso, Luka. – afirma Yuki, ao abaixar o jornal e depositá-lo sobre sua mesa, passando a alternar seu olhar entre os dois aliados. – Vejam só quem foi pego até agora: meu pai, Alice Valentine e Uria Yumeda. Alice nem da nossa organização era!
– Então isso só pode significar uma coisa: os caçados são os integrantes do grupo de amigos da geração passada! – exclama Luka, entendendo tudo.
– Exato. E, nesse caso, Sherry, seu pai pode ser a próxima vítima. – opina Yuko, deixando-a nervosa e preocupada com tal possibilidade. – Nessas circunstâncias, tanto você quanto ele têm permissão de se afastar por ora para que possam procurar um local seguro.
– Pai... – pensa ela, ao abaixar sua face, ciente do quão alarmante é a ameaça que coloca Pierre Fontaine em perigo agora.
– Sherry, isso é mesmo o melhor a se fazer por enquanto. – Luka se expressa, chamando a atenção da mais jovem do local. – O perigo que seu pai está correndo não é pouca coisa. Creio que deveriam ficar longe da cidade enquanto a poeira não abaixa.
– Vou falar com ele ainda hoje e decidir o que faremos. – diz, tentando se acalmar. – Agora, se me permitem, me retirarei.
Dando as costas para os dois companheiros de organização, Sherry começa a andar em direção à porta. E quando a abre com sua mão direita, dá de cara com cinco outros jovens: três garotos e duas garotas.
– Licença. – pede Sherry, com meio sorriso, passando por eles e se retirando da sala.
Em seguida, o quinteto recém-chegado passa pela porta e entra para o local. Os adolescentes, alinhados, se posicionam com expressões sérias perante Yuki Arima.
– Bem vindos. – diz o diretor, sorridente.
O primeiro deles, na ponta esquerda de Yuki, é o mais alto e quem também parece ser o mais velho do grupo. Possui pele clara, cabelos castanhos, olho direito de coloração azul e o esquerdo de coloração castanha, além de um piercing na orelha direita. Anthony Christhurt.
O segundo, de pele clara também, não é tão alto quanto o primeiro. Não muito forte, o jovem de cabelos bem curtos – apesar de serem o suficiente para ocultarem parte de suas orelhas – e negros tem também um corpo magro e um pouco definido. Seus olhos são castanhos claros bem limpos e acima deles, sobrancelhas relativamente grossas. Christopher John Huxley.
O terceiro, por sua vez, tem os mais longos cabelos dos cinco, de cor puramente negra. Bastante alto e bem magro, tem interessantes e claros olhos azuis. Por fim, a pele mais “albina” do grupo. Mesmo sendo homem, de certa forma, sua aparência lembra a de uma garota. Arin Cowne Style.
A quarta, sendo uma bela garota, possui um rosto de traços delicados e bem definidos. É dona de uma pele pálida e um par de íris acinzentadas como dias nublados. Seus cabelos lisos e negros lhe caem até os ombros em um corte repicado e bagunçado, dando a ela um ar infantil e descontraído. É aquela com o melhor condicionamento físico, algo evidenciado por suas curvas. Julie Gray.
E, por último, mas não menos importante, alguém de cabelos azul-alegre, olhos azul-do-mar e pele branca-areia. É extremamente magra, sem curvas evidentes e dona de seios bem pequenos. Seus bracinhos são finíssimos e a face tem maçãs rosadas. É também a menor do grupo. Amaya Ome.
– Ainda bem que chegaram. – afirma Yuki, observando um por um: da direita à esquerda. – O colégio está mesmo precisando de novos estudantes como vocês.
Após a invasão de Fênix, muitos dos alunos abandonaram a escola, o que acabou prejudicando o renome da mesma. O colégio teve de levantar altos fundos para manter todas as vítimas daqueles acontecimentos em silêncio. Afinal, seria um desastre caso a notícia de que um assassino com poderes sobrenaturais – que foi capaz de promover uma verdadeira chacina – se espalhasse. Para todos os efeitos, o Poltergeist que tomou toda a Konton durante aquele dia não passou de um evento que iniciou com um incêndio domiciliar qualquer. Ainda assim, Kyodai está em uma fase crítica como nunca antes em sua longa história.
– As aulas reiniciarão em uma semana, não é mesmo? – questiona Anthony, fitando Yuki atentamente.
– Sim. Até lá, espero que aproveitem os dias de descanso, pois as aulas perdidas durante esse período serão repostas mais para frente. – o diretor deixa bem claro.
– Interessante... – diz Julie, simplesmente.
E, após trocarem mais algumas palavras com o humano avançado que domina o fogo e a água, os jovens se retiram e retornam para suas respectivas casas. Assim que isso acontece, Luka dirige a ele sua palavra:
– Como você está, Yuki-sama? Digo... Diante da morte do seu...
– Estou bem, Luka. – afirma ele, ao interrompê-lo, percebendo a dificuldade de se expressar do companheiro. – O que passou, passou...
Por alguns instantes, ambos permanecem em silêncio. Porém, com um profundo suspiro, o filho do falecido Raiabaru Yamagato decide quebrá-lo sem piedade:
– A questão agora é: libertar minha mãe foi a escolha correta?
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