Ela corre, ofegante, pelos corredores de sua escola: Tsubaki Seijitsu. Assim que retornara ao colégio, saiu às pressas de perto de Nagashi e dos outros para encontrar Daisuke Saruma. Sua preocupação com ele agora não tem precedentes. Afinal, é seu melhor amigo e uma das pessoas que considera mais importantes na sua vida.

– Tsu-chan! – exclama uma voz conhecida.

A garota, de imediato, para. No momento, está explodindo de alegria. Por isso, se vira para trás e volta a correr.

– Calma, calma. Assim você me mata! – reclama o garoto, sendo apertado por ela no abraço qual a curandeira deposita todas as suas forças.

– Fiquei com medo de te perder, Daisuke-kun! – revela ela, já com lágrimas nos olhos.

– Mas eu estou aqui, não estou? Então não tem motivo para você ficar assim! – diz ele, apertando-a no abraço também, mas de maneira suave, assim como qualquer outro garoto gentil, como ele, faria no seu lugar. – Me conta: como foram as coisas no Palácio da Gênese? Todo mundo voltou bem?

A menor desfaz o abraço. Com uma expressão, agora, mais triste, ela se vira para o outro lado. Retoma, com suavidade, seus passos. E Daisuke decide acompanhá-la. E durante os bons minutos que fazem isso, sem encontrar ninguém, – apenas chamas em vários trechos do chão e das paredes – ela explica com detalhes tudo o que aconteceu durante a guerrilha contra os Soldados da Gênese.

– Tudo isso é bem triste. – opina ele. – Queria que a Sophia-kun tivesse voltado.

– Eu também. – afirma a adolescente, se segurando ao máximo para não chorar. – Mas ela se foi...

De repente, a dupla escuta os gritos de alguém. Pelo que julgam, é a voz de Saito Urushihara, um dos seus amigos. Olhando uma para o outro, ambos balançam seus rostos positivamente e decidem ir em direção à voz. Não podem deixar, de forma alguma, que um amigo sofra ou corra riscos, seja lá pelo que for. Após algum tempo correndo e passando de corredor em corredor, eles param logo no início de um. No fundo, encontram um corpo caído ao chão e outro alguém – idêntico ao morto – de pé, encarando James Anthony Krum e Jayden Valentine. Além deles, Lucy Rouvier se encontra assentada sobre as próprias pernas, no chão.

– E então: quem será a minha próxima refeição? – o sujeito desconhecido pergunta para os dois garotos encurralados.

– Pessoal! – Tsubaki clama, chamando os seus amigos.

Lucy, Jayden e Jimmy olham para a recém-chegada, pois não haviam percebido a aproximação da atual dona da gata Blue. O ruivo desconhecido pela curandeira, por sua vez, se mantem de costas para ela. Sério e com a voz firme como nunca, ele ordena:

– Saia daqui, garota.

– Ele é o Fênix! – Jimmy grita. – Não temos chances contra ele! Fujam!

– O Fênix? – pensa Tsubaki, abismada.

– Ele matou o Saito-kun e absorveu o poder da Lucy-san! – desta vez, é Jayden. – Vão! Fujam!

– Calem as suas bocas, vagabundos desgraçados! – grita o ruivo, assustando os dois. – Pessoas que estão prestes a morrer não têm o direito de falar nada! Não têm direito à absolutamente nada, se não a esperar o derradeiro fim!

– Não temos que obedecer você! – James grita, enfrentando-o. – Estou segurando as suas habilidades, portanto não poderá fazer nada! – e, virando sua face para Jayden, pede: – Tenta transformá-lo em pedra! É nossa chance!

– Mas eu... Eu nunca consegui despertar essa habilidade, ela ainda está latente. – alega o garoto, aflito.

– Agora é a nossa única chance! Você precisa conseguir!

Tsubaki e Daisuke, ambos sem saber o que devem fazer, apenas assistem, inatos. Ela, principalmente, sente o medo brotar em seu interior: o medo de perder pessoas queridas. Mas o que poderia fazer agora?

– Eu tenho apenas habilidades de suporte. – pensa ela, um pouco trêmula. – Não posso fazer nada sozinha...

Irritado, Fênix usa sua mão direita para atacar o pescoço de Jimmy. Impulsionando-o contra uma das paredes – a que está à sua esquerda –, o empurra com força contra ela, ordenando:

– Liberte os meus poderes agora!

– Não! – corresponde ele, se debatendo para se libertar, assim como fora na ocasião em que enfrentou a metamórfica dos Soldados da Gênese. – Vamos te derrotar!

Apesar de ainda não ter adquirido nenhum tipo de habilidade que lhe garanta força sobre-humana, o ruivo demonstra ter um vigor acima da média. Sufocando o adolescente sem dificuldades, ele diz:

– Não preciso de nenhuma habilidade para acabar com alguém como você!

Jayden tenta atacá-lo com um soco, mas antes disso, o mais velho acerta um chute – com sua perna esquerda – no rosto dele, jogando-o para o lado direito da aterrorizada Lucy. Em seguida, usa sua mão livre para golpear o estômago de James e deixá-lo sem consciência. Soltando-o, ele cai desmaiado, de bruços ao chão.

– Agora sim... – diz, virando-se para a jovem que está assentada ao chão.

– Você absorveu o poder dele?

– Não. Neutralizar os poderes das minhas vítimas deixaria as minhas caçadas sem graça alguma. Prefiro que as minhas presas se debatam com tudo o que têm. – responde a pergunta de Lucy, se aproximando dela. – Mas essa sua personalidade me tira do sério e por isso gosto mais de você quando está dormindo.

Ele a ataca com uma certa quantia de energia elétrica, fazendo sentir uma terrível dor. Como a garota mal sentiu dor em toda a sua vida, acaba desmaiando em poucos instantes por baixa resistência e cai de costas para o chão. Por consequência, o patife comenta, rindo:

– Isso é o que dá depender de uma habilidade regenerativa durante toda a vida. Acaba não conhecendo a dor...

Tsubaki e Daisuke assistem toda a situação sem a mínima ideia do que devem fazer. Estão terrivelmente assustados e, por terem a perfeita ciência de que suas habilidades não servem para combates diretos, não conseguem encontrar nada para executar no momento.

– Valentine-kun, Krum-kun, Rouvier-san... – pensa Tsubaki, aflita, olhando para cada um deles. – O que eu posso fazer? O que posso fazer???

Fênix, por sua vez, volta sua face para o ainda no chão – mas acordado – Jayden. E articula:

– Fique com bastante medo mesmo, pois eu vou ali e já volto para pegar o que é meu.

Voltando seu rosto sério para Daisuke e Tsubaki, o ruivo retoma o seu caminhar. Enzy, assustadíssimo, mal consegue se mexer. Apenas sente seu corpo tremer todo, atordoado. É como se sua existência já tivesse aceitado a irremediável e imbatível morte. Por isso, o assassino continua a andar até se colocar perante a única integrante do clube dos gatos presente.

– Se está pensando em me deter, o momento é agora, garota inútil. – diz ele, encarando-a.

Apesar da provocação, ela nada diz. Apenas permanece fitando-o com um olhar amedrontado.

– Já imaginava que não faria nada. Afinal, o que sua habilidade tem de especial para fazer frente a mim?

A jovem não responde. Porém, voltando a sorrir, ele continua:

– Seu dom é a coisa mais ridícula que existe na face da Terra. Sequer consegue usá-lo ao seu favor e isso é deprimente. Para quê desejar ter um dom que ajuda apenas os outros?

Mais uma vez, ele espera por uma resposta – por alguns segundos – e não obtém. Acaba sendo obrigado a dar continuidade por si só:

– Os fortes dependem somente de si mesmos. Por isso, não necessitam de porcarias lixosas como as suas ínfimas capacidades. Dispenso o que você tem.

E ele desvia dela, por, desde o começo, ter sentido a aproximação da garota com um dos seus dons: rastreamento de habilidades. Porém, nunca teve interesse no que Tsubaki Seijitsu representa. Em pouco tempo, se coloca perante Daisuke Saruma.

– Daisuke Saruma: memoria eidética e aptidão intuitiva. Isso sim é uma refeição proveitosa. – recita, alegre. – Esteja preparado para morrer!

O coração de Tsubaki começa a bater mais rápido. Seus olhos se expandem ainda mais, a cada segundo que passa. E quando o ruivo criminoso estende seu braço direito para tocar o rosto do seu amigo, algo acontece: nasce uma flor.

– O que é isso? – o homem se pergunta, olhando para baixo e vendo uma camélia branca enroscada em seu pé direito. – Uma flor?

Fênix se vira de uma só vez para Tsubaki, abaixando o seu braço. Irritado, questiona:

– Isso é obra sua?

Ela não responde. Porém, ele agora pode sentir a manifestação das habilidades dela fluindo como nunca antes. Mesmo assim, o assassino não se preocupa com tal ameaça, chegando a ironizar:

– Ai que medo da menininha das flores! Estou até sujando minhas roupas íntimas de tanto pavor!

– Cuidado. – ela, de costas para ele, se manifesta, com um tom bem mais firme. – Até as mais delicadas flores podem ter espinhos.

Repentinamente, um grande arranjo de flores brota do chão, envolvendo o homem por completo. Em segundos, o criminoso é preso em uma espécie de casulo florido. É quando Tsubaki, ainda de costas para seu amigo Daisuke, pede:

– Vá. Tenho assuntos a resolver com ele.

– Tsu-chan...

– Vá, por favor... – pede, tocando a alma do amigo com seu pedido.

Respirando profundamente, o garoto considerado o mais inteligente de todo o colégio – e também, grande rival de Lucy Rouvier nesse quesito – corre. De alguma maneira, pôde sentir que era preciso deixar Tsubaki ali. Entretanto, Jayden Valentine permanece no mesmo lugar, assistindo tudo.

A garota das flores, séria como jamais esteve, se vira para o casulo que seu dom produziu e dá dois passos para trás. É possível perceber que as íris da jovem mudaram e assumiram uma coloração suave e rósea. No instante seguinte, Fênix utiliza sua eletrocinese para destruir todas as flores e folhas que lhe prenderam, libertando-se.

– Petulante... – fala, encarando-a irritado. – Vou fazer você sofrer até a morte!

O ruivo direciona sua palma esquerda à ela e a ataca com intensos raios de energia elétrica. Por outro lado, resistentes galhos brotam do chão – criando uma legítima e impenetrável muralha defensiva – e barram as investidas do inimigo. Enquanto isso, James Anthony Krum e Lucy Rouvier acordam, tornando-se espectadores do duelo.

– Tsubaki? – a recém-acordada pensa, impressionada. – Você está encarando o Fênix?

Novos galhos surgem, mas desta vez em torno das paredes feitas com a geocinese de Fênix. Ágeis, elas vão envolvendo-as para destruí-las. E isso também é observado pelos três amigos da curandeira. Porém, passando a manipular a eletricidade juntamente com água, o assassino derruba a muralha que havia sido levantada entre ele e a garota das flores: os poderes em seu arsenal não são poucos – incluindo a hidrocinese, o dom de criar e domar a água – e ainda não usara todos os que é capaz de executar.

– Já está me tirando do sério, seu lixo sórdido e torpe! Vou estripar os seus amigos diante dos seus olhos para que se arrependa da maneira mais amarga possível!

O olhar dela muda drasticamente, tomando para si um flamejante espírito de ira. Direcionando o seu braço esquerdo para ele, Tsubaki faz surgir fortes e grossos galhos de todos os lados, atacando-o e jogando-o contra a parede. Enquanto isso, as duas muralhas de pedra que ele havia criado – com o dom absorvido de Yuko Kurama – são destruídas.

– É hora de ir. – diz ela, mantendo-se de costas para seus amigos, mas falando justamente com eles.

Os três em questão se levantam. E, assim como Daisuke, percebem que Tsubaki não precisa de nenhuma ajuda. Pelo contrário: são preenchidos por algo como a sensação de que, se ficarem, apenas atrapalharão. Por isso, correm juntos, optando pelo caminho à direita.

Unindo a eletrocinese e a hidrocinese, Fênix pulveriza os galhos criados pela garota. Ao perceber que, graças a ela, mais três escaparam, ele se enfurece mais ainda. E grita com ela:

– Malditaaa!!! Estou cansado de você!!

Apesar da agressividade, Tsubaki não demonstra medo. Todo o temor que ela tinha parece ter desaparecido quando se decidiu e se posicionou para enfrentá-lo de frente. Porém, com mais um grito – estendido por longos segundos –, o ruivo se aproveita da sua fonocinese, o dom de manipular o som, para atacá-la com violentas ondas sonoras. Tais ondas provocam rachaduras no teto, no chão e nas paredes, mas nada fazem contra a garota.

– Não pode ser! – pensa, ao parar de gritar. – Nada do que uso faz efeito contra essa garota: e ela deveria ser a mais fraca de todos por aqui!

Ao olhar com mais atenção, percebe uma espécie de pólen e algumas pétalas flutuantes ao redor dos ouvidos de Tsubaki. Compreende que foram ambos, juntos, que protegeram-na. Farto da situação, se concentra para usar a geocinese e fazer parte do teto desabar sobre ela. Porém, se surpreende ao notar que não consegue executar tal proeza. Olha para cima e encontra folhas e galhos no trecho que tentou arruinar.

– Não adianta. – diz ela, chamando para si a atenção dele, outra vez. – Se tentar me atacar com sua habilidade de manipular a terra, envolverei todo esse lugar com flores e farei daqui o seu túmulo.

– Entendo. – pensa ele. – Posso manipular a terra, mas não as plantas que se encontram nela. No momento em que essa maldita toma posse das plantas, a terra em que elas estão torna-se inacessível para mim... Acho que a subestimei!

Tentando se tranquilizar, o “caça-talentos” decide tentar usar o dom que absorvera de Saito Urushihara quando possuiu o corpo do mesmo. Saltando para cima, a projeção de si é acompanhada pelo olhar da jovem. E, sorridente, o patife tenta acertar vários socos e pontapés nela, mas todos são bloqueados pelos galhos que surgem para defendê-la. Com uma liberação de energia elétrica, pulveriza todos, mas no instante seguinte, eles são substituídos por novos.

– Isso não tem fim!! – pensa, usando a parede à esquerda como propulsor para dar impulso ao seu salto para trás.

Tsubaki fecha suas pálpebras e aproveita para dizer:

– Mahatma Gandhi disse: “posso ser uma pessoa desprezível, mas quando a verdade fala em mim, sou invencível”. – seus olhos se reabrem. – A minha verdade são os sentimentos por todas as minhas pessoas queridas! Portanto, por eles, não fraquejarei! Por eles, posso me tornar forte! Por eles, posso ultrapassar todos os meus limites!!

Ao encerrar, a adolescente faz sair do chão sob os pés do ruivo uma grande árvore – da qual o ápice chega a tocar o teto do local. Contudo, por pouco, ele consegue escapar e sair ileso, saltando para trás – chegando seu dorso bem próximo da parede. Aproveitando a deixa da garota, ele usa sua velocidade aprimorada pelo dom de Saito para correr na direção que Daisuke Saruma escapara há pouco. Tsubaki se apressa para tentar alcançá-lo, mas desiste logo nos primeiros passos, pois com pouco tempo, ele já some do seu campo de visão.

– Amigos, por favor... – pensa ela, caindo assentada sobre suas pernas, no mesmo segundo em que seus olhos retornam à cor original. – Fiquem bem!

O som de um doce miado ecoa. Reconhecendo-o, ela vira sua face para trás. Da outra ponta do corredor, a pequena Blue vem correndo. Tsubaki tenta se levantar, mas suas pernas fraquejam, impedindo-a. Todavia, de qualquer forma, pelo menos por enquanto está tudo bem caso ela permaneça assim.

– Senti sua falta, Blue-chan... – diz, virando-se por completo e abrindo os braços para a gata, que pula em seu colo ao chegar bem perto. Fechando o enlaço, a jovem fecha seus olhos e a abraça com todo o carinho. – Infelizmente, eu não fui capaz de cumprir com a minha promessa e trazer a Cianno-kun de volta. Espero que possa me perdoar...

Ignorando a fala da dona, a felina se esforça para alcançar o rosto dela e lamber a ponta do seu nariz. Com algumas suaves risadas, Tsubaki determina:

– Mas esta nova promessa eu cumprirei: nunca mais vou me desligar de você. Pela Seiya-kun e pela Cianno-kun, que se foram. Não vou quebrar a minha palavra, viu?

Colocando a gata ao redor do seu pescoço, a adolescente recupera seu fôlego e suas forças. Bem que gostaria de poder ficar papeando com a felina – mesmo sem ter o dom de se comunicar com animais como Sophia tinha – por mais tempo, mas o dever de ajudar a todos não permite isso por ora. Então, dessa forma, a estudante se levanta do chão, se vira para onde Fênix foi e volta a correr. E, sem perceber, a inocente e imaculada rainha das flores deixa ali, onde estava assentada, uma solitária camélia rosada. Um símbolo de que, cedo ou tarde, retornará sã e salva, junto de Blue e seus amigos, para este mesmo local...

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Trocando, acelerados, de corredores, seguem juntos Lucy Rouvier, James Anthony Krum e Jayden Valentine. Foram tantos acontecimentos após a invasão de Fênix – e tantas emoções negativas – que ninguém consegue dizer uma palavra sequer, desde que deixaram Tsubaki Seijitsu por conta do assassino. Inclusive, já estão bem longe daquele ponto. Porém, todos os três estão bem ofegantes, no limite do que aguentam. Por consequência, a velocidade de ambos vai diminuindo gradativamente.

– O que foi tudo aquilo? – pensa Jayden, se lembrando do desempenho que vira de Tsubaki. – Nunca a vi daquele jeito...

De repente, Fênix surge diante do trio, ao dobrar uma esquina. Assustados – mesmo estando a metros “seguros” de distância, os amigos se viram para o outro lado. E acabam dando de cara com quem menos esperavam encontrar no momento: Sugaku Megumi.

– Oi, oi, oi, pivetinhos. – a mulher os cumprimenta.

– Sugaku-sensei? – questiona James.

– Mãe? – Jayden, por sua vez, no meio, tendo a amiga ao seu lado direito e o amigo ao seu lado esquerdo.

– Como assim “mãe”? – os seus companheiros, em coro, tentam entender, voltando seus rostos perplexos para o artista.

– É uma longa história! O pivetinho desenhista vai explicar no caminho! – afirma ela, passando e se posicionando à frente deles.

– Vai enfrentá-lo? – indaga Jayden, ao se lembrar de que Tsubaki decidira fazer isso há pouco, pensando que o pior possa ter acontecido com ela, já que Fênix ainda está são e salvo.

– Sim! Agora chispa! – grita, com um tom bem erótico em sua voz.

Eles obedecem, pois confiam no “taco” da matemática. E, acertando seus óculos com o indicador direito, a Soldada da Carmesim cruza os braços abaixo dos seus seios.

– Telepatia, telecinese e manipulação memorial: dons do mais alto nível!

– Uhum. – concorda ela, movimentando seu rosto positivamente. – São sim.

Com uma onda cinética proveniente de sua mente, a mulher joga ele para metros de distância. E, com um sorriso sensual em seu rosto, lamenta:

– Pena que eles são, também, todinhos... Meus!